Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Meu Deus, o que eu gostava disto!!! (II)

por josé simões, em 29.01.08
 
The Talking Magpies
 
Heckle & JeckleTaming the Cat
 
 

Meu Deus, o que eu gostava disto!!!

por josé simões, em 22.01.08
Woody WoodpeckerWoody the Giant Killer
 
 

O debate do século (III)

por josé simões, em 08.11.07

 

“O líder do partido foi à Assembleia almoçar com a direcção do grupo parlamentar. Interpelado pelos jornalistas, comentou o primeiro dia de debate: "Depois de Austerlitz há sempre um Waterloo."

Segundos depois, voltaria a dizer: "Sócrates há-de ter o seu Waterloo", acrescentando um sintomático "vamos com calma". Waterloo foi a batalha que derrotou definitivamente Napoleão Bonaparte.”
(Aqui)
 
Menezes devia contratar com carácter de urgência um assessor formado em História. Poupava-lhe futuros amargos de boca, mais do que os que já tem; pródigo que é em dizer uma coisa hoje para a desdizer uns tempos depois.
 
Não pude deixar de sorrir ao ouvir ontem as declarações do líder do PSD. É que elas assentam que nem uma luva… nele e em Santana Lopes. As coincidências são muitas; diria demasiadas. À imagem de Menezes, também Napoleão teve um Consulado em que repartiu a governação da França com Roger Ducos e Emmanuel Sieyès.
 
A batalha de Waterloo já aconteceu. Foi em 20 de Fevereiro de 2005. O Napoleão do PSD da altura – Santana Lopes, de cognome “O Menino Guerreiro” – teve a maior derrota eleitoral da história do partido, e a correspondente maioria absoluta de José Sócrates. Também como Napoleão, regressou agora da sua ilha de Elba, para onde tinha sido exilado pelo Congresso do PSD que elegeu Marques Mendes, assim ao jeito de um Tratado de Fontainebleau que exilou Bonaparte em 1814.
 
O Governo de Santana Lopes / Paulo Portas durou um pouco mais que os 100 dias do regresso de Napoleão. Faço votos para que as coincidências fiquem por aqui.
 
(Para quem não tem mais nada de útil para fazer, e se quiser entreter um pouco, aqui ficam as páginas do Imperador e do Menino Guerreiro na Wikipédia)
 

O debate do século (II)

por josé simões, em 07.11.07

 

Exemplar do modo empenhado; da leveza como Santana Lopes encara a cousa pública e todos os cargos por onde passou, sejam eles as Câmaras Municipais, um clube de futebol, ou outros cargos de responsabilidade política, foi que aconteceu hoje na Assembleia da República. Faz um discurso – mais irritado que inflamado –, arruma os papéis, abotoa o casaco, e vai à vidinha, deixando a bancada parlamentar que o elegeu como líder mais uma vez pendurada, e o interlocutor a falar sozinho…
 
Depois, cá fora, com uma posse de Estado de fazer inveja à Rainha de Inglaterra, disse que tinha saído para atender uns telefonemas de familiares, amigos, e alguns camaradas de partido! (negrito meu)
Poder-se-á dizer sobre esta atitude de Santana Lopes, aquilo que se costuma dizer aos funcionários públicos em idênticas situações: “É para isto que eu pago os meus impostos?! para o senhor nas horas de expediente vir tratar de assuntos particulares?” Ou a Santana Lopes, perdão, a um deputado da Nação tudo é permitido?
 
Provérbio de fim do dia: “Serviço é serviço, cognac é cognac”
 
(Foto via Time Magazine)
 
Adenda: Esta continua a não me sair da cabeça…
 

O debate do século

por josé simões, em 07.11.07

 

Acho que nunca o Contra-Informação tinha acertado tão bem numa alcunha: “Santana Flopes”! KO ao primeiro round. E quando alguns (pode parecer incrível, mas existem!) esperavam que a faceta Calimero tivesse desaparecido, eis que reclama com Jaime Gama pela suposta intolerância quando ultrapassou os cinco minutos do regulamento.
Terá Santana Lopes a noção do ridículo?! Nem com uma hora o homem lá vai, e hoje arrisca-se a levar outra tareia.
 
Do “debate do século” retenho Santana Lopes ouvir José Sócrates dizer-lhe na cara, em bom português e com todas as letras, que neste momento não é Primeiro-ministro porque o povo em eleições livres e democráticas – como Santana gosta de dizer – não o quis; e não por obra e graça de uma teoria da conspiração com Jorge Sampaio à cabeça. Algo que é um dado por demais adquirido, e já um lugar-comum na voz do povo.
 
Entrou por um ouvido, fez ricochete duas ou três vezes dentro da caixa craniana, e saiu pelo outro. O que me intriga é, o que é que falha naquela cabecinha para não conseguir ver o óbvio…

 

Depois de ontem, esta é uma imagem que não me sai da cabeça de cada vez que ouço falar em Santana e no grupo parlamentar do PSD. Porque será?!?
 
(Na foto tirada por um repórter do Dayli Telegraph, enviado especial para cobrir o “debate do século”, como Santana Lopes (não José Sócrates!) deixou a bancada parlamentar do PSD no debate do Orçamento. Pendurada. Equipando à moda do clube do líder Menezes, e do líder da bancada parlamentar)