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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Greves inseparáveis

por josé simões, em 07.02.19

 

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Depois de a TVI ter revelado uma gravação onde a senhora bastonária da Ordem dos Enfermeiros aparece a acertar estratégias com os sindicalistas, no telejornal da noite na SIC Notícias a senhora dirigente da Associação Sindical dos Enfermeiros utiliza uma expressão que diz tudo e que automaticamente posiciona o sindicato que dirige: "um Governo apoiado pela esquerda". Todas as greves convocadas pela CGTP são greves decididas na sede do PCP à Soeiro Pereira Gomes e que não levam em conta o país que quer trabalhar, nem têm respeito pelos outros cidadãos que, indirectamente e por tabela, se vêm envolvidos nestas manigâncias dos comunistas e dos funcionários públicos, calaceiros que não podem ser despedidos e que vivem bem a expensas do erário público e de todos os outros que se levantam cedo para ir trabalhar, isto só para utilizar alguns dos argumentos a que a direita radical recorre de cada vez que há uma greve que lhe escapa ao controlo. Os enfermeiros terem uma bastonária industriada em S. Caetano à Lapa, e sindicatos por "enfermeiro quadrado" a orquestrarem greves alimentadas por donativos "Jacinto Leite Capelo Rego" é "a justa luta dos enfermeiros" inserida no legítimo direito à greve, que não causa prejuízo a ninguém, nem aos próprios, sem a noção do ridículo, ou do insulto, ao tal do país que se levanta cedo para ir trabalhar, que são os 57 anos para a idade de reforma e um aumento de 400 € de salário. Vai-se ver e, tudo isto dito e reivindicado, a grande maioria até é contra a legalização das drogas...

 

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Grandes questões existenciais

por josé simões, em 17.12.18

 

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Como é que se requisita civilmente [de requisição civil] alguém que não tem nenhum vínculo contratual com nenhuma empresa ou entidade [no caso do Porto de Setúbal]?

 

"Eu requisitado? Porquê eu e não o senhor ministro requisitador? Ou o senhor doutor Marco António Costa do PSD, que não se calou com isso uma semana inteira?". [o requisitado a falar para com os seus botões].

 

E as televisões dias, semanas a fio, a todas as horas certas, em todos os noticiários a papaguear esta coisa da "requisição civil".

 

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||| É uma questão de fezada

por josé simões, em 19.12.14

 

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O fulano que acreditava piamente na constitucionalidade de 4 – quatro – 4 Orçamentos do Estado é o fulano que tem a certeza de que a requisição civil para a greve na TAP é legal. Mete as mãos no fogo e jura pelas alminhas e pela rica saudinha dos entes mais queridos.


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||| E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?

por josé simões, em 18.12.14

 

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"por determinismos ideológicos e políticos" não pode haver uma greve contra uma privatização ditada pelos por determinismos ideológicos e políticos dos partidos da coligação que compõem o Governo que decreta a requisição civil para defender a economia nacional e o interesse público que deixa de ser prioritário a partir do momento em que a empresa for privatizada, ou nacionalizada por outro Estado, como tem sido norma nestes quatro anos de Governo da direita.


Que fica tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, no caderno de encargos, isso do interesse público e do serviço público e que não há volta a dar-lhe pela empresa ou pelos investidores ou pelos especuladores que comprarem a TAP. Assim como estava tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, preto no branco, não havia volta a dar-lhe, no caderno de encargos que era a Constituição da República Portuguesa no capítulo que dizia que as nacionalizações eram irreversíveis.


E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?


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