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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Armorial lusitano

por josé simões, em 18.02.19

 

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Podemos ver a remodelação governamental de dois prismas completamente opostos e que ainda assim se complementam:

 

- O da nova geração promovida a cargos de governação, ganhando currículo e experiência governativa para um futuro mais ou menos próximo;

 

- O do estrangulamento de que padece o PS; dos cargos directivos em circuito fechado - pais/ filhos/ maridos/ mulheres, não colocando em causa as competências das pessoas em questão, questionando antes se um qualquer outsider com as mesmas competências e capacidade consegue alguma vez atingir semelhante patamar; da imagem passada para o exterior de um partido fechado sobre si, afastando ainda mais o cidadão da política.

 

Quando daqui por 100 anos outro qualquer Jorge Costa fizer Os Donos de Portugal, Capítulo II, este Partido Socialista, da monarquia republicana, vai com certeza ter um lugar de destaque.

 

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|| Hipocrisia, instinto de sobrevivência e baratas tontas

por josé simões, em 25.03.13

 

 

 

O CDS, que não está no Governo, vem pedir a remodelação do Governo, onde o CDS está de corpo e alma, ainda antes de conseguir votar, ao mesmo tempo contra e a favor, da moção de censura do PS, ao Governo onde o CDS está e não está.

 

Diz que os partidos políticos estão descredibilizados aos olhos dos cidadãos.

 

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Pão e Circo

por josé simões, em 30.01.08

 

Ataca-se no Pão: sai Correia de Campos da Saúde, para acalmar as hostes internas e as hostes nas ruas.
Ataca-se no Circo: sai Isabel Pires de Lima da Cultura, para acalmar as elites.
Sócrates pode ter muitos defeitos, mas parvo não consta no rol. A remodelação é feita principalmente à esquerda. O PSD não atrapalha Sócrates, de tão entretido que anda a atrapalhar-se a si próprio.
 
A remodelação é feita à esquerda. A direita em Portugal sempre se deu mal com a rua; à excepção de um curto período no PREC em que andou de braço dado com a Igreja a atacar e incendiar sedes de partidos de esquerda a norte de Rio Maior. As ruas sempre foram monopólio da esquerda. A contestação nas ruas à política para a Saúde estava a capitalizar à esquerda.
 
Os mesmos problemas que a direita tem com a rua, têm-nos também com as coisas da cultura. Um complexo de que não se consegue livrar (Gonçalo Reis (revista Atlântico) explica). As gentes da cultura e das artes andaram sempre maioritariamente pela esquerda. E, a um ano e picos das eleições, uns escritos por aqui e por ali, nos blogues e nos jornais; umas entrevistas e uns debates por acolá; não matam mas moem. Fazem mossa.
 
No timming certo. No dia em que o bastonário da Ordem dos Advogados volta à carga no discurso de abertura do ano judicial; onde o Governo levou mais um puxão de orelhas do Presidente. No dia em que a ONG Reprieve ressuscita Guantanamo.
Os media portugueses sempre tiveram dificuldade em lidar com enxurradas de informação.
 
Ele há com cada operação cirúrgica!
 
Post-Scriptum: e fala-se e escreve-se sobre o ministro do Ambiente que também devia ter ido à sua vidinha. Porquê?! Com o que aí vem de obras, interessa é nem sequer haver ministério do Ambiente, quanto mais um ministro!
 
(Foto de Damon Winter para o The New York Times)