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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não há dinheiro para nada

por josé simões, em 09.03.17

 

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Há "a saúde do sistema financeiro" e há a "o factor de sustentabilidade" da Segurança Social.

 

 

 

 

 

'Pensionistas estão a receber mais do que descontaram'

por josé simões, em 22.05.16

 

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Os últimos dados divulgados pela Segurança Social mostram que 80% dos idosos recebiam menos de 364 euros por mês de reforma em 2014. Já a média das pensões de velhice pagas por este organismo no ano passado não chegavam aos 460 euros, segundo a base de dados Pordata.


Eles, e nós, quatro anos a ouvir o testa de ferro da direita radical, que os pensionistas "descontaram para ter reformas, não para ter aquelas reformas". Ele, que se 'esqueceu' de descontar, não sabia que era preciso, de pin ao peito, que "pensionistas estão a receber mais do que descontaram".


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||| "O meu futuro, a minha reforma"

por josé simões, em 17.05.16

 

Tony-Ray-Jones--Butlin's Holiday Camp, Clacton-on-

 

 

"Como vai ser a minha reforma, qual o papel do Estado e, [debate inquinado logo à partida], que parte cabe aos privados?", que estão genuina e desinteressadamente preocupados com o meu futuro e com a minha reforma. O Expresso em parceria com a Eurovida, uma companhia de seguros, e um banco, o Popular. É tudo negócio e "liberdade para pensar". E fazer fé que, em caso de malabarices e trafulhices por parte de quem, geguinamente se preocupa com o meu futuro e a minha reforma, a parte que cabe ao Estado é assumir o prejuízo, depois da parte do meu futuro e da minha reforma que couber aos privados. A entrada é livre, apesar de haver quem jure a pés juntos que "não há almoços grátis".


[Imagem "Butlin's Holiday Camp, Clacton-on-Sea, 1966",

Tony Ray-Jones]

 

 

 

 

||| Descubra as diferenças

por josé simões, em 14.09.15

 

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«Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça e candidata a deputada do PSD por Lisboa, revelou esta sexta-feira que “o combate à evasão fiscal é uma boa base contributiva” para financiar os cortes de 600 milhões no orçamento da Segurança Social»

 

«"A senhora não tem nenhum corte na pensão porque já não há cortes nas pensões", respondia Passos Coelho perante as acusações»

 

 

 

 

||| Um espertalhão

por josé simões, em 07.09.15

 

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E se o impacto dos 100 mil for superior aos peso dos 4 milhões? A coligação não esclarece nem apresenta contas e deixa a coisa para sede de concertação social onde só vai haver um voto contra e de vencido, as usual, o que é o mesmo que dizer que a proposta já está aprovada caso ganhem as eleições, praise UGT.


No entanto no programa que vai a votos propõe "a introdução, para as gerações mais novas, de um limite superior para efeitos de contribuição, que em contrapartida também determinará um valor máximo para a futura pensão. Dentro desse limite, a contribuição deve obrigatoriamente destinar-se ao sistema público e, a partir desse limite, garantir a liberdade de escolha entre o sistema público e sistemas mutualistas ou privados" daí se depreendendo que os 100 mil que agora vêm à baila sejam os 100 mil mais bem remunerados e os 100 mil que vão ter a tal da "liberdade de escolha" e os 100 mil que vão ter um impacto devastador num sistema que assenta na repartição e na solidariedade.


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||| De regresso a 2011

por josé simões, em 05.06.15

 

 

 

«Pedro Passos Coelho contrariou esta sexta-feira que o Governo queira cortar 600 milhões de euros nas pensões em pagamento.»

 

 

 

 

||| Isto está tudo ligado

por josé simões, em 25.05.15

 

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O que nós gostaríamos era de ter um ministro, um só um, para o caso até podia ser mesmo o do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia de um Governo de "um país considerado rico no mundo" a lamentar num "país considerado rico no mundo" haver uma coisa chamada "Tarifa Social de Electricidade" e não a lastimar-se por a tal da tarifa continuar longe da meta estabelecida pelo Governo. Daí o outro lamento do outro do objectivo falhado de baixar o custo do preço do trabalho e a insistência em cortar 600 milhões nas pensões e reformas.

 

"A tarifa social não está a ter um nível de adesão tão elevado como gostaríamos"

"O Governo garante que a meta de 500 mil famílias abrangidas pela tarifa social é mesmo para atingir"


Vão ver que não custa nada e que a meta vai ser largamente ultrapassada se continuarmos com mais 4 anos da mesma posologia, para lá de Outubro de 2015.


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||| O CDS a sacudir a água do pacote

por josé simões, em 25.05.15

 

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Já estava na hora de se fazer o deve e o haver, com números e percentagens e assim, da contribuição destes 4 anos de coligação PSD/ CDS-PP para a descapitalização da Segurança Social e para a sua insustentabilidade, no geral, e particularmente do CDS, a quem calhou em sorte o ministério com a tutela da Segurança Social, não só na sua futura insustentabilidade mas também na criação de um Estado paralelo ao Estado, pago com o dinheiro do Orçamento do Estado, para fazer exactamente a mesma coisa que o Estado fazia e faz, com o extra que é a criação e o fomento de uma nova classe de bem-instaldos na vida às custas do negócio com o infortunio e com a miséria alheia, com muita fé em Deus.


«O ministro Mota Soares afirmou nesta segunda-feira que "qualquer alteração" nos sistemas públicos da Segurança Social deve ser debatida com "amplo consenso político" e também com o PS, assegurando que não está nenhuma proposta em debate.»


O CDS a sacudir a água do pacote por tudo isto, como se tudo isto nunca tivesse sido dito e como se não fossem juntos a votos, PSD e CDS, lá para o final do Verão.


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||| A propaganda do Governo desmontada pelo orgão oficial dos gurus do Governo

por josé simões, em 13.05.15

 

Little Red Guards singing Mao quotations, 1966 Xia

 

 

«O Governo tem atualizado o valor das pensões mínimas, sociais e rurais, mas ao fazê-lo prejudica os idosos mais pobres, que tiveram um corte via Complemento Solidário para Idosos.»


[Imagem "Little Red Guards singing Mao quotations", 1966 Xiao Zhuang]

 

 

 

 

||| Prioridades e para quem se governa

por josé simões, em 05.05.15

 

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Prioridade 1: cortar nas pensões e nas reformas, em nome da sustentabilidade da segurança social, enquanto se perdoam milhões à banca, por exemplo, ou se baixa o IRC às empresas e já se fala em baixar a TSU, também por exemplo, em nome do investimento e da criação de emprego que afinal é o aumento da mais-valia ao patrão e accionista, para depois se aumentar a comparticipação a pagar pelos idosos para ter acesso a cuidados.


«Um idoso que recebe uma pensão e um complemento de dependência, porque perdeu total autonomia, poderá ter de pagar até 90% desse rendimento para ter os cuidados no lar ou instituição de solidariedade social onde vive. Antes a sua comparticipação máxima era de 85% do valor que recebia».


Prioridade 2: desmantelar o Estado e o Estado social enquanto se cria um Estado paralelo, pago com o dinheiro dos impostos dos contribuinte, na sua quase totalidade pertença de organizações e instituições heterónimos da Igreja Católica e alimentando uma indústria à roda da miséria alheia.


«Regulamento foi alterado a pensar na sustentabilidade das instituições de solidariedade».


Prioridades e para quem se governa. O que sobra é para brincar à caridadezinha.


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||| O[s] Verdadeiro[s] Artista[s]

por josé simões, em 17.04.15

 

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O CDS apoia o corte de 600 milhões de euros nas pensões porque «há um problema de sustentabilidade do sistema de pensões» e porque o CDS é favorável à descida da TSU, com a luz verde e irrevogável de Paulo Portas, sem custos para o utilizador os trabalhadores, o que faz toda a diferença, olarilas, a descapitalização da Segurança Social não é tida nem achada, olarilas mais uma vez, e porque os jovens não descontam porque no país da retoma e do milagre económico e do exemplo para a Europa e para o mundo emprego não existe, quanto mais trabalho, e porque os que que descontam fazem-no nos países de destino, para onde emigraram, e porque como ninguém desconta voltamos outra vez ao princípio que é a descida da TSU sem custos para o utilizador os trabalhadores e porque uma maioria absoluta não chega para levar a cabo tão hercúlea e patriota tarefa é preciso um consenso alargado na forma de um «compromisso com o principal partido da oposição» - o PS, para que a culpa tenha marido e não morra solteira. São demasiados "porque" para um partido de pantomineiros – o CDS, propriedade de um pantomineiro – Paulo Portas.


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||| E isso é bom ou mau para Portugal?

por josé simões, em 01.02.15

 

 

 

Atendendo às "reformas" que foram feitas, aos indicadores de pobreza, ao desemprego, às falências, à emigração anos 60, ao grau de destruição provocado, deliberadamente provocado, é bom ou mau papa Portugal que o FMI tenha "arrasado" o Governo por só ter feito «um terço das reformas exigidas pela 'troika'»?


Às vezes há vezes em que convém ter tento na língua porque quer parecer que este título é uma boa palavra de ordem para os partidos da coligação meterem em cartazes durante a campanha eleitoral [Paulo Portas vai fazer um nó com esta gravata, certezinha] e, pelas reacções que vi por aí, à esquerda...


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||| Um país, dois sistemas

por josé simões, em 06.06.14

 

 

||| A filha da putice na primeira pessoa do singular

por josé simões, em 08.05.14

 

 

 

"o trabalhador, sobretudo um jovem que está a entrar no mercado de trabalho, tenha um pouco mais de liberdade para proteger a sua poupança, para proteger o seu futuro e que não fique tão dependente dos ciclos financeiros, dos ciclos económicos ou dos ciclos políticos, chama-se a isso, tecnicamente, plafonamento parcial e voluntario do ponto de vista das contribuições" [a partir do minuto 0:30].

 

Porque, como é por todos sabido, os seguros, os fundos de pensões, privados, são imunes aos ciclos económicos ou aos ciclos financeiros [basta seguir com atenção as notícias d’ América e o calvário dos amaricanos] e que nunca ninguém vai ficar sem a sua reforma, sem a sua pensão, sem a sua assistência na saúde, porque, se tiver sorte com o ciclo político, pode ser que a falência da companhia de seguros ou do fundo de pensões, onde depositou todas as poupanças de uma vida, coincida com a chegada ao poder de alguns socialistas desmiolados, irresponsáveis e gastadores que obriguem o Estado a assumir o prejuízo para, noutro ciclo político, aparecer Paulo Portas, o líder partidário há mais tempo no activo, ou outro pantomineiro-trampolineiro qualquer da mesma espécie apostado em brilhar os botões de punho, a dizer que "o socialista é muito bom a gastar o dinheiro dos outros mas quando acaba o dinheiro chamam-nos a nosotros y a vosotros para compor as coisas".

 

 

 

 

 

 

||| Santo Agostinho, o legionário e Spartacus

por josé simões, em 09.04.14

 

 

 

Roma Locuta, Causa Finita Est, pelo "membro alinhado" e depois do "soldado disciplinado". Panem et circenses. Sobra o circo, falta o pão e ainda há Spartacus. Cada vez mais.

 

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Adenda: a frase é em latim mas não é "dos romanos", é de Santo Agostinho. Começa a faltar-me a paciência para a fauna que pensa que a História começou com A Riqueza das Nações do senhor Smith.