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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

E andamos nisto...

por josé simões, em 27.02.18

 

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Marques Mendes, Conselheiro de Estado e moço de recados, ex-líder do PSD, o partido que durante décadas de Governo fechou escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país, aparece na homilia semanal que tem na televisão do militante n.º 1 mui imbuído de "sentido de Estado" a dar uma dica a Rui Rio, líder do PSD, o partido que durante décadas de governo fechou escolas, postos de saúde e hospiutais, tribunais, repartições do Estado no interior do país: que deve trazer para a agenda a desertificação humana do interior país. Mais, que Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente-comentador, ex-líder do PSD, o partido que durante décadas de governo fechou escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país, deve mover influências, mexer cordelinhos, juntar à mesa o actual líder do PSD e o primeiro-ministro, António Costa, líder do PS, o partido que durante décadas, no governo ou na oposição, implementou políticas ou assinou de cruz políticas implementadas pelo PSD, o chamado entendimento entre os partidos estruturantes da democracia para as reformas estruturais do Estado, que levaram ao fecho de escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país. E andamos nisto...

 

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||| O dilema de Miguel Albuquerque

por josé simões, em 02.04.15

 

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Sendo o Governo Regional da Madeira o maior empregador das ilhas, directamente via serviços e administração pública, ou indirectamente por via de concessões várias e das obras públicas adjudicadas a empresas "do regime", e estando o PSD, e as vitórias eleitorais do PSD, dependentes da rede clientelar assente nesta relação promíscua, como é que Miguel Albuquerque vai implementar a sua reforma do Estado sem “exterminar” o partido que dirige?


«[...] o sucessor de Alberto João Jardim na liderança dos social-democratas diz que não deve haver "ilusões" sobre a reforma do Estado: "É despedir funcionários públicos, não vale a pena estar com ilusões, 78% da despesa do Estado é com pessoal".


Para Miguel Albuquerque, o Governo devia ter criado um fundo ou uma bolsa fora do quadro do Orçamento do Estado para pagar os despedimentos e nessa altura "tirava 10, 15, 20, 30, 40 mil pessoas" e fazia a reforma do Estado.»


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||| A filha da putice na primeira pessoa do singular

por josé simões, em 08.05.14

 

 

 

"o trabalhador, sobretudo um jovem que está a entrar no mercado de trabalho, tenha um pouco mais de liberdade para proteger a sua poupança, para proteger o seu futuro e que não fique tão dependente dos ciclos financeiros, dos ciclos económicos ou dos ciclos políticos, chama-se a isso, tecnicamente, plafonamento parcial e voluntario do ponto de vista das contribuições" [a partir do minuto 0:30].

 

Porque, como é por todos sabido, os seguros, os fundos de pensões, privados, são imunes aos ciclos económicos ou aos ciclos financeiros [basta seguir com atenção as notícias d’ América e o calvário dos amaricanos] e que nunca ninguém vai ficar sem a sua reforma, sem a sua pensão, sem a sua assistência na saúde, porque, se tiver sorte com o ciclo político, pode ser que a falência da companhia de seguros ou do fundo de pensões, onde depositou todas as poupanças de uma vida, coincida com a chegada ao poder de alguns socialistas desmiolados, irresponsáveis e gastadores que obriguem o Estado a assumir o prejuízo para, noutro ciclo político, aparecer Paulo Portas, o líder partidário há mais tempo no activo, ou outro pantomineiro-trampolineiro qualquer da mesma espécie apostado em brilhar os botões de punho, a dizer que "o socialista é muito bom a gastar o dinheiro dos outros mas quando acaba o dinheiro chamam-nos a nosotros y a vosotros para compor as coisas".

 

 

 

 

 

 

||| O[s] Verdadeiro[s] Artista[s]

por josé simões, em 14.04.14

 

 

 

«Não é bonito chamarem-nos mentirosos. Em política não pode valer tudo»

 

[Imagem "Webster Brothers Circus clowns", 1948, autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| Mais uma reforma estrutural

por josé simões, em 18.02.14

 

 

 

As reduções mais significativas ocorreram uma parte na Educação [educadores de infância, professores do ensino básico e secundário], na Defesa e na Saúde, ou seja, afectando directamente o funcionamento de áreas chave do Estado social e da soberania nacional, e pela passagem da condição de "precário" a "desempregado", a outra parte por via das privatizações, com um click na tecla delete deixaram de contar para o rol, esfumaram-se, e o que foi feito deles também não interessa nada, talvez tenham ido trabalhar para o sector privado, no "milagre económico" do "herói-supresa" da União, ou apnahra o avião à Portela e dar entrevistas ao Vida Soviética Financial Times. Venha de lá a propaganda governamental.

 

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||| Estamos conversados

por josé simões, em 01.02.14

 

 

 

Quando o "simbolismo" da imagem de seriedade que se quer passar para o eleitorado passa por convidar Vítor Bento para o palanque, assim de repente, o Vítor Bento trabalhador-invisível das promoções por mérito, o Vítor Bento da suspensão da democracia, estamos conversados.

 

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Adenda: Ainda com uma secreta esperança de ser hoje o dia em que João Proença denuncia o acordo de concertação social por o Governo continuar a não cumprir e a adiar as medidas para o crescimento e emprego, esta parte foi copiada de um discurso de Pedro Passos Coelho, não foi?!

 

«Mas isso, acrescenta, "não pode ser feito de um dia para o outro". O plano é associar essa recuperação ao "crescimento" da Economia e a uma política rigorosa na gestão de recursos. Emagrecer as estruturas para conceder outras condições aos funcionários públicos. E ao mesmo tempo avaliar a carga fiscal através da "diminuição do IRS, IVA e IRC". Perante os resultados dessa cura de emagrecimento do Estado se avançaria então.»

 

 

 

 

 

 

||| Escorria gordura pelas paredes do Estado

por josé simões, em 13.12.13

 

 

||| Chego até a ficar comovido

por josé simões, em 09.11.13

 

 

 

Muito mais impressionante do que o saco de vacuidades, banalidades, lugares-comuns e falta de rigor, que dá pelo nome de Guião para a Reforma do Estado, é o espírito de missão e sacrifício, a capacidade de sofrimento dos aios, escudeiros e cavaleiros da maioria, todos os dias a todas as horas na comunicação social, para apresentar como ouro um monte de esterco ideológico, que não é Guião coisíssima nenhuma, que não se propõe reformar coisíssima nenhuma, que não é base de trabalho coisíssima nenhuma, quanto muito um programa eleitoral para uma hipotética AD 2.0.

 

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||| Desde Outubro de 1978

por josé simões, em 08.11.13

 

 

 

«O vice-primeiro-ministro evita assim, para já, confrontar-se com uma provável barreira do PS a qualquer compromisso com o Governo sobre a reforma do Estado, já que António José Seguro se mostrou indisponível para se sentar à mesa das negociações. Por outro lado, entre os centristas acredita-se que a UGT tem, neste momento, uma posição mais moderada do que o próprio PS.»

 

 

Podíamos interrogar-nos da legitimidade de um sindicato sem implantação no terreno ou qualquer género de influência que não em alguns sectores dos serviços, ligados aos bancos e às seguradoras, para assinar e fazer valer concertações sociais e códigos do trabalho, minudências. Se por um lado a CGTP aparece como correia de transmissão das decisões do Comité Central do PCP, a UGT com o seu sindicalismo de homenzinho muito responsável e bem comportado e prenhe de “sentido de Estado”, desde os célebres brindes com cálices de Porto, entre Torres Couto e o senhor Silva primeiro-ministro, até á concertação social assinada por João Proença e Pedro Passos Coelho, dispensa adjectivos já que é muito substantiva.

 

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|| Descubra as diferenças

por josé simões, em 04.11.13

 

 

 

«Como o exemplo deve vir de cima o documento prevê algumas reformas dos ministérios […] uma integração gradual e respeitando especificidades das funções jurídicas e contenciosas dos ministérios, o Estado precisa de se capacitar juridicamente para defender o interesse público e não deve recorrer ao outsourcing, não deve ir buscar fora do Estado a qualidade jurídica para defender o interesse público, pode e deve fazê-lo a partir de uma agregação de departamentos de contencioso e departamentos jurídicos que existem nos vários ministérios, ganhando escala, ganhando recursos» [Apresentação do Guião para a Reforma do Estado, partir do minuto 20:08]

 

 

«Governo bate recorde em gastos com escritórios de advogados.

 

[…] os vários organismos da administração central, local e regional assumiram encargos de 33,3 milhões de euros em 859 contratos de aquisição de serviços externos de consultoria/ assessoria jurídica entre 2011 e 30 de Outubro deste ano.»

 

 

 

 

 

 

|| Um manto de vacuidades, banalidades e lugares comuns

por josé simões, em 30.10.13

 

 

 

A embrulhar a desresponsabilização total do Estado, via entrega a privados, daquelas que são as suas funções base e essenciais, escrito em Arial 16, com 3 toques na tecla de espaço entre cada linha, para preencher 112 páginas com aquilo que cabia em 30 [elucidativa a ideia subjacente do calhamaço cheio de rococós e vazio contraponto ao minimal directo e com substância, muita parra pouca uva, vox pop], pela mão do mais oco protagonista político de que há memória que, acossado por todos os flancos, obrigado a dar, por uma vez na vida, a cara, desresponsabiliza para canto na esperança de que o ruído criado lhe permita sair de mansinho debaixo do foco dos holofotes e regressar aquilo que melhor sabe fazer: manobrar e intrigar na penumbra do backstage. O Principio de Peter em todo o seu esplendor.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

 

|| Reforma do Estado e dá-me música que estou a gostar de ouvir

por josé simões, em 17.08.13

 

 

 

«Administração pública já perdeu em 18 meses o previsto com a troika para 3 anos. Cerca de metade do emprego público perdido nestes 18 meses traduziu-se em postos de trabalho no ensino básico e secundário.

 

[…] o único incremento líquido ocorrido durante o semestre em termos de empregos criados na estrutura do governo: a presidência do conselho de ministros aumentou o seu efetivo em 377 empregos dos quais 154 foram cargos de nomeação política, políticos, mandatos ou comissões de serviços e 129 contratos a termo.»

 

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|| Portugal não é só teu

por josé simões, em 31.01.13

 

 

 

Parece que só 1/5 dos portugueses é que está disposto a ver o seu país retalhado e dividido entre os amigos do inteligente António Borges.

Parece que só 1/5 dos portugueses é que está disposto a ser educado pelo dô-tôr Miguel Relvas e sus muchachos.

Parece que só 1/5 dos portugueses é que não sabe o significado das palavras "público" e "privado".

Parece que a maioria dos portugueses não quer ser comido por parvo e aceitar e legitimar algo que não foi a votos.

 

Parece que 1/5 dos portugueses não se lembra da campanha "Portugal não é só teu", Pedros Passos Coelho e Paulo Portas incluídos.

 

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|| "Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus" - Mateus 5.3

por josé simões, em 19.01.13

 

 

 

Um homem bom. O ex-Presidente Jorge Sampaio acredita que está a ser feita, ainda que com "grande amadorismo", uma reforma do Estado. Acredita mesmo que há, da parte deste desGoverno, uma intenção de reformar o Estado. Um homem bom, nunca é demais dizê-lo.

 

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