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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"Portugal não é um país pequeno"

por josé simões, em 08.07.24

 

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Os da "Argélia não é uma colónia francesa mas um departamento" e da consequente guerra, com milhares de mortos de ambos os lados, tortura, repressão da população civil, massacres, terrorismo de Estado, mais os milhões de refugiados e "retornados" a França, e as convulsões sociais e políticas com isso geradas, são os "a França está infestada de argelinos", "estamos a assistir à gradual substituição da população".

Percebem o título do post e a imagem que o ilustra?

 

 

 

 

"Dividir por nacionalidade"

por josé simões, em 03.07.24

 

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Uma vez em Soissons, pequena cidade a norte de Paris, perguntei a um emigrante português porque é que recebia em casa o jornal da, à época, Frente Nacional, e votava na Marina se o partido tinha um discurso xenófobo e anti-emigração. Respondeu-me que eles, os portugueses, não eram emigrantes, emigrantes eram "os árabes e os pretos". Lembrei-me disto ao ler que o Attal apelou ao voto dos luso-descendentes contra o Rassemblement National que quer dividir os franceses por nacionalidades.

 

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"Dia 4 às 15 horas"

por josé simões, em 01.07.24

 

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Na convocatória para a cercadura ao Parlamento, a páginas tantas, o taberneiro diz "dia 4 às 15 horas" enquanto faz com a mão direita o gesto três dedos e um zero que, em linguagem gestual, todos já vimos no canto do ecrã a tradução, significa "dia 4 às 15 horas" e não o símbolo White Power dos supremacistas brancos e, por coincidência e só por coincidência, também o símbolo do Movimento Zero nas polícias, aqueles senhores e senhoras que nos grupos WhatsApp, Telegram e contas fechadas no Facebook se dedicam a insultar imigrantes e gente de outras cores, para, mais rápidos que a própria sombra, os ditos zeros responderem ao apelo do chefe e gritado presente. Nas televisões, rádios, jornais, que andaram com o senhor ao colo e o engordaram, ninguém deu por nada, mesmo depois de elevados à categoria "Inimigos do Povo". Espectáculo!

 

 

 

 

Construções à direita

por josé simões, em 21.05.24

 

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Ontem tivemos uma fundação, alegadamente isenta e sábia, a enfiar-nos pelos olhos dentro a bondade e a virtude de mais da transferência de rendimentos do trabalho para o capital aka trickle-down, como se tivéssemos todos nascido ontem. Hoje temos o sindicato dos patrões a clamar por unanimidade para mais transferência de rendimentos do trabalho para o capital, por causa da competitividade, do crescimento económico, dos salários, do investimento estrangeiro, com o estudo da fundação, alegadamente isenta e sábia, na mão, que o "demonstra de forma inequívoca". Lá para domingo ninguém se espanta se os dois ex-líderes partidários da direita - Mendes & Portas, no espaço de agit-prop, denominado "análise isenta", que detêm em horário nobre, canal aberto, e sem contraditório, aparecerem a vender a virtude do estudo da fundação, alegadamente isenta e sábia, como eles, e como os patrões das empresas necessárias para o crescimento económico, a creação de riqueza e blah blah blah [criação em português antigo porque é desde esse tempo que nos prometem isto].

 

Aguiar-Branco, o erro de casting que calhou ser segunda figura do Estado na pele de presidente da Assembleia da República, depois de cair na real e ter visto a merda que fez [ao abrigo da liberdade de expressão, honi soit qui mal y pense] em vez de recuar e, num acto de humildade democrática, reconhecer que errou, sem precisar pedir desculpa, seguir em frente e emendar a mão quando a ocasião se propiciar outra vez, e não vão faltar vezes, ensaia uma fuga para a frente e tenta emporcalhar mais gente no turbilhão [também ao abrigo da liberdade de expressão, honi soit qui mal y pense], chamando uma embaixada de sábios em seu socorro. Lá para domingo ninguém se espanta se os dois ex-líderes partidários da direita - Mendes & Portas, no espaço de agit-prop, denominado "análise isenta", que detêm em horário nobre, canal aberto, e sem contraditório, aparecerem a defender a posição de Aguiar-Branco e a apontar o dedo à esquerda castradora.

 

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Numa encenação teatral desceu a Avenida

por josé simões, em 17.05.24

 

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Para a posteridade fica a segunda figura do Estado, o presidente da Assembleia da República, a casa da democracia, aplaudido de pé pela bancada do partido da taberna, e o silêncio de todas as outras, incluindo a do seu partido, depois de legitimado o racismo, o insulto, o ódio, sob a capa da "liberdade de expressão". Desceu a Avenida nos 50 anos do 25 de Abril mas foi uma encenação teatral.

 

[Imagem ao abrigo da "liberdade de expressão" invocada e aplaudida]

 

 

 

 

Make Portugal Great Again

por josé simões, em 15.05.24

 

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A direita que é contra a disciplina Cidadania e Desenvolvimento no currículo escolar é a direita que alçada ao Governo responde com policiamento a crimes de ódio nas escolas e, com um bocado de sorte, calha a patrulha aqueles agentes da autoridade que se entretém no Telegram e no WhatsApp a destilar ódio contra imigrantes e minorias étnicas perante a total indiferença da tutela. Quando o tiroteio entrar na escola a solução vai ser autorizar professores e funcionários a andarem armados. Make Portugal Great Again.

 

 

 

 

Que nome é que se dá a isto?

por josé simões, em 06.05.24

 

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No dia a seguir a um bando de energúmenos encapuçados, pela calada da noite ter assaltado uma casa na cidade do Porto e, movidos pelo ódio, agredido barbara e gratuitamente imigrantes magrebinos que dormiam no seu interior, a Procuradora-Geral da República vem a público com uma das bandeiras da extrema-direita na mão mostrar-se «preocupada com entrada no país de jovens "desenraizados" e "indocumentados"», amplificando o discurso do partido da taberna no Parlamento. Que nome é que se dá a isto?

 

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Os idiotas úteis

por josé simões, em 12.03.24

 

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Agora não tem jeito... A extrema esquerda racista, fascista e a comunicação social mentirosa vão ter que levar com o negão do CHEGA [emoji] Viva Portugal [bandeira nacional]

 

O Twitter de Marcus Santos, Vice-Presidente da Comissão Política Distrital do Porto. Conselheiro Nacional do partido CHEGA. Ex-atleta profissional. Deputado eleito pelo círculo eleitoral do Porto à Assembleia da República. Brasileiro. Estas duas últimas acrescentei eu.

 

E depois os comentários ao tweet:

"Já que vais “representar” o povo português podias pelo menos esforçar te para falar em português.". "vais estar no Parlamento Português, podes por favor começar a falar em Português, o Português de Portugal. Obrigado". "Vi num video que disseste "Portugal aos portugueses". Porque é que estás num partido português, agora deputado, não sendo português?". "Não nos representas. Desaparece". "Aprende a falar português se quiseres representar os portugueses, é o mínimo que podes fazer.". "Não representas nem Portugal nem os portugueses. Foste um erro de casting, uma má escolha que o partido Chega se vai arrepender e muito. O tempo me irá dar razão. Entretanto por favor, tenta não falar muito na AR, é que só sai merda dessa boca fora.". "Sempre vai ganhar mais que o RSI...". "Bosta!". "volta para a tua terra mas é". "O Tio Tom foi eleito?". "vão ter que levar" o quê, meu senhor??? O senhor foi, realmente, alfabetizado em português? Não lhe causa qualquer rubor se expressar, na terra de Camões, tão terrivelmente?". "Vais limpar as retretes da assembleia??". "Vergonha nacional. Que desilusão, foda-se!". "Pretos para a terra deles.". "completamente patético e vergonhoso". "não nos representas, brasileiro."

 

E no fim ficamos todos a saber que os comentários não são de trols eleitores do partido da taberna: "Acho piada aos comentários. A malta de esquerda vem toda aqui para aliviar a azia. O melão é tão grande, que até choram!". Atacado e insultado pelo próprios camaradas que afinal são todos da esquerda ressabiada. Que nome é que se dá a isto? Idiotas úteis, parafraseando o chefe.

 

 

 

 

"Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino"

por josé simões, em 15.01.24

 

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Jorge 'bazófias' Jesus, revoltado com os indianos e os paquistaneses que lhe roubaram mais de um milhão de euros em poupanças no BPP, foi refazer a vida a treinar um clube de futebol no Rio de Janeiro, cidade segura, nada como Lisboa, cheia de povos diferentes, etnias diferentes, falta de segurança, e de onde após breve interregno seguiu para o estado islâmico da Arábia Saudita, onde não há liberdade nem democracia mas há respeitinho, segurança e ordem, e milhares de imigrantes quenianos em situação de escravatura, vítimas de maus tratos e com elevado índice de mortalidade associada às condições de trabalho. Se calhar tem desses empregados por conta. Parafraseando o colega de profissão Manuel Machado, "um vintém é um vintém, um cretino é um cretino"

 

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Séc. XXI

por josé simões, em 20.07.23

 

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Chega Cops

por josé simões, em 19.06.23

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Keystone_Cops

 

 

Uma publicação no Twitter alusiva ao 40.º Curso de Formação de Oficiais da Polícia ilustrada com a foto de um polícia negro com a descrição “Queres tornar-te Oficial da Polícia? Esta é a oportunidade pela qual esperavas” recebeu comentários como “O que está um preto a fazer na polícia portuguesa?”,  “Parece-me que alguém trocou a foto do polícia e do ladrão”, ou “Anúncio da PSP…  de Moçambique?”.

Uma publicação da PSP. Da PSP do Movimento Zero, o do discurso de ódio racista, xenófobo e homofóbico no Facebook, a PSP dos polícias que receberam em braços o Ventas do Chaga na escadaria do Parlamento; o Ventas do Chaga calado e mudo no Twitter, e já não vai tanto tempo quanto isso, por contraste com a verborreia acéfala de cada vez que um polícia é agredido em serviço. Há polícias e há polícias, e há os pretos, os ladrões, os polícias de Moçambique, e as televisões que só vão ao Ventas do Chaga quando o Ventas do Chaga lhes dá sinal de que vai vomitar algo.

 

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Racismo direccionado

por josé simões, em 12.06.23

 

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Com cartaz, foleiro e de mau gosto, que já circula nas manifs desde Março e que na mais mediática e escrutinada de todas desceu a Avenida no 25 de Abril sem ter levantado ondulação quanto mais ondas, a questão é outra: Bush filho e Obama, com um intervalo de 5 anos, foram caricaturados como macacos [é googlar que ainda se encontram por aí], com um o pessoal riu-se bué, com outro foi considerado racismo. António Costa tirou a carta da manga e atingiu o objectivo pretendido, conseguiu isolar o STOP, o sindicato mais mediático e mais inorgânico, menos confiável aos olhos do poder, o que tem feito mais barulho e mais estrago. Podia ter ido pela stora que aos 53 anos acha que os profs atingiram a idade da reforma, fartos de trabalhar, tadinhos, não como os motoristas, empregados de mesa, pedreiros, bancários, médicos, ou outros, de vida descansada e costas direitas, que podem muito bem trabalhar  até aos 66 anos, 6 meses e 23 dias. Mas as coisas são o que são.

 

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Uma coisa é uma coisa, outra coisa é a mesma coisa

por josé simões, em 29.03.23

 

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O ataque desta manhã é um crime hediondo que a justiça deve punir exemplarmente. Manifesto a minha solidariedade e pesar às famílias das vítimas e ao Centro Ismaili de Lisboa. Cumprimento a PSP pela rápida e eficaz intervenção. Luís Montenegro no Twitter.

 

Foi com profunda tristeza que soube do ataque fatal ocorrido hoje em Lisboa, um acto chocante que merece uma profunda condenação. Aos familiares e amigos das vítimas presto as minhas condolências. Rui Rocha no Twitter.

 

"PS e BE chumbam audição do ministro do MAI sobre ataque ao Centro Ismaili"

Requerimento do Chega foi chumbado com os votos contra do PS e do BE. O pedido de audição urgente do ministro da Administração Interna teve a abstenção do PAN e os votos favoráveis do Chega, PSD e Iniciativa Liberal.

 

Entre a "solidariedade", o "pesar", as "condolências", o "acto chocante", o blah-blah-blah de encher chouriços e meter cara de luto, e o circo montado pelo Chega, e chumbado pela maioria PS/ BE no Parlamento, tivemos o director-nacional da Polícia Judiciária a afastar o terrorismo como motivo condutor para os homicídios. São os fachos educados que se aproveitam do que o facho grunho diz à boca cheia para manifestarem o que só ousam pensar em privado. 

 

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Duas perguntas simples

por josé simões, em 28.03.23

 

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O que é que vai na cabeça de um gajo que atravessa o Mediterrâneo numa embarcação manhosa, à mercê das redes mafiosas de tráfico de humanos, que se vê  viúvo na Grécia num incêndio num campo de refugiados, sozinho em Portugal, pai de três menores num país estrangeiro, para fazer uma merda destas?

 

André Ventura tem pai, tem mãe, tem avós, tios, primos, família, não nasceu de geração espontânea, acaso a algum jornalista já lhe passou pela cabeça ir saber o que é que a família pensa, o que é que falhou na educação para sair, e vou ponderar bem os termos, um monte de merda desta envergadura?

 

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O discurso do ódio à hora da refeição

por josé simões, em 19.02.23

 

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Foi muito bom para a liberdade e a qualidade da democracia que o Masterchef Portugal tivesse sido ganho por uma imigrante moçambicana de origem indiana, com a pele daquele tom que irrita os que se referem a António Costa como "o monhé", ainda por cima muçulmana, daquelas que anda na rua com a cabeça coberta, numa final com uma descendente de Castela, da batalha de Aljubarrota e da Restauração, no Livro da 3.ª Classe de algumas almas penadas albergadas no partido dos grunhos, por estes tempos com acento parlamentar. Muuuuuito bom.

 

[Imagem "Berlin 1920" by Herbert Hoffmann]