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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Pôr o dedo na ferida

por josé simões, em 15.12.11

 

 

 

E vir dizer uma grande verdade, ainda que de forma "politicamente incorrecta".

 

Que os periféricos devedores têm um enorme poder negocial entre mãos, tão grande ou ainda maior que o dos credores, e que a Alemanha é muito mais dependente da Europa e do periféricos do que o contrário. Coisa que aliás Papandréou já havia insinuado com a história da convocatória de um referendo e do pânico que tão "descabelada" ideia provocou em Frankfurt.

 

Só que o problema dos periféricos devedores é que a Irlanda não é a Grécia e Portugal não é a Grécia nem a Irlanda e a Espanha não é a Grécia nem a Irlanda nem Portugal e a Itália que não é nenhum deles nem nenhum dos que hão-de vir. E ninguém fala com ninguém, quanto mais concertar posições e estratégias.

 

O Sarko, esse, fala com a Merkel. Ou a Merkel fala com o Sarko. Que para o caso tanto faz.

 

Adenda: «Querem salvar a sua máquina infernal de dívida, mas acabarão por incendiar uma Revolução.»

 

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