"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Freddie Mercury came to the UK as a kid because people that looked like him were being killed back home in Zanzibar.
In the UK, he formed Queen.
In the UK, he became a global icon.
But he didn’t become British by getting famous. He became British by building a life here. Just as a factory worker, or a doctor, or anybody else does.
Numa tarde de domingo; de carro desde Setúbal, a caminho duma seca no Fórum Almada. “Menos Mal Que Nos Queda Portugal”, cantavam os Siniestro Total nos anos 80. Menos mal que me queda la Fnac; vai o condutor pensando para com os seus botões.
A filha – 16 anos – lança a partir do banco de trás:
“Qual era a tua banda preferida quando tinhas a minha idade?”
“Talking Heads. Não… The Clash”, responde o pai.
“E a tua?”, agora para a mãe.
“Queen!”
“Eheheh!!! Não tem nada a ver!”.
“Pois… é o mesmo que gostar muito do Arrastão, mas acabar a casar por amor com a Atlântico…”; comentário do pai.
Parêntesis: esta foi uma piada que só o pai percebeu.
Outro parêntesis: ter como pai um dj de techno minimal, que veio do punk, é tramado para os putos. O choque de gerações deixa de se fazer, também, pela componente musical. Menos um ponto para os filhos.