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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O original e a fotocópia

por josé simões, em 06.12.22

 

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Corria o ano de 1998 quando o católico Marcelo, líder do PSD, e o beato Guterres, primeiro-ministro, cozinharam um referendo que havia de dar em Junho um "Não" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez; seis meses passados, em Novembro, o mesmo Marcelo havia de impor ao mesmo Guterres outro referendo, do qual resultaria outro "Não", desta feita à regionalização. Uns truques e prestidigitação e ninguém se compromete, foi o povo que decidiu está decidido. Em 2022 é o prestidigitador Presidente da República e o homem que não tem passado, "o meu passado chama-se "Passos", líder do PSD, tira da cartola um referendo à eutanásia, como forma de não se comprometer, ir ao terreno do Chaga, a agremiação do ex camarada de partido, depois de dois vetos e três aprovações no Parlamento. Inspirou- se em Marcelo, o homem sem passado que consegue discorrer longamente sobre coisa nenhuma sem dizer nada de substancial, ou foi por Marcelo inspirado? Seja como for há aquela cantiga dos GNR, "Sinto-te uma fotocópia prefiro o original, Edição revista e aumentada cordão umbilical".

 

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A direita da igualdade de direitos

por josé simões, em 05.12.22

 

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Colégios onde a propina inclui ballet, natação, equitação, educação musical, apoio ao estudo, vulgo explicações, mas deixa de fora os manuais. É a direita da igualdade de direitos.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Protagonismo acima das suas possibilidades

por josé simões, em 28.10.22

 

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Paulo Rangel tem um problema grave, e aparentemente sem solução: a ideia de democracia e de debate político,  desde os idos da "claustrofobia democrática" até ao actual "bullying democrático", com o intermezzo Órban como companheiro de secretária no Parlamento Europeu.

Paulo Rangel tem demasiada exposição mediática para aquilo que vale. Paulo Rangel tem protagonismo acima das suas possibilidades.

 

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"Por acaso foi uma ideia minha"

por josé simões, em 30.09.22

 

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O processo de aceitação e normalização da extrema-direita em curso, por iniciativa daquele que reclama Passos como nome para o seu passado, está a correr como previsto, se as legislativas fossem hoje o PSD ficava onde estava com Rui Rio, nos 28%, e o partido do ex-camarada de partido subia quatro pontos, para os 11%. Como diria Passos, o passado reclamado, "por acaso foi uma ideia minha".

 

 

 

 

A superioridade moral do "novo" PSD

por josé simões, em 29.09.22

 

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A superioridade moral do "novo" PSD, como se intitulou a tralha passista recauchutada à roda de Luís Montenegro, e rapidamente papagueado por toda a comunicação social, camarada e amiga, não lhe permite dizer "o PS governou com a extrema-esquerda mas nós não vamos governar com a extrema-direita porque temos princípios e somos moralmente superiores". É precisamente o contrário, legitimam a extrema-direita invocando uma pretensa "extrema-esquerda". Sabem muito.

 

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Luís Melões e os Irmãos de Portugal

por josé simões, em 27.09.22

 

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Depois apresentam-se a eleições em coligação e denominam-se "centro direita", depois de toda a comunicação social já os ter denominado assim porque eles assim já se denominam, numa pescadinha de rabo na boca que mina os media há décadas. Legitimar a extrema-direita e os neo-fascistas apodando comunistas e bloquistas de "extrema-esquerda", comparar quem luta por uma escola pública de qualidade e gratuita, por um Serviço Nacional de Saúde de excelência para todos, por melhores salários e condições de trabalho, por pensões e reformas dignas, com quem defende guetos para minorias, repressão policial, exclusão pela religião que se professa ou pela orientação sexual, a mulher como máquina de parir. 

 

Montenegro admitiu preocupações com situação em Itália mas diz que em 2015 o "PS decidiu governar com dois partidos da extrema-esquerda" enquanto pressiona a segunda figura da hierarquia do Estado para que pressione deputados eleitos em eleições livres a votarem contra a sua consciência cívica e democrática. Luís Melões e os Irmão de Portugal.

 

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Fascismos, lengalengas, palas nos olhos e há fascismos mais fascismos que os fascismos

por josé simões, em 26.09.22

 

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Com a vitória de Giorgia Meloni em Itália assistimos ao regresso da lengalenga de 1922, que "o fascismo é o capitalismo em decadência", balelas ouvidas da boca do controleiro nas reuniões de célula do partido ou lidas à quinta-feira n' "a verdade a que temos direito", sem terem aprendido, nem querem aprender, que o fascismo é a esquerda em decadência, é quando a esquerda se demite, e fazendo de conta que os milhares  de socialistas revolucionários, anarquistas, comunistas, anarco-sindicalistas, etc, que passaram directamente para a Falange em Espanha, os Fasci di Combattimento em Itália, ou a Action Française de Charles Maurras nunca existiram, tivemos ontem Marques Mendes, o conselheiro de Estado militante do PSD, na televisão do militante n.º 1 muito preocupado, diria mesmo bué preocupado, com a ascensão da extrema-direita em Portugal e passando completamente ao lado da normalização da extrema-direita em Portugal pela acção de Luís Montenegro, o líder do seu partido, o PSD. É que há fascismos, lengalengas, palas nos olhos e há fascismos mais fascismos que os fascismos.  Diz que o militante n.º 1 está furioso com os resultados das audiências. Se calhar é pela honestidade de quem lhe faz o prime time, de Bernardos Ferrões a Zés Gomes Ferreiras e Nunos Rogeiros passando pelos Marques Mendes desta vida.

 

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"Luís Montenegro disse" is the new awesome

por josé simões, em 23.09.22

 

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Em pouco tempo Luís Montenegro está a conseguir a proeza de aparecer várias vezes no telejornal a falar sobre tudo e sobre nada e sem que nada de substancial saia do que fala, coisa que até há bem pouco era pelouro de Marcelo. "Luís Montenegro disse", é contar as vezes por telejornal e nos noticiários na rádio. Luís Montenegro disse que "o Governo está em roda livre. Apesar da maioria absoluta, temos hoje um Governo onde reina a confusão e a discórdia", porque enquanto Luís Montenegro diz e diz que disse, Luís Montenegro não diz que confusão e discórdia é os deputados do PSD recusarem acatar as instruções do líder Luís Montenegro e do líder do grupo parlamentar para elegerem um protofascista vice presidente da casa da democracia. Compreende-se, ambos têm o mesmo Passos no passado, até há bem pouco tempo tratavam-se por camarada na rua de São Caetano à Lapa, e o intruja não ficou fascista de um dia para o outro.

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 19.09.22

 

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Andaram na mesma escola

por josé simões, em 21.07.22

 

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A liderança da direita, prontamente replicada pelos comissários políticos com avença e lugar cativo em todos os órgãos de comunicação social, que as soluções da esquerda são taxar tudo até chegarmos à Venezuela, que não tem mais nada para argumentar que não seja os já idos sete anos do governo da troika, onde a direita taxou tudo, a caminho da Venezuela, sem conseguir agora, hoje, dizer qual a fórmula para as reformas estruturais necessárias que não o taxar, despedir, precarizar, transferir valor do trabalho para o capital.

 

Adenda: O esforço e dedicação que as televisões fizeram para meter o não deputado Luís Montenegro no debato do estado da Nação.

 

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Entrou com o pé direito

por josé simões, em 20.07.22

 

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Não houve nenhum corte das pensões abaixo de 1.500 euros durante o Governo de Passos Coelho

 

Diz que quer ser primeiro-ministro de Portugal e diz que o seu passado se chama Passos Coelho e joga com a fraca memória de quem já não se lembra das figuras que fez enquanto líder parlamentar do partido que suportava o governo da troika, primeiro como figura de ponto que deixava as dicas para o líder discorrer longamente sobre asvirtudes e bondade do acto governativo, depois com os números de contorcionismo na defesa do "além da troika".

 

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O novo maravilhoso

por josé simões, em 19.07.22

 

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Sondagens a quatro anos das eleições legislativas. Como dizem os bifes, priceless. "Reformas estruturais" sem que ninguém diga nunca, nada, népias, o que é que se vai reformar estruturalmente, no que é que consistem essas reformas, como é que se propõem levá-las a bom termo, e sem que nenhum, um só, diga-me um, unzinho jornalista se atreva sequer a perguntar. "Luís Montenegro disse _____________________" [preencher a gosto] a todas as horas certas na imprensa is the new awesome, como dizem os amaricanos.

 

[Imagem de minha autoria]

 

 

 

 

O pai da criança

por josé simões, em 04.07.22

 

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Luís Montenegro, no congresso do PSD, a lamentar o desinvestimento socialista na saúde e escola pública e a criticar o estado lastimoso em que o PS meteu o Serviço Nacional de Saúde e a educação, enquanto por dentro rejubila com o meio caminho andado para a privatização do que resta caso chegue um dia a primeiro-ministro, implícito no discurso do Estado que atrapalha a iniciativa privada e no "preconceito ideológico".

André Ventura com a mesma lengalenga do pai da criança, Passos Coelho nos idos do Governo da troika com Vítor Gaspar sentado à direita, do valor miserável do subsídio de desemprego e RSI que era urgente reduzir, no montante a pagar e na duração temporal, para obrigar os calaceiros e manhosos, que involuntariamente se viram na situação de desempregados, a procurarem os empregos que não havia por causa das milhares de falências de empresas e negócios no ajustamento de "ir além da troika", e a aceitarem por qualquer preço o que lhes aparecia pela frente. Ou na redução da indemnização a pagar pelos patrões, ainda assim não surgisse uma vaga de novos milionários à sombra da bananeira. Um diz que o passado se chama Passos, outro o que diz remete para Passos. 

 

Mas quem será? mas quem será? mas quem será? O pai da criança, eu sei lá, sei lá, eu sei lá, sei lá

 

[Link na imagem print screen da conta Twitter do Ventas do Chaga]

 

 

 

 

Undead

por josé simões, em 03.07.22

 

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A questão já nem é sequer o regresso de toda a tralha do PSD que, desde os idos de Cavácuo, circula entre o Governo, o Parlamento, os interesses privados, ou o tratar da vidinha por conta própria, com uns palermas novos à mistura, que também já vão sendo velhos, personificados nas figuras ocas de Duarte Marques e Hugo Soares, que se notabilizaram por repetir o que o líder de momento diz, por ser o mais adequado à vidinha que têm pela frente para tratar, daqui por uns anos descrita como "carreira" ou "percurso político", e apresentada, desde o congresso ao pagode, pela comunicação social como "o PSD renovado" ou "o novo PSD".

 

A questão já nem é sequer ouvir o "ponto" de Passos Coelho no Parlamento durante os anos da troika muito preocupado com os baixos salários dos portugueses, em geral, e dos portugueses, em particular, depois de na apresentação urbi et orbi ter abdicado do passado próprio em prol do seu passado Passos, o do "baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer", apesar do aumento da carga horária, do aumento dos dias de trabalho, do valor a pagar por cada hora extra, da indemnização a receber em caso de despedimento, da redução de apoios e prestações sociais.

 

A questão já nem é sequer ouvir o "ponto" de Passos Coelho no Parlamento durante os anos da troika genuinamente preocupado com os funcionários públicos, em quem disse piamente acreditar, depois de quase cinco anos de campanha contra os ditos, do açular de ódios entre públicos e privados, e de Miguel Albuquerque nas listas, o do "não vale a pena ter ilusões. Reformar o Estado é despedir".

 

A questão já nem é sequer ouvir o "ponto" de Passos Coelho no Parlamento durante os anos da troika dizer, durante quase uma hora, num pavilhão para um pavilhão cheio de amorfos, que caso um dia chegue a primeiro-ministro, truz truz, lagarto lagarto, vai fazer exactamente o oposto do que o passado de que se reclama fez e que ele tão denodadamente defendeu, às vezes a fazer o pino, o flic-flac e mortais encarpados na primeira fila da Assembleia da República.

 

A questão já não é sequer a comunicação social destacar a bisca do "contra a xenofobia e o racismo" e o referendo à regionalização que não é para fazer por causa de uma guerra e respectivas consequências económicas, só tem cabeça para uma coisa de cada vez [o que se há-de fazer?], enquanto destacam os tremoços não destacam o que realmente interessa destacar, o marisco a que vêm.

 

A questão é as pessoas e a memória que as faz votar quatro anos depois no mesmo deputado em quem não votaram quatro anos antes, às vezes candidato pelo mesmo círculo eleitoral; a questão é a memoria das pessoas, ou a falta dela, ou 50 anos depois da revolução de Abril ainda não termos saído da fase infantil da democracia.

 

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Ghostbusters

por josé simões, em 02.06.22

 

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Nos tempos de má memória os mortos votavam, nos tempos de boa memória, nos tempos depois dos tempos em que "a vida das pessoas não está[va] melhor mas o país está[va] muito melhor", nos tempos em que "o meu passado chama-se passado, perdão, Passos", votam os fantasmas. Agora imaginem se por um azar do destino este senhor chega um dia a primeiro-ministro.

 

Houve militantes-fantasma a votar onde Montenegro ganhou com 100% dos votos