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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O medíocre com tempo de antena

por josé simões, em 10.05.24

 

New Year in a psychiatric hospital. USSR, Moscow,

 

 

Se dúvidas houvesse sobre o triunfo da mediocridade e do grande falhanço em que se tornou este país 50 anos que são passados sobre o dia 25 de Abril de 1974 atente-se à next big thing da direita, Sebastião Superstar, e à fantabulástica ideia de que "a habitação seja universalizada na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia", o que diz a Constituição da República Portuguesa, a tal, a que respira socialismo por todos os poros, no seu Artigo 65.º - Habitação e Urbanismo, "1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar." [e pontos seguintes], e depois pergunte-se-lhe o que tem a dizer sobre alojamento local, airbnb, recuperação de centros históricos, bairrismo e tradição, guetos urbanos nas periferias e por aí.

 

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Da má-fé e desonestidade

por josé simões, em 07.05.24

 

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Da primeira vez era só ignorância e desconhecimento do funcionamento dos Parlamentos nas democracias parlamentares constitucionais, daí a confusão naquelas cabecinhas quando o primeiro dos últimos, o Partido Socialista, o partido que ficou em segundo lugar nas eleições, ter formado uma 'geringonça' e constituído Governo.

Da segunda vez, aprendida a lição dada pela esquerda sobre o funcionamento das democracias parlamentares constitucionais, e uma vez que não são burros, nem pouco mais ou menos, é só má-fé e desonestidade. Chamar "coligação negativa" a partidos com assento parlamentar que se limitam a cumprir o que consta no programa com que se apresentaram a votos. Eles, useiros e vezeiros que são em prometer uma coisa em campanha eleitoral e fazer exactamente o seu contrário uma vez alçados ao poder, Deve ser complicado encaixar.

50 anos do 25 de Abril e continuam as interpretações sui generis da direita sobre o funcionamento da casa da democracia.

 

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A "obra social"

por josé simões, em 29.04.24

 

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Nos idos do fascismo estava fundeada entre os rios Sado e Tejo uma fragata da Marinha - D. Fernando e Glória, onde eram enfiados os órfãos e outros gandins menores avulso, apanhados nas ruas na mendigagem e pequenos delitos, a maioria dos quais para matar a fome. "Para aprenderem a ser homens". "Os meninos da fragata". Cresci a ouvir a avó Ilda dizer "portas-te mal, vais para a fragata", e já não havia fragata nesse tempo. Nos 50 anos do 25 de Abril esta ideia recuperada pelo partido que mais fascistas acolheu no pós revolução - CDS, e sublinhada pelo partido que herdou a estrutura da União Nacional e que mais quadros e militantes de base dá ao Chega, um pormenor que diz muito da "evolução" da direita, alegadamente democrática.

 

A  concordou hoje que o serviço militar poderia ser uma alternativa para jovens que cometem "pequenos delitos", tal como defendeu o ministro da Defesa.

 

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O grau zero da política

por josé simões, em 23.04.24

 

 

Num feliz resumo do curriculum vitae, o comissário marcelista para o Dia da Raça em Portalegre, "rapidamente construiu uma rede de contactos e de amizades", e uma nulidade política sem substância foi insuflada, insuflada, insuflada, até encher um ecrã de televisão. Agora é fé que a forma produza resultados contados em votos. O grau zero da política.

 

"Até o Presidente da República me veio dizer que esta semana ia ser muito importante para mim". Ter um Presidente, alegadamente de todos os portugueses, feito Presidente de facção, a participar na escolha do candidato do partido a que pertence. O grau abaixo de zero da política.

 

"O Sebastião tem 29 anos e o meu problema com a aceitação deste convite nada tem a ver com a sua idade. Salgueiro Maia tinha 29 anos quando saiu da Escola Prática de Cavalaria em direcção ao Largo do Carmo". Com este grau de imbecilidade João Miguel Tavares chega-se à pole position para uma eventual candidatura à direita, o rating até nem está demasiado elevado.

 

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A Raça Deles

por josé simões, em 22.04.24

 

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O Arraial dos Cravos, habitualmente no Largo do Carmo, onde Salgueiro Maia depôs o regime dos PIDEs, posteriormente agraciados por Cavaco Silva, primeiro-ministro, com pensão vitalícia "por serviços excepcionais e relevantes prestados ao País" depois de a ter recusado ao capitão de Abril, realiza-se este ano, o dos 50 anos da revolução que deu a liberdade e a democracia ao povo português, e a independência às colónias africanas, no Largo de Camões, por falta de financiamento da Câmara de Lisboa, a dos 34 milhões de euros para um evento católico no Estado laico - Jornadas Mundiais da Juventude, do presidente Carlos Moedas, do mesmo PSD do agraciador de torcionários, e que em cerimónia resolveu assinalar outro 25, o de Novembro, a data que divide em vez de unir. É a raça deles. 

 

 

 

 

Conversas em Família

por josé simões, em 07.04.24

 

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No país de Marcelo, com um ele, nomeado em homenagem a Marcello, o dos dois eles, ao domingo e em horário nobre, dois ex líderes dos dois partidos que constituem o Governo, explicam à bovinidade a bondade das políticas governativas.

 

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Operação "OMO Montenegro"

por josé simões, em 04.04.24

 

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Começou a operação "OMO Montenegro". Afinal o saldo já não é excessivo, já não vai haver dinheiro para repor o tempo aos stores, nem para aumentos salariais nas polícias e forças armadas, nem para a "dignidade dos profissionais da saúde", e ficamos por aqui, pelos que fizeram mais barulho. Não se pode dar tudo a todos, antes pelo contrário, porque agora há uma guerra na Ucrânia, a Alemanha está a gripar, e ainda temos a incerteza eleições americanas. Há que racionalizar, encurtar o Estado, trabalhar em parceria com os sectores privado e social. Até porque o Governo vais ser "forçado a ajustar programa económico às novas regras de Bruxelas", que só vieram a público no dia a seguir às eleições, escondidas dos portugueses desde o dia 20 de Dezembro do ano passado, pelo menos.

 

A repetição. Toda uma campanha eleitoral assente na mentira para capitalizar o descontentamento. 9 - nove - 9 anos foi o tempo que o pagode levou a esquecer a governação da direita. Como diria o malogrado, "há muita fraca memória na política".

 

 

 

 

Negócios Estrangeiros e diplomacia

por josé simões, em 31.03.24

 

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               2:15 PM · 16 de nov de 2023

 

 

 

 

O Governo RFM

por josé simões, em 28.03.24

 

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"Excelente escolha". "Muito boa aposta". "Grande experiência". "Muito competente". "Excelente escolha", outra vez, e outra vez.

Bugalhos, Ferrões, Zés Gomes, este último com um sorriso de satisfação quase a canibalizar as duas orelhas, foi o tom na euforia da televisão do militante n.º 1 desde que os nomes do Governo de Montenegro saíram a público. Não abriram espumante porque as leis da pub ao álcool em televisão são rigorosas. É tipo, "RFM, só grandes músicas", e depois é tudo mainstream, canções orelhudas,  noves fora nada é igual ao pimba, substância zero, só que com mais estudos.

 

 

 

 

Luta pela sobrevivência

por josé simões, em 28.03.24

 

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Médicos em vez de Saúde, Professores em vez de Educação. A luta pela sobrevivência na [boa] primeira página do Público.

 

 

 

 

Bom dia

por josé simões, em 27.03.24

 

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Bom dia,

Surpreendendo exactamente zero pessoas, Carlos Moedas queria dar projecto de 5 milhões a um amigo, através de um protocolo com uma associação, sem concurso público.

 

Bom dia,

Que o amigo seja o mandatário nacional do Ilusão Liberal, os tais do "Fora com o Estado, schnell, schnell! Mais trabalho e menos subsídios do Estado! Mais transparência nos negócios e menos amiguismo!" surpreende quem quiser ser surpreendido.

 

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Os grandes portugueses

por josé simões, em 26.03.24

 

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Era de prever que mais cedo ou mais tarde os 41% de portugueses que votaram em Salazar como "O Grande Português", a única eleição que ganhou, haviam de largar o sofá e o televoto para darem corda aos chispes, se dirigirem às urnas, e elegerem 50 grandes portugueses. Os 50 grandes portugueses que depois levariam a votos para vice-presidente da casa da democracia Diogo Pacheco de Amorim, um grande português que nos idos da juventude andou a "incendiar" Coimbra ao lado de outro grande português, agora no comentariado, avençado nas televisões em horário nobre - José Miguel Júdice, por acharem que Salazar era um gajo demasiado à esquerda e que, chegado o 25 de Abril, rapidamente se converteu à democracia do MDLP, uma organização terrorista-bombista que submeteu Portugal à lei da bomba, antes de se alistar no CDS, o Chega com estudos antes de haver Chega, agora a votos para segunda figura do Estado, depois de um acordo de bastidores "vocês votam no nosso e a gente vota no vosso", que o "não é não" de Montenegro não lhes permitia assumir olhos nos olhos com os portugueses, mais por faltarem à palavra dada do que por vergonha em acordarem com quem acordaram. Danado por ser remetido à invisibilidade, e da invisibilidade à insignificância é um passo, o taberneiro, expert em teoria do caos, mandou os apaniguados absterem-se de votar no nome proposto pelo PSD, anteriormente acordado entre ambos,  e deu-se o flop Aguiar Branco. "Estão a ver quem manda na taberna?", perguntou o taberneiro. E quando o "sentido de Estado" lhes mandava dizer aos portugueses "nós tentámos um acordo com estes senhores, mas roeram a corda, não cumpriram a palavra dada, não são gente de confiança, e nós agora vamos acertar os nomes com o PS e a coisa resolve-se em menos de um fósforo, que é a democracia e a imagem da Assembleia da República que está em causa", o PSD sai a apontar o dedo ao PS, que não foi tido nem achado nesta palhaçada, pois quem se deita com palhaços acorda no circo, prontamente sublinhados pelo partido RGA [Reunião Geral de Alunos], também conhecido por Ilusão Liberal, remetido para a insignificância nas legislativas, sem número de deputados para fazer a diferença e que vai passar uma legislatura intyeira em bicos dos pés. E ainda hoje é o primeiro dia.

 

 

 

 

Que nem patinhos

por josé simões, em 25.03.24

 

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Antes do 10 de Março era a grande diferença entre a proposta da AD e a do Partido Socialista "conformado com um crescimento económico que não vai além de 2% em quatro anos" ao passo que a da AD "optimista, com responsabilidade, com segurança, em criar transformações estruturais no país, em poder alavancar a economia com a descida de impostos para podermos ter uma taxa de crescimento na economia em 2028 próxima de 3,5%, o que permite depois uma maior capacidade de valorização das carreiras da Administração Pública" ou, como andou Luís Montenegro 15 dias a dizer, ser possível "acomodar as reivindicações das forças de segurança e repor o tempo aos professores" por haver margem orçamental no tal "orçamento, betinho, pipi, muito bem apresentadinho", que não concretizava nada, mas que afinal dá para tudo, como se a despesa não passasse a permanente, como "alguém que poupou €2.600 achar que está rico, quando deve €260.000 ao banco".

 

Ainda os votos dos emigrantes não tinham começado a ser contados já José Gomes Ferreira, um chalupa a quem Balsemão dá emprego, que sabe a verdadeira cor do planeta Marte e coisas sobre a História de Portugal que nem os historiadores sabem e o que ele sabe de Balsemão para Balsemão lhe continuar a pagar um ordenado só ele sabe, vinha alertar que a proposta da AD, a que durante a campanha considerava ser a melhor para Portugal, afinal tinha um "mas" chamado economia alemã, o "motor da Europa", a gripar, coisa que ninguém sabia até três ou quatro dias antes, e que também já temos a possibilidade de uma guerra na Europa por causa da Ucrânia, disseram outros avençados, coisa que ninguém tinha dado por isso, mais a incerteza nos mercados e o preço do combustível por causa dos israelitas em Gaza, a despesa já vai passar a permanente, e até o embusteiro com assento no Conselho de Estado já veio desdizer tudo o que antes tinha dito, meter água na fervura e avisar que "Não vai ser possível satisfazer a 100% reivindicações de professores, médicos, polícias e militares" e, de repente, já não vai ser possível descer o IRS, descer o IRC - este, com jeitinho até vai, o tricle down e tal, aumentar salários e pensões, investir na escola pública e no Serviço Nacional de Saúde, valorizar as forças policiais e dotar as forças armadas, tal as coisas mudaram numa semana com a velocidade a que o mundo gira, que este excedente orçamental é um presente armadilhado que o António deixa ao Luís.

 

Voltando a Luís Montenegro, "nós estamos optimistas, com responsabilidade, com segurança" de que vão todos cair que nem patinhos. E foram.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Golpe, segunda parte

por josé simões, em 12.03.24

 

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Os votos dos emigrantes valem zero, vamos começar a ouvir os partidos, schnell, schnell, mesmo em coligação, que essa coisa das coligações terminarem no dia a seguir às eleições é coisa que não dá jeito a Marcelo. Até dia 20, o dia em que são apurados os votos que não valem nada, os dos emigrantes, tem de ficar o assunto despachado, schnell, schnell. Os cofres estão cheios àespera de Montenegro. Afinal somos um país rico. Viva!

 

 

 

 

A Lição de Salazar

por josé simões, em 08.03.24

 

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Hoje, dia 8 de Março, dia Internacional da Mulher, que é uma evocação à família, à maternidade

 

Luís Montenegro, líder do PSD e candidato a primeiro-ministro, à Estufa Fria em Lisboa, no almoço do último dia da campanha eleitoral para as Legislativas de 2024.