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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

As coisas como elas são

por josé simões, em 14.07.20

 

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Depois de termos ficado todos a saber que António Mexia não é do PS, pelo silêncio dos minions da direita radical e liberal, 24 horas/ dia de plantão às redes, e pela ausência de comentário por parte dos comentadeiros avençados e com emprego para a vida nas televisões do cabo, ficamos agora também a saber que Artur Trindade não é socialista, nem sequer tem filiação partidária e foi secretário de Estado de um Governo incolor e inodoro, nem o seu primeiro-ministro à época tem alguma coisa a ver com o caso, aos contrário de outros primeiros-ministro que sabiam sempre de tudo, se não sabiam, tinham obrigação moral e ética de saber, e se dizem que não sabiam é porque estão a mentir com quantos dentes têm na boca.

 

 

 

 

"O Coração das Trevas"

por josé simões, em 09.06.20

 

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Statement by former EU Council President Herman Van Rompuy in reaction to Austrian ex-Chancellor’s Wolfgang Schüssel’s words about EPP President Donald Tusk’s role in stopping the work of the Evaluation Committee on FIDESZ’s membership in the EPP.

 

 

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"O Coração das Trevas" ou os verdadeiros democratas do Partido Popular Europeu.

 

[Via]

 

 

 

 

"Manifestações de esquerda"

por josé simões, em 08.06.20

 

 

 

"Qual será o critério para o Governo permitir ajuntamentos? Funerais, futebol, missas, discotecas, desporto em geral, não! Comícios e manifestações de esquerda, sim! Esperemos que o vírus entenda aquilo que mais ninguém consegue entender."

 

Qual será o critério de Rui Rio para meter uma manifestação contra o racismo no saco das "manifestações de esquerda"?

 

 

 

 

A favor: PS, PSD, BE, PAN e CDS

por josé simões, em 03.05.20

 

Decreto do Presidente da República n.º 20-A 2020.jpg

 

 

Portanto a CGTP, central sindical afecta ao partido que votou contra o prolongamento do estado de emergência - o PCP, organiza uma manif no Dia do Trabalhador com base no decreto presidencial aprovado no Parlamento com os votos a favor dos partidos que estavam contra a realização da manif. Confusos?

 

 

 

 

Quem não os conhece que os compre

por josé simões, em 18.04.20

 

 

 

Gajos que em plena pandemia Covid 19 querem "reabrir" a economia indignados porque o Parlamento vai assinalar o 25 de Abril, data que nunca comemoraram.

 

 

 

 

Coluna vertebral de plasticina

por josé simões, em 15.04.20

 

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Os que apontavam falta de patriotismo nas críticas ao Governo da direita radical durante os idos da troika, da miséria, do desemprego e da emigração, da austeridade imposta pelo fanatismo ideológico, a eito e por cima de toda a folha, "ai aguenta, aguenta", "não sermos piegas", são os que agora criticam o Governo a braços com uma situação ímpar de pandemia à escala global, para a qual nenhum governo no mundo estava preparado e onde cada dia é um dia diferente na aprendizagem com os erros próprios e os erros dos outros, e não só o criticam como acham que é patriótico criticar. O Samuel Johnson é que os topou quando escreveu que "o patriotismo é o último refúgio de um canalha".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O "partido mais português de Portugal"

por josé simões, em 19.01.20

 

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Só militantes anónimos na sede, repleta, da candidatura vitoriosa de Rui Rio, por oposição à sala do derrotado Luís Montenegro, toda ela composta de barões, baronesas, baronetes e wannabes, a mostrarem-se urbi et orbi e a demarcaram território para quando os amanhãs voltarem a cantar. Se calhar a análise às eleições, e ao estado lastimoso a que chegou o partido que um dia se reclamou como "o mais português de Portugal", começava por aqui.

 

[Primeiro no Twitter]

 

 

 

 

A força que vem das cavernas

por josé simões, em 17.01.20

 

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Fazendo tábua rasa do peso histórico e de toda a simbologia associada ao logo do partido, "a força que vem de dentro", de Luís Montenegro, esticou as setas para qualquer coisa assim a lembrar a extrema-direita e o novo, no nome, fascismo que grassa pela Europa. Apesar de o negar, o passo seguinte é entabular conversações com André Ventura do Chega, ex-camarada. Se calhar até se tratam por tu.

 

 

 

 

Nem tudo foi mau durante os anos da troika

por josé simões, em 10.01.20

 

 

 

Um dos méritos dos anos de chumbo da troika foi as pessoas terem aprendido a fazer contas, a dar valor às contas certas e a interiorizarem que o dinheiro não estica nem nasce debaixo dos sapatos, a célebre alegoria da manta que tapa a cabeça enquanto destapa os pés e vice-versa. E depois temos a direita e a direita radical no Parlamento, no debate do Orçamento do Estado a prometer baixar impostos, para as pessoas e para as empresas, e a aumentar o investimento público.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.01.20

 

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Na senda da rábula "A vida das pessoas não está melhor mas a do País está muito melhor" Luís Montenegro propõe agora a "implementação de um índice de felicidade interna bruta".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Um pantomineiro desmonta-se a ele próprio

por josé simões, em 30.12.19

 

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Estas eleições não são para ver quem é mais passista“. Passista, de Passos Coelho. “Não coloco linhas vermelhas a alianças, nem com o Chega”. O Chega, de André Ventura, apoiado por Passos Coelho para a Câmara de Loures. “Acordo com o PS é difícil, porque este PS está muito radicalizado”. Passos Coelho, o Chega e a radicalização do PS. “Quero uma social-democracia à portuguesa“. Um pantomineiro desmonta-se a ele próprio.

 

[Imagem de Colin Chillag]

 

 

 

 

Um pantomineiro há-se ser sempre um pantomineiro

por josé simões, em 04.12.19

 

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Luís Montenegro, para os mais esquecidos era aquele deputado líder da bancada parlamentar do PSD que servia de ponto, dava as deixas para Passos Coelho dissertar longamente sobre o seu desígnio terreno de meter o país nos eixos de onde havia descarrilado no 25 de Abril de 74, sobre a tradicional mandriice portuguesa, sobre o viver acima das possibilidades, as virtudes do empobrecimento e as grandes reformas estruturais para mil anos, no debate para a liderança do PSD que a salvação do Serviço Nacional de Saúde, a resposta para os constrangimentos, passa por atribuir competências a privados, fingindo ignorar que o garrote se deve às políticas orçamentais assumidas no quadro da União Europeia do défice zero até haver excedente orçamental e, com a cumplicidade amorfa da moderadora, sai incólume sem explicar como é que não havendo dinheiro para os cuidados de saúde no Estado vai esse mesmo Estado ter dinheiro para pagar aos privados para se substituírem ao Estado na prestação desses serviços. Luís Montenegro não está preocupado com o SNS nem com a saúde dos portugueses, está preocupado com o negócio da saúde a atribuir a privados.

 

[Na imagem Danny Kaye, o original, que tinha piada, não o sósia, um piadista perigoso]

 

 

 

 

História da Europa no século XX

por josé simões, em 22.11.19

 

A woman riding an alligator in the Los Angeles Memorial Coliseum.  The alligator is evidently the team mascot, c 1930s (via Los Angeles Public Library).jpg

 

 

O jornal Expresso que noticia a renúncia ao cago de uma autarca social-democrata alemão depois de repetidas ameaças da extrema-direita por ter condenado em mais de uma ocasião a violação de direitos humanos quando quatro homens amarraram um refugiado a uma árvore, é o mesmo jornal Expresso que dá conta da disponibilidade da ex-ministra das Finanças do governo da troika para entendimentos com o oportunista André Ventura que lançou a carreira numa candidatura à presidência de uma Câmara dos subúrbios de Lisboa com um programa anti-ciganos e com o suporte de Passos Coelho até à contagem dos votos. O resto é História da Europa no século XX.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 08.11.19

 

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Depois de lançada por Cavaco Silva como a next big thing para a liderança do PSD e bem-vinda por Luís Montenegro, porque faz falta, Maria Luís Albuquerque, a ministra das Finanças do governo da troika que se escondeu atrás do biombo do Banco de Portugal para fugir às responsabilidades do descalabro que foi a resolução do BES, acusa a esquerda de não assumir a responsabilidade de nada, na apresentação do livro de Gabriel Mithá Ribeiro, um dos escribas do jornal da direita radical tuga, Observador, que abre com uma dedicatória a Donald Trump, Jair Bolsonaro, Nova Direita e Povo de Israel e que na introdução enaltece a "profunda revitalização intelectual" levada a cabo por Steve Bannon, Jordan Peterson, Olavo de Carvalho, Roger Scruton ou Dinesh D' Souza, que rompeu "o cerco que trava a socialização da liberdade de expressão". Para os mais esquecidos este/ isto é o partido que pariu André Ventura, com a bênção de Pedro Passos Coelho, também presente no evento e que recebeu um agradecimento especial da parte do autor.

 

 

 

 

Para memória futura

por josé simões, em 28.10.19

 

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Álvaro Amaro - PSD, José Manuel Fernandes - PSD, Maria da Graça Carvalho - PSD, Nuno Melo - CDS, os euro deputados portugueses que votaram contra a Moção para a Busca e Salvamento de Vidas Humanas no Mediterrâneo, chumbada por 2 - dois - 2 votos.

 

[Via]