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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Justiça amestrada

por josé simões, em 14.12.18

 

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Podem agora escrever e dizer o que quiserem mas a verdade é que o deputado do PS, Jorge Lacão, defende[u] uma maioria de não magistrados no Conselho Superior do Ministério Público. E não defende[u] sozinho,  veio acompanhado de Carlos Peixoto, deputado do PSD, legitimado pelo líder Rui Rio. O que nos leva ao silêncio de António Costa sobre o assunto e se Jorge Lacão veio a terreiro por sua conta e risco, defender a meias com Carlos Peixoto, as nomeações a meias de quem o PS e o PSD muito bem entenderem para tomar conta da justiça, a mui famosa "sociedade". Não há fumo sem fogo e Venezuela, Hungria ou China é quando um homem quiser e em democracia não há nada adquirido ou consolidado.

 

[Imagem de Romaric Tisserand]

 

 

 

 

A realidade alternativa da direita radical, II

por josé simões, em 12.12.18

 

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Como é que é possível um Governo que apostou tudo no presente e tem um nível de greves e um nível de descontentamento social como eu não me lembro?

 

[Gráfico]

 

A realidade alternativa da direita radical, I

 

 

 

 

Onde é que tu estavas no 25 de Abril de 74?

por josé simões, em 10.12.18

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

A luta contínua*

por josé simões, em 09.12.18

 

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Não está em causa o direito à greve, nem a justeza das reivindicações, ou sequer a possibilidade de haver greves mais justas que outras greves. O que aqui está em causa é a memória ou a falta dela, coisa para a qual nos idos de antes de haver Internet os "mais esquecidos" ou os mais sem vergonha na cara ainda podiam rebuscar uma desculpa, por implicar juntar montanhas de papel em casa ou, em alternativa, sair do remanso e fazer deslocações ás bibliotecas municipais para seleccionar artigos de opinião nos jornais, tirar fotocópias, tomar notas, etc. um trabalho do caraças. Agora tudo é mais, muito mais fácil, basta ir ao Google e procurar o que foi dito sobre as greves durante a vigência do Governo da direita radical PSD/ CDS por ministros, secretários de Estado, jornalistas avençados ou simplesmente com a agenda definida nas redacções da imprensa independente do estado mas subjugada aos interesses de agentes económicos, por comentadeiros e paineleiros com avenças e lugar cativo nas televisões: a irresponsabilidade dos grevistas, a imagem de Portugal no estrangeiro, o prejudicar os outros cidadãos, honrados e trabalhadores, que veem a sua vida permanentemente num inferno, o descalabro da economia, a falta de respeito por doentes e pelo dinheiro dos contribuintes no Serviço Nacional de  Saúde, no privado isto não acontece, a mãozinha do PCP nos sindicatos. A mãozinha não, as duas mãos e os braços inteiros do PCP.

 

[*Contínua]

 

 

 

 

Da qualidade da democracia

por josé simões, em 06.12.18

 

 

 

Segundo conta, já carregou no botão “muitas vezes por vários outros colegas“. Mais: “Isto não é só no PSD que acontece, é em todas as bancadas.” A deputada reforça a ideia: “Que atire a primeira pedra quem não sabe que isto acontece”.

 

 

 

 

Por um voto se ganha, por um voto se perde

por josé simões, em 27.11.18

 

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Diz o povo que "por um voto se ganha, por um voto se perde", e agora vamos todos imaginar a falta de respeito pelos portugueses e pela república, com a rebaldaria e as matrafisgas feitas na casa da democracia, algumas se calhar de pendor decisivo em diplomas e leis com implicações directas e indirectas nas vidas de milhões de portugueses, cidadãos eleitores ou não, até o PSD entrar em processo de auto-implosão com as diversas facções em conflito a denunciarem nomes, datas e situações concretas, cirurgicamente, ping-ping, para a comunicação social.

 

PSD: Feliciano Barreiras Duarte não estava no Parlamento, mas votou contra o Orçamento do Estado

 

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A direita radical tal e qual ela própria

por josé simões, em 26.11.18

 

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A direita radical, de Cavaco Silva que não lia jornais, indignada porque a ministra da Cultura não lê jornais de visita ao México.

 

A direita radical, de Passos Coelho e da falta de professores, mão-de-obra qualificada, no Brasil e em Angola; a direita radical, de Passos Coelho  e dos corte de 600 milhões de euros de Maria Luís Albuquerque, efectivos em Bruxelas, temporários em Portugal, vota no Parlamento o regresso do Governo à mesa de negociações com os sindicatos para a recuperação do tempo perdido na carreira dos professores.

 

Ainda não há muito tempo isto era a "reversão das reformas estruturais".

 

[Imagem]

 

 

 

 

A cegueira mata

por josé simões, em 22.11.18

 

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No afã órfão-saudosista do pantomineiro do pin nunca passou pela cabecinha dos inteligentes da direita radical que ao começarem uma guerra de guerrilha contra Rui Rio, por interposta pessoa José Silvano, iam abrir a Caixa de Pandora e levar por tabela.

 

José Matos Rosa estava em Cabo Verde, mas marcou presença em plenário. Duarte Marques estava no Porto mas fez log in em Lisboa. José Silvano não foi caso único no Parlamento

 

Daqui até às europeias vamos entrar no vale tudo, e não é de admirar se começarem a aparecer rabos de palha de Luís Montenegro, de Hugo Soares, ou até do próprio Passos Coelho, ressuscitado a preceito para desmoralizar aios, escudeiros e apóstolos. O que vai dar um jeito tremendo a Rui Rio, imbuído do seu desígnio terreno, a sua missão histórica em limpar o partido e o devolver ás origens. Fernando Negrão vai avisando que cabe ao eleitorado avaliar [e ao líder do partido propor quem vai a exame]. Para bom entendedor...

 

[Imagem]

 

 

 

 

A diferença entre Estado e Governo

por josé simões, em 21.11.18

 

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Estado licenciou pedreira de Borba sabendo que violava regra de segurança

 

Estado foi alertado cinco vezes para o risco de tragédia em Borba

 

 

Em 1989, ano do licenciamento, era Cavaco Silva primeiro-ministro, em 1994, ano do alerta dado pelo Parlamento, era também primeiro-ministro Cavaco Silva, logo foi "o Estado", se fosse um Governo PS, um primeiro-ministro do PS, era "o Governo" ou, melhor ainda, "o Governo socialista", assim é o Estado, aquela entidade etérea e abstracta que, para o caso, assenta que nem uma luva no Governo em funções, já com um "cadastro de culpabilidade" que vem desde os incêndios de Pedrógão aos de Monchique, passando pelos paióis de Tancos e outras ocorrências que até 2109, ano eleitoral, se vão descobrir.

 

Quando Cavaco um dia escrever "Quintas-feiras e outros dias em que não sou afectado pelo alzheirmer político selectivo" vai explicar como é que dos bancos ás pedreiras passando pelos fundos comunitários, desinvestimento na ferrovia, desmantelamento da agricultura e pescas, neste país nada escapou ao longo braço do "agente laranja".

 

 

 

 

"Um bando de virgens ofendidas"

por josé simões, em 09.11.18

 

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O bode expiatório e a falta de respeito pelo cargo para o qual se foi eleito e pela inteligência dos eleitores.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Há aqui um padrão

por josé simões, em 08.11.18

 

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No início do Twitter, Pedro Duarte, deputado do PSD, durante o debate do programa "Prós e Contras" na RTP sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo diz uma quantidade de barbaridades, algumas a envolverem Isabel Moreira. No dia seguinte, depois de cair na real e de tomar consciência da merda que tinha feito, alegou que a sua conta tinha sido hackeada. Não foi ele, fui um homofóbico qualquer, se calhar um hacker russo.

 

Esta semana, ontem, hoje, Novembro de 2018, José Silvano, deputado, secretário-geral do PSD, transmontano moralmente superior e sem medo de nada, homem honrado, dotado da omnipresença e do condão de meter o líder do partido a que pertence a falar alemão para a imprensa portuguesa, um dia depois de ter assinado a folha de presença da Comissão de Ética da Assembleia da República e de se ter posto ao fresco logo de seguida [é permitido pelo "regulamento], exige que a Procuradoria-geral da República investigue, esclareça e ponha em pratos limpos, como e porque é que alguém se deu ao trabalho de picar o ponto por si na Assembleia da República, para a qual foi eleito pelos cidadãos e pela qual é pago pelos contribuintes, aqueles que durante 4 anos viram o horário de trabalho aumentado, os feriados eliminados, os dias de férias reduzidos e instados, pelo partido a que pertence, a trabalharem mais horas por metade do preço em nome da criação de riqueza e do crescimento económico do país.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A boca cheia de bolo-rei

por josé simões, em 08.11.18

 

 

 

Quando confrontado pelos jornalistas com os desenvolvimentos sobre o caso José Silvano, deputado e secretário-geral do PSD, Rui Rio reponde em alemão.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 07.11.18

 

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O deputado e secretário-geral do PSD José Silvano, envolvido na polémica sobre falsas presenças em plenários do Parlamento, assinou esta quarta-feira a folha de presença da comissão eventual para a Transparência, mas não assistiu à reunião

 

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As coisas como elas são

por josé simões, em 06.11.18

 

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Para a direita radical de plantão nas "redes" ter um ministro que recebeu um milhão de euros em ajustes directos da Câmara de Lisboa antes de ser ministro é mais grave, muito mais grave, que ter um ministro que recebe um milhão de euros enquanto ministro, já que não se lhe ouviu um pio em indignação. O Zé Pedro, doutor, ministro, que em horário de expediente e pago pelo contribuinte, ia tratar da vidinha e deixava o carro mal estacionado em cima do passeio.

 

Também outro Zé, Silvano, doutor, deputado, secretário-geral do PSD, pago, pelo partido e pelo contribuinte, para estar em dois locais diferentes ao mesmo tempo, que a vidinha e o tempo de reforma custa a todos, que 69 € de diária sempre são 69 € de diária, enquanto se prega banhos de ética na política, a superioridade moral dos transmontanos, e o exemplo da iniciativa privada, onde chico-esperto que pique o ponto sem aparecer a trabalhar vai para o olho da rua como exemplo.

 

Parece que há coisas bem mais graves, tipo uma deputada a pintar as unhas no Plenário. Ou os deputados que coçam os tamates e nunca são apanhados pelas objectivas. Façam-se bancadas de vidro.

 

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"Mas como bom transmontano que sou, também não terei medo de nada nem de ninguém"

por josé simões, em 04.11.18

 

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"Secretário-geral do PSD assinou presenças no Parlamento sem lá estar"

José Silvano diz que vai ao Parlamento “quase só” marcar o ponto. E há casos em que alguém marca por ele

 

[Título e imagem]