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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O "partido mais português de Portugal"

por josé simões, em 19.01.20

 

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Só militantes anónimos na sede, repleta, da candidatura vitoriosa de Rui Rio, por oposição à sala do derrotado Luís Montenegro, toda ela composta de barões, baronesas, baronetes e wannabes, a mostrarem-se urbi et orbi e a demarcaram território para quando os amanhãs voltarem a cantar. Se calhar a análise às eleições, e ao estado lastimoso a que chegou o partido que um dia se reclamou como "o mais português de Portugal", começava por aqui.

 

[Primeiro no Twitter]

 

 

 

 

A força que vem das cavernas

por josé simões, em 17.01.20

 

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Fazendo tábua rasa do peso histórico e de toda a simbologia associada ao logo do partido, "a força que vem de dentro", de Luís Montenegro, esticou as setas para qualquer coisa assim a lembrar a extrema-direita e o novo, no nome, fascismo que grassa pela Europa. Apesar de o negar, o passo seguinte é entabular conversações com André Ventura do Chega, ex-camarada. Se calhar até se tratam por tu.

 

 

 

 

Nem tudo foi mau durante os anos da troika

por josé simões, em 10.01.20

 

 

 

Um dos méritos dos anos de chumbo da troika foi as pessoas terem aprendido a fazer contas, a dar valor às contas certas e a interiorizarem que o dinheiro não estica nem nasce debaixo dos sapatos, a célebre alegoria da manta que tapa a cabeça enquanto destapa os pés e vice-versa. E depois temos a direita e a direita radical no Parlamento, no debate do Orçamento do Estado a prometer baixar impostos, para as pessoas e para as empresas, e a aumentar o investimento público.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.01.20

 

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Na senda da rábula "A vida das pessoas não está melhor mas a do País está muito melhor" Luís Montenegro propõe agora a "implementação de um índice de felicidade interna bruta".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Um pantomineiro desmonta-se a ele próprio

por josé simões, em 30.12.19

 

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Estas eleições não são para ver quem é mais passista“. Passista, de Passos Coelho. “Não coloco linhas vermelhas a alianças, nem com o Chega”. O Chega, de André Ventura, apoiado por Passos Coelho para a Câmara de Loures. “Acordo com o PS é difícil, porque este PS está muito radicalizado”. Passos Coelho, o Chega e a radicalização do PS. “Quero uma social-democracia à portuguesa“. Um pantomineiro desmonta-se a ele próprio.

 

[Imagem de Colin Chillag]

 

 

 

 

Um pantomineiro há-se ser sempre um pantomineiro

por josé simões, em 04.12.19

 

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Luís Montenegro, para os mais esquecidos era aquele deputado líder da bancada parlamentar do PSD que servia de ponto, dava as deixas para Passos Coelho dissertar longamente sobre o seu desígnio terreno de meter o país nos eixos de onde havia descarrilado no 25 de Abril de 74, sobre a tradicional mandriice portuguesa, sobre o viver acima das possibilidades, as virtudes do empobrecimento e as grandes reformas estruturais para mil anos, no debate para a liderança do PSD que a salvação do Serviço Nacional de Saúde, a resposta para os constrangimentos, passa por atribuir competências a privados, fingindo ignorar que o garrote se deve às políticas orçamentais assumidas no quadro da União Europeia do défice zero até haver excedente orçamental e, com a cumplicidade amorfa da moderadora, sai incólume sem explicar como é que não havendo dinheiro para os cuidados de saúde no Estado vai esse mesmo Estado ter dinheiro para pagar aos privados para se substituírem ao Estado na prestação desses serviços. Luís Montenegro não está preocupado com o SNS nem com a saúde dos portugueses, está preocupado com o negócio da saúde a atribuir a privados.

 

[Na imagem Danny Kaye, o original, que tinha piada, não o sósia, um piadista perigoso]

 

 

 

 

História da Europa no século XX

por josé simões, em 22.11.19

 

A woman riding an alligator in the Los Angeles Memorial Coliseum.  The alligator is evidently the team mascot, c 1930s (via Los Angeles Public Library).jpg

 

 

O jornal Expresso que noticia a renúncia ao cago de uma autarca social-democrata alemão depois de repetidas ameaças da extrema-direita por ter condenado em mais de uma ocasião a violação de direitos humanos quando quatro homens amarraram um refugiado a uma árvore, é o mesmo jornal Expresso que dá conta da disponibilidade da ex-ministra das Finanças do governo da troika para entendimentos com o oportunista André Ventura que lançou a carreira numa candidatura à presidência de uma Câmara dos subúrbios de Lisboa com um programa anti-ciganos e com o suporte de Passos Coelho até à contagem dos votos. O resto é História da Europa no século XX.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 08.11.19

 

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Depois de lançada por Cavaco Silva como a next big thing para a liderança do PSD e bem-vinda por Luís Montenegro, porque faz falta, Maria Luís Albuquerque, a ministra das Finanças do governo da troika que se escondeu atrás do biombo do Banco de Portugal para fugir às responsabilidades do descalabro que foi a resolução do BES, acusa a esquerda de não assumir a responsabilidade de nada, na apresentação do livro de Gabriel Mithá Ribeiro, um dos escribas do jornal da direita radical tuga, Observador, que abre com uma dedicatória a Donald Trump, Jair Bolsonaro, Nova Direita e Povo de Israel e que na introdução enaltece a "profunda revitalização intelectual" levada a cabo por Steve Bannon, Jordan Peterson, Olavo de Carvalho, Roger Scruton ou Dinesh D' Souza, que rompeu "o cerco que trava a socialização da liberdade de expressão". Para os mais esquecidos este/ isto é o partido que pariu André Ventura, com a bênção de Pedro Passos Coelho, também presente no evento e que recebeu um agradecimento especial da parte do autor.

 

 

 

 

Para memória futura

por josé simões, em 28.10.19

 

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Álvaro Amaro - PSD, José Manuel Fernandes - PSD, Maria da Graça Carvalho - PSD, Nuno Melo - CDS, os euro deputados portugueses que votaram contra a Moção para a Busca e Salvamento de Vidas Humanas no Mediterrâneo, chumbada por 2 - dois - 2 votos.

 

[Via]

 

 

 

 

Da ascensão do populismo nas urnas

por josé simões, em 15.10.19

 

 

 

Maria Luís Albuquerque vai trabalhar para empresa da área que tutelou e negociou enquanto ministra das Finanças e representante do Estado.

 

Pedro Mota Soares contratado por associação das telecoms depois de ter sido membro da Comissão do Parlamento que discutiu e legislou sobre o setor.

 

 

 

 

O professor Cavaco avançou o nome e o doutor Montenegro disse que sim

por josé simões, em 13.10.19

 

 

 

O professor Cavaco, triste, muito triste com o resultado eleitoral do PSD, avançou o nome da doutora Maria Luís Albuquerque para mobilizar os militantes e unir o partido. O doutor Montenegro respeita as palavras do professor Cavaco e assina por baixo, a doutora Maria é bem vinda. Ainda não é líder do partido e já tem um Centeno para cortar pensões e reformas, perdão, gordura do Estado.

 

 

 

 

Good Bye, Lenin!

por josé simões, em 12.10.19

 

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Salvação do centro-direita passa por Passos Coelho e Paulo Portas, diz Miguel Relvas

 

[Imagem]

 

 

 

 

Apesar de tudo um democrata

por josé simões, em 09.10.19

 

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Apesar do "nós somos um partido que fez muito trabalho social quando foi Governo. Com Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho";

apesar do "quem está aqui hoje não é Pedro Passos Coelho, nem Cavaco Silva, nem Durão Barroso, nem Santana Lopes, é Luís Filipe Montenegro";

apesar do "a estratégia de Rui Rio produziu maus resultados mas eu não estou aqui por causa disso, estou aqui porque quero inverter isso";

apesar de tudo isto, o piadista candidato a líder do PSD, quando inquirido por Clara de Sousa sobre o fascista André Ventura e o partido Chega demarcou-se liminarmente e sem os subterfúgios e os jogos de palavras usados para pelo ideólogo de Passos Coelho dois dias antes, no mesmo canal, para fugir à pergunta. Apesar de tudo um democrata.

 

[Na imagem, e até prova em contrário, Luís Montenegro com menos piada que o original]

 

 

 

 

They live

por josé simões, em 08.10.19

 

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Depois do sucesso que foi uma ex-ministra do Governo da Troika dutante quatro anos à frente do CDS, Cavaco Silva, que aguentou um executivo de iniciativa presidencial depois da demissão irrevogável de Paulo Portas e da desistência de Vítor Gaspar quando chocou de frente com a realidade, sem a ter a mínima noção da total indiferença com que é olhado dentro do partido que já foi seu e que só por simpatia ainda é escutado com um sorriso nos lábios e com um encolher de ombros assim que vira costas, vem apontar outra ex-ministra de Passos Coelho como factor de união e de mobilização do estilhaçado PSD. Melhor combustível não poderia haver para uma Geringonça 2.0.

 

[Imagem]

 

 

 

 

O day after

por josé simões, em 07.10.19

 

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Miguel Relvas, da velha liderança do ar pesado e bafiento, sai a terreiro logo no day after a pedir nova liderança e ar fresco para o partido. Podia ser um piada do Imprensa Falsa mas não é. Isto foi de manhã, que à hora do jantar, Miguel Morgado, do mesma agremiação de Miguel Relvas, do circo de sombras por detrás de Passos Coelho, apareceu na televisão do militante n.º 1 aka SIC Notícias a pedir ar fresco e nova liderança para o partido, que ele vai fazer a parte que lhe compete, não sabe nem deixa de saber se é candidato, vai apresentar uma moção e coise, ele que até já meteu mãos à obra e inventou o "cinco para as sete" que só não congrega a direita toda porque o André Ventura se recusou a participar e isso é lá com ele. Não foi ele, Miguel Morgado, quem espantou o fascista Ventura, foi o fascista Ventura que não quis nada com ele. Temos [têm] pena. O André Ventura, esse mesmo, que à noitinha no Prós e Contras na televisão pública teve exactamente o mesmo discurso que o senhor novel deputado eleito pelo Iniciativa Liberal, corrupção, compadrio, sector privado, blah-blah-blah, direito de escolher a escola, saúde privada para todos e que quando Mariana Mortágua falou em "fraude liberal", do Estado a pagar a privados, provocou a mesma reacção nos três, que o João Almeida do CDS também lá estava. E novidades?

 

[Imagem]