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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Tovarish Rui Rio

por josé simões, em 26.08.20

 

Our goals are clear, our tasks are decided. Let's

 

 

Como "estamos em democracia e isto não é a União Soviética" Rui Rio quer que o Governo tome uma atitude soviética e proíba um evento organizado por um partido político em democracia. Tovarish Rui Rio!

 

[Na imagem cartaz soviético de propaganda: "Os nossos objectivos são claros, as nossas tarefas decididas. Vamos trabalhar, tovarischi! Nikita Khrushchev"]

 

 

 

 

Honi soit qui mal y pense

por josé simões, em 19.08.20

 

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Miguel Albuquerque, o da reforma do Estado "é despedir funcionários públicos, não vale a pena estar com ilusões, 78% da despesa do Estado é com pessoal", depois de ter defendido uma aproximação ao Chega do ex-camarada de partido, porque Sá Carneiro também fez uma aliança com o CDS quando se dizia que era fascista, foi convidado pelo ex-camarada de partido, André Ventura, líder do Chega, que no programa político "defende o fim progressivo do Serviço Nacional de Saúde, a privatização total da escola pública (…), que o Estado se deve livrar dos edifícios das escolas, defende a privatização dos hospitais e dos centros de saúde", para o apoiar formalmente e "integrar a sua candidatura à Presidência da República". O útil ao agradável, a fome e a vontade de comer, brothers in arms.

 

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Resumo da jornada

por josé simões, em 18.08.20

 

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Primeiro o Estado não devia estar presente em áreas como os lares e centros de dias, não fazia sentido, o 3.º sector, a economia social, quem está no terreno e tem relação de proximidade com as pessoas, coise e tal e o caralho, uns anos depois, quando as Misericódias e IPSS, maioritariamente colonizadas por barões do PSD e CDS, e respectivas famílias, entraram em roda livre,  o Estado fracassou porque não investiu em lares e centros de dia, porque o Estado se demitiu de fiscalizar e até vamos fazer de conta que não foi o Governo do pantomineiro do pin, também conhecido por Passos Coelho, que alterou a lei por forma a duplicar a capacidade dos depósitos de velhos, um quarto individual passar a acolher duas pessoas, todos arrumadinhos em cima uns dos outros para se aquecerem no inverno que a conta da electricidade está pelas horas da morte.  Um esquema todo ele montado para retirar competências ao Estado, nalguns casos até duplicar competências do Estado, mas que quando corre mal e dá para o torto, alijar responsabilidades e sacudir a água do capote para cima do... Estado. Nada de mais, todos conhecemos o modus operandi dos do "menos Estado" e da "iniciativa privada" e da "sociedade civil". A questão é que a barraca cai em cima de um governo do Partido Socialista, de "socialista" entende-se "de esquerda" e, descontando a parte que lhes toca na colonização das Misericórdias e IPSS, o mui famoso "arco da governação", não se percebe porque insistem em carregar a cruz da direita.

 

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O fascismo ao colo da direita dos negócios

por josé simões, em 17.08.20

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Os resultados dão o PS a subir, com 39.6% das intenções de voto e 113 deputados eleitos, o PSD a descer,  com 24.8% traduzidos em 67 assentos no Parlamento, o BE com 8.5%  e 16, deputados, a descer nas intenções de voto, a CDU, com 6.1% e 10 deputados eleitos também desce, à direita da direita do PSD todos a sobem, o CHEGA com 7.9% - 13 deputados, o CDS com 4.4% - 5 deputados, a IL com 2.8% - 3 deputados, e por fim o PAN, também a descer, com 3.2% e 3 deputados [aqui].

 

Mas os títulos são "Direita volta a alcançar PS nas intenções de voto", a subtileza da "[direita apanhar] o PS nas sondagens à boleia do Chega" e nunca que o PSD perde terreno para o PS e vê o eleitorado fugir para a direita, quando qualquer conta de merceeiro, com a 4.ª Classe feita e sem necessitar de grandes estudos, constata que a soma dos deputados da 'Geringonça' - PS + BE + CDU, dá 139 cadeiras no Parlamento, contra a soma do bloco de direita, com 88 deputados, sem sequer incluir as intenções de voto no PAN em qualquer dos lados - esquerda/ direita, maioria absolutíssima de esquerda.

 

E porque é que os títulos não são "Esquerda com maioria absoluta nas intenções de voto" ou "PS sozinho tem mais deputados que a direita em conjunto", o acento tónico é colocado entre a direita como um todo, contra o PS e ignorando os outros dois partidos de esquerda ou, no caso do Eco, se aposta na normalização do Chaga, depois da normalização levada a cabo por Rui Rio e Miguel Albuquerque? Agora pençem... [não é gralha, é como os minions do Ventas do Chaga escrevem nas redes].  

 

 

 

 

Rui Rio, o idiota útil?

por josé simões, em 31.07.20

 

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Quando a seguir à revolução de Abril os fascistas andavam envergonhados e escondidos houve alguém que lhes deu a mão para o desconfinamento que lhes permitiu vestir o fato do da "responsabilidade e sentido de Estado" que durou até ao último governo com Paulo Portas em vice-primeiro-ministro, mas isso são contas de outro rosário, apesar do outro rosário ser consequência de ainda outro rosário e ter repercussões neste rosário, que agora se começa a contar, que em História nada acontece por acaso nem por geração espontânea.
 
O raciocínio de Rui Rio, ao admitir conversar com o Chaga [não é gralha] se este evoluir para a tal "responsabilidade e sentido de Estado", é o mesmo raciocínio de Mário Soares em 1978 - encostar a esquerda, só que agora com e para com um [ex?] camarada de partido, um dos méritos do pantomineiro do pin, também conhecido como Pedro Passos Coelho, fazer com que os fascistas perdessem a vergonha. É melhor assim, sabemos todos ao que vamos, sabemos todos ao que vêm.
 
É que o Chaga [não é gralha] ter 7% nas intenções de voto em sondagem, ou ter 7% dos votos expressos em urna no dia das eleições, não é problema nenhum para a democracia, são apenas os descontentes do CDS, do PSD e algum voto de protesto que antes estava no PCP. O problema é se lhe dão a mão. E  Rui Rio, que parece não perceber nada de História, está prontinho a desempenhar o papel de idiota útil. Ou talvez não, apenas a direita que está mortinha pelo autoritarismo e pela agenda securitária mas que não tem coragem de o dizer em público e recorre ao álibi da cedência ao parceiro em governo de coligação.
 
Voltando outra vez à História, todos sabemos como isto começa e todos sabemos como isto acaba. Todos excepto Rui Rio.
 
 
 
 
 

Da qualidade da democracia no tugão

por josé simões, em 21.07.20

 

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A altura em que é anunciada mais uma enxurrada de dinheiro europeu e depois do triste historial de consecutivos anos da sua aplicação pelos partidos do bloco central de interesses, com a colaboração intermitente do CDS, que criaram na Europa a nossa fama quem vem de longe; a altura em que mais do que nunca é necessária transparência e escrutínio pelos cidadãos, a bem da qualidade da democracia e do sistema político, é precisamente a altura que o PS e o PSD aprovam sozinhos a  alteração de regimento que põe fim aos debates quinzenais com o primeiro-ministro e torna a sua presença obrigatória apenas de dois em dois meses. Muito bem.

 

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As coisas como elas são

por josé simões, em 14.07.20

 

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Depois de termos ficado todos a saber que António Mexia não é do PS, pelo silêncio dos minions da direita radical e liberal, 24 horas/ dia de plantão às redes, e pela ausência de comentário por parte dos comentadeiros avençados e com emprego para a vida nas televisões do cabo, ficamos agora também a saber que Artur Trindade não é socialista, nem sequer tem filiação partidária e foi secretário de Estado de um Governo incolor e inodoro, nem o seu primeiro-ministro à época tem alguma coisa a ver com o caso, aos contrário de outros primeiros-ministro que sabiam sempre de tudo, se não sabiam, tinham obrigação moral e ética de saber, e se dizem que não sabiam é porque estão a mentir com quantos dentes têm na boca.

 

 

 

 

"O Coração das Trevas"

por josé simões, em 09.06.20

 

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Statement by former EU Council President Herman Van Rompuy in reaction to Austrian ex-Chancellor’s Wolfgang Schüssel’s words about EPP President Donald Tusk’s role in stopping the work of the Evaluation Committee on FIDESZ’s membership in the EPP.

 

 

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"O Coração das Trevas" ou os verdadeiros democratas do Partido Popular Europeu.

 

[Via]

 

 

 

 

"Manifestações de esquerda"

por josé simões, em 08.06.20

 

 

 

"Qual será o critério para o Governo permitir ajuntamentos? Funerais, futebol, missas, discotecas, desporto em geral, não! Comícios e manifestações de esquerda, sim! Esperemos que o vírus entenda aquilo que mais ninguém consegue entender."

 

Qual será o critério de Rui Rio para meter uma manifestação contra o racismo no saco das "manifestações de esquerda"?

 

 

 

 

A favor: PS, PSD, BE, PAN e CDS

por josé simões, em 03.05.20

 

Decreto do Presidente da República n.º 20-A 2020.jpg

 

 

Portanto a CGTP, central sindical afecta ao partido que votou contra o prolongamento do estado de emergência - o PCP, organiza uma manif no Dia do Trabalhador com base no decreto presidencial aprovado no Parlamento com os votos a favor dos partidos que estavam contra a realização da manif. Confusos?

 

 

 

 

Quem não os conhece que os compre

por josé simões, em 18.04.20

 

 

 

Gajos que em plena pandemia Covid 19 querem "reabrir" a economia indignados porque o Parlamento vai assinalar o 25 de Abril, data que nunca comemoraram.

 

 

 

 

Coluna vertebral de plasticina

por josé simões, em 15.04.20

 

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Os que apontavam falta de patriotismo nas críticas ao Governo da direita radical durante os idos da troika, da miséria, do desemprego e da emigração, da austeridade imposta pelo fanatismo ideológico, a eito e por cima de toda a folha, "ai aguenta, aguenta", "não sermos piegas", são os que agora criticam o Governo a braços com uma situação ímpar de pandemia à escala global, para a qual nenhum governo no mundo estava preparado e onde cada dia é um dia diferente na aprendizagem com os erros próprios e os erros dos outros, e não só o criticam como acham que é patriótico criticar. O Samuel Johnson é que os topou quando escreveu que "o patriotismo é o último refúgio de um canalha".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O "partido mais português de Portugal"

por josé simões, em 19.01.20

 

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Só militantes anónimos na sede, repleta, da candidatura vitoriosa de Rui Rio, por oposição à sala do derrotado Luís Montenegro, toda ela composta de barões, baronesas, baronetes e wannabes, a mostrarem-se urbi et orbi e a demarcaram território para quando os amanhãs voltarem a cantar. Se calhar a análise às eleições, e ao estado lastimoso a que chegou o partido que um dia se reclamou como "o mais português de Portugal", começava por aqui.

 

[Primeiro no Twitter]

 

 

 

 

A força que vem das cavernas

por josé simões, em 17.01.20

 

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Fazendo tábua rasa do peso histórico e de toda a simbologia associada ao logo do partido, "a força que vem de dentro", de Luís Montenegro, esticou as setas para qualquer coisa assim a lembrar a extrema-direita e o novo, no nome, fascismo que grassa pela Europa. Apesar de o negar, o passo seguinte é entabular conversações com André Ventura do Chega, ex-camarada. Se calhar até se tratam por tu.

 

 

 

 

Nem tudo foi mau durante os anos da troika

por josé simões, em 10.01.20

 

 

 

Um dos méritos dos anos de chumbo da troika foi as pessoas terem aprendido a fazer contas, a dar valor às contas certas e a interiorizarem que o dinheiro não estica nem nasce debaixo dos sapatos, a célebre alegoria da manta que tapa a cabeça enquanto destapa os pés e vice-versa. E depois temos a direita e a direita radical no Parlamento, no debate do Orçamento do Estado a prometer baixar impostos, para as pessoas e para as empresas, e a aumentar o investimento público.