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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Ghostbusters

por josé simões, em 02.06.22

 

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Nos tempos de má memória os mortos votavam, nos tempos de boa memória, nos tempos depois dos tempos em que "a vida das pessoas não está[va] melhor mas o país está[va] muito melhor", nos tempos em que "o meu passado chama-se passado, perdão, Passos", votam os fantasmas. Agora imaginem se por um azar do destino este senhor chega um dia a primeiro-ministro.

 

Houve militantes-fantasma a votar onde Montenegro ganhou com 100% dos votos

 

 

 

 

"Há muita fraca memória na política"

por josé simões, em 12.05.22

 

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O moço de fretes de Passos Coelho no Parlamento nos idos do Governo da troika, aquele que não tem passado nem existência própria, escolheu para mandatário nacional o homem que disse "[A reforma do Estado] é despedir funcionários públicos". Depois não digam que foram ao engano.

 

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Um abanão à direita

por josé simões, em 20.04.22

 

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A verdade é que Jorge Moreira da Silva com o discurso das "alterações climáticas, da extinção de biodiversidade, da pobreza e das desigualdades, dos conflitos e das migrações forçadas", onde a direita é negacionista, por convicção ou por omissão, juntamente com a recusa, sem rodeios, do racismo e xenofobia, onde a direita tem sido cúmplice, pode muito conquistar eleitorado jovem à abstenção e dar grande talhada no eleitorado à esquerda.

 

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Ganhar por desistência

por josé simões, em 13.04.22

 

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2022, uma 'Geringonça' passada mais uma maioria absoluta, e andamos nisto. Se é esta a ideia que o PSD "liberal" tem de oposição ao Governo e ao mesmo tempo meter o Chaga e a Ilusão Liberal no bolso... Como se António Costa não valesse por si próprio, sem a noção do ridículo, do vazio de ideias, da ausência de intelecto que é invocar um terceiro para justificar a própria existência.

 

Luís Montenegro: "O meu passado chama-se Passos, o passado de Costa chama-se Sócrates"

 

Hão-de um dia ganhar as eleições e ser governo, por desistência do PS. Ou da Ilusão Liberal.

 

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Produção da Fábrica Jota

por josé simões, em 12.04.22

 

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Para o político o corte das corridas de touros na TV foi castrador e limitador das liberdades individuais. "É como cortarem a procissão das velas em Fátima. É uma desgraça"

 

A "Fábrica Jota" nunca desilude, Duarte Marques, um ex-deputado Três F, correndo o risco de um dia chegar a secretário de Estado ou ministro.

 

 

 

 

Regresso ao passado

por josé simões, em 29.03.22

 

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Para a história pelo papel a que se prestou durante sete longos anos, o do "Ponto" no teatro adaptado à Assembleia da República, aquele que no Parlamento dava as dicas para Passos Coelho discorrer longamente sobre quão boa era a sua acção governativa para o país e para os portugueses. Parafraseando Luís Montenegro, "a vida do PSD não está melhor mas o país está muito melhor" sem ele.

 

Luís Montenegro vai ser candidato à liderança do PSD

 

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"Karma's a bitch"

por josé simões, em 23.03.22

 

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Depois da derrota nas legislativas que deram maioria absoluta ao PS e no dia em que o PSD soube que tinha perdido para o PS um deputado, dos dois em disputa pelo círculo da Europa, após a impugnação das eleições pelo partido de Rui Rio, os jotas laranjas inauguram um cartaz alusivo à sucessão de António Costa. Preocupações ou, como dizem os 'amaricanos', "karma's a bitch".

 

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O Supremo Irresponsável da Nação

por josé simões, em 15.02.22

 

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O prémio "Supremo Irresponsável da Nação", a atribuir ex aequo ao Partido Socialista, ao Bloco de Esquerda e ao Partido Comunista, pelo fechar de olhos e encolher de ombros aos 157 205 votos do Círculo Eleitoral da Europa deitados para o lixo numa descarada falta de respeito pelos cidadãos portugueses a residir e a trabalhar no estrangeiro, fugidos de Portugal vítimas da política e acção governativa, para o caso dos vários governos PS, é atribuído no fechar da contagem ao candidato presidencial de António Costa, Ferro Rodrigues, e Partido Socialista, eleito Presidente da República, pelo aparte  “É uma lição para os partidos”, que é como quem diz, esteve a chover e eu [ele], administrador do condomínio, passei pelos intervalos da chuva, porque “Parti do princípio que o Tribunal Constitucional não decidia anular as eleições” quando devia ter partido do princípio que em democracia todos os votos e todas as pessoas contam. “Está decidido! É a democracia a funcionar“, mesmo que tenha funcionado contra aminha [sua] vontade, por omissão e ausência.

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 09.02.22

 

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Vai-se ver e foi "a extrema esquerda", "uma parte significativa da comunicação social", o PS, quem assinou o acordo de governação nos Açores.

 

A extrema esquerda e uma parte significativa da comunicação social criaram uma nova vedeta mediática; Pacheco de Amorim. O PS agradece e engrandece a festa de forma cínica. E, assim, lá vão continuando a engrandecer a direita mais radical que tanto anunciam que querem combater. Rui Rio no Twitter.

 

"a extrema esquerda" versus a "direita mais radical", estamos a ver a nuance?

 

 

 

 

A sabedoria do povo

por josé simões, em 02.02.22

 

Vintage Photos Of Soviet People Took Posing With T

 

 

Décadas de desinformação e comentário nas televisões, subordinado à agenda da direita, sem que a direita se eternize no poder. Apesar da direita que aponta falhas ao povo, a precisar mudar de povo; apesar da esquerda que insiste em interpretar os interesses e aspirações do povo, a seguir à maior derrota de sempre pelo voto do povo.

 

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Como se manipulam umas eleições. Capítulo III

por josé simões, em 28.01.22

 

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"Tudo em aberto". O PS com 36% e o PSD com 33%. E António Costa lá atrás, com um sorriso apalermado, a espreitar por cima do ombro de Rui Rio, à frente em grande plano, em pose de estadista.

 

Como se manipulam umas eleições. Capítulo II

 

 

 

 

Burn, baby, burn

por josé simões, em 25.01.22

 

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No day after às eleições vamos estar todos nos media e nas redes a concluir que António Costa passou tempo demais a falar de Rui Rio na campanha eleitoral?

Mais de 40 anos passados sobre as primeiras eleições livres e democráticas e continuam sem perceber que o eleitorado castiga campanhas feitas pela negativa.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Como se manipulam umas eleições

por josé simões, em 23.01.22

 

Escritos murais pós 25 de Abril, na parede da ofi

 

 

No espaço de uma semana António Costa passou de estar a três deputados da maioria absoluta, com a esquerda em maioria no Parlamento, segundo sondagem da Pitagórica, para o homem que vai atrás de Rui Rio com a direita em maioria no hemiciclo, segundo uma tracking poll num universo de 180 eleitores, apresentada por uma televisão - a CNN Portugal, ex TVI24, como se de uma sondagem se tratasse, com a imprensa com agenda, onde a fronteira entre jornalismo e comentariado não existe, prontamente a dar eco do feito, e com mobilização geral dos milhares de perfis nas redes a fazerem alarde da boa nova. Assim se inventa uma dinâmica de vitória e se manipula uma parte do eleitorado, dos indecisos aos abstencionistas.

 

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O Salazarinho

por josé simões, em 23.01.22

 

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Em termos de eficácia, a justiça piorou desde o 25 de Abril

 

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Deu para tudo

por josé simões, em 18.01.22

 

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Deu para António Costa finalmente proferir as palavras proibidas feitas palavrinhas mágicas: "maioria absoluta";

 

Deu para Rui Rio aparecer de gravatinha cor de fralda de bebé mudada, qualquer que se a a mensagem subliminar;

 

Deu para Catarina Martins explicar ao moderador, Carlos Daniel, o que está em causa e o que vai ser votado dia 30;

 

Deu para António Costa começar ao ataque, que é como quem diz à mentira, com "a alternativa à maioria absoluta ser crise atrás de crise e eleições de 2 em 2 anos" apagando em directo e a cores os anos entre 2015 e 2018, qual Estaline de tesoura em riste a cortar fotografias com o Trotsky;

 

Deu para Chicão, nascido em 29 de Setembro de 1988, recuperar a memória do sofrimento que foram os anos do PREC;

 

Deu para Ventura, líder de um albergue de neo nazis e fascistas saudosos de Salazar, invocar os países que nos ultrapassaram na União Europeia, os de leste que nos idos do matacão de Santa Comba tinham homens no espaço enquanto nós tínhamos uma autoestrada de Lisboa ao Casal do Marco, as estradas pejadas de carroças puxadas a burros e demorávamos 5 horas a chegar ao Algarve;

 

Deu para João Oliveira esfregar na cara de António Costa que os ganhos que exibe como trunfo para uma maioria absoluta só foram possíveis porque o PCP se chegou à frente, caso contrário tínhamos gramado com mais 4 anos de Governo da troika, com o PS a abanar a cabeça na bancada como os cães de feira que nos 70s se usavam na parte de trás dos carros;

Deu para Cotrim de Figueiredo dizer que acreditava no Pai Natal com as pessoas que sobem na vida a trabalhar;

 

Deu para Rui Rio afirmar que já reduziu despesa pública em empresas privadas;

 

Deu para Ventura recuperar a bisca das "fundações e organismos que absorvem recursos do Estado" lançada pelo Criador, Passos Coelho, nos anos do Governo da troika;

 

Deu para Rui Rio, líder de um partido que há 40 anos não faz outra coisa que desinvestir e retirar competências ao Serviço Nacional de Saúde, dizer que o SNS está em falência, depois de ter passado os debates anteriores a dizer que há funcionários públicos a mais;

 

Deu para Cotrim de Figueiredo passar todo o santo debate a dizer que António Costa não respondia às questões enquanto ele próprio ganhava o cognome de O Ilusionista por causa dos truques para fugir à questão flat tax;

 

Deu para Rui Tavares vestir a fatiota de Cotrim de Figueiredo e explicar aos telespectadores que com a taxa chata do Ilusão Liberal quem fica a ganhar são os mais ricos, para rombo nos cofres do Estado que asseguram serviços públicos gratuitos e universais;

 

Deu para Ventura voltar à carga com "o país em que metade trabalha para outra metade que não quer fazer nada" e "um país outro todos roubam e ninguém vai para a prisão", precisamente no dia em que se soube que a agremiação de bandalhos a que preside vai ser despejada da sua sede em Évora por não pagar a renda da casa há 8 meses;

 

Deu para António Costa fazer autocrítica: "o que faltou foi vontade política para viabilizar o Orçamento do Estado";

 

Deu para Chicão falar em três banca rotas desde 1995 apesar de nem uma ter havido e a que podia ter acontecido foi evitada;

 

Deu para tudo, só não deu para Carlos Daniel aprender que moderar um debate é como no futebol, o melhor em campo é o árbitro quando no fim dos 90 minutos ninguém deu por ele. Tem gosto o burro em ouvir o seu zurro, vox pop.

 

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