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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

As coisas como elas são

por josé simões, em 28.10.20

 

Fritz Lang directs Brigitte Helm in Metropolis (19

 

 

Um Orçamento do Estado dum Governo minoritário do Partido Socialista é aprovado no Parlamento só com os votos do Partido Socialista, ninguém votou nada ao lado de ninguém.

 

[Imagem "Fritz Lang directs Brigitte Helm in Metropolis [1927)]"]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 28.10.20

 

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No dia 10 de Outubro de 2019 a imprensa dava conta que o "PS recusa acordos para a legislatura e vai negociar orçamento a orçamento".

 

No dia 28 de Outubro de 2020, dois anos depois mais uns pozinhos, Ana Catarina Mendes, no discurso de encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2021, imediatamente antes da votação, num exercício de propaganda e manipulação, recorre ao golpe baixo da mentira e, em directo para todo o país, acusa o Bloco de em Outubro de 2019 ter recusado um acordo para a legislatura preferindo negociar orçamento a orçamento.

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

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O estado da Nação

por josé simões, em 26.10.20

 

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Segundo a generalidade da comunicação social, mais os paineleiros-comentadeiros com lugar cativo nas "análises à jornada" e cartilheiros diversos vertidos à paisana disfarçados de independentes, o Bloco de Esquerda é irresponsável, não tem sentido de Estado, e até chama a direita como em 2011 [escamoteando que a direita em 2011 foi chamada pelo voto nas urnas], por não abdicar dos seus princípios ao não se abster, ou até votar favoravelmente o Orçamento do Estado para 2021, apresentado por um Governo minoritário do Partido Socialista que, com truques de ilusionismo e a cumplicidade da generalidade da comunicação social, não abdicou dos seus princípios numa encenação de negociação e cedências, não se coibindo com isso de chamar a direita sabendo de antemão do voto contrário do Bloco de Esquerda. #TINA #OE2021

 

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Socorro que vem aí o diabo!

por josé simões, em 23.10.20

 

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Argumentar que um eventual chumbo do Orçamento do Estado pelo Bloco de Esquerda é chamar Passos Coelho - o agregador da direita, para lhe entregar o poder de volta, tal e qual o chumbo do PEC IV de Sócrates, é só má-fé argumentativa e deliberadamente ignorar que Passos Coelho foi a votos, que ganhou em eleições livres e democráticas, que nem o PCP nem o Bloco metem quem quer que seja a governar, e fazer de conta que António Costa não se meteu no buraco onde se encontra quando disse "No dia em que a sua subsistência depender do PSD, este Governo acabou" e que agora, com a cumplicidade dos media e dos paineleiros-comentadeiros com lugar cativo, atira o ónus da culpa para os ex-parceiros da 'Geringonça' e espera que se anulem e abdiquem dos seus princípios em função do Governo minoritário PS, numa espécie de TINA 2.0?

 

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Rewind/ Fast Forward

por josé simões, em 21.10.20

 

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E voltamos ao ponto de partida que é o de um partido que se reclama da esquerda e que passou 40 dos 46  anos da democracia a governar à direita, com os votos da direita ou em coligação com a direita, a acusar a esquerda de votar com a direita no Orçamento do Estado.

 

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A coerência fica-vos tão bem

por josé simões, em 24.08.20

 

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O PS que está contra, e bem, a proposta de Rui Rio de meter personalidades da "sociedade civil" nas comissões parlamentares de inquérito é o mesmo PS que "quer ver a sociedade civil representada na Ordem dos Médicos".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Resumo da jornada

por josé simões, em 18.08.20

 

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Primeiro o Estado não devia estar presente em áreas como os lares e centros de dias, não fazia sentido, o 3.º sector, a economia social, quem está no terreno e tem relação de proximidade com as pessoas, coise e tal e o caralho, uns anos depois, quando as Misericódias e IPSS, maioritariamente colonizadas por barões do PSD e CDS, e respectivas famílias, entraram em roda livre,  o Estado fracassou porque não investiu em lares e centros de dia, porque o Estado se demitiu de fiscalizar e até vamos fazer de conta que não foi o Governo do pantomineiro do pin, também conhecido por Passos Coelho, que alterou a lei por forma a duplicar a capacidade dos depósitos de velhos, um quarto individual passar a acolher duas pessoas, todos arrumadinhos em cima uns dos outros para se aquecerem no inverno que a conta da electricidade está pelas horas da morte.  Um esquema todo ele montado para retirar competências ao Estado, nalguns casos até duplicar competências do Estado, mas que quando corre mal e dá para o torto, alijar responsabilidades e sacudir a água do capote para cima do... Estado. Nada de mais, todos conhecemos o modus operandi dos do "menos Estado" e da "iniciativa privada" e da "sociedade civil". A questão é que a barraca cai em cima de um governo do Partido Socialista, de "socialista" entende-se "de esquerda" e, descontando a parte que lhes toca na colonização das Misericórdias e IPSS, o mui famoso "arco da governação", não se percebe porque insistem em carregar a cruz da direita.

 

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O fascismo ao colo da direita dos negócios

por josé simões, em 17.08.20

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Os resultados dão o PS a subir, com 39.6% das intenções de voto e 113 deputados eleitos, o PSD a descer,  com 24.8% traduzidos em 67 assentos no Parlamento, o BE com 8.5%  e 16, deputados, a descer nas intenções de voto, a CDU, com 6.1% e 10 deputados eleitos também desce, à direita da direita do PSD todos a sobem, o CHEGA com 7.9% - 13 deputados, o CDS com 4.4% - 5 deputados, a IL com 2.8% - 3 deputados, e por fim o PAN, também a descer, com 3.2% e 3 deputados [aqui].

 

Mas os títulos são "Direita volta a alcançar PS nas intenções de voto", a subtileza da "[direita apanhar] o PS nas sondagens à boleia do Chega" e nunca que o PSD perde terreno para o PS e vê o eleitorado fugir para a direita, quando qualquer conta de merceeiro, com a 4.ª Classe feita e sem necessitar de grandes estudos, constata que a soma dos deputados da 'Geringonça' - PS + BE + CDU, dá 139 cadeiras no Parlamento, contra a soma do bloco de direita, com 88 deputados, sem sequer incluir as intenções de voto no PAN em qualquer dos lados - esquerda/ direita, maioria absolutíssima de esquerda.

 

E porque é que os títulos não são "Esquerda com maioria absoluta nas intenções de voto" ou "PS sozinho tem mais deputados que a direita em conjunto", o acento tónico é colocado entre a direita como um todo, contra o PS e ignorando os outros dois partidos de esquerda ou, no caso do Eco, se aposta na normalização do Chaga, depois da normalização levada a cabo por Rui Rio e Miguel Albuquerque? Agora pençem... [não é gralha, é como os minions do Ventas do Chaga escrevem nas redes].  

 

 

 

 

Da qualidade da democracia no tugão

por josé simões, em 21.07.20

 

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A altura em que é anunciada mais uma enxurrada de dinheiro europeu e depois do triste historial de consecutivos anos da sua aplicação pelos partidos do bloco central de interesses, com a colaboração intermitente do CDS, que criaram na Europa a nossa fama quem vem de longe; a altura em que mais do que nunca é necessária transparência e escrutínio pelos cidadãos, a bem da qualidade da democracia e do sistema político, é precisamente a altura que o PS e o PSD aprovam sozinhos a  alteração de regimento que põe fim aos debates quinzenais com o primeiro-ministro e torna a sua presença obrigatória apenas de dois em dois meses. Muito bem.

 

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O PS a render

por josé simões, em 21.05.20

 

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«o primeiro-ministro reiterou que o Estado apenas emprestou dinheiro ao Fundo de Resolução. "É dinheiro que está a render"», disse, a propósito da recapitalização do Novo Banco, Passos Coelho em 23 de Setembro de 2015, e com isso levou com o PS todo em cima, desde o Parlamento aos blogues, passando pelo Facebook e pelo Twitter e pelas colunas de opinião dos avençados diversos na imprensa escrita.

 

Ontem, no debate quinzenal no Parlamento, António Costa saiu-se com esta e levou com o PS todo em cima, a aplaudir. muito.

 

[Imagem Hans-Peter Feldmann]

 

 

 

 

Da democracia interna no PS

por josé simões, em 19.05.20

 

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A direcção do PS considera inaceitáveis as críticas de Ana Gomes sobre a democracia interna no partido. Registe-se: a direcção do PS não acha inaceitável o secretário-geral do partido na pele de primeiro-ministro lançar, unilateralmente, a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa numa fábrica alemã. Não. Inaceitáveis são as críticas de Ana Gomes. E fez questão de sair a terreiro para confirmar essas mesmas críticas.

 

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É absolutamente espantosa a noção que o PS tem de democracia parlamentar

por josé simões, em 28.02.20

 

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O Parlamento bom, o que permitiu ao Partido Socialista tendo perdido as eleições governar durante toda uma legislatura, a mui famosa 'Geringonça', para grande espanto da direita que, em quarenta anos de democracia, foi obrigada a aprender um conceito novo: democracia parlamentar constitucional, é afinal o Parlamento mau, o que chumba as propostas do PS, sem maioria absoluta no hemiciclo, levadas a votação sem previamente falar com as outras forças parlamentares.

 

É absolutamente espantosa a noção que o PS tem de democracia parlamentar. "É absolutamente espantoso que o Parlamento bloqueie o funcionamento de outras instituições". Agora imaginem que o Partido Socialista tinha maioria absoluta.

 

Deixem o PS trabalhar!

 

 

 

 

António Costa a fazer-se desentendido

por josé simões, em 27.02.20

 

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Existe o "Plano A", o aeroporto em Alcochete, consensual no país e nas autarquias da Península de Setúbal, as do PS incluídas, até o PS lhes dar ordens para tomarem posição pelo aeroporto no Montijo, o tal inventado pelo governo da troika Passos Coelho/ Paulo Portas, para que não se dissesse que iam recuperar uma obra do Sócras, o esbanjador, o endividador, aproveitado pelo PS de António Costa, porque José Sócrates ainda tem peçonha na história recente do partido e porque a Vinci assim o quer.

 

António Costa a fazer-se desentendido: "António Costa está "perplexo" com a posição do PSD sobre o aeroporto do Montijo porque foi o Governo de Passos Coelho, que tomou a decisão de construir aí o novo aeroporto. O Primeiro-Ministro apela ao sentido de responsabilidade e garante que não há plano B".

 

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Deixem o PS trabalhar!

por josé simões, em 26.02.20

 

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Eram manifestamente exageradas as notícias que davam conta da morte do velho PS, trafulha, da clientela política ligada ao pato-bravismo da construção civil à sombra do Estado, à especulação imobiliária, aos interesses privados que dão sempre na porta giratória público-privado-público, que se entreteve a negociar com a Vinci a localização do aeroporto do Montijo, ignorando o poder autárquico democrático e o aeroporto em Alcochete, com o apoio das câmaras comunistas e das câmaras PS, até o PS lhes dizer que tinham de apoiar a construção de outro aeroporto, decidido pelo PS, que decidiu a lei que agora se propõe alterar porque não diz aquilo que o PS quer que diga, a chamada democracia por medida e a pedido. O PS da governação autárquica bloqueada pelo Tribunal de Contas e pelas autarquias comunistas, que por pura maldade e falta de sentido de Estado não conseguem ver a "visão socialista para a região de Setúbal" [minuto 37:40], o finalmente malfadado investimento no "Deserto do Já Mé", sem a terceira travessia do Tejo, não vá algum atentado terrorista partir o país em dois, sem a plataforma logística Poceirão-Marateca, sem a linha de alta velocidade, sem a autoestrada do Baixo Alentejo entre Sines e Beja, sem a ligação ferroviária a ligar o terminal de Sines a Espanha. Deixem o PS trabalhar!

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 26.02.20

 

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Andei 40 anos a preparar-me para ser juiz do Tribunal Constitucional

 

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