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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Queria. Já não quer

por josé simões, em 08.08.22

 

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Que o Gagarin tuga tenha dinheiro para esbanjar numa ida de 10 minutos ao espaço e precise de financiamento público para as empresas que lhe geram a riqueza para esbanjar numa ida ao espaço, é uma coisa; a mesma coisa é o Gagarin tuga, depois da vinda a público de irregularidades no processo, ter desistido do financiamento público às empresas que lhe geram fortuna pessoal, que não pode ser confundida com as empresas elas próprias, e devia meter toda a gente a pensar sobre a fiabilidade e a justeza na atribuição destes financiamentos, que a direita toda, com Marcelo à cabeça dos sindicatos patronais, diz desta vez haver Estado a mais e sociedade civil a menos, agora imaginem,  e porque é continua o país na merda, trinta e tal anos depois da adesão à Europa e das enxurradas de dinheiro ininterruptas, contra a melhoria, a olhos vistos, da qualidade de vida de uma meia-dúzia, vá lá, uma dúzia.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

por josé simões, em 23.07.22

 

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Um gajo vai receber 52% dos apoios do Plano de Recuperação e Resiliência à recapitalização de empresas, qualquer coisa como 40 milhões de euros, e um gajo vai ser o primeiro cidadão português a ir ao espaço, qualquer coisa como não sei quantos milhares de euros, ninguém diz, um dia vamos saber.

E não vão faltar gajos, com o Ilusão Liberal à cabeça, a explicar-nos que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, uma coisa são as empresas do gajo, outra coisa é o gajo ele próprio e a sua fortuna pessoal, que não tem nada a ver com as empresas, e ainda outra coisa são os gajos que passam a vida a gozar com o pagode e os gajos que nos explicam que os gajos não estão a gozar com o pagode.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Já chateia

por josé simões, em 07.10.21

 

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Já chateia. Desde o Presidente da República ao primeiro-ministro, passando por ministros avulso, líderes de partidos diversos, sindicatos, associações empresariais e o mais que seja, a ladainha é a mesma, que o PRR vai ser vai ser uma oportunidade única e irrepetível para Portugal dar o salto até à altura dos olhos da Europa, de se desenvolver, de acabar com a pobreza. Desde o primeiro tostão que deu entrada nos cofres com a adesão à CEE que a oportunidade é única e irrepetível. Com Cavaco: agora é que é. Com Guterres: agora é que vai ser. Com Durão Barroso: desta é que não escapa. Com Sócrates: é pouco mas é o que há e vai ser bem aplicado. O ouro do Brasil. E todos sabemos quem é que desde então teve oportunidades únicas e [ir]repetíveis de acabar com a [sua] pobreza. Já chateia.

 

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