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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| "You can stand under my umbrella, Ella ella eh eh eh, Under my umbrella, Ella ella eh eh eh"

por josé simões, em 16.10.14

 

Reuters-Tyrone Siu.jpg

 

 

[Aqui]

 

 

 

 

||| In Memoriam

por josé simões, em 11.10.14

 

 

loukanikos.jpg

 

 

Loukanikos


? – 2014

 

 

 

 

||| Centralismo democrático

por josé simões, em 05.10.14

 

 

 

O Partido escolhe xis candidatos e as pessoas escolhem um de entre os xis candidatos escolhidos pelo partido. O Papa nomeia os bispos que elegem o Papa. O comunismo é uma religião.


[Imagem]

 

 

 

 

||| "You can stand under my umbrella, Ella ella eh eh eh, Under my umbrella, Ella ella eh eh eh"

por josé simões, em 02.10.14

 

 

 

 

 

[Aqui]

 

 

 

 

 

 

||| "You can stand under my umbrella, Ella ella eh eh eh, Under my umbrella, Ella ella eh eh eh"

por josé simões, em 30.09.14

 

 

 

Occupy Hong Kong

 

 

 

 

 

 

||| Protestos, século XXI

por josé simões, em 16.01.14

 

 

 

O "rolezinho", ou lá o que é, é o que menos importa. O curioso, ou nem por isso, sinais dos tempos, dos tempos não exclusivos brasileiros, é o protesto, sim, porque é de um protesto que se trata, ser marcado para um lugar público, de administração privada, com direito de admissão, e não para um lugar público de administração pública, uma praça, uma rua, uma avenida. Podíamos ir pelas novas centralidades e pela reconfiguração urbana, e vamos por aí, mas até por aí a agenda neo-liberal conseguiu impor as regras e marcar a agenda. Encerra-se o centro e mata-se o protesto. Fica muito bonito nas televisões e nas fotos do blog da The Atlantic, os 15 minutos wharolianos, inócuos e inconsequentes, talvez até contraproducentes, a moral da lei e da ordem espicaçada na opinião pública, "os bandalhos anarquistas e desrespeitadores" do direito dos outros à liberdade que vão para ali, para o shopping, estragar o direito ao negócio e o direito a gastar, e a passear, e a passear em família [muto importante!]. E prontes, a válvula de escape funcionou, coitus interruptus para os manifestantes, oportunidade para expor o "sentido de Estado" para a Lei e para a Ordem, e para o opinião privada escudada na opinião pública. A Naomi Klein "adivinhou" isto em No Logo.

 

Enquanto continuarmos todos a jogar o jogo segundo, e seguindo, as regras de quem criou o jogo…

 

«A nova palavra de protesto no Brasil chama-se "rolezinho"

 

Encontros de jovens da periferia em centros comerciais de São Paulo, marcados pelas redes sociais, lançam de novo a discussão no Brasil sobre discriminação. O fenómeno está a alastrar.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

||| Daqui a nada em modo FIFA

por josé simões, em 29.11.13

 

 

 

Proibir o povo de entrar na casa do povo e da Democracia era lenha para a fogueira desta amostra de democracia, em serviços mínimos, e ainda assim requisitados. Por isso vai haver reflexão, reflexão, e mais reflexão, e vão falar muito e interminavelmente, tipo reunião de condomínio, e depois vão continuar a reflectir, com alguns deputados e grupos parlamentares na casa dos espelhos. E, no final da reflexão, vão acabar por adoptar as directivas da FIFA para quando há bordoada nas bancadas dos estádios: não autorizar a transmissão de imagens. Quem não sabe é como quem não vê, vox pop.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Perfeitamente de acordo

por josé simões, em 11.07.13

 

 

 

Os senhores deputados não foram eleitos para ter medo e, além de outras coisas, também foram eleitos para serem respeitados. Acontece que os cidadãos que elegem deputados que formam maiorias que constituem governos, também não podem ser vítimas de políticas de medo e de estratégias manhosas de divisão da sociedade entre público e privado/ velhos e novos, da parte de quem recebeu o seu voto para entrar na casa da Democracia, nem o seu sentido de voto deve ser desrespeitado por quem, em campanha eleitoral, prometeu uma coisa e depois de eleito faz exactamente o seu contrário. Só lhes resta então gritar e receber de volta insultos, na forma de "metáforas" estapafúrdias, de quem em idade activa se encontra no passivo a expensas do dinheiro dos seus impostos.

 

[Imagem "Fuck Slut" by Devitt Brown]

 

 

 

 

 

 

|| O Gigante Acordou

por josé simões, em 24.06.13

 

 

 

A hastag #OGiganteAcordou [O Gigante Acordou] no Instagram, à hora em que publico este post, já leva qualquer coisa como 445 103 e fotos publicadas.

 

Uma boa base de trabalho para os sociólogos e para a sociologia política.

 

Adenda: Gastar 9 329 caracteres a escrever sobre "Os perigos do antipartidarismo" sem referir que a principal razão que levou a que milhões de pessoas saíssem para as ruas, dias seguidos, a gritar contra os partidos, se deve ao establishment e à praxis desses mesmos partidos, tendo recebido de volta a polícia, tal e qual ela era no tempo da ditadura militar, e que prendeu e torturou aqueles que agora ocupam a cadeira do poder, é obra! Ou então é-se pago ao metro de papel preenchido.

 

 

 

 

 

 

|| E porque o Brasil não está assim tão longe

por josé simões, em 22.06.13

 

 

 

Causa Brasil, veja pelo que o país protesta.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Uma justificação como outra qualquer

por josé simões, em 22.06.13

 

 

 

A da foto. Ou talvez "A Justificação". Isto é um problema dos velhos. Isto não é um problema dos velhos. Isto é um problema dos novos. Isto não é um problema dos novos. Isto é um problema de gerações. Isto não é um problema de gerações. "Os bons velhos tempos" e "no meu tempo". É que todos os tempos têm um tempo e bons velhos tempos. E estes tempos novos também têm guardiões da Democracia, dos velhos tempos, e o perigo dos novos tempos não serem balizados, enquadrados, organizados. Por quem, d[n]os velhos tempos, incendiou os novos tempos, sem perceber que "a sede de uma espera só se estanca na torrente", como na canção? E a "ingratidão" [que ainda não foi] usada como argumento, é uma questão de tempo. Argumento de quem, d[n]os velhos tempos, não percebeu nada e já perdeu o tempo do "sai da frente que já estamos fartos e já estamos noutro tempo".

 

[Há mais imagens aqui]

 

 

 

 

 

 

|| Um telemóvel e ligação à rede, é o que basta

por josé simões, em 21.06.13

 

Por estes dias o Twitter tem sido uma autêntica mina de anónimos cidadãos fotojornalistas.

 

 

 

 

Em Gôiania ontem, os polícias juntam-se à manif e distribuem flores, via RevolucioMari.


 

 

Início da manif, ontem no Rio de Janeiro, via Bráulio Silveira.

 

 

 

 

 

 

|| Não há cão nem gato que não fale de Keynes

por josé simões, em 18.06.13

 

 

 

Ou é preciso estar de muita má fé ou é preciso ser muuuuuito estúpido [e estou a ser educado] para não perceber que os protestos no Brasil não têm nada a ver com keynesianismo mas com a corrupção e a promiscuidade entre o público e o privado [que idolatra Hayek]; com os negócios milionários do sector privado à sombra do guarda-sol do Estado; com quem jurou servir o povo e defender a Constituição e usa o cargo para o qual foi eleito para daí tirar proveito e enriquecer do dia para a noite. Dito de outra maneira, têm a ver com keynesianismo na medida em que as pessoas nas ruas se manifestam contra a forma como o investimento público é feito, o país do futebol não quer investimento público em estádios de futebol, quer investimento público em saúde e educação. Quer keynesianismo sim, mas noutra direcção e transparente. Não há cão nem gato que não fale de Keynes, que é como quem diz, toda a merda fala de Keynes.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| "O Gigante Acordou"

por josé simões, em 18.06.13

 

Escrevia ontem a Thaís, desde S. Paulo – Brasil, para descrever

 

O espírito:

 

 

Da coisa:

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Da encenação

por josé simões, em 19.02.12

 

 

 

Pedro Passos Coelho que foi a uma feira, de forma preparada e encenada, em mais uma acção de propaganda do Governo, acusa os manifestantes, em protesto contra as degradação das condições de vida pelo "ir mais além que a Troika", de aparecerem de forma preparada e encenada. Com "grande naturalidade".

 

[Imagem "A young woman models in a studio for photographer Fitz Guerin", circa1902]