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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Pussy riot

por josé simões, em 30.10.12

 

 

|| Isto está tudo ligado

por josé simões, em 14.12.11

 

 

 

Em nome do equilíbrio das contas e do combate ao défice implementam-se políticas que causam recessão e levam ao empobrecimento. Daí até à criminalidade violenta, ao pequeno roubo, à economia paralela, à fuga ao fisco, ao tráfico de drogas e pessoas, à prostituição, é um passo deste tamanhinho. Depois vêm os responsáveis pelo estado lastimoso do Estado brandir primeiras páginas de tablóides, com as letras gordas que espelham o resultado das medidas por si implementadas, e a exigir reforço policial e diminuição de liberdades e garantias em nome da segurança das pessoas e bens. Curiosamente os jornais que na "montra" exibem as desgraças, no "armazém" têm os anúncios, nas secções "convívio" e "íntimo", pagos a bom preço, pelas vítimas das desgraças.

 

Por cá não deve faltar muito, se é que já não estamos lá, e vivemos todos muito descansadinhos a fingir que não vemos o que todos os dias vemos, até aparecer por aí um estudo de uma qualquer organização ou universidade para quebrar a modorra da carneirada.

 

A Direita no Governo.

 

[Imagem Prostitute advertisements in phone booth onPiccadilly street,London,UK]

 

 

 

 

 

 

 

|| O mimetismo do Correio da Manhã e a cumplicidade de Paulo Portas

por josé simões, em 19.10.10

 

 

 

 

 

O órgão oficial do CDS, que acompanha o chefe, bem aconchegado no sovaco nas campanhas eleitorais, para ser brandido por Paulo Portas, na cara e nas câmaras dos amorfos jornalistas, enquanto grita contra a insegurança e exige reforços de policiamento, numa escalada que só termina quando Portugal atingir o nível da Roménia de Ceausescu – um policia por cada cidadão, faz hoje manchete de primeira página com «Trezentas escravas sexuais em Portugal», vitimas das máfias que se alimentam do tráfico de seres humanos, ao mesmo tempo que, nas páginas centrais, lucra milhares de euros todos os dias do ano com os anúncios de cariz sexual, pagos por essas mesmas máfias para publicitar a sua fonte de rendimento.

 

Um aplauso para a iniciativa do PCP.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

 

|| Um diário não pode lucrar com as máfias da prostituição

por josé simões, em 14.05.10

 

 

 

 

Não, não estamos a falar do Correio da Manhã, aquele jornal que Paulo Portas costuma trazer debaixo do braço nas campanhas eleitorais e que usa para brandir à frente das câmaras das televisões em acções de populismo manhoso para invocar a insegurança nas ruas enquanto exige um polícia por cada português. Mas já vai sendo tempo de se falar nisto por cá.

 

Também: Jornalismo e Prostituição

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

|| “O catolicismo criou um mercado para a prostituição”

por josé simões, em 12.12.09

 

 

 

«El catolicismo hizo florecer la prostitución, al convertir a las mujeres en el fruto prohibido. Al obligarlas a actuar como vírgenes, creó un mercado para la prostitución.»

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

|| Jornalismo e prostituição

por josé simões, em 10.09.09

 

 

 

Escreve hoje o Público Espanã que a Espanha é o único país onde jornais diários generalistas de circulação nacional fazem negócio com anúncios a prostitutas nas suas páginas, e que no resto da Europa este género de publicidade está confinada ao jornais regionais, de pouca tiragem e sensacionalistas, à imagem do que acontece nos Estados Unidos. E dá conta de um relatório elaborado pelo Government Equality Office britânico que relaciona este género de anúncios com o tráfico de mulheres, e de Harriett Harman, ministra da Igualdade e responsável pelo estudo, por várias vezes ter questionado como é possível que estas publicações noticiem casos de prostituição e ao mesmo tempo anúncios a prostitutas.

 

Infelizmente o jornalista do Público España fez o trabalho de casa mal feito: a Espanha não está só na Europa neste tipo de jornalismo. Desgraçadamente em Portugal, o jornal diário de maior tiragem e circulação nacional, aquele que encontramos em todos os cafés, repartições, consultórios, etc. ganha a vidinha assim. Na primeira página a notícia da prostituta que foi barbaramente assassinada, nas centrais os anúncios “Convívio” divididos por Centro, Grande Lisboa, Norte, Outras Localidades, Sul e com «a loira sensual peitão 50 bumbum empinado 20€ sem pressas».

 

Adenda: ler «El gran negocio hipócrita de la prostitución»

 

(Na imagem The Thrill Seekers)

 

 

 

A crise e os nichos de mercado

por josé simões, em 29.01.09

 

 

Ou a economia de mercado a funcionar por auto-regulação, mas a exigir a intervenção estatal.

 

(Foto encontrada no La Repubblica)

 

 

Dinheiro e orgasmos

por josé simões, em 18.01.09

 

Esta agora!? Apliquemos o estudo à prostituição, e partindo da base de trabalho que é a imunidade ao orgasmo adquirida pelas (muitas) horas de trabalho: Quais as reais possibilidades de um endinheirado, cliente de acompanhantes de luxo, em relação a um teso (não é uma piada brejeira) cliente de trabalhadoras de rua ou de borda de estrada?

 

 

Isto é lindo!

por josé simões, em 04.12.08

 

 

«Avião do BPN usado para transportar prostitutas do Leste»

 

Mais uma como esta, agora em relação ao BPP, e retiro tudo o que disse e escrevi.

Sabe Deus como fico feliz com a felicidade sexual dos meus compatriotas!

 

 

'Whore miles'

por josé simões, em 06.10.08

 

Assim de repente, ele há o cartão da BP, o cartão da Galp, o cartão da Fnac, o cartão do Jumbo, o cartão do Decathlon, o cartão da TAP, e ainda uma infinidade de cartões específicos para minorias especificas, como por exemplo o da Flur que, no meu caso concreto, me dá um jeitaço do caraças.

 

Agora, não querendo que isto seja entendido como a apologia da mais velha profissão do mundo, mas antes como uma atitude que é um misto de pessimismo e cepticismo, reflexo de (algum) conhecimento sobre o funcionamento dos mecanismos de mercado - comércio & industria - no ramo “sexo, pornografia e derivados”, acho que os resultados seriam mais visíveis se o cartão fosse para o cliente; ao fim de x”carimbadelas uma “voltinha” grátis.