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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Estamos entregues

por josé simões, em 03.07.14

 

 

 

Por um lado temos um primeiro-ministro, ex-porteiro da empresa Tecnoforma, segundo as palavras de Fernando Madeira seu ex-patrão "O Pedro é que abria as portas todas", que vivia de sacar fundos comunitários para projectos fictícios, "consultor" de uma Organização Não Governamental a ela, Tecnoforma, ligada, por onde também passaram nomes tão sonantes quanto respeitáveis, extremosos profissionais e moralizadores da cousa pública como Marques Mendes, Ângelo Correia e Vasco Rato, criada com o objectivo de sacar fundos comunitários para projectos a cargo da… Tecnofroma, e que não se coíbe de aparecer todos os dias nas televisões a dizer que agora é que é, agora é que os fundos comunitários vão ser bem aplicados.

 

Por outro lado temos um Presidente da República que, enquanto primeiro-ministro, recebeu barcos cheios de dinheiro proveniente dos fundos comunitários, a um volume só comparável aos idos do ouro do Brasil e que foram diligentemente usados, uma parte para destruir a agricultura e as pescas e desmantelar a indústria em nome dos amanhãs que iriam cantar com Portugal país de serviços e turismo, a outra parte para que 20 anos passados ainda circulem anedotas sobre alcatrão em auto-estradas e jipes com barcos atrelados e montes com piscina no Alentejo, que convoca Concelhos [não é gralha] de Estado com o tema do "horizonte do fim dos fundos estruturais garantidos a Portugal pela União Europeia em 2020".

 

Estamos entregues.

 

[Imagem de Martin Mull]

 

 

 

 

 

 

||| Da encenação

por josé simões, em 02.05.14

 

 

 

«Paulo Portas anuncia que Portugal passou na 12.ª e última avaliação ao programa de ajustamento.

 

O Governo vai reunir-se em Conselho de Ministros no domingo ao final da tarde para formalizar o modelo de saída do programa de resgate financeiro.»

 

[Imagem]

 

[O pormenor de, no linguajar de Passos Coelho e Paulo Portas, ontem as pensões eram despesa do Estado, ideia difundida e papagueada por toda corte de aios e escudeiros na comunicação social e de hoje, por causa dos aumentos, que são "para proteger a sua pensão amanhã, não é para a despesa do Estado". É o "chamar a atenção para o que é que as coisas servem"]

 

 

 

 

 

 

|| O freguês que se segue

por josé simões, em 07.07.13

 

 

 

Agora que o FMI foi tomado de assalto por comunistas anda a dizer o mesmo que toda a gente desprovida de "sentido de Estado" com dois dedos de testa e um mínimo de bom senso sempre disse, vai ressarcir as vítimas da sua ligeireza, cegueira e irresponsabilidade, e os responsáveis vão ser julgados e punidos por terem andado a brincar aos mercados com a vida das pessoas?

 

[Por cá continuamos o "ir mais além que a troika + cortes na despesa do Estado" maquilhado de "hora do investimento + crescimento" com o aval de "o economista fantástico que o senhor é"]

 

[Imagem]