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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O triunfo do Comissário Nogueira

por josé simões, em 08.05.19

 

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No frente-a-frente entre João Oliveira do PCP e Leitão Amaro do PSD pergunta Sara Pinto, a rapariguita que a televisão do militante n.º 1 meteu a pivô no telejornal do Mário Crespo, se "a dívida aos professores vai ser paga". A dívida. Nós, que há 10 anos não temos aumentos nem progressão na carreira nem nunca iremos ver 9A 4M 2D andar para trás no tempo, ainda temos uma "dívida aos professores". Muito bem.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Então vamos lá para os media lançar granadas de fumo

por josé simões, em 07.05.19

 

 

 

De Jerónimo de Sousa a Catarina Martins, passando pelo comissário Nogueira e cartilheiros diversos espalhados pelos espaços de comentário e de plantão às "redes sociais", que o dinheiro que há sempre aos milhões para os bancos nunca há para os professores, para os trabalhadores da Função Pública e do Estado. E também para os trabalhadores do privado, que não descongelam a carreira nem progridem porque sim e onde o tempo nunca anda para trás 9A 4M 2D, e que é de onde sai o dinheiro para os bancos e para os os professores, para os trabalhadores da Função Pública e do Estado e tudo o resto. Esta é a parte que se esquecem sempre de dizer, e é para isso que servem as granadas de banco fumo.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Têm dois defeitos

por josé simões, em 06.05.19

 

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Quando todos pensávamos que tinham aprendido alguma coisa com o banho de realidade que levaram, que os portugueses, quarenta e cinco anos passados sobre o 25 de Abril, não só já não são anjinhos ignorantes como não gostam de ser tratados como tal, logo nos minutos seguintes às declarações de anúncio de marcha-atrás assistimos ao frenesim de centenas de contas no Facebook e no Twitter, algumas até daquelas que só são activadas em situações de crise ou um mês antes das eleições, em operação concertada para  minimizar danos no eleitor com o "eleitoralismo de António Costa" mais "as mentiras de António Costa" e a "campanha eleitoral do PS" e "o que o PS aprovou e desaprovou" e "a nossa posição sempre foi esta", "nós não dissemos o que vocês nos ouviram dizer" e outros chavões em formato telegráfico, decalcados dos discursos do líder, Rui Rio e Assunção Cristas consiante a afiliação, a tratarem outra vez os portugueses como crianças, sem perceberem que não perceberam nada do que lhes aconteceu. Têm dois defeitos: são burros e não querem aprender. Nunca acabem.

 

[Imagem de Otto Stupakof]

 

 

 

 

Resumo da jornada

por josé simões, em 05.05.19

 

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Nesta questão do contorcionismo de Rui Rio e Assunção Cristas com a contagem do tempo de serviço dos professores, uma medida que não ia custar um cêntimo de euro ao contribuinte, ou que até podia custar mas não tinha implicações orçamentais já este ano, era só para o ano, ou lá mais para a frente e o Governo que viesse que se desenmerdasse, como sói dizer-se, é o líder do PSD e a líder do CDS só tarde e más horas terem percebido que dez anos de crise e quatro de troika e resgate financeiro e de sacrifícios, sofrimento e vidas desfeitas, ensinaram à grande maioria dos portugueses o valor do dinheiro, a importância de contas certas, e que o tempo não anda para trás.

 

[McCormick code na imagem]

 

 

 

 

É só rir

por josé simões, em 04.05.19

 

 

 

Procissão Cristas, ministra no Governo da birra irrevogável até subir no rating ministerial e ser nomeado vice-pantomineiro, a atirar à cara de António Costa a ameaça de demissão de José Sócrates a propósito de um PEC qualquer.

 

Comissário Mário Nogueira, chantageador-mor da República, há mais de 20 anos não faz outra coisa que chantagear governos, professores, pais, encarregados de educação e alunos, a acusar António Costa de chantagem.

 

Muito bom!

 

 

 

 

A caixa do Comissário Nogueira

por josé simões, em 03.05.19

 

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A CGTP e UGT já vieram exigir "tratamento igual ao dos professores para toda a função pública"; os "militares também querem solução idêntica à dos professores para contagem integral"; agora já não há desculpas, "dizem os polícias marítimos"; e os enfermeiros saíram a acusar o PSD e o CDS de "preferirem professores a outros profissionais". E ainda nem sequer 24 horas são passadas sobre a aprovação pelo Parlamento da contagem integral do tempo de serviço dos professores. De fora só os trabalhadores do privado, sem sindicatos que lhes passem cartucho ou liguem peva, com os seus 9A 4M e 2D de cortes salariais, sem progressões na carreira e sem progressões na carreira só porque sim, aqueles que tiveram a sorte de não ir bater com o lombo no desemprego, com ou sem subsídio, aqueles que tiveram meses de salários em atraso, aqueles que viram a falência das empresas de uma vida de trabalho; aqueles que entregaram a casa ao banco, aqueles  que foram para a emigração.

 

Pandora tinha uma Caixa que depois de aberta deixou escapar todos os males do mundo excepto um, a esperança. A esperança de que, como o que foi aprovado não aumenta num cêntimo que seja o encargo para o Orçamento do Estado, ler o dinheiro dos contribuintes, toda esta gente do funcionalismo público e da administração do Estado, que vive numa realidade paralela à dos seus co-cidadãos, venha a ser paga em notas de Monopólio.

 

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Como dizem os 'amaricanos', enough is enough

por josé simões, em 23.01.19

 

 

 

O que estes senhores estão a dizer aos pais e encarregados de educação que, durante os anos desgraçados do "ajustamento", desde os idos do 2.o Governo de José Sócrates até aos últimos dias do Governo PSD/ CDS/ Troika, viram as vidas e as carreiras suspensas, conheceram o desemprego, os salários em atraso, a emigração, que perderam apoios sociais na exacta proporção em que eram taxados, impostados e sofriam reduções salariais substantivas, enquanto mantinham os filhos na escola e pagavam explicações, por fora e sem recibo, aos mesmos professores que na escola não lhes chega o tempo nem têm jeito para ensinar e se lastimam em posts no Facebook, em directo da praia e no horário de trabalho, do martírio que é a vida e a carreira docente, e que passados estes 4A 9M 2D que sofreram na pele, como na badge na lapela do Comissário Nogueira e não são exclusivo dos stôres mas uma realidade de todo o sector privado, se calhar com um 6, um 7 ou um 8 antes do A, e que começam agora a ver a sua vida recomeçar onde tinha ficado, o que nos estão a dizer é que afinal a desgraça ainda não acabou porque há uns senhores que, do alto do Olímpio onde se colocam, se acham acima dos sacrifícios passados por todos os portugueses e se sentem no direito de continuar a vidinha que tinham como se nada se tivesse passado, nem troika, nem ajustamento, nem princípio de banca rota, nem nada, o que para os outros foi vida perdida para eles foi apenas um stanby, e prometer e ameaçar  um ano desgraçado aos filhos dos contribuintes que lhes pagam o salário.

 

Como dizem os 'amaricanos', enough is enough.

 

Fenprof ameaça Governo com "ano desgraçado" se não forem retomadas negociações

 

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Portugueses de primeira

por josé simões, em 03.01.19

 

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Diz o constitucionalista que, por serem três regimes diferentes consoante as regiões do país: um na Madeira, outro nos Açores e um terceiro no continente, não haver dúvidas sobre a inconstitucionalidade do regime de reposição salarial dos professores ou, como resumiu Marques Mendes na avença semanal, não pode haver professores de primeira e professores de segunda. E portugueses de primeira e de segunda, pode? Portugueses que nunca verão reposta a sua vida suspensa ou desfeita desde os anos de José Sócrates primeiro-ministro até aos anos do fim do Governo da troika, pode? Portugueses de todos os sectores da economia vs. portugueses da administração pública, pode? Portugueses que vão continuar a pagar do esforço do seu trabalho, via impostos, até ao próximo descalabro onde invariavelmente verão a vida outra vez suspensa e desfeita, pode? E recomeçar tudo outra vez, as reclamações e os protestos dos injustiçados da sociedade, todos lhes devem, incluindo as badges no peito com o número de anos, meses e dias em dívida, pode?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A mesma luta

por josé simões, em 26.12.18

 

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Enquanto esperamos todos o Presidente, comentador e explicador, explicar e comentar por que cargas de água é que os portugueses, todos, que desde os idos de Sócras até ao fim dos anos da troika e do Governo da direita radical viram as carreiras congeladas e que depois disso não progridem só porque sim, que conheceram o desemprego e a emigração, que tiveram salários em atraso, apoios sociais cortados e sobretaxas em cima do pouco que recebiam, enquanto aguentavam os filhos na escola e na universidade e pagavam por fora explicações, sem recibo para o IRS, aos professores, tadinhos, que trabalham 25 horas por dia que ser professor não é ir só uma mão de horas à escola nem estar ao dia útil e em horário de trabalho na praia a postar fotos no Facebook do quão bom está o mar, vão ter eles de pagar os 9A 4M e 2D na badge ao peito do comissário Nogueira enquanto a vida deles retoma agora como se nada se tivesse passado, como se o hiato não tivesse existido, Rui Rio e Mário Nogueira, a mesma luta, vão explicar como é que a solução boa é a das ilhas, uma vez o dinheiro vai daqui, de "Cuba", para as ilhas, com os resultados que se conhecem que não é por Alberto soba Jardim se ter ido embora que a coisa mudou de figura, de onde é que vem o dinheiro para aqui para aguentar a solução ilhéu.

 

 

 

 

A direita radical tal e qual ela própria

por josé simões, em 26.11.18

 

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A direita radical, de Cavaco Silva que não lia jornais, indignada porque a ministra da Cultura não lê jornais de visita ao México.

 

A direita radical, de Passos Coelho e da falta de professores, mão-de-obra qualificada, no Brasil e em Angola; a direita radical, de Passos Coelho  e dos corte de 600 milhões de euros de Maria Luís Albuquerque, efectivos em Bruxelas, temporários em Portugal, vota no Parlamento o regresso do Governo à mesa de negociações com os sindicatos para a recuperação do tempo perdido na carreira dos professores.

 

Ainda não há muito tempo isto era a "reversão das reformas estruturais".

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 06.10.18

 

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Ver o senhor Silva da UGT, que assinou de cruz concertações sociais, sempre em prol da rigidez patronal, a mando do senhor Saraiva da CIP com o beneplácito e o amém da direita radical PSD/ CDS, invocar a "esquerda" e um "Governo de esquerda" e "um Governo PS" para surfar a onda reivindicativa dos professores.

 

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E isto vale exactamente o quê?

por josé simões, em 06.07.18

 

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"Quase 97% dos docentes não abdicam do tempo total de serviço, segundo o referendo da Fenprof". E vamos repetir com os bancários, com os empregados de mesa, com os estivadores, com os motoristas, com os canalizadores, com os desempregados, com os empurrados para fora do país, com os ______________ [preencher a gosto e consoante a necessidade], com todos os que viram a vida congelada durante o período da troika e que já não a recuperam nunca mais.

 

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||| A mesma luta!

por josé simões, em 28.04.16

 

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"A Câmara Corporativa era um órgão representativo de natureza consultiva da República Portuguesa, prevista pelo Artigo 102.º da Constituição de 1933."


Não me lembro de ter votado, ou de alguém ter votado em Mário Nogueira ou em João Dias da Silva para ministros da Educação, mas dou de barato que possa estar enganado...


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||| Mais "reformas estruturais"

por josé simões, em 28.08.15

 

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«A selecção dos novos 2882 funcionários das escolas já está a decorrer, e entre os candidatos, "estão a aparecer licenciados e até doutorados"»


«Alguns dos novos funcionários das escolas podem ser tratados por doutor»


[Imagem de Vincent Bousserez]

 

 

 

 

||| E não se fala mais nisso

por josé simões, em 06.06.15

 

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Não disse que a incompetência do ministro, aliada ao fanatismo ideológico, custaram ao erário público, que é como quem diz aos bolsos dos contribuintes, 50 mil euros, sem contabilizar os prejuízos causados aos alunos, com reflexos no rendimento e aproveitamento escolar, às famílias e aos professores, a juntar à instabilidade familiar e aos desarranjos vários. Recolheu a língua de palmo e meio da "meritocracia" e da "competência" que tinha sempre de fora e bem esticada nos programas de televisão onde era paineleiro-comentadeiro. Diz que «o Governo pagou um "preço político" elevado pelas falhas na chamada Bolsa de Contratação de Escola», não sabemos, só o saberemos lá para finais de Setembro princípios de Outubro, joga com a cumplicidade do Presidente de facção e com a fraca memória na política e nos políticos. Ele, responsável máximo, não pagou. Continua em funções como se nada de especial tivesse acontecido, fez auto-crítica como nos idos do maoísmo e não se fala mais nisso.


[Nuno Crato na imagem]