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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Dia do Trabalhador

por josé simões, em 01.05.19

 

 

 

 

 

May Day

por josé simões, em 01.05.19

 

 

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.05.18

 

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O senhor Silva da UGT acha que o Estado deve dar incentivos às empresas, tipo uma taxa zero de IRC, como incentivo ao investimento e consequente criação de emprego de modo a fixar pessoas no interior. Os incentivos, que não implicavam perda de receita fiscal, e que foram precisamente retirados pelo Estado: escolas, postos de saúde, hospitais, tribunais, repartições públicas encerradas, que por sua vez levaram ao encerramento de bancos, estações dos correios, companhias de seguros, agentes notariais, o que faze com que só os velhos, que resistiram à atracção pelo litoral ou pela emigração, fiquem para morrer ao lado das árvores queimadas.

 

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Dia do Trabalhador

por josé simões, em 01.05.17

 

 

 

 

 

 

Dia do Trabalhador

por josé simões, em 01.05.17

 

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Na imagem a primeira página do trissemanário O Setubalense com o primeiro 1.º de Maio comemorado em liberdade.

 

 

 

 

 

Reviver o passado – “a mesa dos velhos fascistas”

por josé simões, em 01.05.08

 

Quando era mais puto, aí por alturas das botas da tropa e do cabelo eriçado “angry young man”; nos “anos da revoltade 1977 até meados de 80, mais coisa menos coisa; parávamos todos no Café Brasileira, Praça do Bocage; pleno coração da cidade de Setúbal.
 
Ainda havia a Sala dos Bilhares; ainda o “velho Costa” era o proprietário; a mesa ao lado da nossa – sim, porque naquela época as mesas tinham dono – era a mesa dos “velhos fascistas”. Sentavam-se àquela mesa desde militantes do MIRN a simpatizantes do MDLP e depois ELP; um velho imigrante alemão de porte militar, e que a lenda nunca comprovada dizia ter sido oficial SS, até retornados das ex-colónias; daqueles que diziam “mal empregues as que caíram no chão!”, quando se vangloriavam das chibatadas que tinham dado nos pretos-burros. O conviva mais à esquerda que tinha assento à “mesa dos velhos” era militante do CDS de Freitas do Amaral, e, não raras vezes a coisa não descambou em sopapada e cadeirada, devido à sua intervenção apaziguadora dos ânimos, coadjuvado pelo “velho Costa”.
 
Quando chegava as alturas do Primeiro de Maio, a conversa na “mesa dos velhos” era exactamente esta. O dia do trabalhador comemora-se a trabalhar.
 
Já morreram todos. Que a terra não lhes seja leve.
 
(Na foto do insigne fotógrafo setubalense Américo Ribeiro, a Praça do Bocage em Setúbal; anos 50 do século passado. O Café Brasileira (na foto) era à esquerda, na zona de sombra em frente ao parque de estacionamento.)