"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Uma reunião por videoconferência entre Marcelo, Presidente de abalada, Montenegro, primeiro-ministro com avença suspensa, que andava na estrada em campanha pelo mestre da cunha, Marques Mendes, e Rangel, alegado ministro dos Negócios Estrangeiros, que se calhar ainda não regressou da tomada de posse de Juan Guaidó, para analisar a situação na Venezuela. Como foi ainda antes do dia 6 de Janeiro, Dia de Reis, pode entrar na categoria "Circo de Natal"?
Marcelo encontrou-se "por acaso" com Teresa Leal Coelho num semáforo na Praça de Espanha durante a campanha eleitoral para as autárquicas; Marcelo encontrou-se "por acaso" com Carlos Moedas na Feira do Livro de Lisboa durante a campanha eleitoral para as autárquicas; Marcelo encontrou-se "por acaso" com Sebastião Bugalho na Ovibeja durante a campanha para o Parlamento Europeu; Marcelo só não se encontrou "por acaso" com Luís Montenegro na FIL durante a campanha para as legislativas por causa de um imbecil climático que achou por bem estragar um "paletó" Hugo Boss ao avençado da Spinumviva. Marcelo anda há 50 anos a fazer coisas "por acaso", com a cumplicidade e a complacência dos media, dos comentadores, do poder político. Ah e tal, é o Marcelo a ser Marcelo. Não, não é, são vocês a permitirem todo o tipo de marcelices. Pode parecer estranho mas o taberneiro tem razão.
["Paletó" em vez de "fato" por causa de outro tipo de imbecis, os do Acordo Ortográfico, que insistem em escrever fato no lugar de facto]
Ver Pedro Pinto em Luanda, atrás de Marcelo, para confirmar com os próprios olhos, que a terra há-de comer, como é que os pretos estão na terra deles, perdão, para assistir às comemorações dos 50 anos da independência de Angola, a expensas do contribuinte na 1551.ª viagem oficial do Presidente da República, é algo de verdadeiramente surpreendente mesmo vindo de um deputado do partido da taberna.
Gouveia e Melo disse o que toda a gente está cansada se saber, que Marcelo é um velhaco e um intriguista. Marcelo responde que em nenhuma entrevista disse que pretendia travar a candidatura do almirante. Dito de outra maneira, não houve vichyssoise para o jantar nem paragrafo a assinalar à saída de Belém.
Alguém que tivesse andado à escola e aprendido a tabuada fazia logo umas contas rápidas, se um ano tem 365 dias e se o Marcelo fez 1550 viagens à pala do contribuinte, significa que o manhoso esteve, contas redondas, quase 5 anos fora de Portugal, se as viagens tiverem no mínimo 3 dias cada, significa que o gajo só cá vem pelo Natal e pelo 25 de Abril no Parlamento, o 10 de Junho nem falar, que agora já o fazem lá fora e tudo, onde é que já se viu, e assim são quase 10 anos na Presidência sem cá pôr os chispes. Mas isso era se o taberneiro não soubesse para quem fala.
O taberneiro não teve um lapso coisíssima nenhuma, o taberneiro não se enganou na tradução, o taberneiro mentiu como mente em todas as vezes que abre a boca, a novidade aqui é que a mentira, vá-se lá saber porquê, não só abriu todos os telejornais ao mesmo tempo como esteve em loop o dia todo em todos os canais. E como reagiu o taberneiro apanhado a mentir? Com outra mentira inventada ali na hora.
Mas isto foi a excepção à regra, é que logo a seguir à barrigada de hambúrgueres do Marcelo a novilíngua voltava a tomar conta das televisões: André Ventura mente repetidamente com quantos dentes tem na boca = André Ventura cometeu uma gafe.
Vai grande animação nas redes com a alegada figura de urso feita pelo taberneiro ao confundir Bürgerfest com "festival de hambúrgueres". Nope, nada de mais errado. O taberneiro sabe perfeitamente o que é o Bürgerfest. A arte do mamífero consiste precisamente nisto, parecer ser tão estúpido como os que o seguem de modo a que estes se julguem tão inteligentes quanto ele.
O taberneiro pediu audiência com carácter de urgência ao Presidente da República porque "a oposição quer evitar que esta lei [imigração] entre em vigor". "A oposição" [minuto 20:17]. Vamos repetir outra vez as palavras do primeiro-ministro de facto, "a oposição quer evitar que esta lei [imigração] entre em vigor".
Carlos Moedas na apresentação da recandidatura à presidência da câmara de Lisboa que agora é que é, vamos ter mais câmaras de vídeo vigilância e guardas nocturnos e tudo!
Marcelo, Presidente do Estado laico, na celebração dos 50 anos da diocese de Santarém, falou, falou, falou sobre a destruição das barracas pelo Ventura wannabe de Loures para não dizer absolutamente nada.
Jaime Nogueira Pinto, o advogado de Salazar n' Os Grandes Portugueses, no Público escreve umas merdas sobra "A nação portuguesa". "O estado novo combate o analfabetismo".
Temos assim que as grandes obras públicas deste Governo são o TGV, a terceira travessia do Tejo, o novo aeroporto em Alcochete, empreendimentos decididos pelo Governo de José Sócrates e que no apogeu dos blogues mobilizou os escribas do Insurgente, 31 da Armada, Blasfémias, Cachimbo de Magritte, Corta Fitas, numa cruzada contra o despesismo do Estado e o malbaratar do dinheiro do contribuinte. Depois haviam todos de ser cooptados por Passos Coelho para o Governo da Troika como "técnicos" e "especialistas", não prestavam/ prestam para nada mas agora já têm currículo e, recauchutados, alguns integram o Governo do avençado da Spinumviva, os que não foram asilar para instituições europeias, CCDR's, autarquias. Entretanto o Governo mais incompetente da história da democracia, escondido atrás da propaganda e dum problema que não existe - a imigração, perde mil milhões em fundos europeus para a alta velocidade, com o velhaco que ainda habita em Belém calado que nem um rato, longe vão os tempos dos avisos a Ana Abrunhosa, "não lhe perdoo".
Ainda sou do tempo em que um velhaco, eleito Presidente de facção, aparecia todos os dias nas televisões e aproveitava qualquer pretexto, do futebol ao aumento da garrafa do azeite, para falar do PRR e deixar "recados" à ministra, que "não perdoará falha nos fundos europeus". Nada como correr como socialismo do Governo, para um canto do Parlamento, e com um governo da facção as coisas começarem a andar sobre rodas, a todo o gás, e nos livrarmos do velhaco nas televisões, "dois terços dos investimentos do PRR em risco de incumprimento". Deixem o Luís trabalhar!