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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

As coisas como elas são

por josé simões, em 06.04.21

 

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Na véspera o moço de recados da Presidência tinha aparecido na avença semanal que tem na televisão do militante n.º 1 a acusar António Costa de afrontar e tentar condicionar o Presidente da República, no dia a seguir "Marcelo ouve especialistas sobre aplicação da “bazuca” europeia". "Condicionar", dizem eles.

 

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É o que temos

por josé simões, em 01.04.21

 

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Acordamos com as primeiras páginas "Costa enfrenta Marcelo", "Costa desafia Marcelo", lá dentro, no Público, "Costa não obedece a Marcelo" [verdade] quando, independentemente da urgência e da justeza dos apoios por que esperam 130 mil desesperados compatriotas nossos com a corda na garganta e um túnel ao fundo da luz, isso será julgado no dia das eleições, a verdade é que "Marcelo enfrentou a Constituição", "Marcelo desafiou a Constituição", "Marcelo não obedece à Constituição" que juro defender e fazer cumprir. Estas seriam as letras gordas, verdadeiras, a ilustrar primeiras páginas.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Livro de Leitura para a 3a Classe

por josé simões, em 12.03.21

 

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O presidente vitalício da Fundação Casa de Bragança, reeleito Rei de Todos os Portugueses, de gravata azul vai ao Vaticano prestar vassalagem e ver a sua autoridade reconhecida pelo Papa. Cumprir e fazer cumprir a Constituição da República no Estado laico.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

 

O "érre"

por josé simões, em 10.03.21

 

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Depois dos comunistas terem tomado todas as cidades, de norte a sul do país, Marcelo, no decreto presidencial que renova o estado de emergência e antecipando a inevitável queda do muro de Berlim e derrocada da RDA, fala na "reunificação das famílias" [a partir do minuto 09:53].

À saída da audiência com o Presidente da República, Rui Rio diz não saber porque é que o R está outra vez a subir. Faz-lhe falta sair do Mercedes de serviço atribuído pelo partido, da bolha do Pê Pê Dê, e começar a andar a pé pelos sítios onde moram pessoas de carne e osso. Ou então estar atento às televisões e ver Marcelo, qual barata tonta, de máscara abaixo do nariz, em performance circense no bairro do Cerco, perante a estupefacção dos moradores confinados.

 

[Na imagem, de autor desconhecido, o centenário do PCP na Av. dos Aliados, Porto]

 

 

 

 

O regresso da barata tonta

por josé simões, em 09.03.21

 

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Marcelo Rebelo de Sousa, que auto-confinou por vontade presidencial em Março de 2020, havia meia centena de casos e menos de uma mão de mortos, e que logo no desconfinamento andou de norte a sul do país a ver se a água das praias estava boa de sal, enquanto bebia imperais em alegres cavaqueiras grupais e partilhava bolas de Berlim com putos que lhe apareciam pela frente, depois de ter salvo duas jovens de morrerem afogadas com água pelo joelho; Marcelo Rebelo de Sousa que "não é especialista em regras sanitárias", depois de ter apelado a muitos milhares na Feira do Livro de Lisboa e na Fórmula 1 no Algarve, enquanto perorava sobre a "percepção negativa" que as pessoas têm da Festa do Avante!, Marcelo Rebelo de Sousa que explicou a todos os portugueses como haviam de contornar as restrições do Natal, que tanto se "empenhara" em salvar, para logo a seguir fazer uma visita de campanha eleitoral a um lar de idosos, sem saber o resultado de um dos milhentos testes Covid que já fez desde que a pandemia deu à costa, com as televisões a passarem imagens da urgência do hospital de Setúbal a rebentar pelas costuras, com doentes arrumados pelo chão onde havia espaço, e do hospital de Torres Vedras, com ambulâncias com cinco horas de fila de espera, enquanto aproveitava para passar um ralhete aos portugueses por não levarem o confinamento a sério; Marcelo Rebelo de Sousa, depois de toda a pressão que fez sobre o Governo para um segundo confinamento, com encerramento das escolas, no dia em que toma posse para novo mandato presidencial vai a assapar para o Porto para um passeio pelo bairro do Cerco, perante a estupefacção os portugueses confinados, incrédulos nas janelas e varandas, rodeado por uma multidão de jornalistas e por outros mais afoitos que viram aqui o sinal de partida para o que aí vem. A seguir vamos todos salvar a Páscoa.

 

[Link na imagem]   

 

 

 

 

100 anos do PCP

por josé simões, em 06.03.21

 

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No dia em que o PCP assinala o seu centésimo aniversário o jornal do militante n.º 1 faz primeira página com um fascista nascido, criado e engordado dentro de portas - o PSD.

 

A Cristina na imagem é o quadradinho que Marcelo não arranjou no sítio da Presidência para parabenizar o PCP, nem o minuto que não usou para telefonar a Jerónimo de Sousa, e a prova provada de que qualquer cata-vento pode ir à Festa do Avante! desde que compre o bilhete.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Coragem

por josé simões, em 10.02.21

 

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Se as pessoas não circularem o vírus não circula, parece ser dado por todos adquirido. Parece. E como é que se consegue que as pessoas não circulem? Fechamos a ilha, como fizeram australianos e neo-zelandeses - para nós não dá; impomos a lei do chicote sem dó nem piedade - como fizeram os chineses, mas suspender a democracia está fora de questão; forçamos um confinamento recorrendo à figura do "estado de emergência", consagrada na Constituição da República do Estado de direito democrático, e vamos gerindo a coisa. Por isso a necessidade de "reabrir a economia" à cultura, ao desporto e às escolas, tudo actividades que movimentam milhares de pessoas a horas certas em locais fechados - o vírus a circular, soa a desculpa para não se dizer que se vota contra só por se ser do contra.

 

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Falta de respeito

por josé simões, em 16.01.21

 

 

 

Marcelo estava muito irritado. É testado dia sim dia sim, qualquer coisa como mais de 80 vezes, quando há portugueses na mesma situação que chegam a esperar até 72 horas para fazer um teste, passa os dias feito barata tonta a correr o país de lés a lés e a falar sobre tudo e mais alguma coisa, arranja maneiras de contornar as restrições e não se coíbe de o dizer em público. Mas Marcelo estava irritado por não ter recebido notificação da DGS se podia ou não participar no debate "todos contra todos" para as presidenciais.

 

O hospital de Setúbal, com doentes arrumados pelo chão, decretou estado de calamidade pela primeira vez na sua história. Mas Marcelo estava muito irritado à porta de casa.

 

A urgência Covid do hospital de Torres Vedras tem filas de ambulâncias com tempos de espera de até 5 horas, mas no segundo dia do confinamento Marcelo faz visita a lar da Misericórdia no Barreiro sem saber o resultado do teste, enquanto que a modos que irritado deixa um ralhete aos portugueses que não estão a levar o confinamento a sério.

 

Marcelo, irritado ou bem disposto, não tem respeito pelos portugueses nem pelo Serviço Nacional de Saúde e que os portugueses o levem a sério é um caso sério.

 

[Clip recebido via WhatsApp]

 

 

 

 

Uma barata tonta

por josé simões, em 12.01.21

 

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Marcelo esteve em contacto com um assessor a quem posteriormente foi detectada a Covid. Marcelo ficou em confinamento profilático voluntário como, por exemplo, António Costa depois de saber que Macron, com quem se encontrara, tinha acusado positivo? Não. Marcelo como não só fala de tudo como também tem de estar em todo o lado e, se possível, ao mesmo tempo, baseou-se no parecer da DGS, também válido para António Costa, para andar por aí. E, enquanto saltitava por todo o lado, fazia testes, um dia dava negativo, outro dia dava positivo, um dia dava negativo, outro dia... E não só faz testes todos os dias, num momento caótico para o SNS e laboratórios, em que cidadãos anónimos, na mesma situação, chegam a ficar em casa até 72 horas à espera de vez, como se entretém a comunicar o resultado dos testes à comunicação social. Marcelo, qual barata tonta, a continuar o seu trabalhinho de sapa para descredibilizar a política, os políticos, e os testes, não necessariamente por esta ordem.

 

Tudo tinha sido muito mais simples se Presidente, ministros, governantes, fossem todos vacinados já na primeira leva, que também devia incluir juízes, professores, forças armadas, polícias e bombeiros, mas isso era "alimentar o populismo" e há formas mas simples de o fazer, não é senhor Presidente?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Portugal, séc.XXI

por josé simões, em 11.01.21

 

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Não há ressurreição sem sofrimento e morte

 

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República do Estado laico, sobre a morte assistida.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Estes são os meus princípios, e se vocês não gostarem deles... bem, tenho outros"

por josé simões, em 23.12.20

 

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"Depois de ser criticado por pretender fazer várias refeições de Natal com vários grupos de pessoas em plena pandemia, o Chefe de Estado vai limitar-se a um jantar com cinco pessoas esta quarta-feira."

 

Marcelo Rebelo de Sousa reduz refeições de Natal após críticas

 

 

 

 

O Supremo Irresponsável da Nação

por josé simões, em 22.12.20

 

 

 

Dia 23: almoço fora, no restaurante com a família brasileira, em duas mesas de cinco, espaçadas, 10 pessoas.

Dia 23: jantar com irmãos e cunhadas, 5 pessoas.

"boo"

Dia 24: jantar com outra parte da família, 5 pessoas.

Dia 25 não janta.

"romm, romm" onomatopeia de pieira.

Dia 26: está com duvida. Netos e família portuguesa, 7 pessoas.

Tabuada Escolar Ratinho: 10 + 5 + 5 + 7 = 27 pessoas.

"Tento dar o exemplo de respeitar os confinamentos". "Quero apelar aos portugueses que não estraguem aquilo que se está a fazer" e respeito pelo Serviço Nacional de Saúde.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, que em Março se confinou 14 dias em casa a sete chaves havia meia dúzia de casos Covid-19 no país, vai agora, no pico da segunda vaga, alegremente saltitar de nenúfar em nenúfar a espalhar Covid por onde passa. O exemplo que o Supremo Irresponsável da Nação dá aos indígenas.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 21.12.20

 

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Como se alguma coisa dita ou feita nestes trinta e poucos dias que faltam até ao dia das eleições fizesse a diferença, Marcelo Rebelo de Sousa, em campanha eleitoral desde o primeiro dia em que foi eleito para o primeiro mandato, ao mesmo tempo que menoriza a função de Presidente da República em favor da figura "candidato presidencial" passa um atestado de estupidez aos portugueses, sejam ou não seus eleitores.

 

O Presidente da República decidiu não dirigir a tradicional mensagem de Ano Novo aos portugueses por causa da campanha eleitoral para as presidenciais de 2021

 

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O malogrado ministro Cabrita

por josé simões, em 13.12.20

 

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Marcelo Rebelo de Sousa, leal como um Pit bull, convoca o director-geral da polícia para discutir a reestruturação/ fusão do SEF com a PSP nas costas do primeiro-ministro e do ministro da tutela, em mais uma descarada exacerbação de funções e competências com que tem pautado o seu mandato desde o primeiro dia em que foi eleito, e com vista a condicionar a acção do Governo, ao mesmo tempo que, por interpostas pessoas, Magina da Silva e o moço de recados da Presidência, despede o alegado ministro da Administração Interna duas vezes no mesmo dia com intervalo de poucas horas. O mesmo Marcelo em que António Costa vai votar para um segundo mandato em Belém, a iniciar quando andar entretido com a presidência portuguesa da União Europeia e o Governo em Lisboa em roda livre.

 

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Sexta-feira 13

por josé simões, em 13.11.20

 

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"Oficialmente, a direção nacional do PSD não teve nada a ver com o acordo alcançado com o Chega nos Açores. Oficialmente, o entendimento cingiu-se ao plano regional. Oficialmente, Rui Rio e André Ventura não se articularam acerca das negociações.

PSD e Chega acertaram entendimento político ao mais alto nível, em Lisboa. Comunicado em que Ventura anunciou o entendimento final foi limado pelos sociais-democratas."

 

Direção de Rio negociou acordo dos Açores com Ventura

 

 

"O único problema passou a chamar-se Chega e não foi valorizado nem por Pedro Catarino nem por Marcelo Rebelo de Sousa ao ponto de entenderem que a solução de Governo apresentada pela coligação PSD/CDS/PPM (e que conta com o apoio do partido de André Ventura e do IL) devia ser rejeitada."

 

Marcelo concordou com solução para os Açores

 

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