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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.09.22

 

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Marcelo chega a Angola para a tomada de posse de um presidente saído de eleições sob acusação de fraude por parte da oposição e declara "tanguirize" que em 2015 lá em Portugal também houve uma discussão sobre quem devia formar governo, se quem tinha ganho as eleições, se quem tinha maioria no Parlamento. Como Marcelo é professor catedrático de Direito, foi presidente do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, em princípio, é um democrata que sabe distinguir o sistema parlamentar constitucional português e a formação de maiorias parlamentares que suportam governos de uma chapelada eleitoral, estas declarações só podem ser interpretadas à luz do cognome "Papagaio-mor do Reino" e não têm mais gravidade que isso.

 

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Angola é nossa?

por josé simões, em 28.08.22

 

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Diz o take da Lusa que o filho de Baltazar Rebelo de Sousa recusa comentar as eleições em Angola, não por ser um Estado independente e soberano, mas por o processo eleitoral ainda estar a decorrer. Depois tudo o que é jornal, rádio e televisão, repete o take da Lusa, e tornam a repetir o take da Lusa, de microfone estendido à roda de Marcelo, já em território angolano à saída do aeroporto em Luanda. E Marcelo repete o take da Lusa e recusa comentar o processo eleitoral que ainda decorre. E o tabu dura quarenta e oito longas horas até alguém com sentido de Estado se ter lembrado de chamar o Presidente da falta de noção à razão, e jornalista não foi de certeza, tal a vertigem mediática para o espectáculo circense. Estas coisas deviam deixar-nos profundamente envergonhados ou, no mínimo, embaraçados, mas a seguir o artista sai aos beijinhos, de telemóvel em punho para a selfie, e toda a gente encolhe os ombros "tadinho, é assim mas não é má pessoa, o que é que se há-de fazer?".

 

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O Papagaio-mor do reino

por josé simões, em 25.08.22

 

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"Desculpa ter de te interromper mas temos de ouvir as declarações do Presidente [Marcelo] sobre as eleições em Angola. Olha, afinal não." João Adelino Faria para Paulo Dentinho no telejornal da RTP.

 

 

 

 

O Rei das Moscas

por josé simões, em 06.08.22

 

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Nem no tempo da promiscuidade entre poderes em que o Rei era nomeado com a bênção do Papa tínhamos um chefe de Estado todos os dias a comentar coisas da Igreja e nos dias a seguir a explicar o que disse nas vésperas.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.07.22

 

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Marcelo afirma que só se recandidatou por causa da pandemia de covid-19

 

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Pergunta honesta

por josé simões, em 04.07.22

 

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Qual foi a mais-valia para Portugal, para o Estado português, para a relação entre os dois povos, desta incursão circense de Marcelo no Brasil?

 

[Imagem Eduardo Costa/ Lusa]

 

 

 

 

A bolha de Marcelo

por josé simões, em 20.06.22

 

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O paradoxo que é Marcelo, omnipresente e omnisciente, viver numa bolha que não lhe permite ter contacto com o "vai mazé pra a tua terra!" na ponta da língua de qualquer anónimo do beijinho e da selfie de cada vez que uma discussão ou conversa mais acalorada, a envolver um estrangeiro ou alguém com o tom de pele um niquinho mais para o escuro, rebenta num café, uma repartição, num transporte público. Não, os portugueses não têm "vocação de abertura, inclusão e tolerância", coisíssima nenhuma.

 

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O estado da Nação

por josé simões, em 16.06.22

 

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Fernando Medina, que é ministro das Finanças porque perdeu as eleições autárquicas, nas televisões a falar em credibilidade [Se já estava destinado por António Costa às Finanças o PS andou a enganar os lisboetas nas autárquicas].

 

Marcelo a orar a Deus de beiço caído na procissão do Corpo de Deus. [Foi de surpresa, aquele banco em lugar destacado estava ali por acaso]. A inveja que o Ventas do Chaga deve ter sentido por não se ter lembrado desta primeiro. Não é bobo da corte quem quer.

 

O director de comunicação do Governo diz que foi apanhado de surpresa com a proposta de ir ganhar mais de quatro mil paus por mês para fazer pelo Governo aquilo que Mário Soares, Sá Carneiro, Álvaro Cunhal, faziam de borla. Está a dar resultado, à medida que o tempo passa a ideia generalizada é que o Governo não resolve a crise no Serviço Nacional de Saúde porque não quer, não está para aí virado. Há mais pobres a quem distribuir o bodo [do erário público].

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Bom para a economia"

por josé simões, em 17.05.22

 

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A diferença nas reacções às palavras da então ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, quando disse que a covid até podia ter consequências bastante positivas nas exportações portuguesas do sector agro-alimentar para os mercados asiáticos - do linchamento nas redes, a "insensibilidade e desumanidade socialista", ao tiro ao alvo pelos comentadeiros com lugar cativo no prime time televisivo; para o Portugal que é beneficiário líquido da situação vivida a nível internacional, por ser visto como longínquo da guerra na Ucrânia, mais inteligência necessária para saber aproveitar essa ocasião, por Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, a pontuar cada frase com aquele característico sorriso de orelha a orelha, vejam como eu sou bué iluminado  - é assim mesmo que as coisas são, foi um bocado rude e directo mas contra factos não há argumentos, temos de aproveitar, Presidente visionário, em tempos de guerra não se limpam armas; pelos mesmos de sempre - nas redes e nas televisões.

 

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Uma criança na Presidência

por josé simões, em 10.05.22

 

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O Presidente que aparece cinco, seis vezes, no telejornal, às vezes mais, a falar sobre política europeia, sobre futebol, num tasco em Cascais ou na flash interview da Selecção, ou sobre um cão que cagou no passeio, queria mais espaço mediático para apertar com Costa. "Execução da bazuca, descentralização e orgânica do Governo". E, como "quem não tem vergonha [nem respeito por todos os portugueses de quem é Presidente] todo o mundo é seu", já fala em Portas e Mendes como candidatos à sucessão.

 

Marcelo desabafa com os partidos: está alarmado com Costa, queria aparecer mais e já fala nos sucessores

 

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 31.03.22

 

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Marcelo afirma não ter indicação de que Costa pensa sair a meio da legislatura

 

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O ressabiado-mor da nação

por josé simões, em 30.03.22

 

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Marcelo, que na primeira oportunidade que lhe surgiu dissolveu o Parlamento com a desculpa esfarrapada do chumbo do Orçamento do Estado; Marcelo, que conspirou activamente para substituir Rio por Rangel na liderança do PSD; Marcelo, que contra a opinião de todos os partidos com assento parlamentar atrasou ao máximo que lhe foi possível as legislativas para dar margem à liderança laranja saída das directas que, para mal dos seus pecados, calhou a Rui Rio, é o Marcelo que aproveita o anunciado, com mais de um mês de antecedência, discurso da tomada de posse do Governo, bocejante, entediante, sem fio de jogo qual futebol da Selecção Nacional de Fernando Santos, para extrapolar a importância europeia de António Costa e ameaçar com a bomba atómica da dissolução parlamentar caso o primeiro-ministro tenha a veleidade de sonhar com um lugar na nomenclatura europeia. Marcelo o ressabiado-mor da Nação caído de beiços nas mãos de uma maioria absoluta parlamentar. 

 

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Todo os poder aos patetas!

por josé simões, em 30.03.22

 

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O estado da Nação: um Presidente da República que aparece na zona das entrevistas rápidas, reservada a jogadores e treinadores, para comentar um jogo da selecção; um bando de parolos eleitos, constituído grupo parlamentar, que posa para a foto devidamente fardados.

 

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O maluco do cemitério

por josé simões, em 27.03.22

 

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Cai uma avioneta em cima de um hipermercado e Marcelo chega lá primeiro que os bombeiros, descarrila um eléctrico no Chiado e Marcelo chega primeiro que a polícia [ia a passar...], pode haver erupção de vulcão nos Açores e Marcelo anuncia que vai a caminho. Marcelo chega às 17 horas do continente aos Açores para regressar ao continente às 17 horas dos Açores ao continente, não foi atrapalhar, foi "dar força" às populações. Marcelo é aquele gajo que vai na auto-estrada e pára para ver o acidente em sentido contrário, do outro lado do separador central, e com isso provoca um engarrafamento colossal atrás de si desde o tabuleiro da ponte até ao Casal do Marco.

 

Quando era puto havia no bairro um pateta, sempre "a rir sem ser por nada", como na canção do Zeca. Ouvia travar a fundo na estrada e estava lá para ver o acidente, falava-se que tinha afundado um bote na doca e lá ia ele a correr ladeira abaixo, uma pessoa foi colhida por um comboio e lá andava ele no meio da linha a espreitar por cima dos bombeiros, "mas que grande reinação", também como na canção do Zeca. Além de que marcava presença em todos os funerais e velórios mesmo não conhecendo o defunto. Era conhecido como o maluco do cemitério.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 26.03.22

 

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Como primeiro-ministro, formaria certamente um governo noutra área política e com outras pessoas

 

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