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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

E andamos nisto...

por josé simões, em 18.01.23

 

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António Costa, entalado por sucessivas trapalhadas no Governo, a que é alheio, obviamente, nunca tem nada a ver com nada, nunca sabe de nada, se calhar os trapalhões nem foram escolhidos por ele, e depois há o tempo da justiça e coise, quis entalar Marcelo, o rei da chico-espertice, para o caso presidente, com um questionário. Cheio de estudos, e de barrigadas de sopa fria, o rei da chico-espertice não só se descartou como destrunfou o aprendiz com um "é óbvio que o questionário de escrutínio também se aplica aos actuais governantes" sem dizer, também nenhum estagiário lhe perguntou, se o Presidente também era homem para responder às perguntinhas mágicas.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A união nacional faz bem à saúde

por josé simões, em 02.01.23

 

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Ainda sou do tempo em que alguém discordava das comunicações, dos discursos, das homilias do Presidente da República ao país, coisa que até dava emprego a uma série de pitonisas nas televisões, os gajos e as gajas que sabiam ler nas entrelinhas, traduzir para português do telejornal aquilo que ele tinha dito mas ninguém tinha percebido, além deles, os eleitos. As oposições, cada uma à sua maneira, o Governo, uns comentadeiros avulso, nos blogues, no tuita, no face, havia sempre algo para discordar, ou para discordar na totalidade. Agora toda a gente se identifica "com as palavras do senhor Presidente". Com esta tranquibérnia é a mesma desde sempre, e desde sempre é desde que me lembro, alguma coisa vai mal por aqui. E é grave.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O dia em que Passos Coelho teve razão

por josé simões, em 27.12.22

 

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24. 12. 2022 21:59:

Marcelo não comenta caso da secretária de Estado que recebeu indemnização da TAP

 

25. 12. 2022 16:37:

"Não há incompatibilidade" no caso da secretária de Estado que recebeu indemnização da TAP

 

25. 12. 2022 17:24

Marcelo: "Há quem pense que era bonito" secretária de Estado do Tesouro prescindir de indemnização da TAP

 

26. 12. 2022 19:48

TAP: Marcelo considera que esclarecimento sobre indemnização “é importante para todos”

 

"Passos Coelho já parece ter definido o perfil do candidato que irá apoiar nas próximas eleições presidenciais e que consta na moção que levará ao XXXV Congresso do PSD."


Fora das suas opções estará um candidato que seja [...] "um catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político".

 

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O inimigo da Constituição

por josé simões, em 16.12.22

 

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Um país maioritariamente católico em eleições livres e democráticas elege deputados, alguns católicos, que marcaram presença em debates e votações desde que o tema veio para a agenda. A Igreja Católica que não foi tida nem achada num debate do Estado laico não se coibiu de fazer ruído e passar desinformação. Isto não é um tema religioso, é um tema político. Marcelo, o inimigo da Constituição que jurou defender e fazer cumprir.

 

«Presidente da República analisou a evolução da influência católica em Portugal nos últimos 50 anos e concluiu que menor relevância leva a que temas como o da eutanásia tornem "mais espinhosas magistraturas chamadas a arbitrar".»

Falta de católicos nas decisões leva PR a considerar "espinhosa" decisão sobre eutanásia

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Mais um feriado Vera Lagoa

por josé simões, em 01.12.22

 

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Em mais um feriado Vera Lagoa a novidade foi Marcelo não ter dito qualquer coisa. Deixou escrito na página da Presidência. Por acaso é sobre ciganos. O que vindo de Marcelo todas as interpretações são legítimas.

 

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Dia de deixar o cérebro em casa

por josé simões, em 29.11.22

 

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O Presidente da República do Estado laico que anda todo babado, e faz questão de misturar a baba com o cargo que exerce, com os milhões de euros do contribuinte enterrados na Jornada Mundial da Juventude a cargo da Igreja Católica, é o Presidente da República que alerta para para a pobreza e crise social em evento promovido pela Mota-Engil cujo CEO aufere anualmente um salário 73 vezes superior à média do que paga o seu grupo. Isto antes da bola, que foi ver a Braga, agora que os combustíveis estão a baixar há semanas consecutivas e se pode dar a esse luxo, e aproveitar o intervalo para lamentar, em directo para a televisão, ter perdido os primeiros 15 minutos do jogo e dar  a táctica para levar de vencida o Uruguai na segunda parte.

 

No fim do jogo a televisão do militante n.º 1, SIC Notícias, foi "em directo para o Funchal, Cristiano Ró Náldo [assim mesmo, com dois acentos] não marcou mas os madeirenses estão contentes".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 23.11.22

 

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"Não houve qualquer posição." Marcelo recorda que Cavaco e Sócrates estavam no poder quando Mundial foi aprovado

 

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Impeachment

por josé simões, em 17.11.22

 

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O Catar não respeita os direitos humanos, toda a construção dos estádios, e tal... é muito discutível, mas esqueçamos isto. Nem é discutível, é criticável. Mas concentremo-nos na equipa

 

Agora que o PSD tirou da cartola uma coisa que há anos apoquentava os portugueses - a revisão constitucional, e conseguiu trazer o PS a reboque para esta grande causa nacional, talvez não fosse de todo descabido introduzir a figura do "impeachment" no novo texto constitucional, para quando titulares eleitos para órgãos de soberania do Estado de direito não se encontrem detentores de todas as suas capacidades

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A mesma coisa

por josé simões, em 07.11.22

 

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Temos Marcelo, o inimputável, que colecciona momentos de dizer merdas gratuitamente da boca para fora, e temos os outros, os que passam a vida a justificar as merdas que Marcelo, o inimputável, diz gratuitamente da boca para fora.

 

Temos o século XX, dos engenheiros mecânicos de fato de macaco dentro das fossas nas oficinas, ou dos agrónomos de galochas nas pocilgas, ou dos civis na obra ao comando da retro escavadora ou do cilindro no alcatrão, por exemplo, e temos a bandeira do início do séc. XX  "é um operário sem formação universitária" que chega a secretário-geral do partido.

 

Podem parecer coisas distintas mas é tudo a mesma coisa.

 

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António Costa no país dos engraxadores, Capítulo II

por josé simões, em 13.10.22

 

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Marcelo veio pedir desculpa por ter dito aquilo que todos o ouvimos dizer, um dia depois de Costa dizer que devíamos pedir desculpa a Marcelo por o termos ouvido dizer o que disse. Se Costa ontem tinha ficado mal na fotografia hoje a fotografia ficou toda tremida e desfocada, apesar de ter sido tirada ontem. Numa expressão comum, perdeu bela oportunidade de ter ficado calado. E com a lata da graxa arrumada dentro da maleta.

 

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António Costa no país dos engraxadores, Capítulo I

 

 

 

 

António Costa no país dos engraxadores

por josé simões, em 12.10.22

 

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António Costa, a despropósito e sem que ninguém lhe encomendasse o sermão, saiu a terreiro para assumir a defesa do indefensável. Que Marcelo não quis dizer aquilo que todos ouvimos Marcelo dizer. E mais, que todos devíamos pedir desculpa a Marcelo por Marcelo ser aquilo que é, um rato de sacristia, um língua de trapos, um sem noção, o Presidente que jura sobre a Bíblia e responde perante o Vaticano. António Costa, a pique nas sondagens com trapalhada atrás de trapalhada, com o partido em circuito fechado sem capacidade de recrutamento na "sociedade civil", e com Luís Montenegro a bastar-lhe ficar calado para que algo aconteça, foi a Cascais ao Jardim Visconde da Luz passar graxa nos sapatos do Presidente da República, com a espada de Dâmocles sobre a cabeça, brandida por Marcelo há uns quantos discursos a esta parte como quem não quer a coisa. Resta saber se o "Marcelo vai com as outras" que Marcelo é se deixa comover ou condicionar pelas caixas de pomada Búfalo. Ainda hoje "engraxador" é dos piores insultos no mundo do trabalho.

 

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"É a democracia"

por josé simões, em 12.10.22

 

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"É a democracia", chamou Marcelo a RTP a Belém para dizer, com uma embalagem de OMO nas mãos, estavam os portugueses a ver o Benfica em Paris pelo streaming da Inácio TV. "Os partidos são livres de discordar do Presidente", mais coisa menos coisa. "Eu não quis dizer que eram poucos os casos, o caso é que o caso mais antigo é de uma pessoa de 90 anos" e quando toda a gente pensava que Marcelo ia invocar o popular "em pequenino não conta", segue o raciocínio depois de pigarrear, "portanto foi há 70 anos". Mais grave a emenda que a emenda. Um fiel de 90 que foi abusado há 70 tinha 20 anos à época do abuso. "Nem abuso de menores foi, estão a ver?" deixou Marcelo insinuado no ar com recurso à Tabuada Ratinho. "Não quis dizer que 400 fossem poucos, ou muitos, esperava muitos mais". Até porque falo ao telefone tu cá tu lá com os encobridores. "Diga-me Vossa Excelência Reverendíssima como é que estamos de temores; os prognósticos? Vai ser o Dilúvio Universal, são milhares, senhor Presidente". Afinal só 400, alguns já morreram, outros morrem de vergonha só de pensar, fica tudo na Paz do Senhor". E a seguir vai comentar o Orçamento do Estado, vai dizer ao Parlamento que deve rever uma lei qualquer, coisa que não é das suas atribuições nem competências e sem que nenhum partido ou deputado lhe diga "bolinha baixa, meta-se no seu canto", vai medalhar uns patetas a eito, vai passar por um acidente rodoviário e inteirar-se dos dos danos, vai fazer um prognóstico qualquer sobre um jogo qualquer, vai patrocinar a descida da Avenida pela Marcha dos Pobrezinhos e o picnicão dos miseráveis, organizado pela vereadora Laurindinha da câmara do incompetente Moedas, que em pequenina gostava de ser o Leitão de Barros quando fosse grande, para se meter a eventos folclóricos, bater muitas palmas ao Senhor Presidente do Conselho e brincar com as pessoas como brincava com as bonecas quando era pequenina. As pessoas não têm sentimentos nem dignidade, tudo pode ser orquestrado e encenado para satisfação do ego ou de outra merda qualquer, até para encobrir. E quando pensavam que se tinham visto livres de Cavaco chega, com os votos de António Costa, Ferro Rodrigues e mais de metade do PS, Marcelo, O Inimputável, e com ele toda a tralha bafienta da direita beata e acéfala, mais os hábitos e as normas do Portugal da Lição de Salazar.

 

 

 

 

Quando morrer vai para o Céu

por josé simões, em 04.10.22

 

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O Presidente do Estado laico avisou o bispo José Ornelas, Dom, de que estava a ser investigado por cumplicidade em casos de abuso sexual. "Tenha Vossa Excelência Reverendíssima atenção que a justiça anda de olho em si". Marcelo, o supremo magistrado da Nação, eleito por sufrágio universal, não respeita nem responde perante o povo português que jurou servir, nem pela Constituição que jurou defender. Marcelo, o beato devoto, responde perante o Papa, a hierarquia do Vaticano, e pela Bíblia de que guarda os ensinamentos. E isto é com Marcelo, numa questão de fé, religião, e de não saber, nem querer, separar o homem religioso da função presidencial laica. Nas primeiras páginas com as fugas ao segredo de justiça, dos directos das televisões na porta das operações "secretas" da Polícia Judiciária e Ministério Público, é uma questão de fé na Igreja Universal do Pilim Universal, que também move multidões, todas têm o seu papel no movimento da humanidade. No entanto Marcelo quando morrer vai para o Céu, comer o corpo e beber o sangue de Deus à mesa com os encobridores e cúmplices de abuso sexual, uns porque falam directamente com Deus, ele porque tratou das indulgências junto de quem de direito enquanto foi vivo. Amém.

 

[Imagem, manipulada]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.09.22

 

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Marcelo chega a Angola para a tomada de posse de um presidente saído de eleições sob acusação de fraude por parte da oposição e declara "tanguirize" que em 2015 lá em Portugal também houve uma discussão sobre quem devia formar governo, se quem tinha ganho as eleições, se quem tinha maioria no Parlamento. Como Marcelo é professor catedrático de Direito, foi presidente do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, em princípio, é um democrata que sabe distinguir o sistema parlamentar constitucional português e a formação de maiorias parlamentares que suportam governos de uma chapelada eleitoral, estas declarações só podem ser interpretadas à luz do cognome "Papagaio-mor do Reino" e não têm mais gravidade que isso.

 

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Angola é nossa?

por josé simões, em 28.08.22

 

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Diz o take da Lusa que o filho de Baltazar Rebelo de Sousa recusa comentar as eleições em Angola, não por ser um Estado independente e soberano, mas por o processo eleitoral ainda estar a decorrer. Depois tudo o que é jornal, rádio e televisão, repete o take da Lusa, e tornam a repetir o take da Lusa, de microfone estendido à roda de Marcelo, já em território angolano à saída do aeroporto em Luanda. E Marcelo repete o take da Lusa e recusa comentar o processo eleitoral que ainda decorre. E o tabu dura quarenta e oito longas horas até alguém com sentido de Estado se ter lembrado de chamar o Presidente da falta de noção à razão, e jornalista não foi de certeza, tal a vertigem mediática para o espectáculo circense. Estas coisas deviam deixar-nos profundamente envergonhados ou, no mínimo, embaraçados, mas a seguir o artista sai aos beijinhos, de telemóvel em punho para a selfie, e toda a gente encolhe os ombros "tadinho, é assim mas não é má pessoa, o que é que se há-de fazer?".

 

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