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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 15.08.15

 

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[Daqui]

 

 

 

 

||| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 20.06.15

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

|| Isto está tudo ligado

por josé simões, em 13.06.11

 

 

 

Em Agosto de 2007 «comercializar as amêijoas e as corvinas que se pescam no Tejo», em Janeiro de 2010 «TGV pode transformar Lisboa na "praia de Madrid"» em Junho de 2011 «Quer fazer praia na Baixa de Lisboa? Vai ter de esperar só mais um ano»

 

Estamos condenados a aturar estes desvarios ad eternum ou, dito de outra maneira, o dinheiro do contribuinte é um poço sem fundo?

 

(Imagem “Beach1954”, 'Los Angeles, portrait of a city', Taschen)

 

 

 

 

 

|| A história da carochinha

por josé simões, em 03.06.10

 

 

 

Não foi há muito tempo, foi no pós-revolução de Abril aí por alturas do PREC, e mais ou menos por estas alturas, que nas televisões passavam reportagens a preto-e-branco, desde a Pr. de Espanha em Lisboa, com bichas (filas é lá no Brá-ziu) intermináveis de quilómetros de lisboetas à espera – e a reclamar – do autocarro para as praias da Caparica. Há bocado passou num telejornal qualquer uma reportagem com o jornalista na Pr. de Espanha, numa bicha monstruosa, só que dentro do carro a "assar" no acesso à ponte Sobre-o-Tejo, que era assim que o pessoal do reviralho dizia durante a ditadura para não ter de pronunciar o nome do velho de Santa Comba.

 

Vem esta conversa da treta a propósito do tempo de antena do POUS da inenarrável Carmelinda Pereira, transmitido ontem antes do telejornal, onde a senhora dizia, mais coisa menos coisa, que um dos maiores erros da nossa história recente havia sido a “entrada” (sic) para a então CEE e, posteriormente, a adesão ao Euro.

 

A camarada Carmelinda vale o que vale e tem a importância que cada um lhe quiser dar, não é por aí. O problema é este país de miseráveis de espírito estar infestado de Carmelindas, da Direita à Esquerda, e que insistem em contar-nos uma história da carochinha. Como se nós nunca tivéssemos estado “lá”.

 

(Banda sonora do dia)

 

 

 

 

|| E o rabinho lavado com água das malvas, não?

por josé simões, em 03.05.10

 

 

 

 

Um fulano tem um estaminé mal amanhado numa praia, a maior parte das vezes saído da linha de montagem de algum IKEA para bairros da lata, e onde pratica preços muito acima do mercado (assim de repente cafés a €1 e gelados tabelados a €1. 20 por €2).

 

O estaminé mal amanhado está lá por “direitos adquiridos”, porque o fulano dono do estaminé também é esperto e há muitos anos atrás ocupou espaço público comum e montou negócio.

 

O fulano que tem o estaminé mal amanhado montado numa praia em terrenos de domínio público, chega o Verão e ocupa a praia de uma ponta à outra com barracas, toldos, sombrinhas e espreguiçadeiras, que aluga a preços que fazem o comum dos cidadãos optar por apanhar um cancro na pele e ficar ao Sol naquelas tirinhas que sobram nas extremidades das praias e onde o índice de ocupação é de 10 banhistas por m2, porque sombrinhas e outras coisas à frente da concessão vazia é proibido, enquanto o fulano dono do estaminé safa umas coroas nos intervalos com o aluguer de gaivotas e canoas forradas a autocolantes publicitários ao Ice Tea e Sumol de Laranja.

 

O fulano que é dono de um estamine mal amanhado numa praia em terrenos de domínio público por direitos adquiridos e que enche os bolsos à tripa forra em 3 meses de Verão acha que o contribuinte, perdão o Estado, deve continuar a pagar o seu ordenado e o da sua família a subsidiar o seu negócio.

 

(Em stereo)

 

(Imagem Bathing beach. Circa 1923, a Potomac bathing beaches of Washington, D.C National Photo Company)

 

 

 

 

Ir a banhos em Agosto (II)

por josé simões, em 11.08.08

 

Ainda sou do tempo em que se ia à boleia para a Praia da Figueirinha. Ou de “Cacilheiro” até Tróia e depois bater 7 ou 8 quilómetros a pé pelo areal até bem depois da Praia do Parque de Campismo, onde não havia ninguém, há excepção de uns melgas que passavam o dia atrás das moitas a espreitar as mulheres.

 

Levar enrolado na toalha duas sandes, uma peça de fruta e uma garrafa de água que depois era enterrada na areia junto à rebentação. Era o frigorífico onde às vezes também cabia um melão ou uma meloa.

Lia-se um livro manhoso, o Record ou a A Bola, nos intervalos de dormir e ir ao banho. Paz e sossego.

 

Agora praia que se preze tem massagem, hidroginástica, dj, bar com caipirinha e as melgas que dantes espreitavam as mulheres atrás das dunas foram substituídas pelas melgas que aparecem nas capas das revistas.

 

Fónix! É nestas alturas que um homem percebe que está a ficar velho…

 

(Porque é que as pessoas vão à praia?!)