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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Cá calharás*

por josé simões, em 28.11.18

 

Escritos murais pós 25 de Abril, na parede da oficina de um velho fazedor de carroças. Parchal, 1978 (1).png

 

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na economia".

Alínea a) excepto quando é preciso recorrer a fundos públicos para recuperar empresas falidas.

Alínea b) Para sobrecarregar a Segurança Social com centenas de desempregados da excelência da gestão privada..

 

"É preciso aliviar o peso do Estado no sector financeiro".

Alínea a) excepto quando é preciso injectar milhões do contribuinte no sector bancário.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na educação".

Alínea a) excepto no financiamento com dinheiros públicos aos colégios privados.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na saúde".

Alínea a) excepto quando a saúde é um negócio financiado pelo dinheiro do contribuinte em PPP's

Alínea b) excepto quando a maleita é de tal forma grave e à qual só o Serviço Nacional de Saúde consegue responder.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na comunicação social". Adenda: só uma comunicação social livre das amarras do poder político é verdadeiramente independente.

 

Alínea a) excepto quando está em risco a qualidade da democracia, pela emergência dos populismos e pela crescente debilidade dos órgãos de comunicação social - jornais, rádios, televisões, propriedade de grandes grupos privados, os tais da gestão de excelência,, com agendas definidas, feitos por estagiários mal pagos e com vínculo laboral precário. Aí "o Estado não tem a obrigação de intervir nos media?"

 

[Imagem]

 

* Provérbio

 

 

 

 

|| Crónica[s] d[e]os bons malandros

por josé simões, em 23.11.12

 

 

 

Toda a imprensa, sem excepção, conseguiu ver ironia num discurso todo ele pejado de ressabiamento.

 

[O título do post surgiu naturalmente, pela referência a Mário Zambujal no presidencial discurso]

 

 

 

 

 

 

|| Aníbal I, de cognome O Ressabiado

por josé simões, em 23.11.12

 

 

 

A continuação do discurso da vitória na noite de 23 de Janeiro de 2011 no Centro Cultural de Belém.

 

[Imagem fanada no Progetto Itaca: Silent Movie]