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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Barulhos e aberturas de telejornais

por josé simões, em 29.08.22

 

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No tempo em que a queda da notação da dívida portuguesa abria todos os dias todos os telejornais e a direita berrava contra o despesismo socialista de viver acima das possibilidades, que o socialismo acabava quando acabava o dinheiro dos outros, sem nunca explicar quem eram "os outros", e Cavaco Silva, Presidente, dizia que não devíamos falar alto nem fazer barulho para não espantar ainda mais os mercados, mais as grandes análises económicas dos Zés Gomes Ferreiras desta vida, desse tempo já ninguém se lembra. Depois o PS roubou a agenda das boas contas à direita, que agora se vê relegada para a política dos casos e casinhos, da educação à saúde, passando pelos incêndios, a falta de água e à falta de vergonha na puta da cara, como se desde a primeira vez em que meteram os chispes no Governo pelas mãos de Mário Soares, era Freitas do Amaral do CDS, não tivessem nada a ver com isso, e com isto. Agora entramos na premier league da notação financeira e já não há abertura de telejornal que o valha, nem Zés Gomes, nem barulhos, que os mercados andam a fringanor mal grado a guerra na Ucrânia.

 

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Da qualidade da democracia

por josé simões, em 09.08.22

 

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Donald Trump apropriou-se de documentos classificados e tem o FBI à perna, Paulo Portas sacou 61.893 fotocópias na véspera de deixar o Governo e, não só regressou ministro num governo a seguir, como anda por aí nas televisões todo lampeiro a vender moral e bons costumes, e ainda tem fazedores de opinião a alisar caminho para uma futura candidatura presidencial.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Há o jornalismo e há o filha da putismo

por josé simões, em 12.07.22

 

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António Costa e o Partido Socialista governaram como a direita queria:

não se pôs um travão ao aumento das rendas de casa por ser um ataque ao investimento privado na recuperação dos imóveis urbanos, depois de décadas ao abandono e à degradação, nem nas outras rendas, as das energéticas e das PPP rodoviárias, por exemplo, que o Estado tem de honrar os compromissos e não pode dizer que agora afinal não senhor, acabou-se a mama;

não se taxaram as empresas com maiores lucros, nem com lucros conjunturais devido à pandemia ou à invasão russa da Ucrânia, que isto não é a União Soviética, nem o socialismo, nem tampouco a Venezuela, e ainda corríamos o risco de deslocalizarem para a Taprobana onde o mercado é mais liberalizado e amigo do investimento;

teve um arremedo de baixa de imposto sobre combustíveis, rapidamente absorvido pela margem de lucro das gasolineiras, e depressa deixou de ser uma vitória do Ilusão Liberal reclamada em cartaz na rotunda, para cair no esquecimento ou do "mais vale estar calado que fazer figura de urso" a reivindicar coisas que até um puto da primária percebe o logro;

deu 60 paus de ajuda alimentar a cada família carenciada enquanto os espanhóis se esticaram até aos 200, mas também não é por aí, que dar dinheiro vivo a calaceiros e manhosos é incentivo à chulice de quem não quer trabalhar e fazer pela vida, como defende a direita, e se têm fomeca está cá o Banco Alimentar e o voluntário Marcelo, que até sai mais barato ao Estado que sai do bolso e do bom coração dos compatriotas que recusam a lei da selva do direito do mais forte à sobrevivência, princípio ético e moral do liberalismo;

e o pasquim que passou 5 anos a acusar o PS de governar a toque de caixa dos parceiros da esquerda geringonça, a apontar os males que isso trazia, trouxe ao país, e com reflexos nas décadas vindouras, agora chora porque afinal os socialistas não governaram como os comunas e os esquerdalhos queriam que governasse.

 

A Judiciaria já fazia uma investigação, com um daqueles nomes pomposos, imagem de marca, que costumam abrir telejornais, tipo "Operação Papel para Forrar o Balde do Lixo", sobre como é que jornais que não vendem, i e Sol, por exemplo, estão sempre nas bancas e no online ao minuto.

 

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De castigo

por josé simões, em 29.06.22

 

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António Costa foi isolado pelo protocolo durante o jantar oferecido pelos reis de Espanha aos chefes de Estado presentes na cimeira da NATO:

     - Por causa do falatório caso não tivesse sido convidado para a mesa;

     - Por ter peçonha;

     - Para aprender a ficar calado quando o assunto é a Ucrânia;

     - Porque era de mau tom fazer uma mesa à parte, como antigamente nos jantares de família com a mesa das crianças;

     - Por sofrer do "complexo Putin" - mesa de 6 metros

Aceitam-se sugestões.

 

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O empresário manhoso e chico-esperto tuga em todo o seu esplendor

por josé simões, em 18.05.22

 

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O empresário manhoso e chico-esperto tuga em todo o seu esplendor: a procura vai subir e a taxa de ocupação vai rondar os 100%, logo há que aplicar a famosa lei, versão tuga: quando há muita procura os preços sobem porque "é a lei", quando a procura é baixa os preços sobem, ou no mínimo mantêm-se, para compensar a falta  de procura; a falta de mão-de-obra continua preocupante, com a agravante de que nem os pretos da CPLP querem trabalhar e já não se pode dar chibata neles. Há portugueses, e cidadãos da CPLP, que preferem trabalhar na hotelaria, às vezes até a limpar casas de banho ou a aspirar quartos, em Andorra, na UK, na Suíça, ou no sul de França, que a servir à mesa, atrás do balcão ou na cozinha em Portugal. Curioso.

 

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"Bom para a economia"

por josé simões, em 17.05.22

 

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A diferença nas reacções às palavras da então ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, quando disse que a covid até podia ter consequências bastante positivas nas exportações portuguesas do sector agro-alimentar para os mercados asiáticos - do linchamento nas redes, a "insensibilidade e desumanidade socialista", ao tiro ao alvo pelos comentadeiros com lugar cativo no prime time televisivo; para o Portugal que é beneficiário líquido da situação vivida a nível internacional, por ser visto como longínquo da guerra na Ucrânia, mais inteligência necessária para saber aproveitar essa ocasião, por Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, a pontuar cada frase com aquele característico sorriso de orelha a orelha, vejam como eu sou bué iluminado  - é assim mesmo que as coisas são, foi um bocado rude e directo mas contra factos não há argumentos, temos de aproveitar, Presidente visionário, em tempos de guerra não se limpam armas; pelos mesmos de sempre - nas redes e nas televisões.

 

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Todo os poder aos patetas!

por josé simões, em 30.03.22

 

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O estado da Nação: um Presidente da República que aparece na zona das entrevistas rápidas, reservada a jogadores e treinadores, para comentar um jogo da selecção; um bando de parolos eleitos, constituído grupo parlamentar, que posa para a foto devidamente fardados.

 

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A República dos Parolos

por josé simões, em 17.02.22

 

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Greetings from the wonderful Portugal

por josé simões, em 14.02.22

 

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"Após se terem filiado ao Chega, o partido de extrema-direita que nas últimas eleições conquistou 12 lugares no parlamento português, vários imigrantes brasileiros teriam sido vítimas de atitudes racistas e xenófobas por parte dos seus próprios companheiros."

 

O canibal vegetariano

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 07.02.22

 

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Presidente da República lembra que, como na final do Euro de futsal, ou se ganha ou se perde na recuperação pós-pandemia: "Temos de aproveitar até ao limite todos os fundos europeus."

 

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"Até pelos países de leste já fomos ultrapassados"

por josé simões, em 27.01.22

 

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Lista de países ordenados por escolaridade média da população com mais de 25 anos, os primeiros 91, com Portugal assinalado a vermelho [Dados da ONU de 2018].

 

Quando os ilusionistas liberais vieram com a lengalenga "ah e tal, até pelos países de leste já fomos ultrapassados", replicada pelo infantil Chicão, acrescentando um país que já não existe - Checoslováquia.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 24.06.21

 

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Espero que os portugueses se desloquem de forma massiva para o sul de Espanha e que possam apoiar uma grande vitória de Portugal nos oitavos de final deste campeonato da Europa

 

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Rule Britannia

por josé simões, em 04.06.21

 

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Vender a alma aos bifes por uns litros de cerveja no Porto e levar como gorjeta o cancelamento das férias no Algarve. Depois António Costa e o alegado ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, explicam, já que o dos Negócios Estrangeiros, sempre apanhado de "surpresa" tudo lhe parece sempre sem sentido. Não, não estamos a ser penalizados por sermos honestos, estamos a ser castigados por sermos aquilo a que em linguagem comum se designa de totós.

 

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"Rule, Britannia! Britannia, rule the waves!"

 

 

 

 

"Estrangeiros de bem"

por josé simões, em 27.04.21

 

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O dia em que os estrageiros de bem estragaram a narrativa ao partido dos "portugueses de bem".

 

Estrangeiros fãs de Portugal pela "segurança e disciplina"

 

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É como o Constantino, "a fama que vem de longe"

por josé simões, em 04.03.21

 

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260.591 € para equipar um centro de imprensa em Lisboa - embora as conferências de imprensa da presidência sejam realizadas online e jornalistas estrangeiros não viajem para a capital portuguesa.

35.785 € em bebidas - num momento em que poucas pessoas se reúnem.

39.780 € na compra de 360 camisas e 180  fatos - com toda a gente em teletrabalho.

Projecto confiado a empresa que não obtém um contrato público desde 2011 e cuja experiência anterior em contratos com o sector público envolveu a organização de eventos para festas de aldeia.

 

Portugal’s ‘ghost’ EU presidency racks up in-person expenses

Lisbon has equipped an empty press center, shelled out thousands of euros for drinks and ordered hundreds of suits.

 

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