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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Do que é que nos queixamos concretamente?

por josé simões, em 28.10.19

 

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A maioria encolhe os ombros, os outros até dão razão à marca, por interposta pessoa, a Câmara do Porto, enquanto criticam a atleta. Os "cortes orçamentais" e o "interesse público" e o "dinheiro que não chega para tudo". Do que é que nos queixamos concretamente?

 

[A imagem é minha]

 

 

 

 

"O Doutor Salazar"

por josé simões, em 22.06.19

 

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O Parlamento aprovou hoje o projeto do Bloco pela criação do Museu da Resistência e Liberdade, a ser instalado no Porto, onde era a PIDE. Para que nunca esqueçamos o terror e quem tanto lutou pela liberdade. A favor: BE, PS, PCP, PEV, PAN e Ninsc Contra: CDS Abstenção: PSD

 

"O Doutor Salazar" como sempre diz Paulo Portas com a voz embargada de um temor reverencial.

 

 

 

 

O Estado de direito sob a égide do regionalismo-futeboleiro

por josé simões, em 04.02.19

 

 

 

Diz Rui Moreira, presidente eleito da Câmara do Porto, a propósito do chumbo do Tribunal de Contas ao projecto para o antigo matadouro industrial do Porto, que "não é possível governar uma cidade cumprindo a palavra dada ao cidadão eleitor, se se continuar a permitir que órgãos não eleitos extravasem as suas funções e violem o princípio da separação de poderes", de uma assentada mandando à merda a Constituição da República Portuguesa e defendendo a inauguração de uma nova era no Estado de direito democrático:

 

- a da eleição dos juízes dos tribunais pelo voto popular depois de animada campanha patrocinada pelos caciques e barões diversos dos partidos?

- a da instituição de um tribunal a jeito por cada futura região administrativa a criar, caso o povo se decida por votar "Sim" em novo referendo à regionalização?

 

Não perguntaram os jornalistas nem explicou o caudillo Moreira, critico do anacrónico modelo de voto português e apologista da regeneração do sistema político pela ditadura, que é só uma questão de léxico já que "quando o Salazar chegou ao poder [...] criou o nome ditadura nacional e não era nada insultuoso".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Fechem esta merda e atirem a chave ao rio

por josé simões, em 22.10.18

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

Espalhou-se ao comprido

por josé simões, em 26.09.18

 

Frame grab from Beep Beep, showing Wile E. Coyote and the Road Runner (1952, dir. Chuck Jones).jpg

 

 

Na ânsia de ficar bem na fotografia e de agradar ao regionalismo-futeboleiro António Costa espalhou-se ao comprido e, não contente com o o estrondo do espalhanço, continua a meter os pés pelas mãos com desculpas mal-amanhadas. Se quisesse realmente descentralizar, se a ideia fosse essa, tinha prometido, e cumprido, o Infarmed em Braga ou Évora, que também têm universidade e auto-estrada. Digo eu, que sou de Setúbal.

 

 

 

 

O caudillho do regionalismo-futeboleiro

por josé simões, em 25.07.18

 

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Resumo da entrevista de Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, à SIC Notícias:

 

- O Porto vai sair da Associação Nacional de Municípios porque a Associação Nacional de Municípios, por unanimidade de votos dos seus membros, tomou posição à que, enquanto presidente da Câmara do Porto, considero contrária aos interesses da cidade, merecedora do estatuto de Estado-nação.

 

- O Tribunal de Contas, com o devido respeito, age como "força de bloqueio", com o devido respeito, porque, como dizem os 'amaricanos', no seu papel de "checks and balances" consagrado na Constituição da República Portuguesa, toma posições que eu, enquanto caudillo eleito, com o devido respeito, considero contrárias aos interesses da cidade do Porto, merecedora do estatuto de Estado-nação.

 

E remata com "o Poder político é a expressão do povo em democracia" depois de ter passado toda uma entrevista a criticar as decisões do poder político democrático. Com o devido respeito.

 

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A seguir o PS, e o PS Porto que é uma espécie de PS-nação dentro do PS nacional, vai aparecer com falinhas mansas depois de ter andado anos a chocar o "ovo da serpente".

 

 

 

 

 

´"Empresa Pública"

por josé simões, em 29.06.18

 

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A ideia subjacente ao Estado motor [e exemplo] da criação de emprego de qualidade, estável, bem remunerado, direitos e garantias, formação profissional contínua e que dê perspectivas de futuro ao trabalhador, é uma empresa pública paga com o dinheiro do contribuinte sub-contratar os serviços de fiscalização a uma empresa privada, da precariedade, da remuneração sempre nos mínimos dos mínimos previstos em Lei e dos subterfúgios que permitem ser toda a vida um precário contratado a prazo?

 

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O socialismo, o comunismo, o esquerdismo, o aumento do salário mínimo e a reversão das reformas estruturais, Capítulo II

por josé simões, em 25.02.18

 

‘Red Angels’ Da Zhong Zhang (2005).jpg

 

 

"A Devexperts escolheu o Porto para instalar um centro de investigação e desenvolvimento. Deverão ser criados 80 postos de trabalho em dois anos. A empresa quer estar próxima da academia."

 

Portugal ganha alemã Devexperts à República Checa e Hungria

 

[Imagem ‘Red Angels’ by Da Zhong Zhang, 2005]

 

 

 

 

O Grande Líder

por josé simões, em 22.11.17

 

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Estaline também mandava as pessoas, contra sua vontade, "trabalhar" para outras cidades. Famílias inteiras, departamentos inteiros, agências inteiras, localidades inteiras. A diferença é que como iam a pé alguns morriam pelo caminho e a deslocalização, contabilizada no deve e haver do economês que rege a política nos tempos que correm, era um sucesso pela limpeza que provocava nos "cadernos eleitorais" e no "monstro" do Estado.

 

Nada de mais violentador da liberdade individual do que o Estado decidir, a seu bel-prazer, da liberdade individual de cada um, com implicações directas nas famílias e naqueles que os rodeiam. E isto tanto é válido para a direita radical como para os liberais de pacotilha como para a esquerda, mais ou menos radical. E isto tanto é válido seja uma localidade inteira, seja uma agência governamental, seja uma só pessoa. E isto tanto é válido debaixo da bandeira dos amanhãs que cantam, da emancipação do proletariado, da construção do homem novo e do caminho para o socialismo, como é válido para a descentralização do Estado e para o combate a macrocefalia da capital.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Espelho meu, espelho meu, existe alguém mais populista que eu?

por josé simões, em 21.11.17

 

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Um dia depois de se saber que a Agência Europeia do Medicamento ia para Amesterdão o Governo anuncia a ida do Infarmed para o Porto, numa luta taco-a-taco com o populista do regionalismo-futeboleiro Rui Moreira para ver quem ganha o prémio do populista mais populista de Portugal e antes que comecem a vir a terreiro as vozes que insinuaram a desistência de Lisboa ser devida à percepção de que a derrota seria estrondosa e copiosa e assim que se lixassem os parolos do Porto, como se a descentralização e a regionalização [até ver chumbada em referendo exigido pelo actual Presidente da República enquanto líder do PSD] se resumisse à transferência de competências e de centros de decisão de Lisboa para o Porto, da capital para a vice-capital.

 

E que se lixem os parolos que trabalham no Infarmed, com vida feita e mulher e marido e filhos e casa montada em Lisboa, que chalé com piscina, 4 topos de gama à disposição, seguro de vida no valor de um milhão, mais salário, como as mordomias do administrador da Caixa Geral de Depósitos para Vale de Lobo, como compensação para o estar a semana toda fora da família e de não ver os filhos a crescer de segunda a sexta, vezes 400, que são os trabalhadores, perdão, colaboradores do Infarmed, isso foi no tempo das vacas gordas que agora o contribuinte vai pagar a capitalização do banco público e o dinheiro não chega para nada quanto mais para compensar quem viu a vida interrompida a meio porque sim e porque dá jeito a quem ocupa temporariamente a cadeira do poder de decidir sobre a vida de cada um.

 

Agora que Santana Lopes anda por aí é ir recuperar o que o PS disse aquando da deslocalização da secretaria de Estado da Agricultura para Santarém, que era já ali, às portas de Lisboa, não era no Porto.

 

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Costa contra os maus

por josé simões, em 15.06.17

 

 

 

Acredite quem quiser.

 

 

 

 

 

Um dia como outro qualquer

por josé simões, em 18.05.17

 

O dia em que uma parte do eleitorado descobriu que os independentes e impolutos, regeneradores da vida política e da cidadania, não só enfermam dos mesmos vícios do establishment político-partidário, velho de tantos anos quantos os anos da democracia, como também daqueles truques e 'malabarismos' contra os quais os cidadãos se organizaram em formações políticas para concorrem em eleições a cargos de administração e defesa da cousa pública.

 

 

 

 

 

 

O mundo ao contrário

por josé simões, em 04.05.17

 

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O Partido Socialista, enquanto partido fundador da democracia, é que se devia sentir incomodado por ter sido capturado por um caudillo regionaleiro-futeboleiro com pensamento político-ideológico abaixo de zero.

 

Rui Moreira incomodado com apropriação da sua recandidatura pelo PS

 

 

 

 

Já se decidiam

por josé simões, em 07.02.17

 

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Que a TAP devia ser privatizada por todas as razões e também por Portugal ser o único país da Europa com uma companhia aérea de bandeira, porque a excelência da gestão privada, porque acabavam as greves, não em três mas em dois tempos, porque deixava de ser um sorvedouro de dinheiros públicos e por o Estado estar proibido por lei de Bruxelas de injectar dinheiros públicos na companhia [as duas em conjunto] e porque a excelência da gestão privada [outra vez, nunca é demais sublinhar] e blah-blah-blah e a TAP foi privatizada, viva!

 

E a TAP não devia ser desprivatizada pelos geringonços socialistas-comunistas-bloquistas-radicais antes mesmo de ser privatizada, mas já que foi desprivatizada só em 50%, o Estado devia abster-se de fazer ondas e abdicar de interferir na excelência da gestão privada da companhia, excepto se for para meter o bedelho na estratégia comercial da empresa, porque isto aqui [ali] é o Porto, muito liberal, "liberal à moda do Porto" e o coise, o Porto que não tolera insultos nem o centralismo de Lisboa, que isto é tudo concertado e conspirado com a ANA para justificar a construção de um novo aeroporto, onde é que havia ele de ser, em Lisboa, pois claro, e já que o Estado detêm 50% da TAP privada devia fazer valer o peso dos 50% e chamar a excelência da gestão privada da TAP à razão.

 

E conseguem dizer isto tudo de rajada sem se rirem.

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 29.01.17

 

 

 

E depois temos pessoas que, desde sempre, defenderam o desinvestimento na escola pública em favor do ensino privado, quer através do cheque-ensino, quer através do financiamento a colégios privados por via do Orçamento do Estado com verbas desviadas da escola pública, e que, durante os quatro anos do Governo da direita radical - PSD/ CDS, aplaudiram o radicalismo e a cegueira ideológica de Nuno Crato, hoje muuuuuito preocupadas por chover dentro de uma escola pública, a sofrer as consequências do deinvestimento de quatro anos que tanto aplaudiram.

 

[Imagem do filme de Jean-Luc Godard em 1964 "Band à Part"]