“Engenharia portuguesa”
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Em discurso convenientemente higienizado – sem o ruído das manifestações por perto – José Sócrates na inauguração da Ponte da Lezíria enalteceu a obra, fruto exclusivo da engenharia portuguesa; sublinhou. Vai unir as duas margens do Tejo, disse. Afinal, além de unir duas margens do Tejo, separa o rio em dois: o montante e o jusante; porque embarcações típicas como os varinos e mais uns quantos barcos de recreio, não conseguem passar por baixo devido à altura dos mastros ser igual ou superior ao tabuleiro da ponte. Não tivesse o discurso da “engenharia portuguesa” sido proferido por quem foi, e até poderíamos ser levados a pensar tratar-se de mais uma anedota sobre as habilitações académicas do nosso primeiro-ministro.