Da série "Grandes Primeiras Páginas"

A capa do esloveno Dnevnik Objektiv
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A capa do esloveno Dnevnik Objektiv
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Depois de ter defendido a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, Lula da Silva pede a Portugal que acabe com os subsídios aos combustíveis fósseis.
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Se a esquerda, como alega a direita, não tivesse "aversão ao lucro", não estávamos agora a protestar por o preço dos combustíveis não ter descido na bomba na exacta proporção que desceu em imposto cobrado pelo Estado, enquanto vamos lendo que "a Galp multiplicou por seis os lucros no trimestre" e que os "Shell profits nearly triple as oil prices surge".
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No país que ocupa o 11.º lugar no ranking dos produtores de petróleo Maduro "acordó importar 6 millones de barriles de combustible para paliar la escasez en Venezuela".
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Governo aprova furo de petróleo em Aljezur e dispensa estudo de impacto ambiental.
[Imagem de William Cox]
A capa da Bloomberg Businessweek
Agora é esperar [de preferência sentado] que os magistrados sejam aconselhados a ignorar a Lei e a aplicar penas máximas em tempo recorde aos saqueadores da Shell.
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Uma vez vi, salvo erro no canal História, um documentário sobre uma empresa norte-americana especializada em mudar imóveis de local. Desde uma cabine telefónica a uma mansão, tudo mexe. Até uma catedral com quase 200 anos andou uns quilómetros para o lado (com padre e tudo!) para facilitar o traçado de uma auto-estrada.
Vem esta conversa a propósito da prospecção de petróleo e gás na zona do mosteiro de Alcobaça se bem que «com a salvaguarda de "haver uma área de protecção ao Mosteiro e ao centro histórico, autorizada pelo IGESPAR" [tudo isto] "para bem da Nação"», que a descoberta de petróleo deixou de ser uma dor de cabeça desde os idos de Salazar e do petróleo em Angola.
Ora se quem, na prospecção de petróleo e gás e de novos mundos negócios ao mundo ao negócio não salvaguardou "uma área de protecção" à Liberdade, à Democracia e aos Direitos Humanos em terras do Magrebe e do norte de África, quem nos garante a nós que vai respeitar um monte de pedras, velhas do séc. XII? Contrate-se já os amAricanos da mobilidade e pregue-se com o mosteiro em Alfeizerão!
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(*) Ou o estranho caso da Geografia de pernas para o ar (negrito meu):
«Bush, a CIA, o Pentágono e a Wall Street, cobiçavam (e cobiçam...) o petróleo do Próximo Oriente do qual a porta de entrada é o Iraque e o corredor central o Afeganistão»
Jorge Messias no Avante!
(Foto de Alexandre Meneghini via AP)
As reservas mundiais de petróleo. Quem produz e quanto produz. A Wired fez o mapa interactivo:
“World Oil Reserves by country as of Jan. 1, 2007, with info about 10 of the world's largest oil fields.”
(Clicar na imagem)
O Parlamento iraquiano debate a Lei do Petróleo.
O movimento xiita de Moqtada al-Sadr afirma-se contra a lei. Antes tinham sido os grupos sunitas e curdos. Os curdos dizem que estão contra porque não foram consultados antes das últimas alterações. Os sunitas do Partido Frente da Concórdia idem idem, aspas aspas; também alegam não terem sido consultados para a versão final da lei. O argumento comum a todos eles é que a lei permite que empresas dos países ocupantes venham a explorar os recursos petrolíferos do País. Maliki, o Primeiro-Ministro, diz que a Lei do Petróleo é uma das prioridades do seu Governo. A Casa Branca alinha pelo mesmo diapasão. Temos assim que uma lei a aprovar pelo parlamento iraquiano com carácter de urgência tem toda a oposição (que é a maioria do Parlamento) contra, contra o apoio do Governo e… da Casa Branca. O que levanta a interrogação sobre a real importância do parlamento iraquiano e onde é que realmente a Lei foi elaborada, se em Bagdad se em Washington. No meu tempo isto tinha um nome: “Governo-Fantoche”; e dou comigo a pensar para com os meus botões, defensor que sou dos princípios da independência nacional e da não-ingerência, se fosse iraquiano, não seria também um acérrimo simpatizante do terrorista al-Sadr…
Para ajudar à festa, o ministro australiano da Defesa abriu a boca para dizer em entrevista à ABC que o Iraque é “um importante fornecedor de energia, petróleo em particular, e os australianos precisam de pensar no que aconteceria com uma retirada prematura”. Quem diz os australianos diz os americanos e os ingleses. Gradualmente as suspeitas sobre as reais intenções por detrás desta guerra vão ganhando contornos nítidos e definidos…
Continua a ser gratificante saber que todos os dias morrem soldados americanos no Iraque em prol de uma causa tão nobre como o é a do Petróleo. Ou como diz o meu amigo Zé (não é o do cartaz!), “Devem ganhar esta guerra mas é no dia de São Nunca à tarde!”