"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Vivem sob jurisdição do Meridiano de Greenwich mas adoptaram a hora alemã, uma decisão do generalíssimo durante a Segunda Guerra Mundial, questão de fidelidade ideológica fascista. Agora o "esquerdista" Sánchez lembrou-se da mudança da hora, não de mudar a hora para onde ela pertence, para Greenwich, mas acabar com a mudança da hora de Inverno para Verão e de Verão para Inverno, perturba o ritmo biológico, diz. A hora de Berlim dá saúde e faz crescer, confirmou-o a democracia, no geral, e o esquerdismo, no particular. Um tretas.
A direita tuga da indignação contra os activistas climáticos que atiram tinta a ministros e governantes, a direita tuga da falta de respeito pela autoridade do Estado quando os moradores dos bairros periféricos se insurgem contra a polícia por se sentirem abandonados e esquecidos, é a direita tuga que nas redes rejubila com um protesto manipulado pela extrema-direita contra o Estado espanhol. É a raça deles, chafurdar na lama.
[Imagem "People clean a mud-covered street after heavy rains in Alfafar, in Valencia, Spain, November 1. Reuters/ Susana Vera]
Da França e das merdas que andou a fazer do lado de lá do Mediterrâneo, de braço dado com os bifes e com os 'amaricanos', contra o fundamentalismo e o terrorismo e as armas de destruição massiva e pelo efeito dominó de espalhar a democracia ao redor e os milhares de refugiados na costa sul da Europa e os mortos no Mediterrâneo, de mar nosso a mar deles .
A direita radical, que andou anos a fio com a boca cheia de parlamentarismo, e depois havia o britânico liberal e o francês jacobino e totalitário e o Churchill por medida e encomenda, consoante as necessidades e os interesses, mas que precisou de ser apeada do poder em Portugal pela 'Geringonça' para trer uma licenciatura em democracia parlamentar constitucional, faz agora o mestrado, também com muita dor e sofrimento, e encaixando para todo o sempre o conhecimento adquirido de que ganhar eleições não é só ter mais votos que os outros. É a vida ou, como diria o 'camarada' Ulyanov, aprender, aprender, aprender sempre!