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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A notícia do dia

por josé simões, em 24.10.18

 

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A notícia do dia foi a aparição do pantomineiro do pin, sem pin, a dizer que também vai escrever um livro de memórias. Se calhar de seu nome "Sexta-feira" [e o resto da semana], em homenagem ao personagem criado por Daniel Defoe, sozinho numa ilha, contra o socialismo e o comunismo e o peso do Estado na economia.

 

[Na imagem "o dono da voz"]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 23.10.18

 

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"creio que [António Costa] percebera com Passo Coelho que, em política, uma excessiva preocupação em falar verdade não era caminho para o sucesso", Cavaco Silva in "Quinta-feira e Outros Dias", II Volume.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 12.10.18

 

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Com Pedro Passos Coelho aprendi o valor e preço da verdade na política

 

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"A herança que deixamos às gerações vindouras"

por josé simões, em 04.10.18

 

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Como eles gostavam de dizer, de dedo esticado em todas as direcções, acusando tudo e todos os que os tinham antecedido, "a herança que vamos deixar às gerações vindouras".

 

 

"Estado já gastou 55% dos fundos da banca para travar défice de 2011"

A medida que, em 2011, permitiu ao Governo cumprir as metas da troika para o défice, continua a pesar nas contas do Estado e custo pode superar as estimativas. Usando critérios mais actualizados, os bancos deveriam ter transferido pelo menos mais 1000 milhões para o Estado.

 


"ANA Aeroportos processada em Bruxelas por lucros excessivos"


Associações internacionais de aviação apresentam queixa na Direcção-Geral da Concorrência da União Europeia por causa do contrato de concessão a privados da ANA Aeroportos, confirmou o Expresso. As taxas são excessivas, dizem, responsabilizando o governo de Passos Coelho e a troika por "más decisões"

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 21.09.18

 

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Envolvido pela Comissão Europeia em fraude com fundos comunitários mandada arquivar por Joana Marques Vidal, sai a terreiro, apenas 20 minutos passados sobre a informação ser disponibilizada no site da Presidência [o que leva a crer ter há muito o texto escrito e preparado] cheio de insinuações baixas e torpes a envolverem o Presidente da República, o primeiro-ministro, e um órgão de soberania do Estado de direito, com "um agradecimento a Joana Marques Vidal", invocando de permeio a Constituição da República, que mais vezes violou enquanto primeiro-ministro, nunca se coibindo de atacar publicamente o Tribunal Constitucional, outro órgão basilar da democracia.

 

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Reduzir os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer

por josé simões, em 07.03.18

 

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Bruxelas diz que subidas do salário mínimo não prejudicaram emprego

 

"Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar [...] durante estes quatro anos. Mas será um objectivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos. Nós temos de conseguir ser mais atractivos para o investimento [...] no que respeita ao custo do trabalho para as empresas", Pedro Passos Coelho aos nove dias do mês de Abril do ano de 2015.

 

Um grande homem que nos governou, dizem eles e ainda não se calaram com isso desde o dia em que se foi embora.

 

[Imagem Mário Cruz/ Lusa]

 

 

 

 

Eles, a fazerem-se desentendidos

por josé simões, em 05.03.18

 

 

 

Eles, a direita radical, a fazerem-se desentendidos, como se o que estivesse em causa fosse Pedro Passos Coelho ir leccionar numa universidade pública e não Pedro Passos Coelho que fez toda a carreira política, enquanto líder do PSD na oposição, a denegrir até à 5.ª geração o Novas Oportunidades por embuste e facilitismo, enquanto líder do PSD primeiro-ministro do Governo da Troika, com o fanático ideológico Nuno Crato a ministro da Educação, a acabar com a certificação de competências atribuída pelo programa Novas Oportunidades, a apontar o caminho de Angola e Brasil a professores, como uma nova oportunidade proporcionada pelo desemprego, a perguntar porque é que havia o Estado de ser uma agência de colocação de emprego para os professores, acabar agora a ver as competências adquiridas enquanto governante certificadas para dar aulas via agência de colocação de emprego do Estado sem passar pela oportunidade proporcionada pelo desemprego para sair da zona de conforto.

 

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Só se estraga uma casa

por josé simões, em 02.03.18

 

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Pedro Passos Coelho vai ser colega de António José Seguro numa Universidade.

 

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Ninguém se ri que o caso é sério

por josé simões, em 15.02.18

 

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O homem que levou uma vida enquanto dirigente partidário e primeiro-ministro a desvalorizar, quando não a denegrir e a zombar, do programa Novas Oportunidades, iniciativa do Governo que o precedeu em dar possibilidade àqueles que não tiveram oportunidade de estudar de verem as suas competências reconhecidas com um grau escolar previamente sustentado e estabelecido de acordo com critérios específicos, "a ignorância promovida a grau académico", mais ponto menos vírgula era isto que dizia enquanto incensava a qualidade do ensino privado, agora, e por agora, que abandona a vida política activa, vai dedicar-se a dar aulas em várias universidades, privadas, quiçá com base nas competências adquiridas enquanto governante e líder partidário. Ninguém se ri que o caso é sério.

 

[Imagem "Linkedin, People i don't really know endorse me for things i really don't do"]

 

 

 

 

Agora e na hora da nossa morte. Amém

por josé simões, em 13.02.18

 

 

 

Quase três anos passados, e de abalada, continua sem perceber o que [lhe] aconteceu.

 

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E depois do adeus

por josé simões, em 20.12.17

 

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Desde o primeiro ao último dia do mandato à frente do PSD que o estudioso de Salazar passou os tempos de antena a transpor para os outros todos os defeitos e todos os males de que enfermava e a fazer magistralmente uso de princípios definidos pelo "mestre" Goebbels: exagerar na notícia até criar um clima de insegurança no cidadão; bombardear constantemente o cidadão com novas "notícias" sobre o adversário de modo a que não tenha tempo para digerir e pensar; discutir nos media, com vários comentadores e especialistas para criar a ideia de diversidade e pluralismo, toda a informação gerada, tendo em conta o adversário político e de modo a que o cidadão não perceba o que se debate; potenciar um caso ou acontecimento actual por comparação com um acontecimento do passado.

 

Como "há muita fraca memória na política e nos políticos" e como o tempo tudo apaga há-de um dia regressar em ombros para terminar a tarefa.

 

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No pasa nada!

por josé simões, em 13.11.17

 

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O princípio subjacente é o mesmo que leva a que Portugal seja sistematicamente condenado em última instância pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, contra todas as decisões e interpretações dos sucessivos tribunais nacionais, em casos de, por exemplo, liberdade de expressão. Somos todos a favor mas "o respeitinho é muito bonito", com a agravante de, neste caso concreto, o senhor ter passado quatro anos de uma legislatura a proclamar a necessidade de disciplinar, moralizar, fiscalizar a atribuição de fundos comunitários, prontamente badalado aos quatro ventos pelos apóstolos nas "redes sociais".

 

Caso Tecnoforma: Bruxelas contraria o Ministério Público e diz que houve fraude

 

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É o que há

por josé simões, em 21.10.17

 

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Pedro Passos Coelho, o pantomineiro do pin, vai até à zona dos incêndios em missão "OMO lava mais branco" chamar aos outros antes que os outros lhe chamem a ele e, nos pinos e flic-flac que faz à frente dos microfones e das câmaras de televisão, deixa cair aquilo que seria um furo jornalístico, de primeira página e abertura de telejornal, em todo o lado sem comunicação social capturada pela direita radical e com jornalistas dignos da carteira e com brio profissional. O liberal de pacotilha, do Estado mínimo, do "aliviar o peso do Estado", da auto-regulação do mercado em benefício do consumidor, quer que o Estado intervenha no mercado da madeira queimada por forma a regular os preços, "social-democracia sempre!", sem que nenhum "jornalista" destacado para o local como câmara de eco lhe pergunte como concilia a contradição ideológica ou como justifica tamanha arte de contorcionismo, antes destacando que o "PSD quer dirigentes da Protecção Civil recrutados por concurso" e que "Passos Coelho aponta caminhos para a reestruturação da Protecção Civil", só faltando acrescentar o chavão "reforma estrutural". É o que há.

 

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A Lapa

por josé simões, em 11.10.17

 

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Quando Pedro Passos Coelho decidiu interromper o seu "desígnio terreno" escrevi que mais importante do que conhecer o seu sucessor era saber do futuro de ideólogos e apóstolos do "predestinado" interrompido, porque "incompreendido", dentro do partido. Ontem ouvimos Pedro Santana Lopes ser pago para anunciar na SIC Notícias a sua candidatura à liderança do PPD enquanto assumia a defesa do "defunto" ["Não parece bem que o partido possa ser entregue a quem, numa altura tão difícil para o país, passou a vida a pôr em causa o trabalho de salvação nacional que quase era feito. Para mim, é algo absolutamente incongruente. Devo dizer: não consigo compreender que isso possa acontecer. Porque, tal como os seres humanos, não concebo que a generalidade dos militantes do PSD, que defendeu e foi solidária com o Pedro Passos Coelho, possa agora dizer: Ai Passos Coelho saiu? Então vamos agora escolher aqueles que o quiseram deitar abaixo e disseram mal o tempo todo. E por isso acho que tenho esse dever"] e rematar que "Miguel Morgado e Duarte Marques são valores dentro do partido". Nada como a separação das águas e a clarificação.

 

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Obrigada, Pedro Passos Coelho

por josé simões, em 09.10.17

 

 

 

Tenho lido nos últimos dias vários elogios a Passos Coelho. É normal. Compreensível que os adeptos e amigos lamentem a sua saída da liderança do PSD e mais compreensível ainda que queiram consolá-lo na derrota. Já mais difícil é aceitar o conteúdo de tais odes.

Dizem por exemplo que "tem uma ideia para o país" e que quis fazer reformas "necessárias", como a da segurança social e da saúde. Devo ter andado distraída porque só vi cortes e mais cortes, na maioria apresentados como "transitórios". Não dei por qualquer proposta de reforma. E não se invoque como desculpa a obstaculização pelo Tribunal Constitucional porque quando este em agosto de 2014 chumbou a denominada "contribuição de sustentabilidade", apresentada em substituição da transitória CES (contribuição extraordinária de solidariedade), e que diminuía definitivamente as pensões de mais de mil euros, reconheceu a necessidade de uma reforma do sistema que assegurasse a "justiça intergeracional" enquanto verberava o executivo por só propor cortes cegos. Recorde-se aliás que o governo Passos nomeou pelo menos dois grupos de "sábios" para estudar um projeto de reforma da SS -- e nada. O "pensamento" de Passos nesta área merece pois tanto respeito como aqueles papéis da "reforma do Estado" que encomendou a Portas e que ainda hoje nos fazem rir.

E quanto a ideia para o país, a tal que nos asseveram que tem? Conto variadíssimas, enjorcadas e contraditórias. Será a que traduziu nos ataques que fez em 2009 a Ferreira Leite, defendendo o governo Sócrates e a sua aposta no investimento público? Ou a de 2010 e da revisão ultra liberal da Constituição que meteu ao bolso mal mergulhou a pique nas sondagens - na mesma época em que se dizia pela legalização do aborto, pelo casamento das pessoas do mesmo sexo, pela adoção por casais homossexuais e pela "legalização de todas as drogas" (modernices que abjurou a partir de 2011, votando contra a adoção por casais homossexuais e a legalização da canábis e tendo imposto "aconselhamento psicológico" compulsivo às mulheres que quisessem abortar e pagamento de taxa moderadora)? Será a da justificação do chumbo do célebre PEC IV por "atacar a despesa social (...), recorrendo aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa (...)" apesar de estar perfeitamente ciente de que ao falhanço daquele plano se seguiria irremediavelmente o pedido de resgate e medidas muito mais gravosas? Quiçá está plasmada no programa eleitoral do PSD, que já com o memorando da troika assinado ainda garantia que num governo chefiado por Passos "após PEC 1, 2 e 3, que impuseram sacrifícios a funcionários públicos, pensionistas e contribuintes em geral" a austeridade iria "incidir sobre as estruturas do Setor Público Administrativo, do Setor Empresarial do Estado e do "Novo Estado Paralelo", bem como através da reavaliação e reestruturação dos compromissos assumidos com as PPP"? Ou na campanha, quando jurava que nunca mexeria no subsídio de Natal? Ou, ao invés, encontramo-la na efetiva governação PSD e nos cortes sobre cortes a salários de funcionários públicos e pensões, no aumento de impostos que até o seu ministro das Finanças assumiu ser sem precedentes e na proclamação sanguinária de "ir além da troika"?

Não sabemos, nem quem o elogia nos satisfaz a curiosidade sobre de qual dos Passos fala. Só nos garante que se trata de "uma pessoa séria e lisa". Percebe-se a tentação de, por contraste, passar certificados de seriedade a quem não esteja indiciado de corrupção, mas mantenhamos os critérios: poderá ser sério quem assim muda de discurso? Pode ser séria a pessoa que em 2015 garantiu não ter entre 1999 e 2004 -- período em que, após sair do parlamento, trabalhou a recibos verdes para a Tecnoforma -- pagado contribuições à SS porque "não sabia que tinha de o fazer"? Que deputado e empresário seria este que não conhecia a legislação nem as obrigações fiscais básicas dos cidadãos? E que raio de lisura é a de quem mantém o apoio a um candidato autárquico que faz declarações racistas, acusando quem o critica por isso de "populismo e demagogia"? Ou a de quem aceitou apresentar um livro de "segredos de políticos" e manteve a intenção após saber-se dos nojos que lá constavam?

Não, não há aqui espaço para recordar todas as "lisuras" de Passos cidadão, político e governante; falemos então da coragem que lhe atribuem, a "de impor sacrifícios para salvar o país". Como é que compaginam isso com a alegação tantas vezes repetida de que todas as malfeitorias estavam inscritas no memorando assinado com a troika? É que das duas uma: ou teve a coragem de impor algo a que não era obrigado ou só fez o que era obrigatório fazer por via de um programa negociado por outros. Sendo que, como é sabido, o PSD participou ativamente na negociação entre Portugal e a troika (e por várias vias: António Borges era à época o chefe do FMI-Europa, posição em que ainda estava quando recomendou Vitor Gaspar para ministro das Finanças, e de onde saiu diretamente para estratega-mor das privatizações).

Lamento: não tenho prazer em zurzir em quem está de saída, mas o que é demais é demais. Há porém um inestimável serviço ao país pelo qual Passos ficará na história -- uniu a esquerda. E isso sim, é obra.

 

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