Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 01.03.26

 

gesto.jpg

 

 

O gajo que durante 5 anos não descontou para a Segurança Social e, quando descoberto, veio feito sonso que "não tinha consciência que essa obrigação era devida" diz que o nosso modelo de segurança social não é sustentável.

 

Deve ser objecto de reforma prioritária [ler: privatização, parcial ou completa], porque as pessoas não vão poder viver com as reformas que vão receber e vão bater à porta do Orçamento do Estado, pedir complementos, e se tudo for privado temos pena, que se amanhem, como na América, que o Estado tem mais que fazer, não dá para tudo, já lhe basta ter de baixar impostos às grandes empresas, multinacionais e aos mais ricos, na fezada do miraculoso trickle-down.

 

 

 

 

Um salazarinho

por josé simões, em 27.02.26

 

salazar.jpg

 

 

Que Passos Coelho tenha ambições políticas e que um regresso esteja no seu horizonte mais ou menos próximo é legitimo porque vivemos numa democracia, coise e tal, rebéubéu, e outras banalidades assim que é costume dizer-se. A questão nem é essa, apesar de ser sempre "analisada" cof, cof, nas televisões por esse prisma. A questão é que em 51 anos de democracia e 56 depois da morte do homem que governou Portugal durante 36 anos, o país não se ter libertado da figura do homem providencial, parco de palavras, vida sóbria, sem gastos supérfluos, que vai pôr ordem nisto tudo e isto tudo na ordem, fazer reformas, coise e tal, rebéubéu, e outras banalidades assim que é costume dizer-se, mesmo que não tenha feito reforma nenhuma e que a única reforma que tenha feito tenh sido cortar, cortar, cortar, transferir do trabalho para o capital. Um salazarinho.

 

 

 

 

"O precedente", diz o pantomineiro do pin

por josé simões, em 25.02.26

 

 

post it.jpg

 

 

Passos Coelho acredita que a nomeação do até agora director nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna abre um "precedente grave". Laborinho Lúcio, Daniel Sanches, Fernando Negrão, António Borges, mas nesta altura a política do D. Sebastião da direita era outra. O problema nem é o pantomineiro do pin insistir em não ir morrer longe, o problema são as viúvas e os órfãos desta política de conversa enrolada com voz colocada, vazia, sem substância, um senhor doutor, como diz o povo.

 

[Imagem]

 

 

 

 

A puta da lata de Passos Coelho é uma coisa descomunal

por josé simões, em 13.02.26

 

FAL.jpg

 

 

Primeiro-ministro do governo que mandou Paulo Portas apresentar um guião para a reforma do Estado com letra tamanho 16, espaçamento duplo, e sem qualquer ideia original. Acusou ainda os governantes de viciarem concursos para altos cargos da administração pública. A puta da lata de Passos Coelho é uma coisa descomunal...

 

 

 

 

Um partido de porteiros

por josé simões, em 19.12.25

 

porteiro.jpg

 

 

Passos Coelho era porteiro. "O Pedro é que abria as portas todas", disse-o o patrão da Tecnoforma, que não se lembra de quanto é que pagava ao outro pelo serviço, que por sua vez também não se lembrava de quanto recebia. Gorjetas miseráveis, é o que era.

 

Montenegro era porteiro. Tinha, e alegadamente já não tem, uma empresa com uma carteira de clientes, conhecidos, que incluía a Radio Popular, a Solverde, a Ferpinta, a ITAU, a Sogenave, entre outros, que o escolheram pelos seus lindos olhos, pelas suas qualidades profissionais, não obrigatoriamente por esta ordem, e não por ter sido quem foi e as possibilidades nas casas de apostas de ser quem veio a ser.

 

Marques Mendes é porteiro. “Imagine que um cliente precisa da sociedade de advogados para um projecto, ou um investimento - a sociedade recorre ao consultor para abrir portas, se for preciso". Mais sabido que os outros, recusa dizer a quem abria portas e a origem das gorjetas que lhe eram dadas. E antes destes houve outros mas na altura o pagode não ligava a ponta de um corno a estas espertezas de quem entra na política com uma mão à frente e outra atrás e sai com as duas nos bolsos e a conta recheada.

 

Depois o povo farta-se destas merdas e desata a votar no primeiro merdas que lhe aparecer atrás do balcão da taberna a dizer-lhe o que gosta de ouvir. "A corrupção", "o bar aberto", "50 anos disto", "o compadrio". E para o taberneiro não ser eleito, o povo, o outro, tem de votar no porteiro. A democracia é liiiiinda, tipo pregão de peixeira, "é de spinumviiiiiva", [é de Espinho viva].

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O cara de pau

por josé simões, em 17.10.25

 

wc (2).jpg

 

 

"O jovem português desempregado em vez de ficar na "zona de conforto" deve emigrar", Alexandre Miguel Mestre, secretário de Estado da Juventude e do Desporto do governo de Pedro Passos Coelho.

 

"a emigração de jovens portugueses qualificados sem oferta de emprego em Portugal pode ser algo "extremamente positivo"", Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares do governo de Pedro Passos Coelho.

 

"Passos Coelho sugere emigração a professores desempregados. Devem olhar para o "mercado da língua portuguesa", Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro do governo de Pedro Passos Coelho.

 

"E, se tudo se mantiver como está com o reagrupamento familiar e por aí fora, bem, qualquer dia também acontecerá cá aquilo que acontece noutras sociedades em que as pessoas, os nacionais, as pessoas que fazem parte daquela sociedade, se sentem estrangeiras na sua própria terra", Pedro Passos Coelho, o cara de pau, zelador da integridade cultural e sanguínea do indígena lusitano.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

No fundo cada vez mais fundo

por josé simões, em 11.02.25

 

evidence_.jpg

 

 

E quando pensávamos que não era possível a justiça ir mais ao fundo "de microfone desligado, a juíza responsável pelo caso BES, que julga Ricardo Salgado por corrupção e associação criminosa, perguntou a Passos Coelho se vai concorrer a Presidente da República".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Da irrevogabilidade

por josé simões, em 15.04.24

 

portas.jpeg

 

 

Foi há 11 anos, mais precisamente no dia 2 de Julho de 2013, terça-feira, pelas 16.20, que Paulo Portas apresentou a sua demissão irrevogável, chateado pela promoção de miss Swaps a ministra das Finanças. Durou quatro dias, até lhe passar com a subida na hierarquia ministerial a um cargo até então inexistente: vice-primeiro-ministro. Ficou arquivado mas não ficou esquecido. "Há mais marés que marinheiros", "A vingança serve-se fria", "Há mar e mar, há ir e voltar", "Cá se fazem, cá se pagam", os portugueses são férteis em expressões que explicam isto muito melhor que horas e horas de parlapié nas televisões. Um já está arrumado, e já sabe com o que conta no caminho para as presidenciais, outros, em standby, podem ir metendo as barbas de molho. Este gajo não é de fiar, não conhece lealdades, não tem princípios morais nos caminhos a que se mete, é perigoso. Em linguagem futeboleira, tem espírito de matador. Cuidem-se.

 

A esse propósito, aliás, Passos faz mais uma revelação: a troika, a partir de certa altura, "percebeu que havia um problema com o CDS e passou a exigir cartas assinadas por Paulo Portas". "Julgo que ele não sabe isto, mas, para impedir uma humilhação do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, obriguei o ministro das Finanças a assinar comigo e com ele a carta para as instituições. Não sabe que foi uma exigência minha, porque o que a troika exigia era uma carta dele, assinada por ele, porque não confiava nele."

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Identidade e Família"

por josé simões, em 10.04.24

 

L.jpg

 

 

               «A dona de casa»

"A dona de casa Emilita é muito esperta e desembaraçada, e gosta de ajudar a mãe.

- Minha mãe: já sei varrer a cozinha, arrumar as cadeiras e limpar o pó. Deixe-me pôr hoje a mesa para o jantar.

- Está bem, minha filha. Quando fores grande, hás-de ser boa dona de casa."

 

               «Respeitai as autoridades»

"O pai é a autoridade na família. Os filhos são obrigados a ter-lhe amor, respeito e obediência. O professor é a autoridade na escola. Todos os meninos devem obedecer às suas ordens e estar com atenção às suas lições.

É Deus quem nos manda respeitar os superiores e obedecer às autoridades."

 

Ano 24 do século XXI e a luta é entre o humanismo e o trogloditismo da direita.

 

 

 

 

"Sovietização do ensino"

por josé simões, em 09.04.24

 

soviet poster.jpg

 

 

A "sovietização do ensino" se calhar não foi a melhor analogia para os saudosistas do regime que nos anos 60 tinha um país a andar de de burro e carroça enquanto os ditos soviéticos metiam homens e mulheres no espaço.

 

[Imagem]

 

 

 

 

"a maioria da população"

por josé simões, em 08.04.24

 

passaporte.jpg

 

 

A primeira é que as mulheres sempre foram a maioria da população, o que torna insólito que sejam dominadas pela minoria masculina. O segundo motivo é que essas senhoras, alegadamente tiranizadas, nunca se queixavam ou manifestavam o seu desagrado.

 

 

 

 

A Trumpização do PSD

por josé simões, em 08.04.24

 

DT.jpg

 

 

Vibravam todos, nos blogues, Twitter e Facebook, com as proezas do Tea Party nos States, foram todos captados como técnicos e especialistas para os gabinetes dos ministros e secretários de Estado do governo da troika, saíram alguns para o Ilusão Liberal, continuam outros na minagem e tomada de poder no partido a partir de dentro. O percurso é a papel químico.

 

«Textos falam da imposição de uma "ideologia de género" como "modelo de pensamento único", de "disforia de género associada a várias patologias psiquiátricas", de "senhoras, alegadamente tiranizadas, que nunca se queixavam" e do "direito à resistência" face à transformação do aborto e da eutanásia em direitos"»

Passos Coelho apresenta um 'manifesto' contra "os adversários da família", "a ideologia de género" e "a cultura de morte"

 

 

 

 

O discurso fez a cabeça rapada ou a cabeça rapada fez o discurso?

por josé simões, em 27.02.24

 

1.jpg

 

 

Diz que o criador entrou na campanha para dar uma mãozinha ao homem sem passado - "O meu passado chama-se Passos", e que entrou na campanha no Algarve por ser o sítio onde a criatura mais ameaça a casa mãe comum, o partido do criador, e passar a segunda força política. E entrou com um discurso securitário e xenófobo, a associar a imigração à insegurança e criminalidade, segundo ele "uma sensação que paira nas pessoas", em vez do discurso pedagógico alicerçado em dados estatísticos fidedignos - "Segundo as nossas estatísticas, 99% dos imigrantes vêm por bem", David Freitas, coordenador da investigação criminal da Unidade Nacional Contra Terrorismo.

E disse mais o criador, disse que "O Luís [Montenegro] não deixará de procurar o que lhe faltar para fazer o que é preciso", que é como quem diz, o homem sem passado quando se vir sem futuro vai dar a mão à criatura, confirmando assim a profecia "Se houver maioria parlamentar de direita, tenho a garantia total - não posso revelar de quem - de que haverá governo de direita. Com ou sem Montenegro.", enquanto se desmascarava como a "força viva" fiadora do contrato.

E se o criador entrou na campanha na base de dar uma mãozinha ao homem sem passado acabou a potenciar a criatura que, mais rápido que a própria sombra e que o próprio Luís, veio surfar o discurso do mestre e colher os louros do elogio, "Basicamente o que Pedro Passos Coelho disse esta segunda-feira foi 'ponham os olhos no Chega'", metendo os crentes a olhar para o original e a fotocópia.

E se Passos, segundo a direita, é o federador da direita, qual é a direita que Passos federa, a que com fato grife e perfume caro enche a Praça do Município em Lisboa e o espaço do comentário "isento e independente" com as avenças nas televisões, ou os anónimos, pés rapados, excluídos do sistema, que não podem com eles nem com molho de tomate?

A direita a brincar com coisas sérias, com a liberdade e a democracia, mas a culpa há-de ser da esquerda.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A Criatura e o Criador

por josé simões, em 26.02.24

 

passos.jpg

 

 

"Ideologia de género" nas escolas, imigração descontrolada, responsável por um saldo positivo de 1.604,2 milhões de euros na Segurança Social, que leva à insegurança, no sétimo país mais seguro da Europa. A "subsidio dependência" e as "gorduras do Estado" estão lá atrás, no governo da Troika.

 

"Faz-me impressão ser seguido imitado por gente banal. Sinto-te uma fotocópia prefiro o original, Edição revista e aumentada cordão umbilical"

 

 

 

 

O estado da danação

por josé simões, em 20.12.23

 

morto.jpg

 

 

O dia em que um ressabiado Passos apareceu para dizer que não tem muita fé no homem à frente do PSD, cujo passado se chama Passos e que o mais provável é que deixe o PSD atrás, foi o mesmo dia em que uma ressabiada Joacine resolveu dar um ar de sua graça, ela que nasceu para estar ali. Um teve o aplauso da direita radical, o que é uma bela profissão de fé no futuro radioso do PSD, a outra teve o aplauso dos minions do PCP de plantão nas redes, todas as migalhas contam nos amanhãs que vão cantar nas eleições de Março e nem um partido minúsculo escapa. Noves fora nada, estas aparições dizem mais sobre quem aplaudiu do que sobre os aplaudidos.

 

[Imagem de autor desconhecido]