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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Deixem o PS trabalhar!

por josé simões, em 26.02.20

 

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Eram manifestamente exageradas as notícias que davam conta da morte do velho PS, trafulha, da clientela política ligada ao pato-bravismo da construção civil à sombra do Estado, à especulação imobiliária, aos interesses privados que dão sempre na porta giratória público-privado-público, que se entreteve a negociar com a Vinci a localização do aeroporto do Montijo, ignorando o poder autárquico democrático e o aeroporto em Alcochete, com o apoio das câmaras comunistas e das câmaras PS, até o PS lhes dizer que tinham de apoiar a construção de outro aeroporto, decidido pelo PS, que decidiu a lei que agora se propõe alterar porque não diz aquilo que o PS quer que diga, a chamada democracia por medida e a pedido. O PS da governação autárquica bloqueada pelo Tribunal de Contas e pelas autarquias comunistas, que por pura maldade e falta de sentido de Estado não conseguem ver a "visão socialista para a região de Setúbal" [minuto 37:40], o finalmente malfadado investimento no "Deserto do Já Mé", sem a terceira travessia do Tejo, não vá algum atentado terrorista partir o país em dois, sem a plataforma logística Poceirão-Marateca, sem a linha de alta velocidade, sem a autoestrada do Baixo Alentejo entre Sines e Beja, sem a ligação ferroviária a ligar o terminal de Sines a Espanha. Deixem o PS trabalhar!

 

 

 

 

Mortal

por josé simões, em 18.11.19

 

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"O chairman da ANA elogia o ministro das Infraestruturas no dossiê Montijo por não ser de meias medidas. "Quando é não, é não, Quando é sim, é sim"."

 

José Luís Arnaut: "com Pedro Nuno Santos recuperámos três anos perdidos"

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Conta-me como foi

por josé simões, em 06.08.19

 

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Do tempo dos comunistas, da CGTP, dos sindicatos correias de transmissão do PCP, irresponsáveis e apostados em destruir as empresas e a economia do país, para os comunistas, a CGTP, os sindicatos correias de transmissão do PCP, responsáveis e cheios de "sentido de Estado", alguém com quem se pode negociar de boa-fé apesar de não serem conhecidos “por fazer fretes a Governos ou empregadores”. À agremiação de sindicatos de bancários e serviços, que dá pelo nome de UGT e que há 40 anos negoceia concertações sociais e assina de cruz códigos do trabalho elaborados pelas associações patronais, resta-lhe pôr-se em bicos dos pés e dizer meia-dúzia de lugares-comuns.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Armorial lusitano

por josé simões, em 18.02.19

 

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Podemos ver a remodelação governamental de dois prismas completamente opostos e que ainda assim se complementam:

 

- O da nova geração promovida a cargos de governação, ganhando currículo e experiência governativa para um futuro mais ou menos próximo;

 

- O do estrangulamento de que padece o PS; dos cargos directivos em circuito fechado - pais/ filhos/ maridos/ mulheres, não colocando em causa as competências das pessoas em questão, questionando antes se um qualquer outsider com as mesmas competências e capacidade consegue alguma vez atingir semelhante patamar; da imagem passada para o exterior de um partido fechado sobre si, afastando ainda mais o cidadão da política.

 

Quando daqui por 100 anos outro qualquer Jorge Costa fizer Os Donos de Portugal, Capítulo II, este Partido Socialista, da monarquia republicana, vai com certeza ter um lugar de destaque.

 

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|| Pôr o dedo na ferida

por josé simões, em 15.12.11

 

 

 

E vir dizer uma grande verdade, ainda que de forma "politicamente incorrecta".

 

Que os periféricos devedores têm um enorme poder negocial entre mãos, tão grande ou ainda maior que o dos credores, e que a Alemanha é muito mais dependente da Europa e do periféricos do que o contrário. Coisa que aliás Papandréou já havia insinuado com a história da convocatória de um referendo e do pânico que tão "descabelada" ideia provocou em Frankfurt.

 

Só que o problema dos periféricos devedores é que a Irlanda não é a Grécia e Portugal não é a Grécia nem a Irlanda e a Espanha não é a Grécia nem a Irlanda nem Portugal e a Itália que não é nenhum deles nem nenhum dos que hão-de vir. E ninguém fala com ninguém, quanto mais concertar posições e estratégias.

 

O Sarko, esse, fala com a Merkel. Ou a Merkel fala com o Sarko. Que para o caso tanto faz.

 

Adenda: «Querem salvar a sua máquina infernal de dívida, mas acabarão por incendiar uma Revolução.»

 

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