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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Dizer e o Fazer

por josé simões, em 15.11.08

 

O clímax da semana foi o lamento de George W. Bush por ter dito algumas coisas que não deveria dizer. Lamento, mas não consegui partilhar do orgasmo de meia blogosfera. Para mim foi mais coito interruptus. A quem é que interessa o que o júnior disse; alguém se lembra de alguma coisa; o que é que ficou; a substância?

Entre lamentar o que se disse e lamentar o que se fez há uma diferença. Eu não ouvi George W. Bush pedir desculpas pelo que fez.

 

(Na foto, a "hora do recreiro" em Guantanamo)

 

 

 

 

 

Sobre o post publicado no dia 3 de Março com o título adivinha:

por josé simões, em 09.03.08
Pelas reacções na caixa de comentários é fácil perceber que cometi algumas incorrecções e publiquei outras tantas inverdades. Sim, inverdades, e não mentiras, porque a intenção nunca foi caluniar nem difamar quem quer que fosse. Simplesmente dar a conhecer o que supostamente teria acontecido.
As nossas fontes, infelizmente às vezes falham. Foi o que aconteceu com a minha.
 
Aos organizadores do colóquio; aos intervenientes no colóquio; aos professores e alunos do Liceu de Setúbal, e, principalmente ao visado no post, o meu pedido de desculpas.
 
 

Pedir desculpas

por josé simões, em 15.02.08

 

“Isto de pedir desculpas pela história não tem pés nem cabeça, porque os pedidos de desculpa acabam por ser sempre selectivos. Nós, por exemplo, já pedimos desculpa por expulsar os judeus e ainda não pedimos desculpa por expulsar os árabes. Pode ser que o Bin Laden nos obrigue”
 
José Pacheco Pereira no Abrupto
 
Concordo, se bem que parcialmente.
A haver um pedido de desculpas terão de ser os árabes a formulá-lo; e pode ser mesmo pela voz do Bin Laden que nós não somos esquisitos. Que tenha conhecimento, por aqui ninguém convidou Tarik para invadir a Península… Nem para os seus descendentes se manterem por cá cerca de 200 anos.
 
E convém também não esquecer o pedido de desculpas que falta fazer da parte do Governo italiano. Alguém por aqui pediu a visita de Augusto e das suas tropas?
 
Pedidos de invasão, que eu tenha lido, só o do Governo afegão à então URSS
 
(Foto roubada no Los Angeles Times)
 
 

Pedido de desculpas

por josé simões, em 27.03.07

 O Primeiro-ministro britânico Tony Blair, pediu ontem publicamente desculpas pelo passado esclavagista do seu país, na linha do que já havia sido feito por outros, nomeadamente João Paulo II, pelas perseguições movidas aos judeus pela Igreja Católica.

 

Entretanto, e em Portugal, continuamos todos à espera de um pedido de desculpas da parte do Governo italiano pela ocupação do nosso rectângulo durante o Império Romano; e de todos os países árabes, directa ou indirectamente envolvidos no domínio que se lhe seguiu. 

 

(Cromo!)