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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Dão-se explicações

por josé simões, em 12.04.18

 

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Depois, se houver uma crise como a do subprime, ou outra, uma guerra, com o imbecil que está instalado na Casa Branca nunca se sabe, se o preço do petróleo vier por aí acima, se o próximo ocupante do Banco Central Europeu for um alemão fundamentalista, e isto der para o torto, dá de certeza, e apanharmos com o terceiro resgate numa década, o ministro das Finanças vai explicar aos portugueses, aqueles que não trabalhadores da Administração Pública, do sector privado, que não são aumentados há quase uma década, nalguns casos até há mais tempo, porque é que não havendo dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para as polícias e os militares, nem para a justiça, andou a distribuir dinheiro a rodos ao invés de manter o défice perto do zero por forma a reduzir os juros da dívida e permitir o investimento público.

 

Sucesso, diz o Ministro das Finanças [Mário Centeno], mas vai ter de explicar aos trabalhadores da administração pública por que afirma que não há dinheiro para aumentos salariais para trabalhadoras que estão há oito/nove anos sem qualquer aumento, afirmou o líder do PCP.

 

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Mete mais tabaco

por josé simões, em 11.01.18

 

 

 

Incluíam os projectos do BE e do PAN, que permitiriam o uso da cannabis para fins medicinais, na Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas, com as perspectivas futuras do encaixe financeiro a efectuar pelo PCP, via "Festa do Avante!", e já não tinham a hipocrisia dos comunistas no Parlamento a votar ao lado da direita radical retrógrada, com recurso a uma argumentação simplesmente estúpida, num tempo em que a planta está a ser legalizada por todo o mundo.

 

 

 

 

"Acabou-se o argumento", dizem eles

por josé simões, em 05.12.17

 

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É por estes dias o argumento puxado para os fóruns e para os espaços de comentário nas rádios, jornais e televisões pela "direita unitária", que é aquela direita que oficialmente não é de direita mas do centro, que tanto pode ser do PS como do PSD ou até do CDS, cheia de boas maneiras e de responsabilidade e com luvas brancas e falinhas mansas, que tem boa timeline de esquerda no Twitter e no Facebook, encartada na direcção de televisões ou com avença e lugar cativo no comentário pago, que com a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo acaba de vez o argumento da direita, que não eles, do TINA por oposição à irresponsabilidade e ao despesismo esquerdista, inimigo das boas contas, da consolidação orçamental, da diminuição do défice e do Estado cumpridor, pagador a tempo e horas, eficaz e longe da economia o mais possível, como se fosse isso que alguma vez tivesse estado em cima da mesa e não a transferência de rendimentos do trabalho para o capital, só, e a coberto da mentira da "gordura" e do "viver acima das possibilidades", do sofrimento terreno para alcançar a glória dos mercados, nestes últimos dois com uma reversão, mínima, só possível por uma conjugação de factores, irrepetíveis: a ambição de António Costa em ser primeiro-ministro e o pavor do PCP e BE por mais 4 anos de Governo da direita radical. O resto é história e Mário Centeno faz parte dela.

 

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Parabéns ao PCP

por josé simões, em 23.11.17

 

 

 

Parabéns ao PCP, o da boca cheia de "piquenas" [não é gralha] e "micro" empresas. Com a pressão que a medida coloca na tesouraria das empresas, em meses fixos do ano, o que vai acontecer é um a dois meses de salários em atraso, na maioria das vezes nunca recuperáveis. Então no pequeno comércio, cada vez mais pressionado por hipers, promoções, shoppings e black fridays, e dependente das vendas do dia-a-dia para cumprir obrigações salariais, obrigações com a Segurança Social e obrigações com a Autoridade Tributária, vulgo fisco, vai ser o descalabro total.

 

O pagamento dos subsídios de Natal e de férias no sector privado vai deixar de ser feito parcialmente em duodécimos e voltará a ser feito de uma só vez, em 2018, depois da aprovação de uma proposta do PCP.

 

 

 

 

O insulto à inteligência

por josé simões, em 05.10.17

 

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Que agora os comunistas, acossados pelo PS e ressabiados pelas câmaras municipais perdidas para os socialistas nas autárquicas de 1 de Outubro de 2017, vão encher as ruas todos os dias com manifs e bloqueios de protesto vários, por tudo e por mais alguma coisa; que agora os sindicatos afectos ao PCP vão criar uma onda de greves na administração pública e nas empresas públicas; que vão paralisar o país e todas as repartições do Estado, com contratempos incalculáveis e prejuízos incomensuráveis para os serviços públicos e para a vida das pessoas. Como se as pessoas saíssem para a rua a mando dos comunistas, como se as pessoas desatassem a fazer greves e a perder um dia de salário e de subsídios diversos agregados só porque alguém lhes diz para fazerem greve, só porque o PCP lhes manda fazer. As pessoas não saem para a rua porque se sentem injustiçadas, as pessoas não fazem greve porque se sentem exploradas e espoliadas, fazem-no porque são acéfalas às ordens da Brigada Brejnev que domina os sindicatos, por ordem do partido que lhes pede o voto nas urnas, no segredo da cabina de voto, e que elas recusam dar, para virem depois para as ruas dar a cara, com palavras de ordem e bandeiras não mãos.

 

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Os cúmplices

por josé simões, em 02.08.17

 

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Nicolas Maduro, com o apoio do PCP, faz na Venezuela à oposição o que a PIDE fazia em Portugal ao PCP: prender pela calada da noite.

 

 

 

 

O mundo ao contrário

por josé simões, em 19.07.17

 

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Para o deputado comunista João Ramos, a proposta preconizada pelo governo pode por em causa o direito de propriedade dos pequenos proprietários florestais.

 

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Os cúmplices

por josé simões, em 05.07.17

 

Demonstrators gather in front of the police as the

 

 

A manifestação, na qual participaram dirigentes políticos e sindicais, entre os quais a presidente do CPPC e candidata comunista à Câmara Municipal do Porto, Ilda Figueiredo, e o líder parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), João Oliveira

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 21.06.17

 

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não é possível olhar para esta catástrofe iludindo as consequências de anos de integração na União Europeia e às suas políticas comuns

 

 

 

 

 

Todo o poder aos sovietes!

por josé simões, em 03.05.17

 

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À parte o pormenor que são os 50 mil precários, contas redondas, que vão entrar para debaixo do guarda-sol do Estado, depois de um violentíssimo ajustamento de 3 anos no sector privado, onde precários, contratados a prazo e efectivos, foram directamente para o desemprego, sem retorno e sem programas extraordinários de regresso, o PCP e o Bloco vão poder indicar os precários mais precários que os precários, uma espécie de caixa de supermercado prioritária no acesso aos quadros do Estado para militantes, camaradas e amigos. E isto é lindo.

 

 

 

 

 

A profundidade das profundezas do PCP

por josé simões, em 09.01.17

 

Igor Palmin Tashkent, an underground transition, 1

 

 

As "divergências profundas" do PCP em relação a Mário Soares são precisamente aquilo que faz com que Mário Soares seja profundamente respeitado e considerado e tenha um lugar de destaque na história de Portugal. E dizem estas coisas com a maior das naturalidades sem sequer se aperceberem que se enterram até ao pescoço fora do inner circle comunista devoto.


[Imagem "A underground transition", 1979, Igor Palmin Tashkent]

 

 

 

 

O Vómito

por josé simões, em 07.01.17

 

 

 

pelo seu papel destacado no combate ao rumo emancipador da Revolução de Abril e às suas conquistas, incluindo a soberania nacional

 

 

 

 

Talvez lá para o XXVII ou XXVIII Congresso...

por josé simões, em 04.12.16

 

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"Reposição de salários, pensões" e de apoios sociais vários, "reposição do horário de trabalho na Função Pública" e dos "feriados roubados", "reversão das privatizações", uma "solução governativa que não é a nossa", "este não é um Governo de esquerda" mas um Governo do PS apoiado pelo PCP, "não é quanto pior melhor mas quanto melhor melhor" e evitar que a direita regresse ao poder.


A auto-crítica, pública, o reconhecimento, público, sobre a participação do PCP em todo o processo que levou a que a direita radical chegasse ao poder e governasse com a Troika, o erro histórico que foi o PCP ao lado do PSD e do CDS na Assembleia da República no derrube do Governo minoritário do PS, o assumir as culpas, isso ficou por fazer, talvez daqui por mais sete ou oito congressos, quem sabe.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Ora vamos lá ao que interessa

por josé simões, em 03.12.16

 

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Anda este mundo e metade do outro em mui grande rebuliço porque o PCP no XX Congresso evocou e enalteceu Fidel Castro – O Grande Ditador, isto depois do PCP ao longo dos anos em sucessivos editoriais no Avante! mostrar grandes saudades pelo Muro de Berlim e pela URSS, depois do PCP numas teses estapafúrdias ao XVIII Congresso fazer a apologia da monarquia comunista da Coreia da Norte, depois do PCP ter reservado na Festa do Avante! um pavilhão para uma organização terrorista dedicada ao narcotráfico – as FARC, depois de Jerónimo de Sousa e o PCP se terem deslocado a Angola para visitar o MPLA – partido irmão e o democrata José Eduardo dos Santos, que os dólares e o petróleo fazem conversões milagrosas na direita radical, depois do PCP ter virado chinês após a morte de Álvaro Cunhal, chinês da China, essa grande democracia económica de grandes investidores e nacionalizadores de empresas públicas portuguesas para o Estado chinês.


Ora vamos lá ao que interessa, porque é que o PCP, esse partido anti-democrata e totalitarista, depois de todas as tropelias e maldades que antecederam a evocação de o Grande Ditador Fidel Castro no Congresso continua a subir nas sondagens, continua a subir nos votos expressos em urna e em número de deputados em eleições para a Assembleia da República, continua a ser uma força política com um peso enorme ao nível das autarquias – Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, continua a ter uma invejável implantação nas fábricas, nas empresas, nos sindicatos, continua a ter uma presença não despicienda no movimento associativo e colectividades?


Porque as pessoas são burras e incultas não serve de resposta porque essa já foi usada para explicar o fenómeno Trump nos States, e as pessoas, comentadeiros, avençados nas televisões, rádios e jornais, que apontam todos os defeitos ao PCP estalinista e anti-democrático, excluem-se sempre das conclusões e das explicações para o fenómeno PCP, êxito no terreno e no dia-a-dia das pessoas.


[Imagem de Scott Scheidly]

 

 

 

 

O algodão não engana

por josé simões, em 02.12.16

 

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Quantas vezes já o viram, quais os líderes de partidos políticos se dão ao luxo de molhar o dedo na boca para virar a página do discurso, em directo para as televisões na era do "tudo estudado ao milímetro"?


Genuíno.