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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A chico-espertice dos escudeiros da direita radical

por josé simões, em 16.08.19

 

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Paulo Ferreira, Prémio Pinóquio do Ano de 2018, lídimo escudeiro da direita radical e competentíssimo no cumprimento da agenda política e ideológica nos media, aparece no Twitter a desculpar o hotel SANA por ter dado asilo à reunião de saudosos do nazi-fascismo, e contra o "pelourinho" onde foi colocado pelas "redes sociais" [sempre boas para os escudeiros da direita radical passarem o spin, depois repetido e amplificado ad nauseam pelos aios de plantão] sem explicar como é que, ou porque é que, a Sábado destacou jornalistas para fazer a cobertura de evento organizado por cidadã anónima, já que só a posteriori se soube ser o nome da mãe de Mário Machado.

 

Há no entanto um upgrade nesta aparição do Prémio Pinóquio do Ano de 2018 no Twitter: não enveredou pelo whataboutism do "também já lá ouve uma conferência de uma organização de esquerda e a esquerda e o comunismo e o Estaline e o Pol Pot [Mao fica sempre fora da equação, se calhar porque os ex maoistas são os actuais... vocês sabem], e que é o caminho invariavelmente trilhado pela direita radical para desculpar e absolver a extrema-direita que se atreve a dizer em público e em voz alta o que eles só se atrevem a pensar em privado.

 

 

 

 

A direita radical tal e qual ela é

por josé simões, em 04.07.17

 

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Paulo Ferreira, nos idos do Governo da direita radical, era primeiro-ministro Passos Coelho, ministro das Finanças Vítor Gaspar e Paulo Portas ministro dos Negócios estrangeiros.

 

 

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O mesmo Paulo Ferreira na primeira crise do Governo da 'Geringonça', duas semanas depois do incêndio de Pedrógão Grande e no day after ao conhecimento do assalto ao paiol da base militar de Tancos.

 

[Via]

 

 

 

 

E o problema é precisamente esse

por josé simões, em 19.06.16

 

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Ainda sou do tempo em que o que vinha nos jornais era letra de lei, papel de Bíblia, "como é que podes afiançar semelhante coisa? Vinha no jornal". Ponto. Pronto. E pronto, não se falava mais nisso, e as costas das mãos a baterem sincopadamente nas páginas abertas do jornal em cima da notícia, a prova provada, as tábuas do Moisés. Depois veio a net, e vieram os newsgroups e veio o hi5, e vieram os blogs, e veio o Facebook, e veio o Twitter, e veio o Google e o contraditório em milésimos de segundo, e os jornais e os jornalistas não vieram, ficaram lá atrás, no tempo do "veio no jornal", palavra do Senhor. E o problema, para os jornais, é precisamente esse.


[Imagem]

 

 

 

 

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E os espertalhões chutam para canto

por josé simões, em 19.06.16

 

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Fingindo não perceber que o que está em causa não são os 2 000 iniciais, nem os 15 000 da polícia nem tampouco os 80 000 da Fenprof, mas os 40 000, "não desmentidos pela polícia", metidos num Rossio metido dentro da Rua da Betesga, num milagre dos tempos modernos do jornalismo engagé, a chutar depois para canto à espera que o tempo passe.


[Imagem de Geoff Cordner]

 

 

 

 

|| O Regresso de Jedi

por josé simões, em 28.03.13

 

 

 

Da impreparação, incompetência e irresponsabilidade da maioria PSD/ CDS-PP à deslealdade de um Presidente da República, ideologicamente parcial, e responsável pela crise em que o país mergulhou, na noite do acerto de contas com a "narrativa" e o "embuste" – as palavras mais usadas durante a entrevista, ninguém reparou, nem entrevistadores nem comentadores do "tempo extra", que deixou cair a narrativa da co-responsabilidade do PCP e do Bloco de Esquerda…

 

Apesar dos apupos e dos assobios a vida estava a correr tão bem a Cavaco Silva e ao seu Governo de amigos de António Borges.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| "olha, olha… vai um?.. vão todos!"

por josé simões, em 13.09.12

 

 

 

Como na anedota do condutor que ouve a emissão no rádio do carro interrompida pela informação de trânsito a avisar que vai um condutor em contramão na auto-estrada, "olha, olha… vai um?.. vão todos!". Passou o prazo de validade.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| sff

por josé simões, em 19.05.09

 

Se não for pedir demasiado, eu também gostava de ver esta coisa esclarecida:

 

«O orçamento não estava preparado para este tipo de medidas, logo, se elas estão a surgir, quer dizer que não estão a sair do orçamento, se não ele tinha que ser corrigido. Portanto, são capazes de estar a sair da Segurança Social. Se for isso que está a acontecer, pode-se violar o princípio da relação de confiança com os cidadãos se não se lhes assegurar uma pensão na sua velhice.»

 

OMO lava mais branco

por josé simões, em 22.02.09

 

A propósito da lei que regula o financiamento partidário e das frequentes alterações que lhe são introduzidas, escreve Paulo Ferreira, que hoje assina o editorial do Público:

 

«Os partidos, já se sabe, viram respeitosamente a cara para o lado quando, no campo adversário, alguém é envolvido numa polémica de alegado financiamento partidário ilícito. O silêncio cúmplice é a regra, o sentido de Estado não é para aqui chamado. Este é, definitivamente, campo de uma rara trégua partidária.

Foi assim no caso dos sobreiros e do PP, no caso PSD/ Somague, no caso brasileiro do PS nas legislativas de 2005 (o da “máfia dos bingos”) ou no também socialista caso de Felgueiras.

Com o caso Freeport não devemos surpreender-nos se vier a resultar num caso do género.»

 

E uma pessoa distraída lê isto num domingo de manhã no café, e vai para casa a falar sozinho “isto é tudo uva da mesma cepa”. Eh pá, espera lá aí… o sistema partidário parlamentar português são só 3 – três – 3 partidos políticos? E eu estava capaz de jurar que eram cinco… Paulo Ferreira “esqueceu-se” do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda. Por coincidência ou únicos que sempre reclamaram contra os Jacinto Capelo Leite e outros com nomes mais verosímeis como Machado, Loureiro ou Felgueiras. Esquecimento “conveniente” num jornal que se diz de referência.

 

O PC tem razão, o problema é capaz de ser a Festa do Avante!