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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

'Peace'

por josé simões, em 08.01.20

 

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Por uma daquelas coincidências, o dia em que o Senado norte-americano, de maioria republicana, dava respaldo ao louco que dá a cara pelo partido e administra o país, ler "blocks unanimous consent on resolution calling targeting cultural sites a war crime", foi o dia em que o arquitecto Mohammad Hassan Forouzanfar lançou o projecto 'Peace', com bandeiras brancas hasteadas no património histórico da humanidade, classificado pela UNESCO no Irão.

 

 

 

 

||| O mundo é um sítio pequeno e as pessoas não são postes, estáticos, espetados no chão

por josé simões, em 27.11.14

 

 

 

e muito antes da lengalenga neoliberal da mobilidade e do incentivo à mobilidade;
e porque as coisas acontecem porque têm de acontecer e não por incentivo superior estatal, do Estado administrado por quem abomina o Estado por decidir superiormente da vida das pessoas;
e eu que nasci e sempre vivi em Setúbal e não falo charroco só porque não quero nem me apetece, porque sei o abecedário todo, fui criado a ouvir isto;
e porque estas coisas não têm nada a ver com cantar mas com trabalhar e sofrer e lutar e com consciência social e por passar a mensagem contra a lengalenga neoliberal da mobilidade;
e porque ainda hoje fico com pele de galinha de cada vez que oiço;
viva!


«O cante do Alentejo já é património mundial e UNESCO chamou-lhe "exemplar"»

 

 

 

 

Vale tudo!

por josé simões, em 03.03.08
Na melhor tradição de Mao, muda-se o povo; elimina-se o povo, se preciso for. O povo, esse empecilho.Património da Humanidade, sem humanos:
 
'They are like bandits'
 
“The Chinese authorities hope that the shrine at Wutai Shan will be considered for designation as a Unesco world heritage site. Local residents, however, claim they have been forced from their homes and relocated away from their livelihoods in preparation for the bid”
 
Ver video reportagem aqui
 
 

Porque é que esta notícia não me surpreende? Porque é que esta notícia não é uma notícia?

por josé simões, em 13.02.08

 

“O PCP propôs a candidatura da cidade do Funchal a Património da Humanidade e todos os partidos com assento na Assembleia Legislativa Regional apoiaram, com excepção do PSD. Claro, a proposta foi rejeitada, pois os sociais-democratas governam com maioria absoluta na Madeira. A justificação: entre outras, a do processo moroso que "até poderia impedir o desenvolvimento do Funchal".”
(…)
“Mas neste caso não parece haver vontade de tirar protagonismo ao PCP e apresentar a mesma proposta já sob a sua sigla. O que parece haver é uma desconfiança bizarra em relação à UNESCO, e isso, claro, leva a muitas especulações: uma cidade Património da Humanidade é uma urbe onde as regras de preservação são muito rígidas e se isso agrada a muitos, assusta outros”
(Link)
 
Gosto particularmente desta parte: “as regras de preservação são muito rígidas e se isso agrada a muitos, assusta outros”.
 
Assusta aqueles empresários de sucesso ligados ao ramo da construção civil. Empresários muito liberais; mais liberais até que os liberais; mas isso – o liberalismo – agora não interessa nada. Interessa é ter o Estado ali à mão para se ir fazendo umas construções aqui, umas estradas acolá.
 
Agrada ao Estado, que neste caso concreto significa PSD, mas poderia perfeitamente significar PS. As campanhas eleitorais custam dinheiro. E depois quando o Estado já não formos nós (eles, salvo seja!), onde é que vamos (vão, salvo seja outra vez!) arranjar emprego?
 
Mas isto agora também não interessa nada. Aliás, não é nada que não tenha sido escrito e falado mais que não sei quantas vezes. Assim de repente lembrei-me das palavras do bastonário Marinho Pinto
 
Numa concepção muito portuguesa de urbanismo, os três pilares base são: construir, construir, construir. No léxico do Estado-Pato-Bravismo-Lusitano o: Preservar, recuperar, restaurar, não consta. As razões são óbvias. E quando as razões batem na costa, quem se lixa é o Funchal; para o caso.
 
Recordo aqui uma conversa que uma vez ouvi no autocarro a uma velhinha, mas mesmo velhinha velhinha. Dizia a senhora que não sabia como é que a Terra aguentava com tanto peso da tanta casa em cima; isto em pleno reinado de Mata Cáceres / PS à frente dos destinos da cidade de Setúbal, em que os mamarrachos floresciam como dejectos de cão nos passeios públicos, por tudo o que era espaço livre na cidade e arredores.
 
Terá aquela ilha arcaboiço para aguentar o peso de tanta maldade feita, e das maldades que por aí vêm?
 
(Foto vai Le Soir)