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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| O Mal

por josé simões, em 18.12.14

 

Hitler-Nuremburg.jpg

 

 

«The Taliban attackers reserved particularly horrific deaths for the adults, pouring fuel over at least three and setting them alight and killing the head, Tahira Qazi, with a hand grenade.»


[Em português: «Pelo menos três professores foram regados com gasolina e queimados vivos.»]


[Imagem]

 

 

 

 

||| Continua a descarga de consciência da hipocrisia ocidental

por josé simões, em 10.10.14

 

bahrein-ap.jpg

 

 

Onde se recupera, em dia de Nobel da Paz, um post com um ano de vida aqui no blogue:


«Que tenha muita sorte, que seja muito bem sucedida, Allah maik e assim»


[Foto fanada no sítio da Associated Press]

 

 

 

 

||| Minaretes na Suíça

por josé simões, em 23.05.14

 

 

 

«At least five times this month, a Pakistani bureaucrat who works from a colonial-era barracks in Karachi, just down the street from the former home of his country’s secularist founder, Mohammed Ali Jinnah, asked Twitter to shield his compatriots from exposure to accounts, tweets or searches of the social network that he described as “blasphemous” or “unethical.”

 

All five of those requests were honored by the company, meaning that Twitter users in Pakistan can no longer see the content that so disturbed the bureaucrat, Abdul Batin of the Pakistan Telecommunications Authority: crude drawings of the Prophet Muhammad, photographs of burning Qurans, and messages from a handful of anti-Islam bloggers and an American porn star who now attends Duke University.»

 

«Twitter Agrees to Block ‘Blasphemous’ Tweets in Pakistan»

 

 

 

 

 

|| Que tenha muita sorte, que seja muito bem sucedida, Allah maik e assim

por josé simões, em 13.07.13

 

 

 

Até porque da sua boa sorte e do seu bom sucesso depende a visibilidade de milhões de mulheres, adolescentes e crianças do sexo feminino, espalhadas por todas as latitudes do globo, vítimas inocentes e indefesas às mãos dos islamo-fascistas.

 

Mas que me desculpem, não é defeito é feitio, não me convence o estrelato e a mediatização da miúda, isto soa, e reluz, a descarga de consciência da hipocrisia ocidental, pródiga em arranjar ícones que lhe permitam continuar descansada, de pantufas no sofá, tablet nos joelhos e comando da tv ao lado, enquanto a realpolitik dos negócios, sujos, com regimes ditatoriais, corruptos e desrespeitadores dos direitos humanos, segue o seu caminho, à luz do dia e ao lusco-fusco – o "filão" começou com Agnes Gonxha Bojaxhiu, para a aldeia global Madre Teresa de Calcutá.

 

Bibi Aisha, vítima de uma barbaridade inominável, estava bem colocada na grelha de partida, mas, por acaso do destino, Malala Yousafzai, para azar dela própria, ultrapassou-a na recta da meta. Uma criança a caminho da escola, um direito tão natural como respirar, aqui na "civilização", toca mais fundo nos corações moles ocidentais, com exércitos profissionais para fazer a guerra, instagramada, e manter a paz e o way of life.

 

Que tenha muita sorte, que seja muito bem sucedida, Allah maik e assim. Vai crescer, aprender e descobrir por ela própria como é que é o outro lado, este lado. Nós por cá continuamos muito preocupados quando as Bibis e as Malalas aprecem em 30 segundos de telejornal. Depois dá a telenovela e o reality show e o resumo da jornada do pontapé na bola e damos qualquer coisa nas campanhas à porta do hiper e do super.

 

[Imagem de Peter Hapak]

 

 

 

 

 

 

|| Minaretes na Suiça

por josé simões, em 20.08.12

 

|| Para a História

por josé simões, em 02.05.11

 

 

 

 

 

 

 

 "O corpo de Bin Laden está na posse dos Estados Unidos"

 

 

 

 

 

 

|| Multiculturalismo é one way ticket

por josé simões, em 02.03.11

 

 

 

 

 

|| Sem comentários

por josé simões, em 01.03.11

 

 

 

 

 

(Detalhes)

 

 

 

 

 

 

 

|| Ainda hei-de ver Paulo Portas em Davos, nas cabeças das manifs anti-globalização, a apedrejar lojas de marca

por josé simões, em 20.09.10

 

 

 

 

 

A gravata que Paulo Portas traz à roda do pescoço é Made in Portugal?

O fato que Paulo Portas veste é Made in Alcains?

Os sapatos que Paulo Portas calça são Made in S. João da Madeira?

E quando ele começa a debitar populismo não há um jornalista, um só que seja, que lhe diga: oh stôr (assim mesmo que a direita é muito ciosa do seu estatuto) mostre lá aí as etiquetas da sua roupa (sff, que também se usa).

 

(Imagem de Narendra Shrestha para a EPA, via Guardian)

 

 

 

|| A Tradição mas é o caralho (II)

por josé simões, em 01.05.10

 

 

 

 

«Un grupo islamista amenaza con atacar a quienes no lleven hiyab (…) En zonas urbanas, una de cada dos dice que su marido le pega»

 

(Capítulo I)

 

(Imagem de Emilio Morenatti)

 

 

|| FotoPress 2009

por josé simões, em 08.05.09

 

O FotoPress, um dos mais antigos certames fotográficos de Espanha que visa premiar os trabalhos dos repórteres fotográficos, foi este ano entregue ao andaluz Emilio Morenatti pela sua série de fotografias com mulheres paquistanesas vítimas de ataques com ácido perpetrados pelos talibans.

 

Detalhes aqui, fotos aqui.

 

A economia do Paquistão é mais importante que os Direitos Humanos!

por josé simões, em 14.02.08

 

“Musharraf Shows His True Colors”

“Pakistani President Pervez Musharraf responds to a question posed by Human Rights Watch Executive Director Kenneth Roth at the annual meeting of the World Economic Forum in Davos. Roth asked Musharraf whether, in the interest of free debate before the February 18, 2008 parliamentary elections, he would release the judges and lawyers who were being held under house arrest but had not been charged with any crime.”
 
Ver video aqui
 
(Via Human Rights Watch)
 
 

O Gabriel Alves do comentário de política internacional…

por josé simões, em 22.11.07

 

…e não só.
 
Continua a ser para mim um grande enigma a razão da constante presença de Nuno Rogeiro em tudo o que é comentário político, principalmente de política internacional, agora que a RTP se livrou dele, na SIC e na SIC Notícias. O homem faz aquilo por amor à camisola? Pro buono? Ou ganha uns cobres? Se é for free, talvez fosse boa política a Direcção de Informação começar a pensar em contratar alguém que realmente perceba do ofício; se é pago, e apesar de ser um canal privado e o dinheiro do Balsemão, não deixa contudo de ser grave; quer numa situação, quer noutra, face aos resultados produzidos.
 
“Corria o mês de Agosto do ano de 1991, quando na então URSS, Mikhail Gorbachev foi vítima de uma tentativa de golpe de Estado, levada a cabo pelo famoso “Gang dos Oito” com o intuito de trazer de volta os tempos de Brejnev. Valeu na altura a coragem de um desconhecido Boris Ieltsin que subiu para cima dos tanques e o resto é História”, escrevi aqui, numa posta sobre a Festa do Avante. Enquanto Ieltsin não se resolvia a subir para cima dos blindados, apareceu Nuno Rogeiro na televisão, chamado de emergência para analisar o golpe, e o comentário foi memorável! Dizia ele que, naquele momento, nas chancelarias ocidentais e em tudo que era sede de Governo já se estavam a entabular conversações com os golpistas com vista ao retomar da normalidade no pós-golpe. Foi o que se viu…
 
Há bocado, no telejornal das 22 na SIC Notícias, o inevitável Nuno Rogeiro, sem gravata, vem dizer acerca da situação política no Paquistão, que é bem possível que neste momento exista um pacto secreto entre Pervez Musharraf e Benazir Butho… Até porque a prisão domiciliária da senhora não é muito rigorosa, e tal e tal.
 
Volta Gabriel Alves! Sempre é melhor ouvir falar dos “três lados do losango” e do “pé que tinha mais à mão” do que ouvir alguém falar, e que não faz a mínima ideia do que está a falar.
 
(Foto roubada no Arrastão)
 
 

Religião, Estado e Laicismo

por josé simões, em 20.06.07

Um muçulmano, com o tempo, vai deixar de ser muçulmano, não no sentido religioso, que isso é do domínio da fé, pessoal, mas no sentido político, pois será só cidadão do Estado.

 

Isto foi escrito corria o ano de 1948 por Muhammad Ali Jinnah Fundador do Estado do Paquistão, que se queria laico e secular, à imagem dos estados europeus. Mas isso foi em 1948. Hoje o Paquistão tem um ministro para os Assuntos Religiosos o que é uma óbvia perversão aos princípios fundadores da República por Jinnah, e que acha justificável um atentado suicida contra Salman Rushdie só pelo simples facto de o escritor ter sido agraciado por Sua Alteza Rainha de Inglaterra Isabel II com o grau de Cavaleiro e o título de Sir. Levando à letra as declarações incendiárias do seu incendiário ministro, a turba, irracional e sempre ali à mão para os shows televisivos, dedicou-se ontem, em algumas cidades do Paquistão, a incendiar efígies da rainha. Como se isto não fosse por si só demasiado bizarro e burlesco, o alto-comissário Robert Brinkley, convocado pelas autoridades paquistanesas para receber um protesto formal, pela agraciação concedida por uma nação soberana a um escritor, justificou-se – fazendo a figura dos arrumadores de carros na avenida: se eles não estivessem lá nem nós víamos o lugar –, dizendo “não ser verdade que o grau de cavaleiro tenha sido concebido como um insulto ao profeta Maomé.” A sério senhor Brinkley? Se o senhor não (lhes) nos dissesse, nem (eles) nós sabiam (os)! Ao que nós chegámos… Uma das mais antigas democracias do mundo – Inglaterra – a dever explicações aos fanáticos-radicais-barbudos!