"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
O que o sargento Tainha general Rovisco Duarte nos está a dizer com a "ligeira discrepância" "perfeitamente compreensível" por o material em causa ser utilizado na instrução, podendo ser registada a sua saída e não ser na realidade consumido por várias razões, como por exemplo atmosféricas, regressando ao paiol, é que os paióis do exército só têm um sentido, o da saída, e que durante anos, décadas, as munições, balas, granadas, ou lá o que seja, saíram sabe-se lá para onde, para as mãos de quem e bolsos de outrem com a perfeita compreensão duma conveniente ligeira discrepância. Isto no tempo da velha máxima "com a tropa não se brinca" que afinal mais não foi do que a tropa a brincar com isto tudo.
Porque o jihadismo, quando não fabrica as suas próprias metralhadoras, granadas, armas anti-tanque, etc. , compra-as no mercado regulado e fiscalizado já que as redes internacionais de tráfico de armas não querem nada com semelhante gente.
Um gajo e uma gaja que não tenham onde cair mortos vão para ministros, de qualquer coisa, não interessa o quê desde que seja ministro. Ministro porque sim. Não há outra maneira de dizer isto.