Erros Humanos vs. Erros Judiciais
No caso da menina de Torres Novas, mais conhecido como Pai Biológico versus Pai do Coração, “acossados” pela indignação com que a pena aplicada ao sargento foi acolhida pela opinião pública, os juízes pelo Conselho Superior de Magistratura reagiram como corporação que são, acusando a eito que houvera manipulação da informação, quando o que estava em causa não era a entrega da criança ao pai biológico, mas sim a forma brusca como o tribunal advoga que se processe e, a dureza da pena aplicada ao “pai de coração” – a opinião pública não é tão burra quanto às vezes parece.
Para provar que a opinião pública não pesca nada de leis, de tribunais e das suas razões, foram publicadas as sentenças na net.
Surpresa das surpresas! As sentenças do tribunal apresentam contradições e erros.
Nada de mais que faça demover os juízes; são erros sem importância e, errar é humano - dizem.
Sem importância para o quê, e para quem?
Que errar é humano é um lugar demasiado comum para ser ouvido pela boca de um juiz, e para tentar corrigir os erros humanos foram criados os tribunais.
Com uma alínea de excepção. Aquela que isenta os juízes de serem julgados pelos erros cometidos.
Recorrendo a um dito popular, é o que se chama “perder oportunidade de ficar calado”.