"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
«As the founder of al-Qaeda, a jihadist group which took responsibility for the attacks of September 11, 2001, along with other civilian attacks around the world, Osama bin Laden had been on the FBI's 'Ten Most Wanted Fugitives' and 'Most Wanted Terrorists' list since the 1998 US embassy bombings. With a $25 million bounty on his head, bin Laden went into hiding for nearly a decade before a US Navy SEALs team raided his compound in Abbottabad, Pakistan and killed him in what was known as Operation Neptune Spear.
Assassination Information
Location: Hideout Compound — Abbottabad, PK Date: May 2, 2011 Weapon: Heckler & Koch 416 Carbines Assassin: SEAL Team Six»
Aqueles que no dia a seguir ao 11 de Setembro de 2001, e nos dias a seguir ao dia, inundaram as colunas de opinião dos jornais e os painéis das televisões e das rádios e mais os blogues, justificando o facto da rua árabe [o que quer que isso signifique] ter ficado inundada de burqas e niqabes e crianças de um lado, e barbudos do outro, todos devidamente separados, nada de misturas, em gritarias e festejos pelos 3 mil mortos nas Torres Gémeas, com o imperialismo americano, e o Bush pai e o Bush filho e o Clinton e o Reagan e o Carter e o Nixon e o Kennedy mais a baía dos porcos, e o Roosevelt e o Wilson e o Lincoln e o Filmore mais o Adams, e o Monroe até ao George Washington, que para trás não há mais nada, todos com o Arquipélago de Sangue no bolso detrás das calças, são exactamente os mesmos que aparecem agora muito indignados com as manifestações de alegria nas ruas das cidades amAricanas pela morte de Osama Bin Laden. Que arda no Inferno.
A RTP descobriu que o 4.º filho de Bin Laden anda em tournée. Três dias depois da notícia ter saído em tudo o que é jornal por essa Europa fora; mas descobriu. Antes tarde do que nunca.
O filho de Bin Laden que usa cabelo “à Peter Tosh” e é casado com uma bifa, anda em missão diplomática pelos países do norte de África para preparar o lançamento de um movimento pela paz. O que quer que isso seja ou signifique.
Foi interessante a entrevista.
Omar Bin Laden, entre outras, disse que o pai devia abandonar os meios que utiliza para atingir os objectivos a que se propõe. E aqui é que está o busílis! Sublinhe-se, não apelou para que o pai abandone os objectivos a que se propõe; só os meios.
E os meios, apesar de todos os atentados, apesar de todos os bombistas suicidas, apesar de todas as mortandades e carnificinas, até são o que menos importa. Os objectivos, esses, passam pela restauração do Califado, desde a Mesopotâmia até ao Al-Andaluz, o que inclui não só os nossos vizinhos de bombordo, mas também nós, Portugal; e a instauração da Sharia – a Lei Islâmica.
Interessante este filho do terrorista-mor, que fala, fala, fala, diz muito, e nenhum jornalista o confronta com nada.
«A história ensinou-nos que subestimar as palavras de homens malvados, ambiciosos, é um erro terrível» George W. Bushsays. And says more: «o mundo ignorou as palavras de Lenine quando levava os seus planos para lançar uma revolução comunista na Rússia e o mundo pagou um preço terrível». (Mais aqui)
Desenganem-se aqueles que pensam que o presidente norte-americano, agora em final de mandato, sentiu algum peso na consciência e resolveu fazer uma auto-crítica ao jeito da China de Mao, àquela que foi a administração mais irresponsável, trafulha e trapalhona, na história dos Estados Unidos. Bush júnior, no discurso efectuado na sede da Fundação Heritage em Washington referia-se concretamente ao líder da Al-Qaeda, Bin Laden que comparou a Vladimir Ilitch Ulianov – Lenine, e a Adolf Hitler. Seria suposto aparecer Estaline – melhor classificado no ranking – em vez de Lenine, mas para o caso e para o QI do orador serve perfeitamente. Curioso Mao Zedong, um dos maiores carniceiros do século XX, a par de Pol-Pot no Cambodja, não serem exemplo. Curioso ou nem por isso… É que não convêm afrontar muito o gigante chinês, a crescer muitos dígitos por ano e em limpezas na casa na mira dos Jogos Olímpicos de 2008; nem tão pouco ressuscitar fantasmas. É que entre os principais apoiantes das brincadeiras invasivas de Bush encontram-se alguns dirigentes europeus, agora convertidos às virtudes da democracia e da economia de mercado, mas que andaram em aprendizagem pelo maoísmo num passado não muito distante.
A esta hora devem andar alguns cromos a pensar para com os seus botões como é que não se lembraram desta. Comparar Osama a Lenine. Um achado para capa de revista; muito melhor que perder tempo a fazer bigodes no Che, e com um raio de alcance muito maior. Leninistas há muitos (seu palerma!), a começar pelo PC que nunca foi Guevarista. Com Guevara atingiram algumas franjas do Bloco e mais uns quantos Anarcas-Okupas. Munições mal gastas, foi o que foi…
Post-Scriptum: E já que estamos em maré de comparações, como alguém deixou escrito aqui nesta caixa de comentários, Nero assenta que nem uma luva a Bush. Imperador Incendiário.