Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Ainda a Volta como imagem

por josé simões, em 29.09.20

 

alves barbosa.jpg

 

 

Em comparação com o Tour de France, as imagens da Volta a Portugal, com o desordenamento do território, o fora de contexto, o caos e a cacofonia  arquitectónica, o abandono de povoações e campos, a ruína de edifícios e casas, a "little Austrália" com eucalipto a perder de vista entremeado pelo negro e castanho dos incêndios, é uma coisa que nos devia deixar a todos profundamente envergonhados da merda que andamos a fazer com o rectângulo que herdámos dos nossos antepassados

 

[Alves Barbosa na imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

|| Os PIN [Projectos de Potencial Interesse Nacional], reloaded

por josé simões, em 15.05.12

 

 

 

«o governo teria, muito provavelmente, de levantar algumas limitações que existem em termos ambientais». Coisa de somenos, o ambiente e o ordenamento do território e a herança que deixamos às gerações futuras, que é só contabilizada em termos de dívida pública.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Ordenamento do território

por josé simões, em 13.08.11

 

 

 

Vejo na televisão as imagens de um incêndio em Chaves ao mesmo tempo que o repórter em voz-off vai informando que os bombeiros não tiveram descanso durante toda a noite a deixar arder pinhal porque a prioridade é proteger pessoas e bens e depois se ainda houver forças e água e pinhal logo se vê. Logo depois entra a entrevista a um dos defendidos pelos bombeiros durante a noite: “infelizmente temos pinhal por todo o lado”. Por estas horas já deve estar mais “felizmente”, já só há casas. Se isto não é o mundo ao contrário…

 

 

 

 

 

 

...

por josé simões, em 12.01.07
Apesar de haverem dois despachos ministeriais e, uma providência cautelar do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, ordenando a suspensão do abate de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, naquele que ficou conhecido como o caso Portucale (nome da empresa pertença do Grupo Espírito Santo); os trabalhos foram reiniciados em Novembro do ano passado, com base numa autorização do Núcleo Florestal do Ribatejo (NFR).
 
Após denúncia pela comunicação social do reinício dos abates ilegais, o ministro da tutela Jaime Silva, ordenou a instauração de um processo disciplinar ao responsável do NFR, António Gonçalves e consequente suspensão de funções.
 
Independentemente da atitude fora-da-lei de António Gonçalves, independentemente dos processos disciplinares instaurados, o que importa aqui atender é ao comportamento de uma empresa pertença de um grupo financeiro (BES), que se quer credível e que, até há pouco tempo a esta parte, se vinha publicamente queixar pela voz do seu presidente de perseguição, nomeadamente em Espanha.
 
O que importa aqui atender é que um grupo como o Espírito Santo, com todo o batalhão de advogados e acessores jurídicos ao seu dispor, sabia perfeitamente que uma ordem de Núcleo Florestal nunca se poderia sobrepor a dois despachos ministeriais e a uma providência cautelar do Tribunal e, mesmo sabendo que iria contra a Lei, decidiu avançar.
 
A isto chama-se má-fé. A isto chama-se falta de escrúpulos. A isto chama-se pirataria. A isto chama-se Chico-espertismo.
 
Seria deveras interessante ouvir Ricardo Salgado dizer de sua justiça.