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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A coerência fica-vos tão bem

por josé simões, em 24.08.20

 

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O PS que está contra, e bem, a proposta de Rui Rio de meter personalidades da "sociedade civil" nas comissões parlamentares de inquérito é o mesmo PS que "quer ver a sociedade civil representada na Ordem dos Médicos".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

As coisas como elas são

por josé simões, em 24.08.20

 

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Entre dezenas de lares com dezenas de mortos desde o início da crise Covid 19 a comunicação social foi pegar no de Reguengos.

Com participações na Ordem dos Médicos há anos em lista de espera, entre dezenas de lares com dezenas de mortos a Ordem resolveu fazer auditoria ao de Reguengos com resultados na rua em menos de um foguete.

Depois de toda a gente ter andado décadas a fio aos beijinhos e abraços em campanha eleitoral nos lares toda gente descobriu que existe um problema nos lares, lares incluídos.

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 12.01.20

 

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"Existe um sentimento de impunidade porque estes julgamentos demoram demasiado tempo". Não, o bastonário da Ordem dos Médicos, no Opinião Pública/ SIC Notícias, não se estava a referir às participações na Ordem que "bastoneia" por má prática médica, era da recente vaga de agressões a médicos e profissionais de saúde agressões falava. Da justiça pública, não da justiça privada-corporativa da Ordem dos Médicos, das eternidades e dos arquivamentos.

 

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Falta de noção

por josé simões, em 06.11.19

 

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Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, desde 2017 todos os dias em todos os telejornais em cima do Governo por causa da carga horária e da pediatria e da maca no corredor da urgência e da falta de ligaduras no banco e de palhinhas para o leite no pequeno-almoço dos doentes manetas na ortopedia.

 

Mais de 1700 queixas levaram a Ordem dos Médicos a criar o estatuto do Provedor do Doente. O bastonário da classe, Miguel Guimarães, afirma que a nova figura não está directamente relacionada com o caso do bebé Rodrigo, que nasceu sem parte do rosto.

 

 

 

 

O nível argumentativo corporativo

por josé simões, em 23.10.19

 

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1- A Ordem dos Médicos recebeu em 8 - oito - 8 anos pelo menos 8 - oito - 8 participações por negligência médica praticada pelo obstetra de Setúbal;

 

2 - Um senhor do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos aparece em todos os telejornais em todas as televisões a dizer ser normal um processo levar 6 - seis - 6 anos a ser tratado;

 

3 - A Ordem dos Médicos chama o obstetra para ser ouvido nos processos movidos, o obstetra ignora a Ordem e continua na sua vidinha como se nada fosse;

 

4- O bastonário da Ordem dos Médicos aparece em todas as televisões em todos os telejornais com ar cândido a dizer que é o Estado que tem de explicar como é que são feitos os convénios com as clínicas privadas;

 

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Uma hipótese a considerar?

por josé simões, em 21.10.19

 

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E se todas as mal-formações foram mesmo todas detectadas pelo obstetra mas não declaradas por o senhor ser contra o aborto, via interrupção médica da gravidez, contra os seus princípios religiosos, um fundamentalista católico?

 

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O PS e o Governo da direita radical

por josé simões, em 27.12.18

 

Independentemente da baralhação, involuntária ou propositada, do médico que diz que nem por 500 €/ hora trabalhava na noite de Natal, da ministra que revela que não se consegue resolver o problema da falta de médicos por alturas das Festas quando são pedidos 500/ € hora, e do jornalista que publica que o Estado paga 500 €/ hora aos médicos, o que a senhora ministra devia explicar é a razão ou as razões para as contratações de médicos serem no valor de 39 €/ hora a entregar a uma empresa de trabalho temporário que fica com a parte de leão, sem se chatear nada nem sequer ter passado seis anos a estudar medicina,  e não o hospital a contratar o médico directamente por esse valor. Entre este procedimento e os procedimentos nos idos do Governo da direita radical não há aqui grande diferença.

 

 

 

 

||| Ódio aos sindicatos

por josé simões, em 29.06.14

 

 

 

O que está aqui em causa não é, segundo palavras do próprio, onde antes havia duas organizações sindicais passar agora a haver três, o que está aqui em causa é haver organizações sindicais, o que está aqui em causa é o direito à organização por parte dos trabalhadores, sejam eles médicos ou varredores da rua, o que está aqui em causa é haver quem se organize e defenda direitos e garantias e se insurja contra a prepotência, é o ódio aos sindicatos e ao sindicalismo e as saudades do Estado das corporações com as direcções dos sindicatos por nomeação do ministro da tutela:

 

«Fernando Leal da Costa, secretário de Estado adjunto da Saúde: Ordem dos Médicos até parece "um sindicato"»

 

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|| Este país não existe

por josé simões, em 18.12.12

 

 

 

O país onde o presidente do conselho de administração de um hospital vem para a televisão dizer, com ar sério, que 30 dos cirurgiões debaixo da alçada do conselho a que preside não efectuaram uma única cirurgia durante os 365 dias de um ano, sem que nenhum dos presentes, jornalista e comentadeiros, para o desmontar, desmascarar ou, pelo menos, para o deixar a falar sozinho, lhe fizesse a pergunta simplista que a análise simplista exigia: então o que é que o senhor está a fazer lá na administração do hospital; consigo são 29 ou 31?

 

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|| “É uma casa portuguesa, com certeza! É, com certeza, uma casa portuguesa!”

por josé simões, em 23.07.11

 

 

 

O ministro determina que o director nacional peça ao super-sindicato à Ordem que investigue o que os super-sindicatos sindicatos já investigaram. No meio disto tudo só nós é que pagamos bilhete quando queremos ir à bola...  Life goes on, que é como quem diz, tratar da vidinha.

 

(Obrigado)

 

 

 

 

 

|| E o senhor bastonário da Ordem dos Médicos não tem nada para dizer?

por josé simões, em 08.01.11

 

 

 

 

É prática corrente, quando as coisas não são do agrado ou não correm de maré, em todas as empresas e ramos de actividade, e não há cidadão que não conheça ou não tenha já tenha ouvido falar em casos semelhantes, com um sorriso cúmplice, ignorando (ou fingindo ignorar) que é a sua cumplicidade que paga a chico-espertice com o dinheiro dos seus impostos. Infelizmente só chega às primeiras páginas por portas travessas.

A notícia devia ser “Médicos continuam a passar atestados a pedido e sem justificação clínica”:

 

«Profs voltam a ‘adoecer’ nos exames»

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

 

|| “Conflito” de interesses

por josé simões, em 07.12.09

 

 

 

Só não explica porque é que o interesse dos clientes das farmácias tem de ser coincidente com o interesse das farmácias. Mas também não precisa de se dar ao trabalho que todos percebemos.

 

 

 

|| Uma questão de emoções

por josé simões, em 14.05.09

 

No dia 6 de Maio ficámos todos a saber que, segundo a Ordem dos Farmacêuticos, é provável que os «médicos mantenham fármaco de marca por questões emocionais»:

 

- «se o doente está habituado a uma marca» por vezes «tem dificuldade em perceber porque é que muda a cor da caixa» ou dos comprimidos. -

 

Também seria útil saber se, por “questões emocionais”, muitos médicos obstetras passaram a prescrever fármacos dos laboratórios de genéricos J. Neves, desde Novembro de 2006.

 

Não se riam que o caso é sério.

 

(Imagem fanada no Le Soir)

 

SENHOR DOUTOR, DÁ LICENÇA QUE O CORPO SEJA MEU?

por josé simões, em 16.11.07
Fernanda Câncio no Diário de Notícias:
 
Imagine que, sendo mulher, deseja laquear as trompas. Ou que, sendo homem, quer fazer uma vasectomia. Lá terá as suas razões, sejam elas quais forem, e dirige-se a um médico competente para a dita operação. Não se surpreenda, no entanto, se este lhe fizer saber que para proceder à cirurgia tem de lhe fazer prova da autorização do seu cônjuge. Acha estranho? Acha inaceitável? Inconstitucional? Ilegítimo? Ridículo? Antiético? Pois este requisito está claramente plasmado no número 3 do artigo 54.º do Código Deontológico dos médicos portugueses: "A esterilização reversível é permitida perante situações que objectivamente a justifiquem, e precedendo sempre o consentimento expresso do esterilizado e do respectivo cônjuge, quando casado." (Continuar a ler aqui)
 

O túnel da Junta Médica; ou o que devia ser explicado

por josé simões, em 06.11.07

 

Não passa uma semana que seja, sem que apareça alguém nas televisões e nos jornais, a queixar-se por ter sido obrigado a ir trabalhar com uma doença do arco-da-velha. Nesta saga em que se estão a transformar as decisões das famosas juntas médicas importa reter dois pormenores; não necessariamente por esta ordem:
 
- O ministro Teixeira dos Santos não pode aparecer impunemente nos telejornais, com um ar de quem chegou ontem de Marte, e, como tal,  isto para ele é tudo muito estranho, para dizer que por sua ordem se fez justiça, e a senhora que por motivos de doença grave nem sequer o telemóvel consegue atender, volta para casa, até… nova ordem.
 
Como propaganda, melhor era impossível – um ministro com coração e sensível aos males dos outros.
 
Falta Teixeira dos Santos, José Sócrates ou outro – estava a lembrar-me do ministro da Saúde… – vir explicar que esta aparente perseguição ao doente incapacitado só existe porque as pressões vêem de cima, do poder político; a famosa caça às baixas e reformas fraudulentas. E para fabricar estatísticas de que o chefe se vale em conferências de imprensa, vale tudo…
 
- O silêncio ensurdecedor da Ordem dos Médicos e do seu Bastonário, tão lesto em vir a terreiro botar discurso por tudo e por nada, desde que vá contra a corporação e os famosos direitos adquiridos dessa classe que vive para lá do Olimpo, e que dá pelo nome de médicos. Como se explica que uma junta formada por médicos, avalie em meia-dúzia de minutos o estado clínico de um doente e o mande de volta trabalhar, ignorando os relatórios de colegas de ofício e especialistas na matéria? Não têm confiança nos seus pares? Se é esse o caso, não será da mais elementar lógica fazer uma auditoria ao trabalho e à idoneidade de quem elaborou o parecer?
 
Entretanto ficamos todos à espera da próxima Junta Médica.
 
(Foto fanada no Boston Globe)
 
Post-Scriptum: As pessoas (ir)responsáveis por estas decisões são responsabilizadas, ou não passam de ilustres anónimos?