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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A comissária política do PSD na Ordem dos Enfermeiros

por josé simões, em 20.09.19

 

"Já viu a nova novela da SIC? Em Nazaré, que estreou esta semana, a actriz Liliana Santos é Cláudia, Enfermeira num centro de dia. Na vida real, Liliana reconhece o papel dos Enfermeiros: "Essa dedicação, essa preocupação, essa isenção de horários, porque quem está doente não tem hora para sentir dor". Descubra quem é a Enfermeira da vida de Liliana e não perca Nazaré, todas as noites na SIC, a primeira novela com uma Enfermeira em papel de destaque.". Por e-mail a todos os enfermeiros e no sítio da Ordem.

 

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Feitas as contas, e com o "IVA à taxa legal", os enfermeiros desembolsaram 44 500 mil euros, sem crowdfunding. Quarenta e quatro mil e quinhentos euros por uma enfermeira protagonista de uma telenovela. Depois se houver auditoria à Ordem é a politização da justiça pelo Governo socialista.

 

[Via]

 

 

 

 

O partido das bastonárias

por josé simões, em 22.02.18

 

Sotrondio, Asturias, 1948. By photographer Valentín Vega..jpg

 

 

"A Ordem dos Enfermeiros (OE) adiantou entretanto que apoia esta greve". Ou, como nos disseram durante 4 anos Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro, Teresa Leal Coelho, Duarte Marques, Hugo Soares, Duarte Pacheco e que me perdoem os que ficaram esquecidos, o PSD, o partido que sem respeito por ninguém se entretêm a convocar greves, por interpostas pessoas nos sindicatos [médicos] e nas ordens profissionais, alcandoradas em organizações sindicais, causando prejuízos imensos ao país e à economia e contratempos aos cidadãos cumpridores, que não vivem debaixo do guarda-chuva do Estado e que não se revêm nestas "malabarices" político-partidárias.

 

[Imagem "Sotrondio, Asturias, 1948", Valentín Vega]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 28.01.18

 

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Um dos grandes triunfos da direita radical, por via do controlo dos meios de comunicação social e da subserviência à sua agenda ideológica, é toda a gente, onde quer que seja, identificar automaticamente Mário Nogueira com o PCP, e Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, aparecer sempre como uma virgem impoluta e imune à política e aos partidos políticos.

 

E a comissária política do PSD na Ordem dos Enfermeiros vem mais uma vez à televisão, sem que em rodapé apareça "Conselheira Nacional do PSD", dizer que formamos enfermeiros para exportar, no Portugal onde Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, mandou os enfermeiros emigrar e até fazia gáudio com o sucesso que eram as delegações do NHS em Lisboa, no Ritz, para levarem aviões cheios deles para Inglaterra. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Camaradas, a hora é de luta!

por josé simões, em 07.09.17

 

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Vejamos a diferença de tratamento quando um dirigente sindical, um elemento de uma comissão de trabalhadores, até mesmo um dirigente de uma qualquer colectividade anónima, aparece no foco mediático, a reivindicar, qualquer coisa, por mais banal que seja. A dissecação da sua vida feita pela comunicação social, mesmo para além das funções que temporariamente o projectaram para as rádios e televisões, até inevitável e invariavelmente chegarmos todos ao PCP. É militante do PCP. Se não é militante é pelo menos simpatizante com o cartão de militante escondido na gaveta da mesa de cabeceira. Um irresponsável. Um agitador. Um desestabilizador. Um destruidor de riqueza. Pior que isso, é comunista. Comuna. É pior que ter lepra. Tudo o resto ficou para trás, já não interessa nada, da justeza e legitimidade da reivindicação. Faz tudo parte de um plano. Uma conjura. É comuna. Ponto final.

 

Vejamos a diferença de tratamento para uma militante do PSD, do Conselho Nacional do PSD, não é uma qualquer borra-botas. E foi eleita nas listas de Passos Coelho. É a bastonária da Ordem dos Enfermeiros. Só. Ponto final.

 

 

 

 

Picar o ponto

por josé simões, em 03.01.07
Correia de Campos, Ministro da Saúde decidiu avançar com a colocação de relógios de ponto nos hospitais. A ideia ao contrário do que tem sido ventilado não é controlar os horários dos médicos, mas disciplinar os serviços hospitalares.
 
Até aqui nada de novo. A grande maioria, senão mesmo todas as empresas do sector privado, trabalham nessa base.
 
Mas os médicos, essa casta superior da sociedade, torce o nariz e, para começar, 19 directores de serviço do Hospital Pedro Hispano de Matosinhos, ameaçam com a demissão caso a medida seja implementada.
 
De que têm então medo os médicos? Para quem trabalha, é responsável e chega a horas, a medida em nada vai afectar, ou vai?
 
A este propósito, Pedro Nunes, Bastonário da Ordem:
 
“Este sistema não vai acrescentar nada ao bom funcionamento dos hospitais. Acabam por ser brinquedos inúteis. Os médicos são contratados não à hora mas para desempenharem um trabalho”.
 
E não só os médicos. Excluindo os “biscateiros”, toda a gente que trabalha e pica o ponto é paga ao mês. Quanto ao nada acrescentar ao bom funcionamento dos hospitais, duvido. Talvez a partir de agora, quem tem uma consulta marcada para as 8 horas da manhã passe efectivamente a tê-la à hora marcada e não uma ou duas horas depois, como é tradição.
E talvez assim, deixemos definitivamente de ouvir falar em horas extraordinárias que não são pagas. O médico passa a chegar a horas e, por consequência, a sair a horas também. Não tem de ficar uma, duas, ou mais horas no hospital, em serviço extraordinário, para compensar as que não trabalhou, por atraso seu e de mais ninguém.
 
Teresa Marçal da Ordem dos Enfermeiros:
 
“A Ordem não tem nada contra este tipo de sistemas”
 
Mas; o infalível mas,
 
“O que pretendemos é que os aparelhos sejam flexíveis, para que um profissional não tenha de interromper a meio o seu trabalho para ter de marcar a hora de saída”.
 
Os aparelhos devem ser flexíveis o suficiente para permitir ao profissional, quando for o caso, dar um salto ao consultório ou à clínica privada, ganhar uns cobres extra (que a vida está má para todos) e, depois voltar e acabar o que tinha começado.
 
Pois!