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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

CSI Rosário Teixeira, Capítulo II

por josé simões, em 17.04.18

 

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Primeiros: levámos com a primeira parte. José Sócrates vítima às mãos de Rosário Teixeira, acossado, a defender-se com unhas e dentes frente ao totalitarismo do poder judicial não eleito. Segundos: levamos com a segunda parte, uma reviravolta ao melhor estilo de Hollywood, José Sócrates, o manhoso, corrupto, corrompido, que enriqueceu no exercício do cargo de primeiro-ministro à conta da cousa pública que jurou defender e desempenhar, "pela minha [dele] honra".  "A investigação deduz" e "O Ministério Público pensa". "O Ministério Público acredita" e "a investigação calcula". Ok, demos de barato que o Sócras foi corrompido, arrecadou milhões de euros, que é um gastador compulsivo [que é], "que quem cabras vende...", em quem os totós acreditam piamente na inocência. E votam no homem, de tal forma que até pode ser candidato à Presidência da República e ganhar. [A história das compras do livro não é para aqui tida nem achada porque se limitou a fazer o que as editoras de música faziam nos 80s, com compradores de singles e LP's cirurgicamente distribuídos pelas lojas que contavam para o Top + por forma a manter o artista nos primeiros três lugares fo top. I just called to say i love you, lembra-se?]. Adiante."A investigação deduz" e "O Ministério Público pensa". "O Ministério Público acredita" e "a investigação calcula". Ok, até aqui estamos no nível da dedução. do "pensismo" [de pensa], da apreciarão [estima], e do cálculo. Ok. Então e o Ministério Público tem provas? E a investigação tem provas irrefutáveis? A + B? 1 + 1 = 2?. Pois. Daí a novela interminável com as fugas ao segredo de justiça todos os dias nas primeiras páginas do Correio da Manha [sem til]. José Sócrates até já é culpado e condenado no affair Vale do Lobo apesar da acusação ter deixado cair a acusação. Daí as gravações vídeo dos interrogatórios com o título de "investigação jornalística" na SIC e da SIC Notícias. E agora já está julgado e condenado. E agora se um juiz se atrever a dizer que isto é tudo muito bonito mas são tudo suposições e conjecturas, provas não as há, relação causa-efeito tampouco.. E agora se um juiz resolver absolver o Sócras, como é que fica o desgraçado [com o devido respeito ao Meritíssimo]? E isto é com o Sócras, um ex-primeiro-ministro, uma figura pública. E se fosse consigo, e se fosse contigo?

 

Capítulo I

 

[Miss Marple na imagem]

 

 

 

 

CSI Rosário Teixeira

por josé simões, em 16.04.18

 

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Não sei se foi por ter passado muito tempo a ver séries e filmes 'amaricano's sobre investigação criminal e julgamento em tribunal, que não nas páginas dos tablóides, pensava eu, na minha santa ignorância, que uma acusação em tribunal era baseada em provas irrefutáveis e não em especulações e suposições. E também, pelo muito tempo que passei a ver séries e filmes 'amaricanos', sou levado a concluir que, num tribunal 'amaricano', os senhores Rosário Teixeira e Calex era corridos para fora do tribunal pelo juiz sem sequer tocarem com os pés no chão. À parte uma coisa inexplicável que foi o favor que a televisão do militante n.º 1 fez a José Sócrates com o "trabalho jornalístico" assente única e exclusivamente em meter no horário nobre o ex-primeiro-ministro aos berros perante o procurador, ladeado pelos advogados que se limitavam a pedir calma, enquanto tentava desmontar uma acusação assente em nada, vamos acabar todos, contribuintes, a pagar uma indemnização choruda a José Sócrates por condenação do Estado português, em última instância, pelo Tribunal Europeu.

 

[Na imagem]

 

 

 

 

Poder torturar também ajudava

por josé simões, em 27.07.16

 

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No especial sobre o Sócras que a televisão do militante n.º 1 – SIC Notícias, meteu no ar, por coincidência, e só por coincidência, logo na noite em que a coligação PàFiosa viu a esperança sancionatória da Comissão Europeia desmontada, e onde a única surpresa foi a ausência do 'especialista' Nuno Rogeiro num painel que incluía um Zé Gomes 'programa-de-governo' Ferreira a interromper as férias para ir até ao estúdio de Faro fazer uma perninha e perorar sobre os indícios nas auto-estradas onde não passa ninguém, nem ele, e nas PPP's, enquanto fazia alarde da sua burrice em relação a uma coisa chamada "inversão do ónus da prova" e de outra coisa chamada Constituição da República Portuguesa à guarda do Tribunal Constitucional, ouvimos, todos, um magistrado justificar a sua incompetência com a ausência da bufaria legalizada na investigação criminal – "delação premiada", Brasil style. Poder torturar para obter uma confissão se calhar também ajudava. Ou então somos nós que passamos demasiado tempo a ver CSI's na televisão, com investigações no estrito cumprimento dos prazos e do Estado de direito.


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||| Crime e castigo

por josé simões, em 15.12.15

 

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Isto foi dito por um magistrado do Ministério Público, um sindicalista presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, na Europa das liberdades e garantias, na Europa dos Direitos Humanos, em Portugal, no século XXI, no Portugal que fez a transição da ditadura para a democracia com a migração dos juízes do Tribunal Plenário para o tribunal do Estado de Direito democrático. 41 anos depois igual a 41 anos antes. Já houve julgamento e condenação e nós nem demos por nada. Ou demos, em directo, todos os dias nas manchetes dos jornais e nas aberturas dos telejornais.


«Em declarações à Lusa, António Ventinhas salientou a necessidade de os portugueses decidirem se querem "perseguir políticos corruptos, se querem acreditar nos polícias ou nos ladrões, ou em quem investiga ou nos corruptos"


"No que diz respeito à criminalidade económico-financeira, sabemos que a corrupção é um dos principais flagelos do nosso país, e é isso que o MP pretende fazer: exercer a ação penal contra aqueles que obtiveram elevadas verbas sem que os seus rendimentos o comportem, sendo certo que exerceram funções públicas e portanto obtiveram elevadas verbas pela prática de atos ilícitos"»


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||| É um pássaro? É um avião? É o Super Homem!

por josé simões, em 15.12.15

 

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Quando José Sócrates, de recurso em recurso, chegar à condenação do Estado português no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, quem paga a indemnização é Batman Carlos Alexandre, o Robin Rosário Teixeira, ou o suspeito do costume, o Superman José Povinho?

 

 

 

 

||| "ninguém está acima da lei e que o tempo da impunidade acabou"

por josé simões, em 16.02.15

 

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Impressionante é o silêncio , o silêncio ensurdecedor, da direita da 'marcha do arco e balão da governação', do 'sentido de Estado' e da defesa do 'Estado de direito', de dedo em riste apontado ao COPCON, a baptizada 'polícia política do PREC', e ao Otelo Saraiva de Carvalho dos mandatos de detenção assinados em branco. Mesmo aqueles que não eram nascidos na altura e que emprenharam pelas orelhas de ouvir contar lá em casa, activistas na bloga e no feiçe coise e no tuita, técnicos e especialistas nos ministérios e secretarias de Estado, assalariados do dinheiro do contribuinte. "ninguém está acima da lei e que o tempo da impunidade acabou" e parece que há um problema com a separação de poderes e com o Estado de direito se o PS ganhar as eleições.