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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Justiça paródia

por josé simões, em 04.12.25

 

 

 

Curioso, já não se fala das escutas, não validadas por um juiz, no processo dos GNR's manageiros e do patrão que se gabava de ter um Procurador na mão... Agora é que o DCIAP vai fazer participação criminal sobre divulgação das escutas a António Costa, é que os jornalistas escalaram a parede pela calada da noite e andaram a remexer nas gavetas... Ou então foram bufadas pelos advogados de defesa a quem foi recusado aceder ao processo.

 

 

 

 

"Aguardente? Ouvi perfeitamente!"

por josé simões, em 19.06.24

 

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Sabendo nós o conteúdo das escutas que "eles" querem que nós saibamos, na altura que "eles" muito bem entendem ser a indicada para se saber, e sabendo nós, daquilo que veio aos ouvidos do pagode, que tudo junto e por atacado não vale um caralho, não tem relevância criminal de qualquer espécie, que tudo não passa de uma corja de bisbilhoteiras e calhandreiras que "eles" são, e sabendo também nós que o que "eles" querem que nós saibamos é apenas uma ínfima parte das horas, dias, meses, anos que "eles" levaram a escutar a vida alheia, a pergunta, legítima, diria mesmo mais, legítima, que se impõe é se tiraram proveito disso, se souberam de negócios em primeira mão, de decisões políticas ainda em fase embrionária, se tiveram acesso àquilo que comummente se chama "inside information"? Pois.

 

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Nunca falha

por josé simões, em 17.06.24

 

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 A muito custo e depois de muito barulho, político e mediático, finalmente encontrado o "momento processualmente adequado" para ouvir António Costa na casa dos segredos, de onde saiu como entrou, foi só a ocasião se propiciar ao futuro do ex primeiro-ministro para se propiciar às habituais fugas ao segredo de justiça, agora com imagens e tudo, para lembrar à turba que eles ainda ali estão, o Costa, e por sua pessoa o Escária, os polícias, guardadores e desvendadores de segredos, a república dos juízes em roda livre,  Bruxelas e tudo o mais. Nunca falha.

 

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Que merda de país somos nós?

por josé simões, em 19.04.24

 

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Oitenta e duas mil - 82 000 - oitenta e duas mil escutas telefónicas, quatro anos - 4 anos - quatro anos a vida devassada, um político apenas "preocupado com o interesse do país". Que merda de país somos nós?

 

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Golpe de Estado

por josé simões, em 18.04.24

 

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Em 50 anos tivemos dois golpes de Estado sem sangue. Um, pelas mãos das Forças Armadas, devolveu a liberdade e a democracia ao povo, o outro, pela acção do Ministério Público, obrigou a eleições antecipadas e reconfigurou radicalmente o Parlamento. Dizem os guardiões da Acrópole que "não se pode avaliar o Ministério Público por uma decisão", afinal só se demitiu um primeiro-ministro, só caiu um Governo, a extrema-direita só ocupou 50 lugares no Parlamento, a cavalgar o descontentamento popular assente numa mentira, tenham lá calma. E além do mais, no país "colonizado pelo Partido Socialista", dos organismos do Estado à comunicação social, da Justiça às empresas, todos temos direito a ter uma cor política e uma preferência partidária. Agora imaginem que isto não era "tudo socialismo".

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

A insustentável leveza de Marcelo

por josé simões, em 17.04.24

 

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"É pá, deixem lá isso da mão, a demissão do primeiro-ministro, a queda do Governo, o Costa até vai para Bruxelas, até é um cargo muito melhor".

 

O Presidente de todos os portugueses goza com todos os portugueses? Não se incomodem em responder.

 

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Para a história

por josé simões, em 18.11.23

 

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Nunca revelei, por mim ou por heterónimos nos jornais, as conversas com o PR

 

 

 

 

Chega TV

por josé simões, em 09.11.23

 

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- Um autarca detido por ter pedido contrapartidas para... o futebol jovem da terra e a um festival de música, daquela que não passa nas rádios nem chega aos tops;

- Um primeiro-ministro que não quis falar ao telefone com um seu ministro, o manhoso tem alguma a esconder e quem não deve não teme;

- Contratos públicos redigidos por escritórios de advogados, uma novidade nos negócios do Estado, e ministro que usa a porta giratória e finda a comissão vai trabalhar para o escritório de advogados que lhe redigiu os contratos, outra novidade;

- Haxixe em cada de ministro, em doses consideradas de auto-consumo que, por isso, não constituem crime.

 

[Imagem de autor desconhecido]