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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

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por josé simões, em 28.06.09

 

 

 

Nunca deix(o)am de me surpreender. O primeiro a chegar foi o Activista lá do seu Sofá e logo tratei de agradecer e dar seguimento à coisa. E depois chega o Filipe, e depois a Sofia, e depois a Cristina, e depois o Zé Teófilo… sinceramente: eu fico todo atrofiado. E não estou a fazer teatro. É uma sensação estranha… ser lido por tanta gente, gente que não conheço, que nunca vi nem mais gordos nem mais magros, e gente que parece gostar de ler o que escrevo.Uma sensação estranha porque, quando um dia me der na real gana e contar a história deste blog, vão descobrir que isto tudo começou como uma brincadeira tira-teimas numa noite de copos. E agora recebe prémios!

 

Obrigado pela vossa presença e pela vossa pachorra, e este prémio vai inteirinho para vocês. Todos sem excepção: bloggers e leitores.

 

Trabalhar até morrer

por josé simões, em 04.04.08

 

Via Filipe Tourais tomei conhecimento que o Governo se prepara para aumentar a carga horária laboral na Função Pública; que poderá ir até às 50 horas semanais.
 
Estamos todos fartos de ouvir dizer a toda a hora e a todo o momento que, temos de trabalhar mais; de produzir mais, para recuperarmos a distância que nos separa da média europeia; o que quer que isso signifique. Isto apesar de nenhum Governo; nenhum patrão; nenhum “empresário” luso (assim mesmo, entre aspas) ter conseguido explicar cabal e coerentemente, qual a razão de, por essa Europa fora, os imigrantes portugueses serem considerados os melhores e mais produtivos, de entre todos os trabalhadores.
 
Agora mais uma explicação a acrescentar ao rol das que falta dar.
Se é necessário trabalhar e produzir mais para encurtar distâncias; que por isso seja necessário aumentar a carga horária laboral; como é que o Governo explica estas benesses, sem entrar em contradição?
 
Ou é mais uma daquelas a que este Governo já nos habituou; lançar a bisca para ver até onde pode ir, e, com o engodo de um lado, retirar do outro?
 
(Foto por Alfredo Camisa roubada no La Repubblica)