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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Jornalismo de qualidade é outra loiça

por josé simões, em 01.11.20

 

sic notícias nuno rogeiro.jpg

 

 

Nuno Rogeiro, conhecido por sistemática e semanalmente apresentar como "exclusivo" ou "as minhas fontes" coisas que estão disponíveis a qualquer pessoa em qualquer busca no Google, apresentou na avença semanal que detém na televisão do militante n.º 1, só Deus sabe porquê, as previsões para o confronto da década, e quiçá do milénio, a ter lugar na próxima terça-feira nos Estados Unidos: Clinton vs. Trump. Jornalismo de qualidade é outra loiça.

 

 

 

 

O triunfo da imbecilidade na SIC Notícias

por josé simões, em 04.06.17

 

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À parte os contactos que só ele tem para lhe passarem informação que só ele sabe sobre coisas que só existem a partir do momento em que saem da sua boca para fora para grande espanto do mundo civilizado e que deve ser a explicação plausível para ter lugar cativo na televisão do militante n.º 1 ou noutra qualquer, Nuno Rogeiro começa por informar o tele-espectador de que Borough Market é ao pé da "casa dos horrores" de Londres, está feito o enquadramento, e que é um mercado "subterrâneo", não é bem subterrâneo, é por "baixo da ponte", tivesse antes de ir para estúdio colocado o cursor noutra direcção no street view e Borough Market era um edifício cheio de luz e debaixo do sol [nas imagens].

 

A seguir a menina entra em directo por telefone com uma portuguesa em Clapham para elucidar os portugueses sobre o ataque terrorista em Borough Market. Tudo bem não fora Clapham ficar a 9 ou 10 km de distância do "mercado subterrâneo". Desde já me disponibilizo para dar à SIC Notícias os contactos de amigos que tenho em Edgware para eventuais ocorrências em Victoria Station.

 

Entra em directo a partir do estúdio um rapazito com sotaque brasileiro que explica às pessoas em casa como é a tal da London Bridge com imagens da Tower Bridge enquanto traduz um comunicado da Metropolitan Police com rã para Run e Heidi para Hide e mais não ouvi que rebentou tudo a gargalhar à minha volta.

 

A noite segue a bom ritmo com Nuno Rogeiro a defender que cada cidadão deve utilizar o seu telemóvel como arma no combate ao terrorismo, informando a polícia das movimentações dos jihadis, tipo foram por ali, um cidadão, e outro cidadão foram por acolá, e ainda mais outro que aponta outra direcção, a polícia à nora, um polícia para cada dedo apontado e uma alínea, a) excepto os terroristas, esses não podem usar o seu telemóvel de cidadão para desinformar a polícia.

 

Estávamos nisto quando chega uma nota da Metropolitan Police a apelar aos cidadãos para não usarem os telemóveis na zona dos ataques e o Rogeiro que sim senhor, muito bem, a polícia precisa de triangular chamadas para localizar as posições e as tocas dos terroristas, é uma técnica não muito conhecida do pagode, e lá foi a teoria do telemóvel cidadão por água abaixo em questão de minutos e sem pestanejar.

 

Chegado aqui não aguentei mais tamanha carrada de imbecilidades e fui-me deitar.

 

Fechem os estúdios e deitem a chave ao rio.

 

 

 

 

|| E ganha a vida a dizer asneiras nas televisões [*]

por josé simões, em 15.04.12

 

 

 

Ver Nuno Rogeiro, na introdução à entrevista ao presidente sérvio Boris Tadic, classificar o consulado de Slobodan Milošević como nacional-socialismo.

 

[*] Se calhar é por usar gravata

 

 

 

 

 

 

|| Por falar em liberalismo

por josé simões, em 27.02.12

 

 

 

[…] fomos campeões do liberalismo, na nossa região, e da desmontagem do Estado. […] fomos excelentes alunos das ideias do denominado Consenso de Washington. […] Houve um aumento da desigualdade e uma situação muito grave, a debilitação do Estado. Os períodos de violência – que foram muito intensos e cruéis – têm a ver com a ausência do Estado no território nacional… (…) O que temos de fazer, agora, é reconstruir o Estado, porque não há uma dicotomia entre o Estado e o mercado, é o contrário: onde chega o Estado, chega o mercado. […] Não se trata de criar um Estado burocrático e pesado, mas permitir que a segurança do cidadão, a educação, a saúde possam chegar à totalidade do território nacional. Isso vem em conjunto com o objectivo de ter uma sociedade menos desigual, uma sociedade com uma melhor distribuição de rendimentos. […]

 

Desmantelar o Estado e a iniciativa privada e as ruas a arder. Depois não digam que não foram avisados. Rafael Roncagiolo, ministro dos Negócios Estrangeiros do Peru, a partir do minuto 12:51.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Periodic Table of Heavy Metals

por josé simões, em 25.07.11

 

  

 

(À atenção de Nuno Rogeiro)

 

Detalhes: Clicar na imagem > outros tamanhos > original, e depois "seguir" a lupa.

 

A table of 303 heavy metals--from AC/DC to Zyklon--charted according to genre.

 

 

 

 

 

 

|| E talvez entregar o comando das tropas a um qualquer neo Amin al-Husayni

por josé simões, em 20.06.11

 

 

 

O inteligente Luís Amado em entrevista ao programa Sociedade das Nações diz qualquer coisa como entregar a defesa das fronteiras do Estado de Israel a uma força internacional de manutenção da paz. E ninguém se riu. È grave. Não as barbaridades ditas pelo inteligente Luís Amado - vivemos num país livre e até um ministro é livre de dizer coisas da boca para fora - mas o ninguém se ter rido.

 

(Imagem)

 

 

 

 

 

|| Uma gravata

por josé simões, em 31.07.10

 

É ilucidativo ver Ahmet Davutoglu, ministro dos negócios estrangeiros da Turquia e muçulmano crente praticante, pôr uma gravata - a cruz transformada das armaduras dos cruzados, símbolo da civilização ocidental e da dominação ocidental e do capitalismo e do sucesso e da civilização ocidental e de toda essa lenga-lenga despejada nas madrassas e nas mesquitas pelos Goebbels de serviço ao islamofascismo para manter a turba aporreda na ignorância e como reserva disponível para todo o tipo de barbaridades -, e aparecer na televisão a perorar sobre Democracia e Direitos Humanos e mais Israel e flotillas humanitárias a Gaza e o caralho, e os idiotas úteis a acenarem que sim e a babarem-se em frente ao pequeno ecrã.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

|| Da História dos países

por josé simões, em 15.06.09

 

Apanhando uma boleia.

Vi e ouvi esse grande enorme analista de política internacional que responde pelo nome de Nuno Rogeiro, depois de entrevistar Pierluigi Collina para o programa Sociedade das Nações, dizer que, o livro é discutível porque é escrito segundo o ponto de vista dos israelitas.

 

Fiquei logo a matutar por que cargas de água nunca convidámos nós, por exemplo, os espanhóis para escreverem uma História de Portugal segundo o ponto de vista deles.

 

 

 

 

O Nuno Rogeiro do comentário desportivo (II)

por josé simões, em 03.12.07
Aqui ficam mais algumas humildes sugestões para futuros “Rui Santos pergunta”:
 
- Deve um Arsenal – Manchester United ser dirigido por um árbitro português?
 
- Deve um Real Madrid – Barcelona ser dirigido por um árbitro português?
 
- Deve um Milan – Juventus ser dirigido por um árbitro português?
 
 

O Nuno Rogeiro do comentário desportivo

por josé simões, em 02.12.07

 

O spot é: “Rui Santos pergunta: deve um Benfica – Porto ter um árbitro estrangeiro?”, segue-se em letras miudinhas o endereço para onde responder.
Se é de clássicos que falamos; se é de rivalidades e ódios de estimação que falamos, aqui ficam algumas sugestões para futuros “Rui Santos pergunta”:
 
- Deve um Vitória de Setúbal – Belenenses ter um árbitro estrangeiro?
- Deve um Sporting – Benfica ter um árbitro estrangeiro?
- Deve um Vitória de Guimarães – Sporting de Braga ter um árbitro estrangeiro?
- Deve um Marítimo – Nacional da Madeira ter um árbitro estrangeiro?
- Deve um Farense – Portimonense ter um árbitro estrangeiro?
 
Mas afinal quem, e que género de pessoas é que responde a estas merdas?
 
(Volta Gabriel Alves!)
 
 

 

 

O Gabriel Alves do comentário de política internacional…

por josé simões, em 22.11.07

 

…e não só.
 
Continua a ser para mim um grande enigma a razão da constante presença de Nuno Rogeiro em tudo o que é comentário político, principalmente de política internacional, agora que a RTP se livrou dele, na SIC e na SIC Notícias. O homem faz aquilo por amor à camisola? Pro buono? Ou ganha uns cobres? Se é for free, talvez fosse boa política a Direcção de Informação começar a pensar em contratar alguém que realmente perceba do ofício; se é pago, e apesar de ser um canal privado e o dinheiro do Balsemão, não deixa contudo de ser grave; quer numa situação, quer noutra, face aos resultados produzidos.
 
“Corria o mês de Agosto do ano de 1991, quando na então URSS, Mikhail Gorbachev foi vítima de uma tentativa de golpe de Estado, levada a cabo pelo famoso “Gang dos Oito” com o intuito de trazer de volta os tempos de Brejnev. Valeu na altura a coragem de um desconhecido Boris Ieltsin que subiu para cima dos tanques e o resto é História”, escrevi aqui, numa posta sobre a Festa do Avante. Enquanto Ieltsin não se resolvia a subir para cima dos blindados, apareceu Nuno Rogeiro na televisão, chamado de emergência para analisar o golpe, e o comentário foi memorável! Dizia ele que, naquele momento, nas chancelarias ocidentais e em tudo que era sede de Governo já se estavam a entabular conversações com os golpistas com vista ao retomar da normalidade no pós-golpe. Foi o que se viu…
 
Há bocado, no telejornal das 22 na SIC Notícias, o inevitável Nuno Rogeiro, sem gravata, vem dizer acerca da situação política no Paquistão, que é bem possível que neste momento exista um pacto secreto entre Pervez Musharraf e Benazir Butho… Até porque a prisão domiciliária da senhora não é muito rigorosa, e tal e tal.
 
Volta Gabriel Alves! Sempre é melhor ouvir falar dos “três lados do losango” e do “pé que tinha mais à mão” do que ouvir alguém falar, e que não faz a mínima ideia do que está a falar.
 
(Foto roubada no Arrastão)
 
 

Medalha para o 10 e Junho

por josé simões, em 07.06.07

No dia 21 de Dezembro de 2006, a propósito da conferência negacionista de Teerão, escrevi aqui no blogue isto:

 

 

Mau, muito mau.

 

A forma patética, quase a raiar o ridículo em como Nuno Rogeiro tentou ontem, no jornal das 23 h na SIC noticias justificar o injustificável: a sua quase participação na conferência de Teerão.

Que era a favor de um estado palestiniano, assim como de um estado em Israel, e que o holocausto existiu (obrigado pela informação, o povo agradece), desapareceram milhões de pessoas na Europa mortas pelo nazismo e pelo comunismo (outro dos argumentos usados pelos revisionistas…) e pronto, não o deixaram dizer isto e ficou de papeis na mão à porta da conferência!

 

Toda a gente sabia ao que ia e, quais eram os objectivos últimos da conferência, excepto Nuno Rogeiro… Grande anjinho! Ou o Pai Natal existe?

E no dia 4 de Janeiro de 2007, recebi este comentário:

Nuno Rogeiro disse sobre na Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007 às 15:12:

 1. Dispenso-me de comentar os seus comentários, mas queria só dizer que se tratava de afirmar a historicidade do Holocausto...no Irão, e não a milhares de quilómetros, no conforto do seu blog, em Portugal...


 

2. Por outro lado, já se explicou que o objectivo da minha "intervenção" era testar a real liberdade de expressão propalada por um sector do governo iraniano.
Foi, como se viu, uma boa prova dos nove



3. Estando em Teerão a convite do MNE iraniano, senti o dever moral de escrever o que escrevi, e de tentar lê-lo. Mas este dever, claro, não se pega, sobretudo ao dono deste blog.



4. Se a minha intervenção credibilizaria ("ingenuidade" minha) a conferência, porque é que foi...censurada?
Os organizadores não podiam alegar nem "surpresa" (enviei o texto antes de sair de Lisboa), nem "inadequação": aceitaram-no inicialmente, colocaram o meu nome na lista, e na mesa, e só mudaram de ideias sobre a hora...
Pelos vistos acharam que aquilo que tinha para dizer podia chocar os presentes, apesar de não servir para chocar o autor do blog .



5. Assim, ao contrário do que pensa, não houve, da minha parte, um acto ingénuo, mas premeditado.
Premeditado...e sucedido.
Tenho pena que lhe custe tanto, mas é a vida...

 

 

Assim, e uma vez que o 10 de Junho está à porta, e com ele a tradição de medalhar tudo quanto é peito neste país, venho por este meio pedir humildemente a Sua Excelência o Presidente da República, que se digne condecorar o nosso ilustre e emérito concidadão Nuno Rogeiro, com a Torre e Espada, a Ordem do Infante, ou outra comenda que ache por bem; pelos serviços prestados em prol da salvaguarda e defesa da verdade histórica recente da Europa, contra toda e qualquer espécie de revisionismo, e, pela coragem demonstrada, ao assumir em pleno coração do "eixo do mal", e com o risco da própria vida, a memória do povo judeu; ao contrário de muito boa gente que se limita a teclar num qualquer blogue, de pantufas e no conforto do lar.

Sem mais de momento, e grato pela atenção dispensada, (segue-se a assinatura).

 


 

 


...

por josé simões, em 21.12.06

Mau, muito mau.

 

A forma patética, quase a raiar o ridículo em como Nuno Rogeiro tentou ontem, no jornal das 23 h na SIC noticias justificar o injustificável: a sua quase participação na conferência de Teerão.

Que era a favor de um estado palestiniano, assim como de um estado em Israel, e que o holocausto existiu (obrigado pela informação, o povo agradece), desapareceram milhões de pessoas na Europa mortas pelo nazismo e pelo comunismo (outro dos argumentos usados pelos revisionistas…) e pronto, não o deixaram dizer isto e ficou de papeis na mão à porta da conferência!

 

Toda a gente sabia ao que ia e, quais eram os objectivos últimos da conferência, excepto Nuno Rogeiro… Grande anjinho! Ou o Pai Natal existe?

 

 

Menos Mau.

 

O cuidado evidente de Pacheco Pereira ontem na Quadratura do Circulo, antes de cada intervenção sublinhar que os males de que padece esta maioria absoluta, são os mesmos de que padeceram as de Cavaco Silva e que ele foi deputado dessas maiorias.

 

Demorou mas chegou! Valeram a pena as constantes chamadas de atenção da blogosfera para a estranha amnésia de Pacheco Pereira.