"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Uma central nuclear que vê o seu tempo de vida prolongado de 40 para 60 anos é mais segura no fim do tempo útil de vida, por via "do seu upgrade após Fukushima", entre outros, do que no dia da sua inauguração, tipo um carro doa anos 70 depois de platinados, radiador e pneus novos, estar em melhores condições de circulação do que no dia em que saiu da fábrica. E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?
«Quand je parle, je pleure. Quand je vois mes photos, je pleure. Je n’ai plus de larmes à force de pleurer. Elles ont toutes séché. Là, vous me voyez en train de rire parce que je vais un peu mieux. Mais je ne peux pas rentrer chez moi, à cause de la radioactivité».
E a "resistência à «nova ordem» imperialista" obriga a uma pausa na "frente anti-imperialista", para matar a fome ao povo, antes que a fome mate o povo, com ajuda proveniente do "capitalismo imperialista", que no fundo são uns corações moles, para depois então prosseguir com a "liquidação do capitalismo" [sem piedade] e com a "construção de uma nova sociedade sem exploradores nem explorados". Amém!
Perder uma oportunidade de não ficar calado. Foi ontem. Não há neutralidades possíveis. Até por respeito às vítimas. Índia, Paquistão (com o Afeganistão ali ao lado), Irão, Coreia do Norte e os idiotas úteis Lula da Silva, Recep Tayyip Erdogan, Hugo Chávez e os manos Castro. Sessenta e cinco anos depois continua a haver muita gente ansiosa por cortar o bolo de anos para a fotografia. A preto-e-branco.
Ainda sou do tempo em que os acordos SALT eram grandes vitórias das “forças democráticas” e a sua assinatura era precedida de “grandiosas” manifs nas capitais europeias” promovidas pelos mui famosos “Conselhos Para A Paz e Cooperação”, “pela paz” e “contra o imperialismo” e onde tudo, energia e armamento, era deliberadamente misturado.
Segunda-feira, 6 de Agosto de 1945, 8.15am: uma bomba atómica baptizada Little Boy é largada pelo bombardeiro norte-americano B-29, baptizado Enola Gay, nome da mãe do piloto, o Tenente-Coronel Paul Tibbets, sobre a cidade japonesa de Hiroshima.