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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Num mundo perfeito

por josé simões, em 27.11.20

 

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Num mundo perfeito Pedro Passos Coelho tinha telefonado a Christine Lagarde e agora tínhamos o @psocialista em peso, mais os avençados e ilhas adjacentes, em pé de guerra nas "redes" e no comentário televisivo, contra a subserviência do poder político ao poder económico e a uma tecnocrata nomeada por interesses mais ou menos obscuros, enquanto ignora a Constituição de um país soberano e as decisões saídas de um Parlamento eleito em eleições livres e democráticas.

 

[António Costa no Twitter]

 

 

 

 

O regresso dos mercados

por josé simões, em 26.11.20

 

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Dizem, os especialistas Zés Gomes Ferreiras desta vida que pululam nas redacções das televisões, que o chumbo de nova injecção de dinheiros públicos, do contribuinte, no Novo Banco, até estar concluída a auditoria, põe em causa a credibilidade do Estado, por quebra de contrato. O Estado, que pode quebrar o contrato que tem com o cidadão, o contribuinte, ao cortar salários, pensões, e apoios sociais, para acudir à falência dos bancos e à quebra de contrato que tinham com a sociedade, com a economia e, em última instância, pode ter reflexo nos juros da dívida pública, com os mercados a penalizarem um país, um Governo, um Estado, que se recusa a injectar dinheiro dos cidadãos, dos contribuintes, num banco com operações no mínimo mal explicadas [1] [2]. O dinheiro que não tem e que se vê obrigado a pedir emprestado aos mercados. É isto, não é?

 

[Imagem de Sébastien Camboulive]

 

 

 

 

As coisas como elas são

por josé simões, em 23.09.20

 

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Votos contra: PS e PSD

Abstenção: CDS e IL

Votos a favor: BE e PCP

 

Novo Banco. Deputados chumbam divulgação imediata e integral de auditoria

 

[Imagem]

 

 

 

 

Agora pençem *

por josé simões, em 23.09.20

 

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André Ventura, nos intervalos de consultor da Finparter, empresa especializada na aquisição de vistos gold e imobiliário de luxo, o denominado planeamento fiscal, em português corrente "fuga ao fisco":

 

Novo Banco: Falta de comparência de André Ventura impede discussão parlamentar sobre nova auditoria

 

* Não é gralha no título do post, é como escrevem os analfabetos e matarruanos, minions do Chaga, de plantão ao Facebook 24 horas/ dia.

 

[Roubado]

 

 

 

 

Mister Magoo

por josé simões, em 30.07.20

 

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Por uma ironia do destino sabemos do arraso do Tribunal de Contas ao papel de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, na gestão dos casos Banif e BES, "supervisor a decidir resolução de supervisionados revela conflito de interesses que lesa contribuintes" e "falta de independência", poucos dias depois de Mário Centeno, ex ministro das Finanças que geriu todo o processo Novo Banco, ter sido noneado para ocupar a cadeira de governador do banco central e gerir o caso dos milhões de euros do contribuinte à disposição do fundo Lone Star. Tempo de ouvir o Benny Hill Theme.  

 

 

 

 

O PS a render

por josé simões, em 21.05.20

 

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«o primeiro-ministro reiterou que o Estado apenas emprestou dinheiro ao Fundo de Resolução. "É dinheiro que está a render"», disse, a propósito da recapitalização do Novo Banco, Passos Coelho em 23 de Setembro de 2015, e com isso levou com o PS todo em cima, desde o Parlamento aos blogues, passando pelo Facebook e pelo Twitter e pelas colunas de opinião dos avençados diversos na imprensa escrita.

 

Ontem, no debate quinzenal no Parlamento, António Costa saiu-se com esta e levou com o PS todo em cima, a aplaudir. muito.

 

[Imagem Hans-Peter Feldmann]

 

 

 

 

Menus de distanciamento social

por josé simões, em 13.05.20

 

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António Costa tem uma reunião com o Mário Centeno e as televisões e as rádios e os jornais todos sabem. A vichyssoise continua na ementa da política no tugão.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Não há dinheiro para nada

por josé simões, em 17.01.20

 

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Não há dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para pensões e reformas, nem para aumentar apoios sociais, nem para diminuir a idade da reforma, nem para o investimento público.

 

"Governo prepara injecção final de 1,4 mil milhões no Novo Banco"

"Instituição pode receber uma verba superior ao previsto no OE 2020" mas devemos todos ficar muito contentes e até aplaudir de pé já "que permite concluir limpeza do banco abaixo do valor máximo de 3,89 mil milhões acordado e muito antes do prazo final". Inimagináveis milhões de euros do contribuinte depois ainda poupámos dinheiro. Viva!

 

[Imagem "Snooty: Honorable Mention, Portrait". Bonaire Wreck, Jupiter, Florida]

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 04.10.19

 

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Mais de 70% dos portugueses têm falta de dentes

 

Quase metade dos portugueses não foi ao dentista em 2017

 

 

Contribuintes perdoam €30 milhões para salvar clínicas Malo

 

[Imagem]

 

 

 

 

"Solução é a que melhor defende os contribuintes"

por josé simões, em 02.08.19

 

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"O Novo Banco registou um prejuízo de 400,1 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o que compara com um prejuízo de 212,2 milhões no mesmo período de 2018, foi hoje divulgado."

 

Novo Banco agrava prejuízos em 88,5% para 400,1 milhões de euros

 

 

Pedro Passos Coelho interrompeu por alguns momentos as férias que está a passar com a família em Manta Rota, no Algarve, para falar aos jornalistas sobre a decisão do Banco de Portugal, que anunciou este domingo, 4 de Agosto, um plano de capitalização do BES de 4.900 milhões de euros e a separação dos activos tóxicos ('bad bank') dos restantes que ficam numa nova instituição, o Novo Banco.

 

O que é essencial hoje é passar uma mensagem de tranquilidade quanto à solução que foi adoptada. Ela respeita o quadro legal e portanto o Governo não deixou de a apoiar. E, em segundo lugar, é aquela que oferece, seguramente, maiores garantias de que os contribuintes portugueses não serão chamados a suportar as perdas que, neste caso, respeitam pelo menos a má gestão que foi exercida pelo BES.

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 10.03.19

 

 

 

"Não ter um pingo de vergonha na cara, aula prática" é o título no original.

 

 

 

 

Rewind/ Fast Forward buttons

por josé simões, em 07.03.19

 

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A propósito da injecção de [mais] um milhão e cem mil euros no Novo Banco, saídos do Fundo de Resolução Bancária, por interposta pessoa o Estado, e que não é um só euro do dinheiro que o contribuinte vai recuperar no prazo de 30 anos, um exercício interessante de fazer seria recuperar agora o que dirigentes, deputados, comentadeiros e paineleiros diversos em rádios, jornais e televisões, blogues e mais as brigadas de plantão às "redes", disseram quando Pedro Passos Coelho afiançou que o dinheiro emprestado ao Fundo estava a render.

 

[Imagem]

 

 

 

 

A televisão do militante n.o 1

por josé simões, em 04.03.19

 

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Marques Mendes, na avença semanal na televisão do militante n.o 1, a enganar os portugueses perante o silêncio cúmplice da pivô de plantão ao telejornal [a partir do minuto 04:30].

 

[Aqui]

 

 

 

 

Novo Banco com prejuízo de 1.412 milhões de euros em 2018

por josé simões, em 01.03.19

 

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O Novo Banco vai pedir 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas? Capítulo II

por josé simões, em 29.03.18

 

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A propósito do post "E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?" diz-me o João Galamba no Twitter que "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são". Pois bem, que seja. E então já que não há retorno do dinheiro do contribuinte, enterrado a fundo perdido num banco privado propriedade de um fundo abutre a quem o Estado pagou para ficar com o banco, porque é que não ficámos, nós, o Estado, o contribuinte, com ele como pretendiam Bloco de Esquerda e PCP?  Se era para ter prejuízo era preferível ficar com o banco do que pagar para o vender, certo? Ou nem por isso quando o medo e o respeitinho é muito bonito é condição para não invocar o interesse nacional e bater o pé a Bruxelas.

 

Se "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são", ler a Caixa Geral de Depósitos, e uma vez que o dinheiro não se evapora de dentro dos cofres dos bancos, por que razão ou razões, o Estado, o dinheiro dos contribuintes, nós todos, os accionistas do banco do Estado, os tais que segundo o ministro Mário Centeno vão investir na mira do retorno, não podemos saber para onde é que foi o dinheiro que estava na Caixa e deixou de estar, para os bolsos de quem, e quem é que autorizou que o dinheiro passasse de um lado para o outro?

 

E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?

 

[Imagem]