Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas? Capítulo II

por josé simões, em 29.03.18

 

google-street-view-finger.jpg

 

 

A propósito do post "E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?" diz-me o João Galamba no Twitter que "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são". Pois bem, que seja. E então já que não há retorno do dinheiro do contribuinte, enterrado a fundo perdido num banco privado propriedade de um fundo abutre a quem o Estado pagou para ficar com o banco, porque é que não ficámos, nós, o Estado, o contribuinte, com ele como pretendiam Bloco de Esquerda e PCP?  Se era para ter prejuízo era preferível ficar com o banco do que pagar para o vender, certo? Ou nem por isso quando o medo e o respeitinho é muito bonito é condição para não invocar o interesse nacional e bater o pé a Bruxelas.

 

Se "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são", ler a Caixa Geral de Depósitos, e uma vez que o dinheiro não se evapora de dentro dos cofres dos bancos, por que razão ou razões, o Estado, o dinheiro dos contribuintes, nós todos, os accionistas do banco do Estado, os tais que segundo o ministro Mário Centeno vão investir na mira do retorno, não podemos saber para onde é que foi o dinheiro que estava na Caixa e deixou de estar, para os bolsos de quem, e quem é que autorizou que o dinheiro passasse de um lado para o outro?

 

E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?

 

[Imagem]

 

 

 

 

E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?

por josé simões, em 29.03.18

 

gesto.jpg

 

 

Corriam os últimos dias do Governo da direita radical e Pedro Passos Coelho, também conhecido por "o pantomineiro do pin", veio com a habitual falinha mansa em tom de barítono, avisar os portugueses que "Quanto mais tempo demorar a vender o Novo Banco, mais juros recebe o Estado", gerando grande sururu e grande clamor de indignação em tudo o que não era apóstolo ou escudeiro do futuro esperador do mafarrico. E o Novo Banco lá levou o tempo que levou a vender, com o ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro a governar a vidinha no regaço do Banco de Portugal, eos juros recebidos pelo Estado foram o que se viu e são o que são, pela parte que me toca, 1700 € desembolsados para o buraco geral, passo.

 

Ontem veio o ministro Mário Centeno, também conhecido como o Ró - náldo [com dois acentos, como dizem na televisão] das Finanças, avisar keep calm anda carry on que o dinheiro dos contribuintes, enterrado pelo Estado na limpeza de negócio do fundo abutre Lone Star, não é dinheiro atirado fora mas investimento público com retorno garantido, sem que, salvo raríssimas excepções, se levantasse um coro de protesto como nos idos do Governo PSD/ CDS.

 

Continuemos assim, com indignações e revoltas direccionadas consoante o lado de que sopra o vento, que vamos longe.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Não há dinheiro para nada. Capítulo III

por josé simões, em 28.03.18

 

retro.jpg

 

 

"Estava no início de férias e recebi um telefonema da ministra das Finanças a dizer: 'Assunção, por favor vai ao teu email e dá o OK, porque isto é muito urgente, o Banco de Portugal tomou esta decisão e temos de aprovar um decreto-lei'. (...) Como pode imaginar, de férias e à distância e sem conhecer os dossiês, a única coisa que podemos fazer é confiar e dizer: 'Sim senhora, somos solidários, isso é para fazer, damos o OK'. Mas não houve discussão nem pensámos em alternativas possíveis — isto é o melhor ou não —, houve confiança no Banco de Portugal, que tomou uma determinada decisão". Depois disso o Governador do Banco de Portugal foi reconduzido no cargo pelos partidos da direita radical [PSD/ CDS], os mesmos partidos que antes o haviam arrasado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES. E depois de depois disso, António Costa, o primeiro-ministro da 'Geringonça' jurava ao país que a "venda do Novo Banco não acarreta encargos para os contribuintes", como já antes havia jurado José Sócrates com o BPN. Como a venda, "instrumento geralmente de pano utilizado para tapar os olhos", foi usada com mestria, percebem agora os mais crédulos onde é que António Costa queria chegar.

 

O secretário de Estado adjunto e das Finanças, que diz não ter ainda conhecimento das contas finais de 2017 do novo Banco, admite que o Estado tenha que injectar mais dinheiro no Fundo de Resolução para que este possa recapitalizar o sucessor do BES

 

Não há dinheiro para nada, qual foi a parte que não perceberam?

 

Capítulo I

Capítulo II

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O espelho retrovisor de Assunção Cristas

por josé simões, em 08.01.18

 

Rear-view mirror.jpg

 

 

A banhos no Algarve, enquanto assinava de cruz a [re]solução para o BES congeminada por Carlos Costa, excelentíssimo Governador do Banco de Portugal, Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, e Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, sem custos para o contribuinte, juraram a pés juntos.

 

Fundo de Resolução dá como perdidos os €4,9 mil milhões injectados no Novo Banco em 2014

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 16.05.17

 

psycho-anet Leigh's shower scene scream  getty.jpg

 

 

Maria Luís questiona atraso do processo de venda do Novo Banco

 

[Na imagem "Psycho Anet Leigh's shower scene scream"]

 

 

 

 

 

Fake news

por josé simões, em 05.04.17

 

sérgio-monteiro.jpg

 

 

Novo Banco: Esquerda é responsável por esta “má venda”

 

[Ler: Levar Portugal a sério (a sério)]

 

 

 

 

 

Chapéu!

por josé simões, em 03.04.17

 

Brad Phillips.jpg

 

 

Tiro o meu chapéu a esta direita que, depois de quase 5 anos de Governo a esconder a banca da troika, a adiar uma solução para não sujar a saída limpa, a lavar as mãos atrás do biombo do Banco de Portugal para não comprometer a campanha eleitoral, a ter um vendedor, amigo, para o BES, repescado entre os secretários de Estado desempregados do Governo pelo Governador, amigo, reconduzido no Banco de Portugal, não só fazer passar para a opinião pública que tudo isto é obra dos socialistas, do Governo socialista, da esquerda radical, da Geringonça, como ainda meterem o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a defender a solução. Chapéu!

 

[Imagem]

 

 

 

 

Normalidade democrática

por josé simões, em 31.03.17

 

A bull shark that was found in a puddle south of T

 

 

O Banco de Portugal [já] gastou 25 - vinte e cinco - 25 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes em assessoria para descobrir a solução para o imbróglio BES/ Novo Banco que consiste em o Estado injectar 4 000 000 000 000 - quatro mil milhões - 4 000 000 000 000 de euros do dinheiro do contribuinte no banco para o dar de mão beijada e sem direito de voto a um fundo "abutre".

 

Não há dinheiro para nada e ainda há a "sustentabilidade da Segurança Social" e o aumento da idade da reforma.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

Os ilusionistas

por josé simões, em 12.01.17

 

 

 

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, a 3 de Agosto de 2014: "A medida de resolução agora decidida pelo Banco de Portugal, e em contraste com outras soluções que foram adoptadas no passado, não terá qualquer custo para o erário público, nem para os contribuintes". Passos Coelho, a 4 de Agosto: [A solução] é aquela que oferece, seguramente, maiores garantias de que os contribuintes portugueses não serão chamados a suportar as perdas". Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, a 7 de Agosto: "Aconteça o que acontecer ao Novo Banco, [o Estado] não vai ser chamado a pagar eventuais prejuízos. Isso tem de ficar muito, muito claro". Cavaco Silva, presidente da República, a 26 de Setembro de 2014: "A autoridade de supervisão, entre as alternativas que se colocavam, escolheu aquela que melhor servia o interesse nacional e que não trazia ónus para o contribuinte".

 

 

 

 

||| A fórmula mágica

por josé simões, em 25.02.16

 

Romaric Tisserand.jpg

 

 

O Novo Banco, que só tem "colaboradores", quer despedir 500 "trabalhadores" com o apoio do Banco de Portugal para o despedimento de 500 "pessoas".


Subimos no rating da "pessoa humana", como agora se usa, na medida de desumanidade exactamente inversa: colaborador > trabalhador > pessoa. Despedida.


[Imagem]

 

 

 

 

||| PAF TREK. Episódio 1 - O Plano Juncker

por josé simões, em 24.02.16

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

||| Passos Coelho acusa António Costa de falta de transparência na TAP

por josé simões, em 14.02.16

 

GoodFellas.jpg

 

 

"Uma mudança na lei do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras permitiu que o Novo Banco negociasse a venda do Banco Internacional de Cabo Verde (BICV) diretamente e só com um interessado, neste caso José Veiga."


[Imagem]

 

 

 

 

||| A vaquinha

por josé simões, em 16.12.15

 

cow-butt-plug.jpg

 

 

Quase tão importante como a interrogação de Jerónimo de Sousa hoje no debate no Parlamento, "onde é que está o dinheiro a perder de vistas ganho com os juros do erário público empatado no fundo de resolução?" é saber em que teta ponto é que está a "vaquinha" que Pedro Passos Coelho se propôs encabeçar para ajudar os lesados do BES.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Pornografia

por josé simões, em 05.11.15

 

spank me.jpg

 

 

Pornografia é, por todos os motivos legais e mais alguns, alguém não ver devolvidos os 90 mil que, levado ao engano, investiu num banco falido pelo senhor que recebe 90 mil de pensão do banco que faliu.
Que o fundo de pensões não é o banco nem o banco é o fundo de pensões e que o dinheiro do fundo de pensões não é pago pelo contribuinte. Do fundo de pensões "esburacado".
Tal e qual o BES não era o GES nem o GES era o BES e as pessoas que tirem o cavalinho da chuva porque não tiveram uma carreira contributiva que justifique os 600€ mensais que recebem de reforma da Segurança Social, dito por um fulano que não sabia que tinha de descontar para a dita como forma de esta poder continuar a pagar os 600€ de pensões que as pessoas não podem continuar a receber porque para tal não descontaram.

 

 

 

 

||| PI – NÓ – QUI – O

por josé simões, em 24.09.15

 

pinocchio-pencil-sharpener.jpg

 

 

«Empréstimo ao Fundo de Resolução rende zero ao contribuinte


Juros pagos pelo Fundo ao Tesouro são despesa pública, anulando o ganho de 120 milhões de euros que Passos Coelho refere»


[Imagem]