"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Paulo Ferreira, Prémio Pinóquio do Ano de 2018, lídimo escudeiro da direita radical e competentíssimo no cumprimento da agenda política e ideológica nos media, aparece no Twitter a desculpar o hotel SANA por ter dado asilo à reunião de saudosos do nazi-fascismo, e contra o "pelourinho" onde foi colocado pelas "redes sociais" [sempre boas para os escudeiros da direita radical passarem o spin, depois repetido e amplificado ad nauseam pelos aios de plantão] sem explicar como é que, ou porque é que, a Sábado destacou jornalistas para fazer a cobertura de evento organizado por cidadã anónima, já que só a posteriori se soube ser o nome da mãe de Mário Machado.
Há no entanto um upgrade nesta aparição do Prémio Pinóquio do Ano de 2018 no Twitter: não enveredou pelo whataboutism do "também já lá ouve uma conferência de uma organização de esquerda e a esquerda e o comunismo e o Estaline e o Pol Pot [Mao fica sempre fora da equação, se calhar porque os ex maoistas são os actuais... vocês sabem], e que é o caminho invariavelmente trilhado pela direita radical para desculpar e absolver a extrema-direita que se atreve a dizer em público e em voz alta o que eles só se atrevem a pensar em privado.
Cerca de 100 mortos, 30 000 detenções, mais de 1 000 sinagogas incendiadas, mais de 7 000 lojas destruídas ou seriamente danificadas. Foi assim que tudo começou.
Quando toda a gente sabe que o que põe as chancelarias europeias a tremer e causa o pânico nas agências de notação financeira e provoca a desconfiança e o receio dos "investidores", que o perigo está na subida do rating eleitoral do Syriza, os extremistas de esquerda. Os mortos e os assassinatos são danos colaterais, e necessários, no caminho para o futuro radioso que nos espera proporcionado pelo Deus Mercado.
E foi com os ensinamentos da I Guerra Mundial aprendidos que as potências vencedoras da II Guerra Mundial optaram pela inclusão da derrotada Alemanha, ao invés de mais sanções, compensações e impostos de guerra, e que Jean Monnet, Robert Schuman, Konrad Adenauer, puseram mãos à obra para construir a Europa que nós, a última geração privilegiada, ainda tivemos o prazer de conhecer e viver; para evitar que situações destas se voltassem a repetir. [Via]
Parece que a divulgação da destruição dos ficheiros, pouco depois, foi recebida com incredulidade de políticos da esquerda à direita. Não se percebe é se a incredulidade é pela destruição, pela divulgação da organização, ou pela divulgação da destruição. Políticos da direita à esquerda. Pois. É que, além da RFA, também houve uma coisa, um serviço de segurança com um Estado dentro, que deu pelo nome de RDA.
«Aparentemente, a destruição foi levada a cabo por um agente sem ter sido ordenada pela sua chefia». E isso é mau porque se presta a "teorias da conspiração". E a gente vai fazer de conta que não sabe nada de nada de História e vai repetir 3 vezes: aparentemente, aparentemente, aparentemente.
“As the soon of a concentration camp survivor I have wondered what it must be like to be the child of a leading Nazi.
How does one resolve the painful conflicts that such a relationship produces?
Not long ago my mother met with Hilde Schramm, the daughter of Albert Speer, their meeting being featured in a radio programme. My mother thought her a good woman who had struggled to put right her father's crimes in the best way she could.
But nevertheless, my mother decided not to confront her directly about Speer. Why? Because Mum felt it would not be fair. The issue was bound to be so difficult for Schramm. "After all, he was her Daddy".
In today's paper there was the fascinating (if sordid) story of Max Mosley, Oswald's son, and his Nazi sex games. Both Nicholas and Max Mosley have striven so hard to consign their family history to the past. Yet it is clearly still there in Max's case, and strongly so.