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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Tradição, dizem eles

por josé simões, em 02.05.19

 

 

 

Quando os idiotas úteis ocidentais vierem para a praça pública clamar contra a proibição das cabeças tapadas nas ruas e contra a indumentária saco de serapilheira, vulgo burqa, a que estão condenadas as mulheres pelo fundamentalismo religioso, porque é a tradição, porque é a escolha da mulher, porque a mulher até se sente nua se assim não for, porque é a imposição cultural ocidental, porque é o monoculturalismo, por que é o eurocentrismo e blah-blah-blah e outras barbaridades que tais, lembrem-se deste clip e de como a tradição é incutida nas mulheres, logo desde pequeninas que é quando se torce o pepino em qualquer lado do mundo.

 

[Vídeo]

 

 

 

 

Typing Feminism

por josé simões, em 16.04.19

 

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Collaborative project made up by Women for the world. Typing Feminism

 

 

 

 

This Is An Ad For Men

por josé simões, em 31.03.19

 

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"The sad truth about gender equality in Germany: Men dominate the management and executive boards - with 91.4%. Time to prove that women belong in leadership too. Based on a data project, L'Oreal Paris collected and analyzed several studies and data sets with results that led to the first cosmetic advertising for men.

 

Simplified infographics with products prove that women belong in leadership roles. For good reasons: With women in 30% of management positions profitability increases by 15%.

 

They perform 24% better in management reviews.

 

And help to develop more innovations, for example with 20% more patents per year.

 

All this speaks a clear language...which is also understood by the decision-makers in listed companies: men."

 

Print advertisement created by McCann, Germany for L'Oreal, within the category: Beauty.

 

 

 

 

#DiaDaMulher

por josé simões, em 08.03.19

 

 

 

 

 

 

Entre marido e mulher ninguém mete a colher

por josé simões, em 07.03.19

 

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A minha vizinha de baixo levava porrada do meu vizinho de baixo, o marido. Altas horas da madrugada e "pára! por favor!". Choro. E o som cá em cima "pam! pam! bam! catrapaz!", "por favor!" choro, gritos. Duas da manhã, agarro no telemóvel e ligo para a polícia "quero participar um caso de violência doméstica", relato da ocorrência, identificação, "vamos mandar já aí um carro patrulha", não demorou 5 minutos e tocam à campainha "polícia!", abro a porta e em alta voz escada acima "foi daqui que participaram um caso de violência doméstica?". "Sim". "Em que andar?" e lá vai o agente da autoridade escada abaixo. Toque de campainha "o seu vizinho do andar de cima participou um caso de violência doméstica...". O agressor "homessa! deve ser engano..." mais meia dúzia de palavras trocadas e ala que vai o carro da polícia, mais os polícias dentro, rua fora. De manhã, quando chego à garagem do condomínio, tenho dois pneus rasgados à navalha. 180 € e uma participação na PSP contra desconhecidos que acabou arquivada.

 

Depois disso continuaram a vidinha de pombinhos apaixonados a sair de braço dado como se nada fosse, ela de óculos escuros, muitos beijinhos e encosta a cabecinha no meu ombro. Uma vez cruzei-me com o macho man no elevador e levava uma chibata na mão. Juro.

 

Um mês e meio a dois meses depois, do andar de baixo, a altas horas da madrugada "pára! por favor!". Choro. E o som cá em cima "pam! pam! bam! catrapaz!", "por favor!" choro, gritos. O mesmo filme. Duas e meia, três da manhã, agarro no telemóvel e ligo para a polícia "quero participar um caso de violência doméstica", relato da ocorrência, identificação "vamos mandar já aí um carro patrulha", não demorou 5 minutos e tocam à campainha "polícia!". Falamos pelo intercomunicador, explico o acontecido, digo qual o andar, "abra-me a porta, sff, vou tocar à campainha no andar, o senhor não apareça para não ser identificado, vamos preserva-lo". "Agradeço, obrigado". E eu cá em cima a ouvir. "Tivemos uma participação anónima de um caso de violência doméstica neste andar". "Aqui?! Deve ser engano...". "Pois que seja engano. Se faz favor pode chamar a sua esposa para falarmos com ela?". "Ó fulana, chega aqui que a polícia quer falar contigo". [...]. "Está tudo bem com a senhora?". "Porque é que não havia de estar?!". "É que tivemos uma participação anónima de violência doméstica neste andar....". "Neste andar? Por amor de Deus, deve ser engano...". "E essas marcas na cara e no pescoço?". "Isto? Isto não é nada. Estava ali em cima de um banco a arrumar umas coisas no roupeiro e caí. Tive sorte, podia ter sido pior". "Boa noite". "Boa noite".

 

De manhã, quando chego à garagem do condomínio, tenho quatro - 4 - quatro pneus rasgados à navalha. 360 € e uma participação na PSP contra desconhecidos que acabou arquivada.

 

Entretanto venderam o andar, desabulharam daqui para fora e foram para onde Deus sabe. Sempre muito apaixonados e muitos beijinhos. A senhora continua viva, até quando não sei, que me tenho cruzado com ela na rua a espaços. "Bom dia vizinho, tudo bem?".

 

Entre marido e mulher ninguém mete a colher, vox pop. E eu gastei 540 € em borracha, mais uns trocos em calibragem e alinhamento de direcção, na minha vizinha que não queria ser salva.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Dia de luto nacional pela inépcia do poder político para alterar a legislação

por josé simões, em 07.03.19

 

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Luto nacional pelas vítimas de violência doméstica

 

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Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 03.03.19

 

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Inês Castel-Branco na capa de Março da GQ Portugal.

 

 

 

 

Desengane-se quem pensava que o Meritíssimo Neto Moura era um caso isolado

por josé simões, em 28.02.19

 

 

 

Portugal, século XXI:

 

Associação Sindical de Juízes celebra Dia da Mulher com workshop de maquilhagem

 

[Imagem "Judges" by Jerrold Litwinenko]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 24.02.19

 

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"O potencial matrimonial reside, precisamente, no amparo e na necessidade de segurança. A mulher gosta de se sentir útil, de ser a retaguarda e de criar a estabilidade familiar, para que o marido possa ser profissionalmente bem sucedido. Esse sucesso é também o seu sucesso! Por norma, não se incomoda em ter menos rendimentos que o marido, até pelo contrário. Gosta, sim, que seja este a obtê-los, sendo para si um motivo de orgulho. Porquê? Porque lhe confere a sensação de protecção e de segurança. Demonstra-lhe que, apesar poder ter uma carreira mais condicionada, pelo facto de assumir o papel de esposa e mãe, a mulher conta com esse suporte e apoio do marido, para que nada falte. Por outro lado, aprecia a ideia de “ter casado bem”, como se fosse este também um ponto de honra."

 

Joana Bento Rodrigues: A Mulher, o feminismo e a lei da paridade

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

What Does #MeToo Gain by Winning “Brand of the Year?”

por josé simões, em 09.12.18

 

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Do we risk over-simplifying complex social + political movements, or do awards like these keep the activist spirit alive?

 

 

 

 

...

por josé simões, em 14.10.18

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

Feminist Internet

por josé simões, em 11.07.18

 

 

 

 

"Feminist Internet exists to advance internet equalities for women and other marginalised groups through creative, critical practice."


Internet equalities means equal rights to freedom of expression, privacy, data protection and internet access regardless of race, class, gender, gender identity, age, belief or ability.

 

 

 

 

24 de Junho de 2018

por josé simões, em 24.06.18

 

 

 

#SaudiWomenDriving by Malika Favre via Arabe News no Twitter.

 

 

 

 

Alguma vez havia de dar merda

por josé simões, em 11.06.18

 

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A estupidez do politicamente correcto, para o caso e por ser um quase exclusivo da esquerda, nomeado de "linguagem inclusiva", do "eles e elas", do "bom dia a todas e a todos", do "homens e mulheres", alguma vez havia de dar merda. E deu. Deu para o lado do mais fraco, o lado que é suposto a suposta linguagem supostamente inclusiva proteger e incluir, o lado das trabalhadoras, com a empresa espanhola Aceites y Energía Santamaría a recusar pagar retroactivos das actualizações salariais às mulheres alegando que o acordo colectivo de trabalho fala em trabalhadores" e não em trabalhadoras.

 

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ADENDA: Isabel Casanova em "Calem-se, por favor, mas de vez!"

 

 

 

 

Nada de mais errado

por josé simões, em 09.03.18

 

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Nada de mais errado. Não resolve nada. É preciso é reforçar e proteger a contratação colectiva e os acordos de empresa. Isso sim.

 

Helena Roseta: "É preciso penalizar as empresas que pagam menos às mulheres"

 

[Na Imagem "Jaime Sommers, The Bionic Woman"]