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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Dão-se explicações

por josé simões, em 12.04.18

 

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Depois, se houver uma crise como a do subprime, ou outra, uma guerra, com o imbecil que está instalado na Casa Branca nunca se sabe, se o preço do petróleo vier por aí acima, se o próximo ocupante do Banco Central Europeu for um alemão fundamentalista, e isto der para o torto, dá de certeza, e apanharmos com o terceiro resgate numa década, o ministro das Finanças vai explicar aos portugueses, aqueles que não trabalhadores da Administração Pública, do sector privado, que não são aumentados há quase uma década, nalguns casos até há mais tempo, porque é que não havendo dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para as polícias e os militares, nem para a justiça, andou a distribuir dinheiro a rodos ao invés de manter o défice perto do zero por forma a reduzir os juros da dívida e permitir o investimento público.

 

Sucesso, diz o Ministro das Finanças [Mário Centeno], mas vai ter de explicar aos trabalhadores da administração pública por que afirma que não há dinheiro para aumentos salariais para trabalhadoras que estão há oito/nove anos sem qualquer aumento, afirmou o líder do PCP.

 

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E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas? Capítulo II

por josé simões, em 29.03.18

 

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A propósito do post "E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?" diz-me o João Galamba no Twitter que "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são". Pois bem, que seja. E então já que não há retorno do dinheiro do contribuinte, enterrado a fundo perdido num banco privado propriedade de um fundo abutre a quem o Estado pagou para ficar com o banco, porque é que não ficámos, nós, o Estado, o contribuinte, com ele como pretendiam Bloco de Esquerda e PCP?  Se era para ter prejuízo era preferível ficar com o banco do que pagar para o vender, certo? Ou nem por isso quando o medo e o respeitinho é muito bonito é condição para não invocar o interesse nacional e bater o pé a Bruxelas.

 

Se "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são", ler a Caixa Geral de Depósitos, e uma vez que o dinheiro não se evapora de dentro dos cofres dos bancos, por que razão ou razões, o Estado, o dinheiro dos contribuintes, nós todos, os accionistas do banco do Estado, os tais que segundo o ministro Mário Centeno vão investir na mira do retorno, não podemos saber para onde é que foi o dinheiro que estava na Caixa e deixou de estar, para os bolsos de quem, e quem é que autorizou que o dinheiro passasse de um lado para o outro?

 

E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?

 

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E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?

por josé simões, em 29.03.18

 

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Corriam os últimos dias do Governo da direita radical e Pedro Passos Coelho, também conhecido por "o pantomineiro do pin", veio com a habitual falinha mansa em tom de barítono, avisar os portugueses que "Quanto mais tempo demorar a vender o Novo Banco, mais juros recebe o Estado", gerando grande sururu e grande clamor de indignação em tudo o que não era apóstolo ou escudeiro do futuro esperador do mafarrico. E o Novo Banco lá levou o tempo que levou a vender, com o ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro a governar a vidinha no regaço do Banco de Portugal, eos juros recebidos pelo Estado foram o que se viu e são o que são, pela parte que me toca, 1700 € desembolsados para o buraco geral, passo.

 

Ontem veio o ministro Mário Centeno, também conhecido como o Ró - náldo [com dois acentos, como dizem na televisão] das Finanças, avisar keep calm anda carry on que o dinheiro dos contribuintes, enterrado pelo Estado na limpeza de negócio do fundo abutre Lone Star, não é dinheiro atirado fora mas investimento público com retorno garantido, sem que, salvo raríssimas excepções, se levantasse um coro de protesto como nos idos do Governo PSD/ CDS.

 

Continuemos assim, com indignações e revoltas direccionadas consoante o lado de que sopra o vento, que vamos longe.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Vale tudo

por josé simões, em 14.02.17

 

 

 

Sem perceber porque é que as sondagens lhes continuam a ser adversas e no desespero de entalar o ministro das Finanças, o primeiro-ministro, o Governo, o Presidente da República [não necessariamente por esta ordem], e provocar a queda do Governo que desmontou o TINA [There Is No Alternative], alfa e ómega do Governo da direita radical durante quase cinco anos, a liderança do PSD insinua as semelhanças entre o Governo PS de António Costa, suportado pela esquerda no Parlamento, e o Governo PS minoritário de José Sócrates, já julgado e condenado nos jornais e televisões. Vale tudo.

 

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 11.02.17

 

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Depois de oito Orçamentos do Estado em quatro anos de legislatura:

 

Nunca outro ministro errou tanto como Centeno diz Passos Coelho

 

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Piada feita

por josé simões, em 10.02.17

 

 

 

Pedro Passos Coelho acusa o ministro das Finanças de esconder ao Parlamento e de faltar à verdade.

 

 

 

 

 

É...

por josé simões, em 09.02.17

 

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Ver um ex-secretário de Estado do Governo da direita radical, eleito com base numa mentira, a governar quatro anos pela mentira, invocar a mentira para apontar o dedo ao ministro das Finanças é...

 

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||| "Não estraguem, por favor, não estraguem" [*]

por josé simões, em 14.01.16

 

 

 

"Centeno admite que Banif pode ser entrave à saída do défice excessivo"


[Clara Bow na imagem]


[*]

 

 

 

 

|| Nem um pio

por josé simões, em 02.07.13

 

 

 

Demite-se, por carta registada com aviso de recepção de 8 meses, o ministro n.º 1, o das Finanças, o estratega de toda a política orçamental e financeira do Governo Cavaco Silva/ Passos Coelho/ Paulo Portas, o aluno dilecto do ministro alemão Wolfgang Schäuble, o administrador-delegado da troika em Portugal, a imagem da nossa credibilidade "lá fora", junto dos credores e das instituições internacionais, como não se cansavam de apregoar; deixa um testamento arrasador para o Governo que fica/ para os que ficam no Governo [3.º e 5.º parágrafo, pág. 2] e passagem de testemunho/ delegação de poderes [pág. 3], e o que faz o empossado ministro das Finanças e alegado primeiro-ministro de Portugal? Nada. Nem um parágrafo, em directo nos telejornais e sem direito a perguntas. Nem uma comunicação aos portugueses em modo Twitter 140 caracteres. Nem um pio. Estamos entregues à bicharada.

 

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|| Portugal, um imenso swap "do Minho a Timor"

por josé simões, em 01.07.13

 

 

 

Swaps exóticos, swaps "desaparecidos em combate", Refer com perdas potenciais de 40 milhões de euros, mentiras no Parlamento. O desnorte total no dia da estreia dos briefings do secretário de Estado adjunto do ministro-adjunto do Governo adjunto de Cavaco Silva com a já ministra a seu lado, a descredibilidade, para lá do que qualquer criativo poderia imaginar ou conceber, o tiro de misericórdia no Governo de iniciativa presidencial, com o Presidente da República que não temos a empossar uma ministra que antes de o ser já devia ter sido demitida. Como na canção, ai Portugal, Portugal…

 

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|| Qual é o espanto?

por josé simões, em 30.06.13

 

 

 

Como é que alguém que acredita piamente nas virtudes da desregulação total dos mercados e na economia de casino, perdão, na financeirização da economia, resultado lógico do neoliberalismo de que se reclamam, pode ser condenado por professar a sua fé?

 

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|| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 08.06.13

 

[Via]

 

 

 

 

 

|| Um pormenor

por josé simões, em 07.06.13

 

 

 

Que isso implique a falência de milhares de empresas, a destruição do tecido económico de um país, que tenha passado o desemprego de problema conjuntural para factor estrutural da economia, que mexa com a vida de milhares de pessoas e o empobrecimento e miséria de milhares de famílias, é um pormenor. Danos colaterais, em linguagem bélica, já que é de uma guerra que se trata, com um lunático nos botões das armas de destruição massiva.

 

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|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 07.06.13

 

 

 

"adversamente afectado pelas condições meteorológicas que no primeiro trimestre afectaram a actividade da construção"

 

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|| E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?

por josé simões, em 29.05.13

 

 

 

O primeiro-ministro que achava "curioso" que entre o programa eleitoral do PSD, e aquilo que era o programa de Governo do PSD, não haver grande "dissintonia" com o memorando de entendimento com a troika, e que, não satisfeito, ainda se propôs ir mais além do memorando de entendimento do programa do PSD, custasse o que custasse, escolheu para ministro das Finanças alguém que, não acertando uma, uma só que seja, o melhor que lhe ocorre é passar as culpas ao Governo anterior, por uma suposta má negociação do memorando do programa do PSD, que o PSD, pelos cabelos brancos autorizados de Eduardo Catroga, veio publicamente reivindicar como grande vitória sua. E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?