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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Jobs for the boys

por josé simões, em 20.10.16

 

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Andámos durante os quase 5 anos de Governo da direita radical a gramar com os administradores PSD e CDS nomeados para tudo o que fosse empresa pública, Águas de Portugal por exemplo, sem que nunca ninguém tivesse compreendido quais os critérios subjacentes às nomeações, que não os do mestrado e doutoramento na Universidade do Cartão do Partido, para agora "o cartão de militante do PS [voltar] a ser um trunfo profissional". "A nossa universidade é melhor, mais séria e competente do que a vossa", deve ser o lema. As "propinas" são pagas pelo suspeito do costume, o contribuinte.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Ó CDS, Olé! Olé!

por josé simões, em 19.05.14

 

 

 

Eu era capaz de jurar que quando o CDS, perdão Paulo Portas, nomeou Assunção Cristas para ministra da Agricultura e do Mar e do Ambiente e do Ordenamento do Território [acho que não me esqueci de nada] e que, por sua vez, nomeou um dos elementos da comissão de honra da sua candidatura pelo distrito de Leiria, perdão, nomeou o dô-tôr [deve ser dô-tôr porque no CDS é tudo dô-tôres] John Michael Antunes para presidir à administração da Parque Expo, a ideia era acabar com mais uma "gordura do Estado", com o "sorvedouro de dinheiros públicos" e com o "despesismo socialista" em menos de um fósforo e não que, passados 3 – três – 3 anos, não só a gordura continue a gordurar como o "despesismo socialista" tenha aumentado 2, 75% num ano e que seja necessário ao Estado, que é uma forma simpática de dizer o dinheiro do contribuinte, proceder a uma injecção de 152 milhões de euros e de vender activos ao preço da uva mijona.

 

Como diria o vice-trampolineiro Paulo Portas, responsável-mor por estas nomeações, "o socialista é muito bom a gastar o dinheiro dos outros mas quando acaba o dinheiro chamam-nos a nosotros y a vosotros para compor as coisas"

 

[Imagem de Joseba Elorza]

 

 

 

 

 

 

||| Um ambiente verde

por josé simões, em 30.01.14

 

 

 

Quando as "preocupações" ambientais do Governo de direita passam por desinvestir nas energias alternativas para taxar o consumidor, já que o contribuinte atingiu o limite de taxas por habitante. Um ambiente verde, da cor do dinheiro.

 

«Cobrar 15 cêntimos por cada saco aos consumidores rendia ao Estado 30 milhões de euros por ano»

 

[Imagem DIY Origami Coy Fish by Won Park]

 

 

 

 

 

 

|| No reino do faz-de-conta

por josé simões, em 15.07.11

 

 

 

Um burro carregado de gravatas é um dôtor. É a gravata pescadinha-de-rabo-na-boca, que se usa à roda do pescoço para se ter valor e que implica automaticamente ter valor só por se usar à roda do pescoço uma gravata. Por decreto. O decreto do faz-de-conta que se é importante e capaz e responsável, e que já está em vigor desde os idos em que o velho de Santa Comba Dão mandava os ministros faz-de-conta comprar um chapéu para cobrir as cabeças que faz-de-conta que pensavam.

 

Há mais vida para além da gravata? Há. No reino do faz-de-conta vigora o decreto do tratamento por dôtor. Mesmo para aqueles que só o são porque usam gravata não o são mas usam gravata. Por decreto.

 

 

 

 

 

|| Maria Luísa por João Cutileiro

por josé simões, em 23.08.09

 

 

 

Até se me deu um nó na garganta e um aperto no coração ao ver buldozers e caterpillars em acção de destruição a um ícone da escultura moderna portuguesa, com o beneplácito, e debaixo do olhar, de um homeless da política nacional que empreendeu que é ministro do Ambiente.

 

 

|| Da Flexibilidade

por josé simões, em 22.06.09

 

 

 

«Portugal é um caso de sucesso da conversão de uma actividade que passava pela caça às baleias para outra actividade económica que vive da não caça (…)», mas também “caso de sucesso” na conversão da Reserva Agrícola Nacional, da Reserva Ecológica Nacional e da Rede Natura – património comum herdado das gerações passadas –, em projectos PIN para satisfazer lóbis politico partidários ligados à construção civil, e para encher os bolsos de outros tantos ligados à hotelaria e turismo.

 

Ide na conversa do Nunes “que-se-está-borrifando-para-o-ambiente” Correia, e as baleias têm o destino traçado. A bem da flexibilidade.

 

(Imagem de Carlyne Cerf de Dudzeele)

 

 

 

 

 

|| República Surrealista de Portugal

por josé simões, em 05.05.09

 

E uma vez que parece que definitivamente entrámos no reino do surreal, com o enriquecimento ilícito a passar a injustificado e a ser taxado em 60% pelo fisco; com o regresso das malas do dinheiro aos partidos porque coitadinho do PCP e da Festa do Avante!; porque não a proposta de Lei contemplar um artigo, e respectivas alíneas, onde ao infractor seja dada a possibilidade de pagar uma coima substancialmente menor que as actualmente estabelecidas se, por sua livre iniciativa, fizer um donativo para um partido com assento parlamentar?

 

Parece-me bem.

 

(Foto de autor anónimo fanada no La Repubblica)