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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Ministério da Trafulhice

por josé simões, em 17.07.19

 

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Rui Rio "quer financiar hospitais públicos em função de resultados". Rui Rio quer aplicar ao Serviço Nacional de Saúde a mesma receita que os liberais do "menos Estado" e da "liberdade de escolha" aplicaram à educação, meter os hospitais a escolher os doentes que recebem, deixar de fora os mais problemáticos e aqueles onde a idade e a esperança de vida sejam um factor determinante nos resultados a apresentar, "martelanço" de resultados para atingir a ambicionada verba meta do financiamento público. Rui Rio quer hospitais de primeira e de segunda para portugueses de primeira e de segunda. Rui Rio desconhece a máxima "com a saúde não se brinca" e quer mudar o nome ao ministério, da Saúde para da Trafulhice.

 

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O embrulho e o papel do embrulho

por josé simões, em 27.12.16

 

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O que a história nos diz, o que a história nos ensinou é que terminada a legislatura e/ ou a comissão de serviço nos respectivos ministérios, ministros e secretários de Estado, com mais ou menos período de nojo, transitam para as seguradoras e para os bancos para os quais legislaram enquanto servidores da cousa pública.


Governo avança com Registo Oncológico contra parecer da Protecção de Dados


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||| Ainda gozam com os cidadãos [IV]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministro da Saúde


Fernando Leal da Costa, o secretário de Estado do humor negro sobre as urgências hospitalares.

 

 

 

 

||| Ninguém perguntou ao ministro...

por josé simões, em 10.04.15

 

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E porque há-de o dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa o Ministério da Saúde, pagar a um heterónimo da Igreja Católica, com a inócua e incolor denominação de Instituições Particulares de Solidariedade Social, para fazer aquilo que o Estado, que já paga às IPSS, e não é assim tão pouco quanto isso, por via das transferências do orçamento do Estado, não faz?


Dito de outra maneira, porque é que um médico faz numa IPSS, pago pelo dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa o Ministério da Saúde, aquilo que não faz no Serviço Nacional de Saúde, pago pelos mesmos suspeitos do costume e sem intermediários?

 

Porque é que o ministro da Saúde, por interposta pessoa o Ministério da saúde, se demite das suas competências?


Ninguém perguntou ao ministro...


«Quer ter médico de família? Pode ter de ir a uma IPSS»


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||| "Aliviar o peso do Estado na economia"

por josé simões, em 07.04.15

 

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O dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa a escola pública, forma os melhores médicos da Europa, que as universidades privadas são muito bonitas mas é em matéria de papel e caneta, e mesmo assim com os resultados que são conhecidos, que isso de investir em ciência está quieto pois requer muito conhecimento, responsabilidade e... investimento. Fica para o Estado portanto, que o privado é para dar lucro. Médicos que depois vão para a emigração, ganhar no serviço nacional de saúde inglês ou alemão o que o Serviço Nacional de Saúde português lhes nega, ou para o hospital privado pátrio, pagos com o dinheiro... do Estado, dinheiro que não há para o hospital público porque as empresas de colocação avulsa de médicos e enfermeiros ganham outro tanto e porque aquele que já foi um dos melhores serviços nacionais de saúde do mundo é para desmantelar por duas ordens de razões: fanatismo e cegueira ideológica   .


«Leal da Costa, no Fórum TSF, admitiu que existe de facto uma transferência para os hospitais privados, mas esclareceu que parte dessas transferências é suportada pelo Estado, demonstrando assim que este cenário não se deve a um esforço de alívio das contas públicas.»


A nós ninguém perguntou se queríamos ver o Serviço Nacional de Saúde esvaziado de competências e valências, transferidas para a medicina privada e suportadas pelo Estado que é um eufemismo que a direita usa quando quer esconder a denominação "dinheiro do contribuinte" quando não lhe agrada a conversa, em nome de uma poupança que não há, pois não?


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||| Como dizem os "bifes", life goes on

por josé simões, em 16.02.14

 

 

 

Duas notícias interessantes sobre o estado da saúde em Portugal:

 

O Governo para as empresas e corporações, eleito pelo voto popular, não quer acabar com o "abono de família" das clínicas, laboratórios, e hospitais privados, a pretexto da qualidade do serviço do Sistema Nacional de Saúde, que o Governo para as empresas e corporações, eleito pelo voto popular, quer desmantelar.

 

Mais importante do que saber que a indústria farmacêutica gasta num só ano 20 milhões de euros em publicidade e marketing era saber qual o retorno para a indústria farmacêutica dos 20 milhões de euros investidos gastos, só num ano, em marketing e publicidade.

 

A língua portuguesa é maravilhosa. Até tem expressões tipo "ler nas entrelinhas" e "emprenhar pelos ouvidos".

 

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||| Somos bons, somos muito bons

por josé simões, em 16.01.14

 

 

 

E não só somos bons, muito bons, como também somos a verdadeira terra das oportunidades, a terra do leite e do mel, como dizem os amaricanos nos filmes. Um país para novos [de acabadinhos de chegar ao mercado, subentenda-se], criar empresas de véspera para no dia seguinte começar a facturar, contra os interesses dos instalados na praça. Venha de lá o investimento estrangeiro. Somos bons, muito, bons, somos fantabulásticos, e até damos dó-tôres à Goldman coise:

 

Chefe de gabinete do MAI demite-se após ajuste directo a empresa sua

 

«Além de Rita Abreu Lima, a POP Saúde tem como sócio Miguel Soares Oliveira, ex-presidente do conselho directivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), e foi criada poucos dias antes do ajuste directo da ARS LVT. Soares de Oliveira é marido de Rita Abreu Lima e gerente da sociedade.»

 

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|| O dilema de um humilde e anónimo cidadão face ao fascismo higienista e ao liberalismo económico que nos esmaga

por josé simões, em 29.12.12

 

 

 

Ou continuar a fumar e a beber e assim contribuir para que o Estado siga arrecadando milhões em impostos e, na melhor das hipóteses, morrer cedo, libertando com esse acto a segurança social de mais pensionistas e reformados e o Serviço Nacional de Saúde de velhos que insistem em ficar doentes, com doenças que costumam dar nos velhos, esses inúteis que cada vez morrem mais tarde, ou continuar a fumar, a beber e a não ter cuidado nenhum com a alimentação e, se conseguir chegar a velho, ou quando cair na doença e tiver de recorrer aos serviços de um hospital público ou de um posto de saúde, não ser atendido pelo médico nem pelos enfermeiros porque há já muito que havia sido avisado para os riscos que corria e, se ficou doente, não foi por falta de informação, porque a fatia do Orçamento do Estado para a Saúde é para tratar os obedientes e os bem comportados, e para pagar aos hospitais e clínicas privadas que gerem a saúde pública.

 

«Frisando que a manutenção do SNS é indiscutível para o Governo»

 

Resumindo: num futuro mais ou menos próximo, o Serviço Nacional de Saúde gerido por companhias de seguros, bancos ou empresas privadas de saúde, vai recusar tratamento a utentes/ beneficiários com determinadas doenças, à imagem do que já acontece neste momento com os seguros de saúde privados.

 

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|| A estupidez humana não tem limites

por josé simões, em 13.12.12

 

 

 

Já nem indo pela estupidez e pelo desperdício que é monotorizar a rede, e as redes sociais, para perseguir e punir os cidadãos, no geral, e os próprios funcionários, no particular, ao invés da atitude inteligente que seria usar a monotorização da[s] rede[s] para, primeiro, corrigir erros e deficiências dos serviços e ir de encontro aos anseios e necessidades das populações com vista à prestação de um melhor serviço, e para, segundo, usar a rede como ferramenta de trabalho para melhor perceber a relação empregador-empregado e melhor proceder à optimização de desempenhos, com reflexos imediatos nos índices de produtividade, é a estupidez de não se aprender nada com o que a história nos conta e nos ensina, e não compreender que nunca em tempo algum, algum governo ou regime conseguiu suprimir a opinião crítica, e que, mais tarde ou mais cedo, o dique rebenta e a enxurrada que se lhe segue tem efeitos devastadores, como o demonstrou, por exemplo, o caudal de excessos nos dois anos seguintes à revolução de 25 de Abril de 1974 após 48 anos de ditadura.

 

Bem podem questionar o ministro da tutela, este ou outro qualquer, com outra qualquer tutela, que a resposta vai ser sempre a mesma, no mesmo jo go do empurra. O Governo das empresas e das marcas defende as empresas e as marcas contra os perigosos e subversivos cidadãos que o elegeram. E o exemplo parte do próprio Governo. A Direita no poder.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| A saga continua

por josé simões, em 02.10.12

 

 

 

a) Vai sair mais barato ao Estado? Não.

b) Vai sair mais barato ao utente? Não.

c) O utente vai ser mais bem servido? É duvidoso e remete-nos para as alíneas anteriores; a que preço para o Estado, para o contribuinte, para o utente?

 

Qual é a ideia então por detrás da ideia, e depois do "êxito" que foram os Hospitais SA e EPE? Desmontar e repartir o Estado Social pela elite dos amigos-patrões da esfera político-partidária dos dois partidos que compõem a coligação, mais Santas Casas e casas santas dos grupos de saúde privados.

 

Podemos partir da ideia base que o que é privado é só de alguns e o que é público é de toda a comunidade?

 

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|| A ética do Conselho da Ética

por josé simões, em 27.09.12

 

 

 

A seguir vai ser o para quê gastar dinheiro em doentes terminais ou em paneleiros e drogados arrumadores de carros, assim como assim vão morrer. O terreno da ignorância e do ódio higienista da populaça à diferença e às minorias está devidamente fertilizado, é só, a coberto da poupança e da racionalização do dinheiro do contribuinte, largar a semente do populismo à terra. Que morram para aí como cães que alguma Isabel Jonet do medicamento há-de aparecer para os acudir.

 

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|| Do expurgo

por josé simões, em 21.02.12

 

 

  

Os cadernos eleitorais é que não há pressa em expurgar. Como aí o rácio "clínico"/ "doente" é favorável à classe "médica", deixa estar.

 

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|| O arco da governação ou a ordem dos hospitaleiros

por josé simões, em 06.12.11

 

 

 

|| The end

por josé simões, em 29.09.11

 

 

 

Paulo Macedo limitou-se a acabar com o trabalho que José Sócrates ameaçou começar [uma das muitas promessas nunca concretizadas] logo no discurso da tomada da posse no primeiro mandato à frente do Governo, e que lhe valeu de imediato uma barragem fortíssima do fortíssimo lobby encabeçado por João Cordeiro. The end.

 

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|| Mais corte na despesa

por josé simões, em 08.09.11

 

 

 

Desta feita “dois em um”. É que a Direita beata e da caridadezinha sempre foi contra os métodos contraceptivos porque sim e porque vão contra os princípios da Santa Madre Igreja [Amén!], tem agora o álibi perfeito. A seguir ataca-se na interrupção voluntária da gravidez, abonos de família já não há, deduções fiscais vão deixar de haver. Retrocesso civilizacional.

 

[Imagem de John Collier Jr.]