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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Honi soit qui mal y pense

por josé simões, em 19.08.20

 

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Miguel Albuquerque, o da reforma do Estado "é despedir funcionários públicos, não vale a pena estar com ilusões, 78% da despesa do Estado é com pessoal", depois de ter defendido uma aproximação ao Chega do ex-camarada de partido, porque Sá Carneiro também fez uma aliança com o CDS quando se dizia que era fascista, foi convidado pelo ex-camarada de partido, André Ventura, líder do Chega, que no programa político "defende o fim progressivo do Serviço Nacional de Saúde, a privatização total da escola pública (…), que o Estado se deve livrar dos edifícios das escolas, defende a privatização dos hospitais e dos centros de saúde", para o apoiar formalmente e "integrar a sua candidatura à Presidência da República". O útil ao agradável, a fome e a vontade de comer, brothers in arms.

 

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Isto está tudo ligado

por josé simões, em 02.06.16

 

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A Fundação Social Democrata da Madeira, que escapou a sanha persecutória do governo da direita radical a fritar toucinho, que é como quem diz a derreter as gorduras do Estado, que é como quem diz a exterminar as fundações, o alfa e o ómega da despesismo socialista do Estado, uma fundação boa, portanto, deve, portanto, 6 milhões e meio de euros ao Banif, que Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque esconderam atrás de Carlos Costa, o apêndice que o governo da direita radical tem no Banco de Portugal, para não inviabilizar a saída limpa que só não o foi por culpa do Costa - o Banif escondido, mais os prejuízos da fundação Mário Soares, que recebeu contribuições do Sócras, por interposta pessoa o patrão, de quem o Costa foi ministro e até foi visitar à prisão quando esteve preso.


Razão tem Miguel Albuquerque, liberal e reformista do Estado e social-democrata [sempre!] da Madeira, escudeiro de Pedro Passos Coelho, que não são amigos de Alberto João Jardim que se foi sentar ao lado de Paulo Rangel naquele congresso dos "3 cães a um osso", quando diz que "em Portugal só quem vai preso é a arraia miúda".

 

 

 

 

||| Há coisas que da boca de determinadas pessoas têm outro peso

por josé simões, em 12.08.15

 

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Se calhar é por ser Agosto e o povo estar todo a banhos mas passaram despercebidas, não nas televisões do pensamento único mas nas redes sociais [gloup], as declarações do delfim de Pedro Passos Coelho nas ilhas adjacentes sobre a "renegociação" das Parcerias Público-Privadas, papagueadas pelo ministro da Economia, António 'soldado disciplinado' Pires de Lima e repetidas ad nauseam pelo querido líder Paulo Portas, em tandem com aquele-que-nunca-fala-verdade, candidato à renovação do mandato de primeiro-ministro,


«na região as grandes reparações continuam a cargo das concessionárias, no continente passaram para a responsabilidade do Estado»


que nos confirmam que não houve renegociação das PPP's coisíssima nenhuma, simplesmente o Estado vai deixar de fazer o que até então era responsabilidade contratual do privado e que os pneus, suspensões, direcção e chaparia diversa, vítimas das crateras e do mau estado do alcatrão, ficam por conta do cidadão-condutor-contribuinte.


Numa busca rápida pelo Google encontramos éne provérbios com o termo 'mentira'.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Agora Alberto João pode levantar-se de onde está e sentar-se ao lado de quem quiser nos congressos do PSD

por josé simões, em 01.06.15

 

 

 

«Nesta visita oficial à Região – quase inédita nesta legislatura -, os dois governantes anunciaram o desbloqueio ainda este ano de 43 milhões de euros do Fundo de Coesão e as tarifas aéreas mais baratas para os madeirenses. Passos Coelho não fechou a porta a rever as condições dos reembolsos dos empréstimos da Madeira no âmbito do programa de assistência financeira»

 

 

 

 

||| O dilema de Miguel Albuquerque

por josé simões, em 02.04.15

 

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Sendo o Governo Regional da Madeira o maior empregador das ilhas, directamente via serviços e administração pública, ou indirectamente por via de concessões várias e das obras públicas adjudicadas a empresas "do regime", e estando o PSD, e as vitórias eleitorais do PSD, dependentes da rede clientelar assente nesta relação promíscua, como é que Miguel Albuquerque vai implementar a sua reforma do Estado sem “exterminar” o partido que dirige?


«[...] o sucessor de Alberto João Jardim na liderança dos social-democratas diz que não deve haver "ilusões" sobre a reforma do Estado: "É despedir funcionários públicos, não vale a pena estar com ilusões, 78% da despesa do Estado é com pessoal".


Para Miguel Albuquerque, o Governo devia ter criado um fundo ou uma bolsa fora do quadro do Orçamento do Estado para pagar os despedimentos e nessa altura "tirava 10, 15, 20, 30, 40 mil pessoas" e fazia a reforma do Estado.»


[Imagem]

 

 

 

 

||| Chapelada

por josé simões, em 01.04.15

 

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Da última vez que tinha ouvido falar em "chapelada" eleitoral tinha sido na casa do avô Zé, à roda da mesa de jantar, era eu um puto e o pai contava quando uns fulanos da Legião Portuguesa apareceram no quartel com uns boletins de voto que eles, depois de "aconselhados" pelo comandante da companhia, na parada em formatura, depositaram numa caixa. Não, o pai não esteve na tropa na ilhas adjacentes da Madeira e Porto Santo, esteve no Regimento de Infantaria de Évora.


«PCP exige a recontagem de todos os votos e vai recorrer ao Constitucional»

 

 

 

 

|| O pote das ilhas adjacentes

por josé simões, em 04.11.12

 

 

 

Passou despercebida na generalidade da comunicação social, e na blogocoisa, a declaração de derrota de Alberto João Jardim, desvalorizando e atribuindo a expressiva votação em Miguel Albuquerque, nas directas para o PSD-Madeira, a um hipotético descontentamento devido aos acessos ao porte se encontrarem vedados a quem nunca deu o corpo ao manifesto pelo partido nas ilhas:

 

«houve aqui uma divisão entre o PSD militante, que esteve em todas as acções desde o início da sua fundação, e um PSD que talvez, que estava inscrito, que nunca se viu chamado para atribuição de algumas funções e que portanto estava descontente com a condição política»

 

Pode ser que sim pode ser que não, certo é que tudo isto acontece num altura de crise, recessão, depressão e austeridade, com o país e a Região Autónoma sobre resgate financeiro, e que estamos a falar de um universo de 3859 militantes do partido, 1644 deles, a fazer fé nas declarações de Jardim, homeless partidários, excluídos do pote da promiscuidade entre Governo regional e empresas propriedade, ou com ligações a membros do Governo e à elite dirigente do PSD-Madeira, para uma população total de 267.785 de habitantes. Cada um que tire as suas conclusões sobre a autonomia regional desde 17 de Março de 1978.

 

[A imagem é de uma instalação de Ron Terada e um conselho aos hipotéticos 1644 homeless partidários, partidários de Miguel Albuquerque]