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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Açular os cães

por josé simões, em 08.06.15

 

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Os trabalhadores que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca não são trabalhadores que fazem as sandes com as mãos, são migrantes que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca. Só os ingleses. E mais de metade dos trabalhadores que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca são do leste da Europa, polacos. E as sandes que os ingleses, só os ingleses, vão comer com a boca depois de feitas por migrantes com as mãos numa fábrica inglesa, são assim feitas com as mãos, pelos migrantes, porque em Inglaterra ninguém quer ir trabalhar para um fábrica a fazer sandes. Nem com as mãos nem com luvas a calçar as mãos. Se calhar porque o salário é baixo para aumentar a mais-valia ao dono da fábrica e/ ou aos accionistas e nem um penny sobra para comprar luvas para calçar as mãos dos migrantes que fazem as sandes que os ingleses, só os ingleses, vão depois comer com a boca.


Açular os cães é isto.


[Imagem Yvonne Hemsey/Getty Images]

 

 

 

 

||| Adaptar a realidade à propaganda

por josé simões, em 26.03.15

 

 

 

Esqueceu-se foi de referir que, excluindo as migrações forçadas por alterações climáticas, guerras, regimes autoritários [por exemplo as deslocações forçadas de populações na União Soviética de Estaline] é a existência de oportunidades que propícia a migração e não medidas de pura propaganda, desgarradas e sem nexo, ainda que numa escala nacional e de reduzida migração pendular, como as do Governo a que pertence.


«"Não há desenvolvimento sem migrantes", diz secretário de Estado»